High School Never Ends
16 Halloween, Apostas, Mudanças e Passado
Notas iniciais
31 de outubro, 17h 50min – Quarto de Reed
– Eu simplesmente não acredito que você fez isso comigo – resmungou Gray baixinho.
Reed se virou para ele e abriu o maior sorriso.
– Você deveria me agradecer, desse jeito você até que fica mais... – ela enrolou um pouco até conseguir achar a palavra perfeita – Suportável.
– Suportável? – repetiu.
– Isso mesmo suportável – falou se aproximando para apertar o nó da gravata.
Gray sorriu malicioso ao ver que estava só a alguns centímetros da loira que tentava (pela vigésima terceira vez) ajeitar a gravata do garoto.
– Já pensou que você pode estar se apaixonando por mim? Principalmente pela minha suportalidade do momento? – questionou Gray com uma voz baixa e rouca no ouvido de Reed.
Ela deu um sorrisinho e se aproximou mais ainda de Gray, se é que é possível. O francês pensou que Reed estava prestes a beijá-lo já que a distância dos dois já era quase nula.
– Gray você sabe que dizem que eu sou maluca – disse baixinho – Mas eu não sou maluca o suficiente para ficar com você babaca! – aumentou a voz e deu um tapa na cabeça do garoto.
Ela riu e saiu do quarto indo descer as escadas deixando o francês massageando o lugar do tapa.
18h 04min – Sala da mansão Delamare
– AH MEU DEUS GRAY! – berrou Anne ao ver o visual do loiro — Você está tão sexy!
Lupin torceu o nariz ao ouvir o que a namorada disse e colocou a mão na sua cintura instintivamente.
– Não é que ele está Anne – concordou Reed rindo – E eu disse que a Anne iria vir de chapeuzinho vermelho – falou a loira para Gray.
Anne vestia um vestido junto com uma capa vermelha que cobria sua cabeça e Remus usava uma máscara bem assustadora de lobo mal.
– A fantasia dos dois está muito original – comentou o francês fazendo Anne sorrir e dar um beijinho em Lupin feliz pela ideia do garoto ter sido um sucesso.
Cada vez mais a mansão Delamare ia enchendo de Hogwartianos, todos impressionados com a decoração aterrorizante do lugar.
– Jason meu filho que fantasia é essa? – perguntou Reed para o garoto.
A loira observou a roupa do garoto tentando imaginar do que ele estava vestido; os dois revólveres em cada lado da cintura, o chapéu de vaqueiro, camiseta xadrez dobrada até o cotovelo e um cinto com uma fivela grandona.
– Eu sou um Cowboy Reed! – respondeu o garoto mexendo em seu chapéu– Como você não percebeu isso antes?
A garota olhou pensativa e disse:
– Eu pensei que você não estava fantasiado, você não usa esse tipo de roupa normalmente?
Jason sacudiu a cabeça não acreditando no que acabará de ouvir, ele se virou e foi conversar com Frank que estava vestido de cavaleiro Jedi.
Anne, Reed, Remus e Gray conversavam sobre a expectativa que tinham para a fantasia dos outros amigos que ainda não chegavam. Anne se virou para a porta e começou a rir escandalosamente a fazendo cair do pufe.
– Anne o que foi? – questionou Gray preocupado ao ver o estado dela, mas quando se virou para a direção que a garota apontava também começou a rir.
Peter usava uma fantasia completa de coelho branco, e a única parte do corpo que se podia ver era o rosto do garoto.
– Wormtail o que é isso? – perguntou Remus em meio de risadas.
– Isso não tem graça – brigou Pettigrew balançando a cenoura de pelúcia que carregava na mão – Eu não tinha uma fantasia já que todas as outras estavam er apertadas para mim...
– Então resolveu se travestir de coelho da páscoa? – Reed perguntou e depois entrou em outro ataque de riso.
– Essa fantasia não é minha, é do meu pai – argumentou Peter tentando se defender.
– Então o Tio Pettigrew é o coelho da páscoa? – Anne e Reed perguntaram em uni som com vozinhas infantis e olhinhos brilhantes.
– Hunft – resmungou Peter se sentando em um pufe – Eu me recuso a responder as perguntas direcionadas ao meu traseiro fofo de coelho – falou apontando a cenoura para a própria bunda.
Pete virou a cara a se recusou a falar com os outros amigos que continuavam a rir dele.
– Quem são aquelas garotas com o Frank e o Jason? – perguntou Gray apontando para os garotos.
– Por que você quer saber? – questionou Reed, ríspida.
– Alguém está com ciúme? – e a discussão começou.
Reed parecia que ia explodir de tão vermelha que estava, já que não parava de falar sem tomar fôlego, e Gray não estava muito melhor também, agitava os braços sem parar na direção da garota.
– Caramba dá para sentir essa tensão sexual de vocês da porta – comentou uma voz desinteressada.
– O QUÊ? – berraram os dois se virando e encontrando Sirius com seu típico sorriso de “cachorro”.
