High School Never Ends

15 Castigo, Traição, M, Amus Diggory? Namoros tensos


Notas iniciais
Hola Muchachas!

Antes de tudo eu queria dizer que vai ter uma continuação desse cap, porque eu fui escrevendo, escrevendo, escrevendo e quando eu percebi já tava na página 20 do Word! E ainda faltava muita coisa para escrever o cap como eu tinha imaginado, então resolvi que o melhor era dividir mesmo.

Dessa vez não atualizei tão rápido quanto o último cap, mas tá aí:
EDITADOS:02/05/13

15h, quinta-feira, 30 de outubro – Sala da mansão Delamare


Reed entrou saltitando animadamente pela porta da frente e foi para a cozinha morrendo de fome.

– Eleonora que tal preparar um milkshake de café para mim? – questionou a loira mexendo os cílios rapidamente.

– Ah claro Srta. Reed – concordou – Mas porque a senhorita está tão feliz desse jeito? – perguntou pensando que a garota poderia ter (finalmente) arranjando um namorado.

– Ah Eleonora – começou Reed – Eu acabei de mandar uma vadiazinha chamada Mary de volta para o lugar dela depois de ferrar com ela e começar uma caçada!

A governanta só revirou os olhos, era típico de Reed bolar planos maléficos e ficar tão feliz destruindo as pessoas que a irritam.

– Fico feliz que você tenha humm... Dado um jeito nessa tal de Mary – disse a mulher – Mas ela não se feriu gravemente certo? – perguntou com medo dos advogados.

– Ah – suspirou chateada – Quem dera que ela tivesse sido ferida na caçada.

Eleonora deu uma risada e serviu o Milk-Shake para a garota. As duas continuaram a conversar até que a porta da cozinha foi aberta com muita força fazendo elas se virarem.

– VOCÊ ESTÁ DE CASTIGO – berrou Anice surgindo da porta com Oliver atrás.

Reed olhou para os avós que estavam sérios, mas não conseguiu conter o riso.

– Ai ai um dia vocês me matam de rir – falou secando uma lágrima que caía.

– Eu não estou brincando mocinha – rugiu a mulher – Você está de c-a-s-t-i-g-o.

A loira ia novamente rir quando o avô jogou um envelope amarelo que estava bem pesado.

– O que é isso? – questionou curiosa.

– Abra – mandou a avó.

Reed quase caiu da cadeira quando viu o conteúdo. Fotos dela bebendo Vodka com Sirius; descendo até o chão com Gideon e Fabian; discutindo com Gray; cantando bêbada com Anne e James; beijando intensamente Lance Hollys. E ainda havia uma carta com um texto narrando todas as “aventuras” da garota nesse último mês.

– Q-Q-Quem mandou isso? – perguntou gaguejando em choque.

– Estava sem remetente – respondeu o avô – Mas isso não é o importante. Não se pode negar que é você nessas fotos e o texto parece ser bem verdadeiro, agora a questão é, desde quando você mente para nós.

– Eu nunca menti! – exclamou a garota – Vocês nunca perguntaram o que eu fazia... Ou com quem eu fazia – acrescentou.

– Imagine se os outros pais souberem... – pensou Anice – AH MEU DEUS e se a D.B.R. (Daughters of the British Revolution – Filhas da Revolução Inglesa) saber que você faz esse tipo de coisa?

– Mas eu sou uma garota comportada! – Reed exclamou.

Se os avós não tivessem visto aquele envelope, com certeza iam acreditar nela, porém agora só olharam duvidosos com uma cara de “Ah tá conta outra”.

– Tá, não tão comportada assim. Mas eu tiro boas notas, eu só sou chamada algumas vezes na diretoria, sou saudável e inteligente, jogo futebol e consigo entradas para vocês nos jogos e tenho uma ótima educação – a loira foi listando suas qualidades nos dedos – Sou praticamente uma garota modelo.

– Ás vezes você é chamada para a diretoria? – repetiu o avô – Sempre!

– Com certeza você seria a garota perfeita, se não bebesse, festejasse, dançasse vergonhosamente, berrasse, ganhasse advertências, tivesse um pouco de respeito por si mesma! – listou a avó nos dedos igual à neta.

– E não se esfregasse em qualquer um – acrescentou Oliver se referindo a foto com Hollys.

– Mas vocês conhecem o Lance! — contestou Reed.

– Não importa – retrucou o avô.

– Por isso você está de castigo. Sem celular, festas, bebidas, caronas com o James, saídas no meio da noite, bares e sem café.

– Como assim eu estou de castigo? E eu não vou sobreviver sem celular... MUITO MENOS SEM CAFÉ – gritou a garota revoltada.

– Só posso dizer que você deveria ter pensado nisso antes de se meter em tanta confusão – falou a avó dando o assunto como encerrado, ela e Oliver se retiram da cozinha para o quarto.

– Eleonora, parece que eu vou ter que planejar outra vingança – Reed falou pegando o envelope e indo para o seu quarto.


18h 04min – Casa das Evans


Lisa estava super preocupada com sua filha, quando chegaram em casa Lily subiu correndo para o quarto sem dizer uma única palavra.

Ela não sabia mais o que fazer, se ligava para James pedindo satisfação, conversava com Charles sobre isso ou telefonava para Marlene pedindo ajuda. É a última opção parecia ser a melhor, já que as outras duas resultaria em Lily esganando Lisa.

– Marlene? Aqui é a Lisa mãe da Lily.

– Oi tia Lisa! O que aconteceu?

– Eu preciso que você venha aqui, eu acho que a Lily está mal... Desde que a gente chegou em casa ela tá lá em cima trancada no quarto.

– Por que ela tá trancada?

– Ah eu não falei? Bom nós vimos o James com outra garota e os dois estavam humm se beijando.

– O James tava beijando uma garota?

– É e a Lily viu, por isso ela tá trancada. Se você pudesse ligar para a Reed e aquela amiga loirinha dela para vocês virem aqui fazer companhia, acho que seria uma boa ideia.

