Quando Eduarda finalmente achou os dormitórios ela se assustou com o largo corredor cheio de portas. Cada uma com um nome diferente. Até...

Umbrellia Van Gothic & Eduarda Martin

Eduarda abriu a porta e notou no quarto de paredes azul bem claro, chão de madeira escura e móveis escuros.

– Hã...Umbrellia? Sou Eduarda, sua companheira de quarto. Prazer.

Logo Umbrellia apareceu, vestida com pijamas escuros.

– Lia — disse ela

– O que?

– Pode me chamar de Lia, não precisa falar "Umbrellia"

– Ah, Duda — Eduarda estendeu a mão

Lia a encarou e virou de costas.

– Bem, se não for pedir demais, gostaria de ficar na cama perto da janela — disse Lia apontando para uma cama king size virada para janela. Eduarda olhou ao redor, tinha uma cama com escada em cima da escrivaninha.

– Pode ficar aí — disse Eduarda

– Suas coisas estão ali — Lia apontou para mochilas jogadas.

– Obrigada

– Nada não.

Lia pegou o telefone e fones e apertou play numa música qualquer. Eduarda a encarou por um breve segundo e foi em direção ao banheiro, onde tomou um banho e colocou os pijamas; depois de pega-los. Arrumou suas coisas e viu Lia dormindo, caiu na cama e suspirou, fechando os olhos, porém escutando música alta e gritos vindo do quarto ao lado.

– Quem é essa pessoa que está fazendo tanto barulho?

Levantou-se e caminhou até a porta, onde saiu, indo até o quarto ao lado.

Bateu na porta.

[...]

Froid era companheiro de quarto de Cristian, que agradeceu por Froid ser o novo companheiro.

– Quem era o outro? — perguntou Froid depois de largar-se no sofá próxima

– Zack Haid — Cristian cuspiu — Aturei ele por um ano e meio.

– Não é flor que se cheire, né?

– Nem flor

Froid deu uma risadinha. Cristian cruzou os braços e o encarou.

– Bem, Sr. Cicatriz — Froid encarou os braços — Vou sair.

– Mas as luzes vão se apagar.

Cristian deu um sorriso irônico.

– Eu sou um demônio, queria o que? Que eu tivesse medo do escuro.

Froid riu forçado e jogou-se na cama depois de um banho, caindo no sono.

[...]

Astrid adorava "ódio a primeira vista" e foi isso que sentiu ao ver o nome Esmeralda Beckham na plaquinha de sua companheira de quarto.

Quando entrou viu a menina ajeitando uma prateleira inteira com livros.

– Opa — Astrid disse — Meu quarto virou uma biblioteca.

Esmeralda virou sorrindo, porém o mesmo sumiu ao ver Astrid encarando os livros com desprezo.

– Eu deixei aquela prateleira para você — falou Esmeralda apontando para um prateleira bem maior.

– Não é a questão da prateleira.

– Então o que é? — Esmeralda cruzou os braços

– Livros. Não quero isso no meu quarto.

– Nosso quarto — corrigiu Esmeralda um pouco magoada.

– Bem — falou Astrid empinando um pouco o nariz — Tira os livros.

– Minha prateleira. Minhas coisas.

– Meu quarto. Meu gosto.

– Nosso quarto. Divisão — falou Esmeralda batendo o pé assim como Astrid.

Astrid virou de costas e suspirou. Esmeralda virou-se também e continuou a ajeitar os livros. Não seria Astrid que a faria tirar seus preciosos livros dali.

– Onde estão minhas coisas? — perguntou Astrid

– Ali — Esmeralda apontou para perto da escrivaninha.

– Eu ficarei com a cama perto da janela

– Não. Minhas coisas já estão ali — falou Esmeralda, virando-se e vendo Astrid tirando suas coisas e jogando-as no chão — EI!

– Ops... — ela sorriu. Má. — Agora está livre.

– Por que fez isso? — Esmeralda sentiu os olhos arderem — São livros. São minhas coisas. Por que não está me tratando bem? Eu fiquei super feliz em ter uma companheira, por que não facilita as coisas.

– Por que não quero.

Esmeralda engoliu o choro que viria e deitou-se na outra cama, depois de arrumar as coisas, vendo Astrid arrumar as suas depois. Caiu no sono.

[...]

Angie adorou a companheira. Seu nome era Manuella. Tinha cabelos num corte de channel modernos, curto e repicado atrás com duas pontas maiores na frente num tom de preto. Pele clara e olhos azuis. 1,58 e corpo bonito. Cintura fina, coxas medias assim como a bunda, seios também médio. Tudo proporcional. Sem falar que a personalidade da menina era boa. Manu era uma garota animada e cativante, para ela não parecia ter tempo ruim, pelo que Angie notou. Parecia sempre tentar levantar o astral de tudo ao seu redor.

Manu caiu no sono depois de conversarem um pouco. Porém Angie ficou deitada na cama, encarando o teto azul marinho coberto de estrelas.

Então dormiu.

[...]

Ao bater a porta, Eduarda cruzou os braços e tentou fazer a melhor cara de irritada. Porém quando um garoto pálido, lindo e sem camiseta abriu a porta, sua expressão se foi para um tomate ambulante na sua face.

– Quem é você? — ele perguntou, a voz rouca que fez o cabelo da nuca de Eduarda se eriçarem.

– Eduarda. Vizinha — falou ela apressada

– O que quer? — ele perguntou coçando a nuca

– Está fazendo barulho e eu quero dormir

– Ah, me desculpe. É meu companheiro de quarto — ele apontou para a plaquinha "Zack Haid e Skandar Parker" na porta.

– Ah, o lobo. Espera era você o garoto de mais cedo?

– O que quase morreu? Sim, era eu.

Eduarda deu uma risadinha.

– Bem — Skandar disse — Quer falar com ele? ZACK!

Não deixou Eduarda responder, logo Zack apareceu.

– Que é, morena?

– Silêncio, eu quero dormir.

– Ah, claro — ele revirou os olhos — Seu desejo é uma ordem madame.

Eduarda apenas bufou e saiu, entrando no quarto e deitando na cama, não escutando música.

Com um pequeno sorriso, fechou os olhos, pelo menos uma noite de paz. Porém uma noite de paz, significava sonhos e sonhos significavam segredos...

Abriu os mesmos e suspirou, brincou com as mãos até que finalmente caiu no sono, entrando no seu sonho, onde seus pais apareciam e se comunicavam.

Como seria o dia de amanhã? Quais seriam suas aulas? Com quem ficaria no almoço? Essas foram perguntas que passaram na sua mente enquanto mexia com as mãos, antes de dormir.

Notas finais
Alguns personagens aqui, alguns no próximo.