– Humm é verdade, a Reed e o Gray têm a maior atração um pelo o outro só que os dois ficam negando e tendo momentos quentes que acaba criando essa tensão sexual – Reed arqueou a sobrancelha com o comentário de Anne.
Os amigos concordaram com o que a loira disse recebendo um olhar emburrado vindo de Delamare.
– Nossa Sirius, essa roupa não combinou nadinha com você, porque você sabe né, você não se parece nada com Don Juan... Tirando o fato que você seja um possível estuprador – falou a loira com um sorriso angelical (falso).
Six ajeitou a camisa bufante que vestia e antes de dar uma resposta (beeeeem malcriada) para a loira, James surgiu puxando uma morena baixinha consigo.
– ANDY!
Anne e Reed pularam em cima da garota a abraçando fortemente.
– Ei, ei, ei, ei podem tirando suas garras da minha única priminha sana – disse Sirius bancando o “segurança”, afastando as amigas de sua prima.
– O que você faz aqui? – perguntou Anne empurrando Black e o ignorando.
– Os meus pais foram jantar na casa da Tia Walburga hoje e o Sirius conseguiu nos livrar do jantar e acabamos vindo para cá... Ah desculpe por não avisar que eu vinha espero que não seja muito trabalho e – e a morena continuou a tagarelar pedindo desculpas.
– Enfim quando entramos aqui o Padfoot meio que se “perdeu” olhando a bunda daquela garota com o Jason – continuou James – E eu, o herói aqui, salvei a Andy de ser atropelada pela Madame Delamare que está fazendo um excelente social com todos.
– Minha avó está fazendo o que? – questionou Reed preocupada com as asneiras que Anice poderia estar falando.
– Eu pensei que você estava namorando a McKinnon — comentou Andrômeda.
– Eu estou.
– Então o que você estava fazendo olhando a bunda de outra? – perguntou uma voz misteriosamente não misteriosa (?).
– L-Lene? – Six se virou devagarzinho dando cara com uma Marlene vestida de gato.
A morena só levantou a sobrancelha encarando o namorado.
– Você sabe como é o James, não sabe meu amor? Sempre inventando essas mentiras descaradas sobre a minha inocente pessoa.
Ela respirou fundo e puxou Sirius pelo pulso.
– Vamos conversar em particular então, meu amor– e com um sorriso maligno, a garota o levou para a porta dos fundos.
– Hoje o Sirius morre – disse Reed.
– É – concordaram todos normalmente.
18h 10min – Casa das Evans
Amus Diggory havia tocado a campainha há uns 30 segundos e nada de alguém atender.
Quando a porta abriu, Amus quase mijou nas próprias calças. Uma garota com uma máscara facial marrom (que mais parecia bosta na cara), pepinos sobre as sobrancelhas, roupão rosa e um turbante na cabeça o encarava.
– Você não é o Potter – comentou a voz esganiçada, olhando-o com desdém.
– Ahn eu sou A-Amus Diggory – disse gaguejando – A Lily está?
– Não, ela sofreu um acidente gravíssimo quando estava voltando pra casa. Um ônibus a atropelou e a ambulância demorou á chegar por conta do trânsito, ela foi levada as preces pro hospital com a cara toda desfigurada... Os plásticos tentaram fazer o melhor deles, mas você sabe, a Lily nunca mais vai ser a mesma – respondeu Petúnia seriamente.
Os olhos do garoto quase saltaram para fora com o tamanho espanto que estava.
– PETÚNIA O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – berrou uma outra voz feminina.
– Lily? – chamou desconfiado Amus.
– Ah você já chegou Amus! – exclamou Lily Evans, viva, sem a cara desfigurada ou sem nenhuma lesão corporal aparente.
– Ela não tinha sofrido um acidente? – questionou Amus irritado, se virando para a Evans mais velha.
– Infelizmente só nos meus mais profundos sonhos – suspirou Petúnia pesadamente. A loira se virou e adentrou a casa.
– Desculpe pela minha irmã, digo, monstro – falou Lily.
– Tudo bem – riu– Já está pronta?
–Sim – a ruiva pegou sua bolsa e saiu da casa de braços dados com Amus.
Ele foi bem gentleman, abriu a porta do carro para ela e a ajudou a entrar.
– Oi Ted – cumprimentou Lily para o motorista.
– Oi Lily, você está linda – elogiou o moreno.
Lily tinha as pontas do seu cabelo ruivo cacheadas e usava um chapéu pontiagudo de bruxa. O seu vestido tinha mangas bem longas, mas a saia era bem curta.
– Gostei da sua fantasia Ted, ficou muito legal – observou à ruiva.
Ted Tonks estava uniformizado como se estivesse indo jogar uma partida de futebol pela Inglaterra, usava o uniforme oficial da seleção.
– Éééé todas as gatinhas vão cair, pelo Teddy aqui – brincou Amus rindo, recebendo um tapa de Tonks – Mas a Lily é só minha viu?