–Ahn certo tudo bem, eu dou um jeito de falar com elas.

– Ok, muito obrigada querida. Beijinhos.


18h 07min – Banheiro da Marlene


Lene havia acabado de sair do banho quando falou com a mãe de Lily, depois da ligação a garota ficou um pouco tensa. Ela não tinha o telefone da Reed, só o da Anne e a relação daquela morena com a capitã das líderes de torcida não era das melhores.

– Anne? Aqui é Marlene McKinnon.

– Quem? – questionou a voz da loira, Lene podia ouvir uma música agitada no fundo.

– Humm Marlene McKinnon... Amiga da Lily.

– Ah! Olá McKinnon – disse a garota com a voz desanimada – Quem morreu?

– Ninguém morreu Anne! A mãe da Lily acabou de me ligou e parece que ele estava beijando uma outra garota, ai a Lily viu e parece que ela tá bem chateada.

– ELE FEZ O QUÊ? – berrou Anne quase ensurdecendo McKinnon.

– Ele estava beijando outra garota na sorveteria do Florean.

– Puta que pariu, olha o que aquele garoto fez, eu disse que deixar as coisas casuais não ia dar certo com a Lily– e a loira começou a praguejar para si mesma – Mas alguém me ouve? Não, lógico que não, por que não ouviu a Anne e fazer merda?

– Então, você pode ir para a casa da Lily? Sabe para dar apoio á ela e tudo mais?

–Claro pobre Lil. Como que ela está?

– Trancada no quarto.

– Isso não é muito bom, mas tudo bem, eu chego em 20 minutos.

– Você poderia falar com a Reed também?

– Okay.

E a loira desligou sem mais nem menos. Marlene suspirou aliviada, a ligação nem foi tão ruim do jeito que havia imaginado.


18h 49min – Casa das Evans


Lene havia chegado há 20 minutos e situação não estava das melhores. Lily não estava chorando litros ou querendo se matar, ela estava emo, encolhida na sua cama com a coberta em cima dela chorando um pouquinho e não querendo ver ninguém.

A campainha tocou e Marlene foi correndo rapidamente para atender.

– Anne? Cadê a Reed? – perguntou Marlene vendo a loira sozinha.

– Grr – rosnou – Reed pode vir, a barra tá limpa – rosnou novamente aborrecida.

Reed surgiu das sombras se postando ao lado de Anne.

– Oi Lene, tudo bem?

– Ahn tudo? – perguntou meio desconfiada.

– Ótimo, vamos Anne temos um loooooongo trabalho á resolver – disse a loira subindo as escadas até o quarto de Lily.

Anne suspirou e subiu as escadas seguida de Marlene.


18h 52min – Quarto da Lily


Lily estava na sua cama em posição fetal debaixo do seu cobertor e só se levantou quando ouviu a porta se abrir em um estrondo.

– Reed?

– Olá minha querida ruiva – falou a loira entrando no quarto, seguida por Anne e Marlene – Nós soubemos do seu humm pequeno problema com o Jay e viemos ajudar! – exclamou animada – Anne – chamou estalando os dedos.

A loira tirou várias coisas de dentro das sacolas que carregava e jogou tudo na cama. Chocolates, balas, Ruffles, Pringles, coca-cola, revistas, filmes, cervejas e cigarros.

– Pra quê tudo isso? – perguntou Marlene surpresa pela quantidade de coisas amontoadas na cama da ruiva.

– Esse é o nosso Kit de pós-relacionamento – disse Anne.

– Patenteado e aprovado – acrescentou Reed sorridente.

– E para quê vamos precisar de cigarros? Eu não fumo- falou Lily inocentemente.

– E nem vai começar – disse Reed em um tom severo arrancando os cigarros da mão da garota – Eles são pra mim.

A ruiva olhou reprovatóriamente.

– Ei não me olha com essa cara. Eu só fumo quando eu estou em total estresse, depressão profunda, querendo me dar um tiro ou querendo esganar o Gray pela sua mera existência.

As garotas riram da loira que ia falando enquanto fazia poses dramáticas.

– Agora vamos ao assunto que não quer calar Lily – a ruiva engoliu seco – Uma hora ou outra você vai ter que nos contar... Então o que aconteceu?

Os olhos da ruiva se encheram de água e ela começou a contar o que havia visto na sorveteria de Florean. Marlene e Anne começaram a xingar James que ele não deveria fazer uma coisa dessas com Lily e a ruiva dava sorrisos ou risadas fracas enquanto Reed observava pensativa em silêncio.

– Bom Lily apesar de você e o James terem combinado de manter as coisas casuais, sem comprometimento essas bostas todas, o James e acho que você também, ainda não tinham saído com ninguém além de vocês mesmos desde que tudo isso começou – disse Reed do nada – Por isso acho que você não pode culpa-lo exatamente.

Silêncio. As garotas olharam para aquela loira como se ela tivesse dito que iria raspar a cabeça e formar uma nova banda de punk, mas ela continuou.

– Eu acho que ele não fez por mal, de jeito nenhum ele iria querer machucar a Lily, disso eu tenho certeza. Mas esse é o jeito dele de ser ele nunca namorou ninguém antes, tirando a Beverly Binder, e Anne você sabe que ele a traía toda hora.

– ELE NAMOROU A CASTORA FEDIDA? – berraram Lily e Marlene.

– Eu achei que vocês já sabiam disso – falou Anne – nós nunca mencionamos isso antes? Ou o Gideon e o Fabian jogando isso na cara do James? Ou a Daphne xingando o James até a morte por ter terminado com a Beverly?

– Apesar de que a Binder se emputeceu com o James por ele ter a traído com a Daphne Clarck.

– ELE TRAIU A CASTORA FEDIDA COM A DAPHNE CLARCK? – berraram as duas de novo.

– Não foi uma troca muito interessante, mas o James tem seus motivos.

– Quando ela diz motivos ela quer dizer momentos bêbados.

– Continuando... – interrompeu Lene.

– Tá o que eu estava falando... Ah então como você Lily era humm como eu posso dizer? Era difícil de alcançar para qualquer cara então o James foi esperto e já logo ficou com você, mas ele também te disse que ele não queria que fosse sério pela falta da habilidade dele em manter um compromisso.

– Faz sentido – percebeu Lily – Eu só não esperava que eu ficaria tão...

- Emo, deprimida, chateada, com pensamentos suicidas...? – tentou Anne.

- Triste – cortou Lily – com ele ficando com outra. Eu acho que eu nunca tinha pensado o que aconteceria se ele ficasse com outra garota.

– Eu realmente acho que ele gosta de você e que se importa com você! Porque toda aquela história de “eu não gosto dela, só tô fazendo isso para proteger ela dos outros caras” era a mais pura idiotice – disse Reed imitando Jay com uma voz esganiçada.

– Era ridículo – concordou Anne.

– Ele falava isso? – questionou Lily com os olhinhos brilhando.

– Sim, mas isso não é importante agora. Lil de qualquer jeito ele beijou outra e você não gostou disso. Então você tem que falar o que você pensa, porque você não pode continuar desse jeito se você não tá confortável com toda essa situação. Imagina como você vai ficar toda vez que ele tiver com outra garota.

– Tudo bem Reed – murmurou Evans – Eu acho que você tá certa.

– Agora nós vamos assistir algum filme porque esse papo deprê tá me deixando depressiva – falou Anne se levantando e indo mexer nas sacolas.

– Filme yaaaaaaaaaaaaaaaay – riu Reed animada igual a uma criançinha.

Lily agora estava mais calma e havia parado de chorar, iria aproveitar a noite com as amigas, pois pelo menos ela tinha certeza que elas eram para sempre.


22h 08min


– Ah eu adorei o filme! – exclamou Lene.

– O Bambi tava tão bunitinho – comentou Lil.

– Eu não acredito que você tinha esse filme Anne – falou Reed admirada.

– Era esse ou humm uns filmes er não muito “comportados” se é que você me entende – disse Anne meio sem graça

As garotas continuaram a conversar sobre o filme até que Lene perguntou para Reed:

– Afinal por que você entrou daquele jeito hoje?

– Bom, é uma looooooonga história, amanhã vocês vão descobrir o resto. Basicamente eu estou de castigo por toda eternidade, o que é bem estranho já que eu pensava que os meus avós achassem que castigo era uma droga, literalmente.

– Mas por que você está de castigo? – perguntou Lily.

– Pelo jeito meus avós descobriram o meu histórico do último mês; todas as festas, bebidas, caras, etc.

– Eles já não sabiam? – questionou Marlene.

– Na teoria sim e acho que na prática também... Enfim, de algum jeito eles conseguiram essas provas concretas então berraram comigo, brigaram, discutiram, reclamaram – e ela continuou narrando as ações dos avós — Aí eu fugi para cá.

– Você fugiu para cá? – perguntou Lily sem entender.

– É eu pulei da janela, me escondi em um arbusto, a Anne apareceu, eu entrei rolando no carro, chegamos aqui, me escondi em outro arbusto de novo, entrei aqui e no momento eu diria que estou foragida.

Evans e McKinnon estavam olhando para a garota com a boca aperta em um redondo “O”.

– Nossa que noite... Agitada – comentou Lily.

E as outras concordaram.


31 de outubro, 07h 39min – Estacionamento de Hogwarts


As Grifinórias foram deixadas em Hogwarts por Lisa, já que Lily obviamente não iria querer pegar carona com James. Quando as quatro se aproximaram do grupo que estava na mesma localização de sempre, sentados nos capôs de seus carros perto do pátio.

– Primeiro eu gostaria de dizer bom dia á todos vocês, e gostaria de dividir um problema que está me afetando duramente – comentou Reed calma arrancando olhares estranhos de todos – QUEM MANDOU ESSA PORRA PARA MINHA CASA? – berrou jogando o envelope no colo de Sirius – EU VOU ASSASSINAR QUEM DEIXOU ISSO NA SOLEIRA DA MINHA PORTA. PUTA QUE PARIU MINHA VIDA TÁ TOTALMENTE FUDIDASSA E EU EXIJO SABER QUEM TIROU ESSAS FOTOS E ESCREVEU AQUELA BOSTA! — gritou super vermelha para quem quisesse ouvir.

Os amigos olharam assustados para a Grifinória, não só eles, todos os alunos que passavam pelo estacionamento escutaram a loira gritar.

Gideon e Fabian começaram a fazer uma lista com os prováveis suspeitos e diziam que não iriam descansar até a “honra de Reed ser recuperada”. Remus, Jason, Peter e Frank observavam as fotos, James lia o texto com Beka e Sirius observava o envelope procurando por alguma pista.

– Reed vem aqui – chamou Six.

A garota que continuava vermelha de raiva foi até o amigo.

– Olha isso – ele rasgou o envelope ao meio para mostrar o que estava escrito no verso. Um grande “M”.

– Oh Meu Deus! – exclamou Reed – Você realmente acha que a Marlene iria fazer tal coisa terrível assim comigo?

Black bateu a mão na face em sinal de decepção.

– Não sua besta – xingou Sirius — Quem mais nós conhecemos que começa com M?- perguntou sussurrando.

– OMFG – sussurrou extasiada – Eu não acredito que aquela vadia desgraçada da...

– Mary me mandou uma mensagem! – exclamou Lily contente.

Reed pulou em cima de Lily para arrancar o celular das mãos da ruiva e ligar para Mary e falar poucas e boas para aquela cobra.

Claro que isso não aconteceu, só a imaginação assassina da autora.

Na verdade Reed só olhou furiosamente para o celular de Lily como se fosse Mary.

– Lily querida – falou docemente – Pode falar para a pequena Mary que eu sinto muitas saudades dela? E que eu mando lembranças? Ah e diga que eu vou visitar ela a qualquer horinha – sorriu mais docemente.