Evans riu nervosa de Diggory, que dava um sorriso tenho-32-dentes-lindos-e-brilhantes.
– Ei Amus, não libere tantos hormônios de uma vez se não o seu lado afeminado vai aparecer – alfinetou Ted rindo.
Lily finalmente se descontraiu e riu com Ted da cara de irritado que Amus fazia.
18h 29min – Festa de Halloween
Evans, Tonks e Diggory andaram pelo jardim da mansão Delamare até chegar à soleira da porta, onde a Grifinória tocou a campainha.
Eles podiam ouvir o som alto vindo de dentro da casa e ver que as janelas da frente estavam cobertas por panos pretos.
– LILY! – berrou Reed animadamente ao abrir a porta, mas a cara dela mudou para puro ódio ao focalizar o Lufo galinha que estava atrás da garota, depois mudou para raiva quando viu que Ted estava ao lado dele.
A garota sem dizer uma única palavra, saiu marchando para a sala.
Os três se entreolharam se perguntando o que havia acontecido e seguiram o mesmo caminho que a amiga tinha feito.
18h 32min
– Lily... Diggory... Aqui... Socar ele até a morte... Ted... Traíra... Socar também – disse Reed com raiva e pausando para bufar.
Os amigos a olharam confusos sem entender nada do que a garota estava falando. Ela revirou os olhos e apontou para a porta, onde viram Lily, Amus e Ted que andavam na direção deles.
James teve vontade de pular em cima de Amus e ajudar Reed a socá-lo, quando viu que ele estava de mãos dadas com Lily e os dois riam juntos.
– Reed o que aconteceu para você ir embora daquele jeito? – perguntou Lily apoiando a mão livre no ombro da loira.
–Eu só tinha que resolver uma coisa rápida com o James – replicou brevemente Reed, olhando feio para Amus e tirando sutilmente o ombro de perto da ruiva.
Lily murmurou um “Ahn” e logo depois disso o silêncio se espalhou na rodinha, ou olhavam pro chão ou pra mão de Diggory na cintura de Evans.
– Afinal do que você está fantasiado Amus? – perguntou Anne meio curiosa, olhando para as roupas comuns que usava.
– Ahn eu não sabia que era uma festa fantasia – replicou.
– Claro que sabia! – exclamou Reed com uma voz esganiçada – Ele está vestido como ele sempre se veste, de galinha gay.
O pessoal riu loucamente de Reed, menos Amus que a encarava mortalmente. Depois das risadas o clima havia ficado um pouco tenso, pois ninguém sabia o que dizer.
– OLÁ! – berrou Beka aparecendo na sala com a cintura enlaçada por Gideon e Fabian.
A cena estava bem engraçada, Rebeka no meio vestindo um vestido balone rosa salto alto rosa brilho labial rosa e sombra também rosa, Gideon e Fabian estavam vestidos de forma idêntica: calça jeans apertada, camiseta branca em decote V e uma jaqueta de couro por cima.
Todos começaram a rir dos três que ainda sorriam sedutoramente.
– E aí do que a gente tá fantasiado? – perguntou Beka, querendo que os amigos adivinhassem.
– Prostituta e seus gatões? – chutou Ted rindo.
Os olhos de Beka arregalaram como se aquilo fosse um insulto, apesar deles parecessem mesmo “prostituta e seus gatões”.
– ÓBVIO QUE NÃO TED! – rugiu a loira – Eu sou a Barbie!
– E eu sou o Ken! – acrescentou Fabian.
– NÃO É NADA – gritou Gideon.
– COMO ASSIM?
– VOCÊ É UMA CÓPIA FAJUTA MINHA DO PARAGUAY.
– NÃÃÃÃÃÃÃO VOCÊ QUE É UMA CÓPIA FAJUTA MINHA DO PARAGUAY.
– NÃO SOU NADA, SUA CÓPIA FAJUTA DO PARAGUAY MENTIROSO!
E os amigos se acabavam de rir vendo a cena de dois caras idênticos brigando, acusando um ao outro de ser a sua própria cópia.
– Amus meu querido á quanto tempo! – guinchou Madame Delamare, interrompendo a briga dos Ken’s.
– É bom te rever novamente Madame Delamare – cumprimentou Amus sorrindo educadamente.
– Você costumava vir pra cá tão frequentemente, faz o quê? Dois anos e meio que você e a Reed não...
– GRAND MÈRE – interrompeu Reed vermelha – Acho que é melhor você checar a cozinha.
– Oh é verdade! Essa minha Reed, sempre me lembrando das coisas – e com uma risada se virou em direção da cozinha.
A loira olhou feio para Amus, e Lily se sentia mais perdida que Peter em uma biblioteca.
– Gray você está maravilhoso – comentou Beka tentando começar um assunto – Realmente você dá um ótimo vampiro sexy.
O francês riu sem graça e tentou tirar um pouco do lápis de olho enquanto as garotas concordavam com Beka e os garotos resmungavam.