A ruiva fez um aceno positivo e começou a digitar no teclado pequenininho do celular.

– Parece que eu vou ter que dar um jeitinho a mais naquela vadiazinha – a loira contou em voz baixa para Sirius.


07h 50min


James Potter estava em uma conversa muito interessante com Sirius sobre a liga européia de futebol (como sempre). Quando ele viu que a ruiva não conversava com ninguém chegou perto de Lily e pigarreou:

– Lily será que eu posso falar com você um segundo?

Ela assentiu e seguiu ele para longe dos amigos.

– Ahn era você na sorveteria do Florean ontem? – questionou meio nervoso.

– Era – replicou olhando ele nos olhos o fazendo desviar.

Eles ficaram em silêncio por algum tempo até que Lily se pronunciou:

– James eu tenho que ir vou me atrasar para as aulas.

Ela se virou e começou a andar de volta para a sua classe, mas Potter a puxou ficando frente a frente.

– Lily eu sei que você me viu com a Ivy...

– Ah então esse é o nome dela – cortou seca.

– Sim, e eu pensei que tava tudo bem eu encontrar outras garotas já que a gente combinou em manter isso casual. Na verdade você que sugeriu isso.

– James ok eu entendi, a culpa não é sua. Eu não consigo mais fazer isso. Eu pensei que eu ia conseguir ficar com você, sem estar humm realmente com você, mas eu não consigo e eu descobri que eu não sou esse tipo de garota.

– Lil eu vou mudar tá bom? Vou ser um cara melhor e vou ficar só com você ok? Eu vou mudar – disse James implorando.

A ruiva não sabia ao certo o que dizer.

– Vamos dar um tempo ok? Eu não quero te fazer virar algo que você não é. Tudo foi muito rápido entre nós. Você vai ter tempo de se encontrar com outras garotas e descobrir se eu valho tanto à pena, e eu vou tentar conhecer outras pessoas.

O garoto concordou com a cabeça olhando fixamente para o chão, Lily se virou e foi para sua classe.


09h 36min – Aula de Química básica


– Eu estou do lado da Lily – comentou Sirius.

– Que tipo de amigo você é? – perguntou James colocando um óculos de proteção.

– Pensa cara, desse jeito você vai poder ficar com várias outras garotas e humm aproveitá-las melhor se é que me entende sem estar com peso na consiência – replicou Black ascendendo o Bico de Bunsen com um fósforo – Você está livre!

– Sirius eu tenho nojo de você, já imaginou como a Lily se sentiu? Como ela ficou confusa com aquilo? E ainda pra ela conseguir falar aquilo pro Jay? – brigou Anne.

– Ok a Lily pode ter se sentindo um pouco mal.

– Um pouco? – cortou Peter tentando abotoar o seu jaleco que estava um pouco (lê-se muito) apertado.

– Cala a boca Wormtail – rosnou Padfoot – O que eu quero dizer é que, a Lily pediu um “tempo”, ela percebeu que não quer mais nada casual, o James pode aproveitar esse tempo de uma forma produtiva.

– Você quer dizer transando com qual quer uma? – alfinetou Reed fazendo Sirius olhar feio para ela.

– Crianças agora eu gostaria que vocês tomassem muito cuidado com esse experimento – pediu Horácio Slughorn, professor de Química – Quando forem abrir a rolha do tubo de ensaio abram direcionando a boca do tubo para a parede, porque se for para explodir não irá ser em vocês.

Os alunos concordaram e começaram a realizar o experimento.

– Professor? – perguntou Anne com a mão levantada.

– Sim Srta. Wright?

– Será que eu podia abrir o tubo na direção do Sirius Black? – questionou batendo os cílios rapidamente.

– E por que a senhorita iria querer fazer tal coisa com o pobre Sr. Black? – perguntou de volta achando que deveria ser alguma brincadeira.

– Eu só quero que ele sofra um pouquinho Professor Slughorn, eu vou mirar no peito dele e como lá não tem coração eu acho que ele não vai sentir nada – retrucou olhando feio para Sirius, as outras pessoas da aula só soltaram um “uuuuuh”.


11h 23min – Q.G


Os Grifinórios estavam sentados em seu Q.G – como Sirius chamava. Eles conversavam sobre diversas coisas — futebol, sapatos, filmes – tudo para evitar a conversa sobre o rompimento de Lily e James.

– HOJE É HALLOWEEN! – berrou Sirius virando o centro das atenções no momento.

– COMO VOCÊ ESQUECEU ISSO? – berrou Gideon para Fabian.

– COMO VOCÊ ESQUECEU ISSO? – berrou Fabian de volta.

– O QUE NÓS VAMOS FAZER? NÃO POSSO SOBREVIVER SEM DOCES – berrou Peter mais alto ainda.

– QUE TAL PARAR DE BERRAR? – berrou Reed fazendo todos calarem a boca – Ok plano simples de festa de Halloween começando.

– Local? – perguntou Fabian.

Todos ficaram em silêncio.

– Acho que minha mãe tá meio que suspeitando da festa na piscina, das duas na verdade – justificou Anne.

– Meu pai está em casa – falou James.

– Minha casa é um show de horrores, mas vocês não querem ser perseguidos pela Walburga enquanto ela berra com uma faca na mão certo?– disse Six rindo.

– Reforma – falaram Gideon e Fabian.

– Ótimo vai ser na minha casa – declarou Reed.

– Você não estava de castigo? – lembrou Frank.

– Uh verdade... Agora eu preciso pensar em uma desculpa para comemorar – e Reed começou a pensar – A HA!

– A HA! – comemoraram Gideon e Fabian – Ela teve uma ideia! A HA!

– Gray você pode ir? – perguntou à loira e o francês respondeu que sim – Perfeito, eu falo para minha avó que é uma pequena comemoração a chegada do Gray na Inglaterra.

– Mas ele chegou aqui há praticamente um mês – comentou Jason.

– Jura? Eu pensei que fazia meses... Fascinante, parece que quando se é torturada o tempo passa mais devagar – falou Reed dramática fazendo Gray revirar os olhos assim como os outros amigos – De qualquer jeito não tem importância já que “Os Beaumont são nossos amigos de longa data” – imitou com uma voz idêntica.

– Ela disse isso mesmo?

Reed confirmou e continuou:

– Vai ser na minha casa então. Tragam filmes, comida, doces, bebidas, cobertores, o que vocês quiserem.

– Lista de convidados – lembrou James.

– Marlene, James, Lily, Frank, Jason, Anne, Remus, Gideon, Fabian, Beka, Gray, Reed, Sirius, Peter – disse Sirius rapidamente.

– E se quiserem trazer alguém de última hora, tudo bem – acrescentou Reed.

Eles continuaram há conversar um pouco sobre mais alguns detalhes até que o sinal tocou os fazendo retornar as suas aulas.


11h 55min – Frente da sala de História do primeiro ano


– Oi Lily – cumprimentou um garoto de cabelo castanho escuro um pouco longo.

– Olá... – cumprimentou de volta tentando se lembrar do nome do garoto.

– Amus Diggory – lembrou o garoto.

– Ah certo, me desculpe Amus eu não sou muito boa em lembra nomes – desculpou-se Lily sem graça.

– Tudo bem, afinal nós não vemos muito você anda com o grupo da Delamare não é?

– Sim, você conhece a Reed?

– Eu diria que bem de mais – respondeu dando um sorriso estranho.

– Jura? Toda hora que alguém menciona o seu nome ela saí berrando que você é uma galinha ou qualquer coisa assim – comentou Lily pensando alto.

– Ela faz isso? – perguntou desdenhoso – Não importa de qualquer jeito, eu soube que você e o Potter romperam do seu “lance”.

– As notícias voam rápido por aqui não é? – falou a ruiva tentando desviar do assunto.

– Com certeza ás vezes rápido de mais – concordou risonho – Vamos ao ponto, eu gostaria de saber se você queria sair comigo algum dia desses?

– Nossa direto – disse impressionada – Mas por que você quer sair comigo?

– Lily você foi à novidade desse ano e chamou bastante a atenção por andar com o Potter. Eu sempre quis te convidar para sair, mas você sempre estava perto da Delamare e logo depois começou a sair com o Potter e agora que vocês terminaram pareceu à oportunidade perfeita – falou sem gaguejar parecendo ter esse “discurso” já ensaiado.

A ruiva não esperava nenhum convite para algum encontro, principalmente vindo de Amus Diggory.

– Tudo bem para mim, por que você não vai para a festa de Halloween na casa da Reed hoje à noite? Tenho certeza que vai ser divertido, pode trazer um amigo se quiser.

– Parece uma boa ideia, vou levar o Ted se não tiver problema. Eu te pego ás 18 na sua casa ok?

– Perfeito. Você quer o endereço da Reed?

– Não eu ainda me lembro do caminho.

– Então te vejo ás seis – despediu-se Lily.

– Tchau Lily – despediu-se também e beijou a bochecha da ruiva só que bem mais perto da boca da garota.

Lil corou envergonhada e foi entrou na sala.


12h – Corredores de Hogwarts


– Posso falar com a Anice? É a neta dela – falou Reed ao celular.

– Um momento senhorita Delamare – pediu uma voz masculina, provavelmente algum empregado.

– Certo...

– Reed chérie! Você saiu ontem à noite? Não se lembra do seu castigo? Eu não te vi saindo de manhã... Você não deveria estar em aula? Como foi o seu dia?

A loira foi bombardeada com várias perguntas que até ficou confusa.

– Ah sabe o que é – tentou pensar em uma desculpa – Eu estava tão cansada ontem, depois de toda aquela confusão com o castigo e resolvi me retirar no meu quarto para pensar em minhas ações... Por isso a senhora não deve ter ouvido nenhum barulho do meu quarto – explicou — ou sinal de vida – acrescentou rapidamente.

– Oh faz sentido.

– Eu sei que faz, afinal é a verdade não é? Eu deveria estar em aula sim, mas o professor de Geografia é tão... – chato, desprezível, irritante, ridículo – entediante, que perder alguns minutinhos da aula dele não tem diferença.

– Se você diz... Por que você me ligou?

– Ah que ótima pergunta! A senhora se lembra do Gray Beaumont não é? O filho do casal Beaumont, aqueles amigos de loooooonga data da família Delamare.

– Óbvio que sim! Não me diga que você está namorando o filho deles?C’est super!

– Non, c’est bizarre!

E as duas começaram a discutir em francês.

– TUDO BEM ESSE NÃO É O PONTO. O que eu quero dizer é que nós deveríamos fazer uma pequena comemoraçãozinha para o Gray em casa você não acha? E como hoje por acaso é Halloween eu pensei que seria perfeito.

– Mas você está de castigo.

– Grand-mère essa não é a questão, imagina que tempo maravilhoso nós iremos ter com os meus amigos! Não será divertido?

– Você até pode ter razão... Afinal faz tempo que eu não converso com esses jovens do dia de hoje.

– Com certeza, então eu posso pedir para eles chegarem ás seis horas?

– Oui, oui! Vai ser maravilhoso.

– Au revoir.

Reed desligou com um sorriso vitorioso estampado no rosto. Dirigiu-se até a aula de Geografia e bateu na porta.

– Reed Delamare você está atrasada – reclamou Birthdam.

– 13 minutos e 6 segundos – comentou entrando na sala.

– Muito obrigada pela exatidão, mas você não poderá entrar – disse severamente.

No momento em que ele terminou de falar a porta abriu com força revelando Narcissa Malfoy, Rosemary Bengt e Natasha Parkinson.

– Oh não professor Birthdam, você não vai deixar as suas melhores alunas Sonserinas para fora da sala não é? – perguntou Reed colocando as mãos na cintura – E com certeza desse jeito você não poderá me deixar para fora dessa aula prestigiosa, pois isso seria uma total falta de injustiça com a minha pessoa – terminou com um sorriso angelical estampado no rosto.