– Fazer o quê? Eu sou muito criativa – comentou Reed sorrindo maliciosa para o loiro.
Gray vestia uma camisa e calça social preta, uma gravata branca “ensanguentada”, uma capa também preta. Além do sorriso sedutor costumeiro que o francês possuía.
– Depois da sessão de tortura, no mínimo eu tinha que ficar suportável não é? – disse sorrindo malicioso também.
A francesa começou a olhar intensamente para Gray com as sobrancelhas arqueadas enquanto ele começou a fazer a mesa coisa.
– Fala aí, tem a maior tensão sexual rolando entre esses dois – comentou Sirius, surgindo na sala com Marlene atrás – Eu disse Reed, existe uma tensão sexual aí, uma tensão fortemente sexual.
A loira tacou uma almofada em Sirius que conseguiu desviar, mas não conseguiu desviar da almofada tacada por Gray.
– Iai Padfoot, apanhou muito da Lene? – questionou James.
– Se apanhar quer dizer dar um amasso louco com ela, então eu apanhei muito – respondeu Sirius, e ele e James exclamaram “YEAH” e fizeram um toque estranho com as mãos.
McKinnon deu um tapa no ombro do namorado, o repreendendo:
– Você só esqueceu de contar a parte que eu fiquei berrando com você e te batendo não é Sirius?
James riu do amigo que ficou vermelho por ter “apanhado” de uma mulher.
– EI O QUE O DIGGORY ESTÁ FAZENDO AQUI? – berrou Beka no meio do nada.
– Você só percebeu minha presença agora Heinz? Isso realmente me magoa – falou Amus sarcástico, fingindo limpar uma lágrima.
– Cara eu também não percebi – concordou Sirius.
– Hunft, você também Black? Realmente me sinto profundamente magoado – acrescentou o Lufo, com mais sarcasmo.
– Vá logo embora daqui Diggory, ninguém te convidou – disse James irritado.
– É aí que você se engana Potter, eu fui sim convidado – e com isso deu um beijo demorado na bochecha de Lily.
Dessa vez Jay começou a se levantar para ir dar uns tabefes em Amus, mas Reed o puxou para baixo e deu um olhar de “é melhor não começar a brigar... Por enquanto”.
Enquanto os outros conversavam, Reed olhou chateada para Ted e o garoto, percebendo, se levantou e inventou alguma desculpa como “ir ao banheiro” e saiu da sala e a loira foi atrás dele.
19h 03min
– Ted eu não acredito que você fez isso – falou a garota abrindo a porta do toalete.
– EI! – reclamou, puxando o shorts para cima – Eu realmente precisava ir ao banheiro.
Reed franziu a cara e sentou na bancada.
– Você sabe que eu o odeio e o trouxe justamente para cá, ainda sabendo como o James está chateado por não estar mais com a Lily – e a loira continuou a reclamar.
– E pelo jeito você vai ignorar as minhas “necessidades” – disse Ted baixinho se apoiando na parede e sendo ignorado.
– Você deveria ter o impedido – e ela finalmente terminou de falar.
– Reed me desculpa, mas eu pensei que estava tudo bem.
– TUDO BEM? Teddy você têm noção do quanto é horrível ver ele aqui? E ver ele com a Lily e ela não sabendo de nada?
– O Amus só disse que tinha recebido um convite de vir para cá no Halloween e me convidou também, eu pensei que estava tudo bem, já que você deveria saber que ele estava vindo.
– Parece... Um motivo razoável – comentou baixinho.
– E se isso ajudar, eu acho que a Lily não vai querer ficar com o Amus, quer dizer, depois de você contar á ela.
– Eu já cansei de todo mundo ter fofocado sobre isso ano retrasado, não quero que a Lily saiba, se não as fofocas podem até voltar – Reed falou olhando para o lado, para tentar desviar do olhar de Ted.
– Você deu a volta por cima, ele que ficou mal falado – acrescentou Teddy – Galinha Gay, realmente você tem criatividade.
A loira riu se lembrando de quando havia inventado esse apelido com James e Sirius.
– Agora, me perdoa? – pediu Ted sorrindo docemente e estendendo o dedo mindinho para ela.
– Acho que não dá pra ficar brava com você por tanto tempo Tonks – riu estendendo o seu mindinho para ele.
– Agora com licença que a natureza está chamando – falou empurrando a garota para o lado de fora do banheiro.
19h 08min
Reed voltou para a sala e deu de cara com a avó parecendo uma vendedora de produtos AVON. Ela tinha uns cinco DVDS em cada mão e os exibia para os amigos da neta, descrevendo todos os DVDS e opinando sobre cada um.
– O simpático moço da locadora me disse que este aqui – sacode o DVD – ganhou um Oscar de melhor filme terror do ano! Incrível não? Nós até poderíamos fazer um filme de terror e ganhar um Oscar, era só filmar a Reed de manhã...
– GRAND-MÈRE – interrompeu Reed vermelha de raiva – O que você acha que está fazendo?
– Oh chérie, só mostrando os DVDS que eu comprei na loja – respondeu Anice.
– Precisava comprar dez DVDS? É só pra uma noite! – reclamou a garota.
– E vai começar a discussão – comentou Sirius baixinho, e os amigos assentiram.
– Mas e se eu comprasse o errado? Você não ia parar de reclamar um minuit se quer! Então por isso eu comprei a maioria – esclareceu Anice.
– Você sabe que nós nunca mais vamos ver esses DVDS e mesmo assim você os compra? Isso é um desperdício!
– OLHA ACHEI UM DVD LEGAL! – exclamou Potter querendo acabar logo com a discussão das Delamare’s.
– Qual? – questionaram todos em uni som.
– Sexta-Feira 13 – Bem Vindo a Crystal Lake – respondeu James fazendo uma (falsa) voz macabra.
As garotas gemeram e os garotos berravam “CARNIFICINA!”.
– Olha Jason você tá na capa! – exclamou Reed sorridente, apontando para Jason e o Jason com máscara de Hóquei assassino.
– Pelo amor de deus Reed, diz que isso é uma brincadeira e que sua saúde mental está estável – pediu o garoto, não acreditando no que a amiga acabara de dizer.
A loira continuou a sorrir debilmente e Jason só sacudiu a cabeça ignorando a garota.
– Os cobertores estão no sofá, então vocês podem pegá-los e se jogarem no chão e assistir o filme – contou Anice indicando o sofá com a mão.
– Humm Madam Delamare, só tem 8 cobertores aqui e bom nós estamos em 17 – falou Sirius.
– Sirius, Sirius, Sirius sempre tão complicado... É só vocês dividirem os cobertores ou morrerem de frio no chão da sala, simples assim – falou a senhora.
Todos se olharam procurando quem seria o seu “parceiro” para dividir o cobertor, porque ninguém queria congelar até a morte no chão.
– TEEEEEEED – chamou Reed indo ao encontro do garoto.
– Nananinanão – e Reed sentiu alguém a puxando pelo ombro e deu de cara com Gray – eu vou dividir com você.
– Por quê? – questionou incrédula.
– Porque eu não quero dividir esse cobertor com mais ninguém, só com você – disse Beaumont dando um sorriso galanteador – E também eu não conheço mais ninguém aqui que dividiria um cobertor comigo, porque cá entre nós, o Peter vai ficar peidando.
– Mas a questão é que eu não quero – retrucou a garota fazendo cara feia.
– Você me usou como desculpa para essa festa, pediu para eu fazer companhia á tarde, passou uma maquiagem estranha na minha cara e me vestiu de “vampiro sexy”, o mínimo que você pode fazer é dividir um cobertor comigo para eu não morrer congelado ou asfixiado pelos puns do Pettigrew – retrucou de volta.
Reed revirou os olhos como se tudo o que o francês dissera fosse insignificante.
– Tudo bem – suspirou dando se por vencida – Mas mantenha as mãos aonde eu possa ver.
– Claro, porque afinal eu sou um tarado sexual – comentou sarcástico.
Sirius e Marlene sentaram juntos mais afastados da televisão, e todos sabiam que eles iam estar “ocupados” de mais para assistir o filme. Remus e Anne obviamente ficaram juntos. Jason e Frank sentaram junto com as garotas que haviam convidado. Gideon, Beka e Fabian se sentaram juntos dividindo o maior cobertor, bem no centro da sala. Lily e Amus ficaram nos pés do sofá, meio abraçados. Reed e Gray dividiam um cobertor, apesar da loira estar bem afastada do francês.
– Nossa, parece que eu fiquei sozinho – Ted riu consigo mesmo. O moreno achou que ia sentar com Reed, já que os dois tinham feito as pazes, mas ele viu a loira rindo com Gray brigando para ver quem ficava com a maior parte do cobertor, então resolveu deixá-la “se acertar” com ele.
– Humm eu estou sozinha também – sussurrou Andrômeda baixinho.
– Eu também! –exclamou Pete no meio de um arroto.
James que fuzilava Amus com os olhos não ouviu o que os amigos estavam falando até que Andy começou a agitar os braços na frente do Grifinório.
– Ei terra para Jay, Jay, Jay?
– Ahn? – perguntou, parando a sessão de fuzilamento.
– Você vai sentar com quem cara? – repetiu Ted.
– Er eu tenho que ir ao banheiro – disse ele ignorando Ted.
Ele só foi atrás de Lily que havia levantado e ido em direção ao toalete.
19h 22min
Lily havia se esquecido de trancar a porta do banheiro e já estava levantando a tampa da privada quando tomou um susto.
– AAAAH! – berrou a ruiva quando sentiu alguém puxando o seu cotovelo – JAMES?
– Shiiiu para de gritar – mandou ele.
– O que você está fazendo aqui? Eu preciso usar o banheiro – ela disse irritada.