– Primeiramente, eu gostaria de ouvir o motivo delas do atraso – falou o professor.

– Desculpe Professor Birthdam, nós estávamos ocupadas fazendo um trabalho e chegamos a nos atrasar quando a impressora travou – explicou Natasha angelicalmente.

– E a sua Delamare? – perguntou se voltando para a Grifinória.

– A minha é mil vezes melhor que essa desculpa esfarrapada professor – balbuciou Reed tentando ganhar tempo para pensar em algo.

– Jura? Então divida com a classe. Afinal você não vai querer ganhar outra falta na minha aula, se não vai acabar repetindo o ano por faltas.

– Eu não me sinto confortável em dividir isso com a sala – balbuciou novamente tentando ganhar tempo.

– Tem certeza?

– Já que o senhor insiste tanto – disse a garota que já havia pensado na ideia – Eu tive certos humm problemas femininos, me compreende? Envolvendo sangue, absorventes e outras coisas que eu acho que o senhor não quer ouvir.

– Humm – foi à única coisa que o professor conseguiu falar, ele estava vermelho de vergonha.

– Se o senhor não acredita em mim pode checar o banheiro feminino! Ou perguntar á Anne, ela sabe como o meu fluxo é forte.

– Não terá necessidade – cortou nervoso. A classe só dava risadas baixas.

– Eu insisto! – Reed protestou.

– Verdade Professor Birthdam, o fluxo parece uma cachoeira! E quando a Reed está de TPM? Deus nos acuda porque ninguém pode com a loira desse jeito – falou Anne tentando manter uma cara séria.

– Sentem logo vocês quatro, antes que eu tire pontos da casa de ambas – ameaçou o professor.

– Sabia que você não contava com tal justificativa professor, parece que você se esquece do meu poder de persuação novamente – comentou a garota indo animada sentar em seu lugar.

– Delamare cala a boca e senta no seu lugar se não serão menos quarenta pontos para a Grifinória – Birthdam brigou já irritado.

– Parece que alguém está de TPM – sussurrou divertida.


13h 04min – Estacionamento de Hogwarts


– Prongs para onde estamos indo? – perguntou Sirius seguindo o amigo que se aproximava de seu carro.

– Eu estou indo encontrar o meu pai em um restaurante Six, não sei para onde você vai – respondeu.

– Então é assim? Depois de todos esses anos de amizade eu sou descartado? Abandonado aqui nessa escola – falou fazendo cara de cachorro abandonado.

– Sirius eu vou voltar antes que a próxima aula comece, é só nesse período do almoço.

– Mesmo assim, quem disse que eu não quero ir almoçar com você e seu pai? Eu vou me sentir muito sozinho aqui.

– Almoço com o Tio Charlie, tô dentro – comentou Reed surgindo ao lado de Sirius – Se você for levar o cachorrão aqui vai ter que me levar também.

– Reed meu pai me convidou para ir, não vocês.

– Desse jeito magoa Prongs – falou Sirius limpando lágrimas imaginárias.

– Tá bom então, que tipo de amigo você é? Deixando seus dois melhores amigos aqui, para comer a comida da escola que nós nem sabemos se foi feita por pobres jamaicanos oprimidos, enquanto você vai almoçar com o seu pai para comer comida realmente de qualidade – disse a loira dando seu pequeno show.

Potter pareceu refletir; se dissesse não Reed e Sirius poderiam se jogar na frente do carro quando saía do estacionamento ou o perseguir até o restaurante. Então disse rendido:

– Ótimo entrem logo no carro.

– Yaaaaaaaaay – comemoraram Reed e Sirius indo entrar no carro.


13h 15min – Restaurante Nobu


James deu o seu carro ao manobrista e entrou no restaurante acompanhado de Reed e Sirius.

– Aquela não é a Lily? – perguntou Sirius – E a Lisa?

– Eca a Petúnia tá lá também – comentou Reed – Que estranho, elas tão sentadas com o seu pai Jay.

– E se elas forem dar um discurso de como foi errado eu trair a Lily, apesar de nós termos nos resolvido? – questionou James entrando em pânico.

– Nossas opções, a) sair berrando para o manobrista trazer o nosso carro b) fugir para o restaurante chinês do outro lado da rua c) correr em pânico ou d) entrar lá dentro – listou Reed.

– Eu prefiro a opção b, então vamos lá – disse James se virando para fugir.

– Agora nós vamos entrar porque eu tô morrendo de fome – falou Six puxando os dois Grifinórios para dentro do restaurante.

Sirius arrastou os dois para perto da mesa onde conversavam calmamente.

– James! – exclamou Charles ao ver o filho – Reed e Sirius que bela surpresa.

– Tio Charlie desculpe aparecer aqui desse jeito, mas quando o James nos convidou não conseguimos recusar – mentiu a garota – não é Sirius?

O moreno concordou indo se sentar ao lado de Charles.

– Não tem nenhum problema, afinal vocês dois já são praticamente da família – falou Charles gentil – Agora vamos pedir.

E o almoço foi indo bem, todos pediram e comeram sua comida, nenhuma menção do rompimento de James e Lily, Reed não falou nada que envolvesse a sanidade mental da garota, Sirius não ficou brincando com a comida ou dando em cima da garçonete e nem Petúnia estava tão insuportável.

– Afinal por que você convidou todos nós tio Charles? – perguntou Six ainda rindo de uma piada contada por Lily.

– Ah Sirius eu e Charles temos algo para contar para vocês – falou Lisa pondo a mão em cima da de Charlie.

Reed e Sirius se encararam assustados, já tinham ideia o que estava por vir enquanto Lily, James e Petúnia nem faziam ideia.

– Eu e a Lisa – apertou a mão da loira – estamos namorando.

James e Lily ficaram boquiabertos, Petúnia estava fuzilando os dois com os olhos, Reed e Sirius não paravam de olhar um para o outro sem saber que reações deveriam ter.