James pareceu que não ouviu o que a garota disse e começou a desabafar:
– Realmente eu não acredito que você convidou o Amus, e eu sei que foi você, porque o Ted nunca iria convidá-lo para cá. O que você tinha na cabeça Lily? A gente acabou de terminar o nosso acordo e você traz justamente um cara para cá para ficar se esfregando? Eu não pensava que você era assim...
– Você tem noção do que está falando? Você saiu com outra garota James! E eu disse que tudo bem, que eu não queria mais fazer parte desse troço de deixar as coisas casuais. O que você esperava que eu fizesse? Me isolasse da população masculina? Não aceitasse sair com mais ninguém porque eu estou tentando continuar com a minha vida amorosa que você arruinou?
– Bem... SIM!
– JAMES POTTER VOCÊ É INSANO – berrou ela.
– NÃO, VOCÊ QUE É INSANA LILY EVANS – berrou de volta.
Os dois começaram a bufar se encarando mortalmente, como se um fosse pular no pescoço do outro á qualquer momento.
– Lily você realmente é insana de trazer o Diggory pra cá, você com certeza não tem ideia do que ele já fez e você nem liga pra isso. Lily você... Não tem consideração por ninguém.
E com isso Potter foi embora sem dar nenhuma explicação.
Lily apoiou os dois braços na bancada e respirou fundo. Seus olhos começaram a arder e logo as lágrimas a rolar, ela nunca havia estado tão confusa antes.
19h 27min
Quando James voltou para a sala, viu que Ted havia se sentado com Andy. A prima de Sirius estava tão vermelha que parecia um tomate e Tonks parecia achar divertido o fato que aquela morena estava tão envergonhada.
– Ei eu vou ficar com quem? – questionou Jay percebendo que não havia escolhido ninguém para dividir o cobertor.
– Com o Peter chéri – disse Anice Delamare, que se encontrava estirada em um divã do lado direito da sala.
O olho de Potter arregalou e depois ele soltou um muxoxo. Peter estava localizado no sofá onde Amus estava próximo (e por tanto Lily).
Remus colocou o DVD no DVD player e apertou o START.
– CARNIFICINA! – berrou Sirius animado e todos riram do amigo.
Anne se recusava a não olhar para o filme, depois de Black ter insinuado que ela não aguentaria nem os primeiros dez minutos, consequentemente, Remus havia parado de sentir sua mão já que a loira não parava de apertá-la.
Sirius intercalava: assistir o filme e dar uns amassos em McKinnon. A morena pareceu se adaptar á esse esquema, pois não se importava em assistir o filme (particularmente ela era uma fã de filmes de terror) e também curtia dar uns amassos com Six.
Jason e Frank deram muita sorte, as garotas que os dois haviam convidado tinham pavor do filme então acabavam se encolhendo e abraçando os meninos que só sorriam vitoriosos.
Andrômeda ao ver o primeiro assassinato do filme, começou a repensar se havia sido uma boa ideia ter fugido do jantar na casa dos tios. Ted tentava ajudar Andy colocando o braço envolta do ombro da garota e de certa forma ajudava, mas ela ficava vermelha de vergonha.
Beka tinha que acudir Gideon e Fabian que estavam com medo do filme, então os dois se escondiam em baixo do cobertor nas partes “assustadoras” e Beka os avisava quando elas terminavam.
Reed e Gray não curtiam nem um pouco terror, e apesar das brigas e discussões frequentes, os dois se abraçavam fortemente dando suporte um ao outro de certo modo.
James observava Lily e Amus com desgosto enquanto disputava o cobertor com Peter (que o usava para se proteger do “monstro assassino que iria persegui-lo até a morte”). Apesar da ruiva não estar com medo, Amus a abraçava e segurava sua mão e ela só estava com a cabeça deitada no ombro dele. James jogava a pipoca que Wormtail havia trazido na cabeça de Diggory, e quando ele virava, Jay fazia cara de paisagem fingindo não saber o que estava acontecendo.
James por azar errou a mira e acabou acertando na cabeça de Reed, que tomou um susto pensando que estavam tentando jogar uma faca ou um arpão nela.
– AAAAAAAAAAAAAH! – berrou bem alto. Ela olhou para o seu ombro e percebeu que era só uma misera pipoca – James seu trouxa, o Amus tá do outro lado – e jogou a pipoca na cara do amigo.
Diggory ouvindo isso só se virou para James e arqueou as sobrancelhas com uma cara de “Te peguei e eu ainda estou ganhando”.
21h 20min
– Que filme divertido! – exclamou Anice batendo palminhas.
Os adolescentes olharam assustados para ela, já que grande maioria havia morrido de medo do filme.
– A senhora está falando sério? – questionou Wormtail tremulo.
– Claro que sim – respondeu energética – Por que nós não assistimos de novo?
– NÃO! – berraram Anne, Gray, James, Andy, Peter, Reed, Gideon e Fabian em uni som.
Madam Delamare começou a rir dos amigos da neta que pareciam não ter gostado nem um pouco do filme.
– Então por que vocês não vão lá na sala de jantar? Eleonora preparou uma comida deliciosa – os jovens se animaram com a proposta – Eu vou lá no meu quarto dormir... Então a casa fica para vocês certo?
– Sim, prometemos não demolir nenhuma parte da casa – falou Sirius.
– E nem destruir o quintal – acrescentou Remus.
– Muito menos a cozinha – Pete acrescentou.
– E prometemos não sujar o tapete de sangue no caso de um possível assassinato – completou James olhando feio para Amus.
E a senhora também acrescentou risonha:
– Ah e não se esqueçam da camisinha! Ouviu Reed?
– GRANDE MÈRE! – berrou a garota vermelha.
E Anice Delamare subiu as escadas e sumiu pelo corredor dando uma risada escandalosa.
– O que ela queria dizer em “não se esqueçam da camisinha”? Hein Reed? – alfinetou Fabian.
– Não me diga que você continua me traindo? – questionou Gideon.
– Parece que a Reed não é mais a mesma meus caros colegas – comentou Sirius acariciando sua barba imaginária.
– A sua pureza zarpou, juntou com a sua inocência e santidade – acrescentou James.
– E algum dia ela já teve isso? – perguntou Jason fazendo os outros rirem.
– Calem a boca seus babacas, porque o meu lado vingativo ainda não zarpou – disse olhando friamente para eles, fazendo os se entreolharam com medo do que a loira pudesse fazer com eles.
22h 27min
A sessão de cinema de filmes de terror virou uma super festa de Halloween. Alguns vizinhos não paravam de ligar para a mansão Delamare para reclamar da música alta, mas pela música estar alta, ninguém ouvia o telefone tocar.
Lily e Amus estavam sentados juntos meio encolhidos no sofá conversando, enquanto os outros dançavam e riam.
– Eeeeeeeeeeeeeeeeeeei – gritou Gideon chamando a atenção de todos – Por que nós não fazemos uma pequena competição?
– Que tipo de competição meu caro irmão? – questionou Fabian.
– Uma competição de quem consegue mais doces de Halloween – respondeu Gideon.
Todos ficaram em silêncio tirando Peter que berrou “YEAAAAAAAAAH”.
– Você não acha isso muito infantil Prewett? – questionou Amus.
– Infelizmente tenho que concordar – disse Lupin.
– Claro que não! Vai ser divertido, sair pela noite, andar por aí, pegar doces – começou Gideon.
– E quem sabe mamães gostosas – terminou Fabian rindo.
– E para deixar mais interessante – Reed sorriu maliciosa – Podemos transformar isso em uma pequena aposta.
– O que você quer dizer Reedizinha? – perguntou Six.
– Por exemplo, eu aposto que até o final da noite o Frank não irá voltar para cá, Amus e James vão brigar, Lene e Padfoot vão sumir, Anne vai voltar para casa carregada pelo Remus, Beka, Gideon e Fabian vão ficar bêbados e Andy vai acabar dormindo.
– Uuuuuh parece uma boa ideia – disse Black.
– Aprovado! Aprovado! – concordaram Gideon e Fabian.
Todos pegaram um papel e uma caneta e começaram a apostar sobre o que aconteceria naquela noite.
– Você não disse nada sobre mim – comentou Gray com Reed.
– Humm seu futuro ainda está incerto – replicou e continuou escrevendo no papel, observando pelo canto do olho o sorrisinho de Gray.
10 minutos depois...
– Então os times serão: Anne, Sirius, Reed, James e Peter. Gray, Lily, Marlene, Remus, Amus e Jason. Gideon, Beka, Fabian, Andy, Frank e Ted — recitou Moony.
– Mas as humm “namoradas” do Frank e Jason não estão nos times – comentou Lene.
– É verdade, onde vocês gostariam de ficarem garotas? – perguntou Lupin educadamente.
As duas garotas deram de ombros não se importando.
– Vamos simplificar – decidiu Sirius – Garota-misteriosa-do-Frank no time do Jason e garota-misteriosa-do-Jason no time do Frank.
– Não era mais fácil o inverso? – perguntou Frank meio irritado.
– Até que seria – disse seriamente – mas aí não teria graça nenhuma.
– E as regras? – questionou Lily.
– Evans, Evans sempre tão sistemática – falou Fabian em tom de deboche – Quem conseguir mais doce até a meia noite, ganha e á meia noite em ponto, todos tem que estar de volta.
– Todos entenderam? – perguntou Gideon e o pessoal afirmou – QUE COMECE A ENORME CAÇA DE DOCES E APOSTA FODONA DO HALLOWEEN!
E todos saíram correndo.
22h 45min – Time 1
– POOOOOOOOOOOR FAVOR SENHORA MILLER! – implorou Reed pela quinquagésima vez.
– Mas eu já disse que não tenho balas! – retrucou a velha senhora.