– Isso com certeza é um choque para vocês – acrescentou Lisa – mas nós dois estamos muito felizes juntos!

– PAI VOCÊ POR ACASO PENSOU QUE ISSO SERIA ESTRANHO PARA MIM E PARA A LILY JÁ QUE NÓS ESTAMOS NAMORANDO – brigou James levando o tom de voz.

– Estávamos – corrigiu Reed com uma tossida nada discreta.

– JÁ QUE NÓS ESTÁVAMOS NAMORANDO – repetiu novamente James sem perder a pose.

- Na verdade, o termo correto seria saindo casualmente – comentou Sirius pensativo.

- Cala a boca Sirius – cortou o moreno sem mexer um músculo.

– Mãe o James está certo – disse Lily fitando a mãe nos olhos.

– Nós somos uma família moderna! Não será estranho se você e a Lily namorarem – comentou Charles sorridente.

– Será sim! – falaram Lily e James em uni som.

– Vocês vão ter que se acostumar com essa ideia, já que nós não vamos nos separar tão cedo – Lisa disse séria.

– Eu estou me retirando – levantou-se James – Sirius, Reed vamos... Lily se você quiser se juntar – ofereceu Potter e a ruiva prontamente se levantou.

Os quatro Hogwartianos se retiraram da mesa e caminharam até a entrada do restaurante.

– Eu acho que vou pegar um taxi e voltar para a faculdade – murmurou Petúnia se retirando também.

E Charles e Lisa ficaram sozinhos na mesa.

– Até que não foi tão ruim quanto pensávamos – Lisa disse tentando animar Charles.

– Você tem razão. A Petúnia não nos xingou, nem o James começou a listar as razões porque nós não deveríamos namorar – concordou Charles — E eu pensei que a Reed ia querer começar um protesto contra o nosso namoro e o Sirius iria só por lenha na fogueira.

– O bom foi que o Sirius e a Reed foram ótimos em ficar em silêncio – Lisa riu.


13h 55min – Estacionamento de Hogwarts


– EU NÃO ACREDITO QUE ELES ESTÃO NAMORANDO – berrou James mais uma vez, repetindo o que ele havia gritado antes (várias vezes) no carro.

– EU SEI! ELES SÃO MUITO IRRESPONSÁVEIS – berrou Lily junto, concordando com James (como havia concordado as outras várias vezes no carro).

E os dois continuaram a berrar voltando para suas classes, deixando Reed e Sirius para trás.

– Tudo isso é muito tenso – disse Delamare.

– Muito, muito tenso – assentiu Black.

– O mais cômico de tudo isso, é que de manhã a Lily e o James nem estavam se falando e agora os dois estão “amiguinhos” berrando por toda a escola.

– Imagina se eles voltarem a ficar juntos por causa disso?

– Aí seria tenso e estranho.


16h 19min – Carro de Gray


– O que eu estou fazendo aqui? – perguntou Reed para Gray que dirigia.

– Por que você sempre usa esse tom comigo? – questionou o francês em tirar os olhos da rua.

– Que tom?

– Esse tom eu-sou-melhor-que-você-então-por-que-eu-estou—falando-com-um-ser-desprezível-como-você-?

– Humm não sei, acho que eu já me acostumei á falar com você desse jeito – replicou pensativa.

– Respondendo a sua pergunta, sua avó esqueceu de mandar um motorista então você precisava de carona. O Gideon e o Fabian iam sair com a Beka, o Jason não tem carteira, o carro do Remus estava cheio já que ele iria levar a Anne o Peter a Marlene e o Frank, o Sirius teve alguma ideia louca então chamou James para acompanhá-lo e a Lily ficou na escola até mais tarde... Então eu sou o único que te restou.

– Ah isso explica muita coisa – “lembrou-se” Reed.

– Nós chegamos mademoiselle – anunciou Gray parando na frente da Mansão Delamare.

A garota estava saindo do carro quando resolveu perguntar:

– Gray você não quer ficar aqui até a festa começar? Todo mundo vai chegar daqui á uma hora e meia, então você podia esperar aqui.

– Tem certeza que vai conseguir me aguentar por uma hora e meia? Eu sou tão insuportável, não é Reed?

– Eu já estou me acostumando a ser torturada com a sua presença – ela deu um sorriso de lado – Anda logo antes que eu mude de ideia.


16h 25min – Mansão Delamare


– Cheguei! – anunciou Reed abrindo a porta da frente – AAAAAAAAAAAAAAH O QUE É ISSO?

A casa estava toda decorada com teias de aranha, esqueletos, sangue falso, máscaras de monstros, velas e as janelas haviam sido cobertas por um tecido preto deixando a casa bem mais sombria.

– Ah você gostou chérie? – perguntou Anice aparecendo de trás de uma fonte de chocolate.

– O que aconteceu aqui? – questionou assustada pela mudança brusca ano visual da casa.

– É a nossa decoração de Halloween! Não é assustadora?

– Até de mais – comentou a garota – Por que e como você fez tudo isso em 4 horas?

– Oh eu tenho os meus contatos, consegui que uma amiga minha arrumasse toda a casa para nossa pequena comemoração. E dê uma olhada na sala grande, eu pedi para colocarem aquela tela de cinema que nós compramos há alguns anos atrás e eu também pedi a Eleonora para afastar os sofás assim podemos ficar todos no chão!

– Nossa que diversão – Reed falou em um falso tom animado.

– E quem está aí escondido atrás da porta? – perguntou Anice fazendo Reed perceber que não havia se movido desde que chegará.

Reed se moveu para frente dando espaço para Gray passar, o que fez a avó de Reed vibrar.

– GRAY! Quanto tempo – exclamou – Não me diga que vocês dois estão namorando?

A loira bateu a mão na cara em sinal de decepção.

– Você já me perguntou isso hoje – rosnou tirando os sapatos e tacando pelo corredor.

– Eu perguntei hoje para você querida, ainda não para o Gray – e se voltou para o garoto que se sentiu encurralado.

Reed já havia subido ás escadas e estava no andar superior enquanto Gray estava na sala de visitas tendo uma conversa (bem constrangedora) com a avó de Reed.

– Então querido me diga, você está namorando? – ele fez “não” com a cabeça – Você não deixou nenhuma garota em Paris, deixou?

– Não Madame Delamare eu estou solteiríssimo.

– Ótimo – comentou tomando outro gole do seu chá – Outro assunto, você não tem nenhuma doença transmissível certo? Eu quero dizer AIDS, Sífilis ou...

– REED! – gritou Gray em socorro – Você não quer ajuda aí em cima?

Ela apareceu no pé da escada vestindo um Roupão e parecendo aborrecida:

– Deixa o Gray em paz e por que razão você quer saber se ele tem AIDS?

– Só fazendo um pouco de pesquisa chérie, mas eu vou deixar os dois resolverem os seus “assuntos” – Reed e Gray torceram a cara quando a senhora fez aspas no ar – Eu vou estar no jardim com a Eleonora para terminar o meu chá... Beijinhos – e jogou beijinhos no ar.

A velha francesa saiu da sala de visitas indo para o quintal do fundo onde provavelmente Eleonora estava.

– Anda Gray meu quarto é aqui em cima – chamou Reed se virando nos calcanhares e indo caminhar para o seu quarto.

O francês se apressou a seguir a garota.


16h 48min – quarto de Reed


– Eu vou tomar banho ok? E você espera aqui, se quiser assisti um pouco de T.V. – tacou o controle remoto para ele e entrou no banheiro que era anexado ao quarto.

Gray observou curioso o quarto. Tinha várias fotos espalhadas — tanto em portas retratos quanto coladas desajeitadamente na parede – a maioria mostrava Reed abraçada com Anne e Beka; nos ombros de Gideon e Fabian; segurando junto de Sirius e James uma caneca enorme de cerveja; Peter boiando em cima de uma bóia em uma piscina parecendo desmaiado; Ted a abraçando por trás; Remus lendo um livro enquanto Anne fazia chifrinhos com os dedos nele; e até tinha uma foto dos Sonserinos que haviam desenhado por cima bigodes, chifres, piercings ou meleca escorrendo do nariz. Mas a que mais chamou a atenção de Gray foi uma foto que estava em um porta retrato antigo mostrando uma Reed nos auge de seus 10 ou 11 anos com seus avós ao lado direito e um homem com uma mulher do lado esquerdo, todos com cara séria menos Reed que fazia uma careta para a câmera.

Ele viu uma câmera fotográfica Canon em cima da escrivaninha e resolveu dar uma olhada nela.

– O que você tá fazendo? – questionou Reed saindo do banheiro vestindo um vestido branco com uma toalha vermelha no cabelo.

– Vai vestida de chapeuzinho vermelho pra festa?

– Não, provavelmente a Anne vai assim – respondeu olhando fixamente pro garoto que estava sentado em sua cama – O que você tá fazendo com a minha câmera?

– A gente não tem nenhum foto juntos – ele se levantou e puxou a garota pela mão até ficarem de frente ao espelho.

– Nossa eu vou sair maravilhosa nessa foto com o cabelo molhado, descalça, o vestido sem estar fechado. Tô parecendo um mendigo.

Quando Gray foi tirar a foto Reed deu um passo para trás querendo achar o ângulo perfeito, só que pisou no pé de Gray que cambaleou para trás e caiu na cama e Reed foi junto se postando em cima do garoto. Nessa mesma hora Anice abriu a porta.

– OH MEU DEUS! – exclamou a mulher dando uma risada – Queridos não se esqueçam de usar proteção – e ela fechou a porta do quarto de novo.

Não se sabia quem estava mais vermelho, Gray ou Reed. A loira já tinha rolado pro lado saindo de cima do peitoral (musculoso) do francês que continuara na mesma posição, meio deitado meio sentado.

– OLHA O QUE VOCÊ FEZ SEU ANIMAL! AGORA A MINHA AVÓ ACHA QUE A GENTE ÍA TRANSAR – berrou á plenos pulmões.

– A CULPA NÃO FOI MINHA REED... A CULPA FOI SUA, VOCÊ QUE PISOU NO MEU PÉ – berrou de volta.

A garota fuzilou o loiro com o olhar e o puxou da cama levando ele para o banheiro.

– O que você tá fazendo? – perguntou confuso sem saber o que estava por vir.

A garota sorriu maldosa e fechou a porta do banheiro e só podia se ouvir gritos:

– REED O QUE É ISSO NA SUA MÃO? MEU OLHO NÃO... OOOOOOOOOOUTCH!



Notas finais
PERGUNTA IMPORTANTE:No capítulo passado óbvio que quem mandou review perguntou sobre o James e a Lily e eu acabei dando um previw do que aconteceria no próximo cap. Vocês gostaram? Ou é melhor quando vocês não sabem nada do próximo cap? Por favor, respondam sobre isso, porque dependendo das respostas eu acabo mandando na resposta do review um preview do próximo cap.

Iaaaaaaai gostaram? Todos os meus lindos 24 leitores vão escrever um review bunitinho? E alguma alma bondosa quer fazer uma recomendação?
Muito obrigada pelos reviews no último cap, e um obrigada especial aos leitores novos de HSNE que também deixaram review.

Será que o James e a Lily vão voltar? E a Reed vai sobreviver sem café? O Gray vai finalmente conseguir ficar com a loira sem que ela grite com ele no dia seguinte? Amus Diggory irá conquistar o coração de Lily? O namoro do Charles e da Lisa vai dar certo? Lily vai descobrir por que Reed odeia tanto Amus? Birthdam vai aguentar dar aulas para esses Grifinórios? O Halloween vai ser um sucesso ou acabará em catástrofe? Tudo isso você descobre irá descobrir no próximo cap de HSNE.
EDITADO:02/05/13