Anne, James, Reed, Sirius e Peter estavam de joelhos na soleira da Senhora Miller, vizinha de James e Reed, implorando por balas.
– Mas como não senhora Miller? É Halloween! – disse Sirius.
– Por isso eu só tenho pasta de dente – se justificou.
– Mas a gente precisa é de b-a-l-a-s – e Black disse bem devagar ver se a mulher entendia.
– É baaaaaaaaaaalas – concordou Pete com os olhinhos brilhantes.
– Vocês realmente querem que eu repita suas crianças bagunceiras?
– Tá agora eu cansei – disse Anne se levantando – Olha aqui minha velha senhora, se você não nos der balas, nem que sejam aquelas que tão guardadas pros seus netos que só vem aqui se empanturrar de doce, a gente vai jogar ovos na sua casa toda e não vá pensando que vai ser só hoje não, vai ser o ano inteirinho! Então eu acho que a senhora tem duas opções, ou a senhora dá balas a nós, pobres jovens inocentes oprimidos, ou a senhora passa o ano inteiro com a sua casa fedendo.
Depois dessa ameaça vinda de Anne, todos estavam de olhos arregalados. Senhora Miller olhou feio com seus olhinhos miúdos para a loira, mas ela não se deixou abater continuou toda pomposa retribuindo o olhar da velha.
– Hunft – resmungou e entrou na casa, quando voltou estava com um saco de doces – Aqui está crianças.
– Muito obrigada Sra. Miller, a senhora é muito gentil – agradeceu Anne com os olhinhos piscantes.
Eles se levantaram e foram andando pela rua.
– Anne não precisava pegar tão pesado com a mulher – falou Reed.
– Coitadinha, ela é só uma velha e solitária senhora – acrescentou James.
– Vocês queriam as balas ou não? – retrucou Anne e os outros ficaram em silêncio – Justamente o que eu pensei.
– Vamos para casa dos O’Connor? – sugeriu Wormtail.
– Boa ideia! De repente eles até deixam a gente ver aquela fonte de chocolate que eles compraram – concordou Black.
– Eles compraram uma fonte de chocolate? – questionou Potter.
– Sim, uma bem grande – respondeu Sirius.
– AAAAAAAAAAAAAAH – gritou Peter saindo correndo que nem um louco.
–Para aonde ele está indo?
– Provavelmente para a casa dos O’Connor – disse Sirius.
– MAS ELA FICA NA OUTRA DIREÇÃO – berrou Reed apontando para a direção oposta que Wormtail havia corrido.
Os quatro grifinórios se entreolharam e começaram a correr e berrar:
– PETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER!
23h 14min – Time 3
– Onde nós estamos? – perguntou Ted olhando pros lados.
– Não tá parecendo o bairro da Reed... – comentou Andy já começando a ficar preocupada.
– Beka tem certeza que nós estamos no lugar certo? – questionou Gideon.
– Não sei, pergunte para o Frank – respondeu a garota.
– Por que para mim?
– Bom eu estava te seguindo.
– Mas eu estava te seguindo...
– O QUÊ? – berraram os dois em uni som, se virando um para o outro.
– Não me diga que estamos perdidos – disse a garota de Jason que parecia estar emburrada.
– Não, não, estamos em um lugar que nunca vimos antes, tão lotado, mas tão lotada que podem começar a aparecer aquelas poeirinhas que aparecem nos filmes de faroeste – retrucou Fabian irônico fazendo a garota suspirar aborrecida.
– Bom pelo menos nós podemos conseguir doces... – comentou Andrômeda tentando melhorar o humor do pessoal.
– Concordo com a Andy – falou Tonks com um sorriso tenho-32-lindos-dentes.
A morena até que ficou vermelha, mas não tão quanto tinha ficado das últimas vezes.
– Ei por que nós não entramos naquela casa ali? – perguntou Gideon apontando para uma casa que mais parecia um sítio.
– Aí nós podemos pedir informações – disse Beka.
– E pegar doces – acrescentou Fabian.
– E ligar para alguém para vir buscar a gente – sugeriu a amiga de Jason.
– E também pegar doces né – acrescentou Fabian, novamente.
– De repente conseguir comer alguma coisa que tenha menos que 70% de açúcar – falou Ted.
– Isso e pegar doces...
– SIM E PEGAR DOCES FABIAN – berraram os amigos já de saco cheio.
Os adolescentes entraram pela portinhola do quintal da casa e tocaram a campainha que tinha um toque bem antigo.
– Boa noite senhor, nós...
– EU NÃO QUERO BISCOITOS! – berrou uma voz.
– O que? Nós...
– MORRAM BANDEIRANTES! – e a porta abriu com a maior força e mostrou um velho que usava uma calça com suspensórios e boina marrom, uma cópia quase idêntica do personagem Eustáquio daquele programa “Coragem, o cão covarde”.
– Mas nós não somos bandeirantes! – exclamou Rebeka se escondendo atrás de Gideon.
O velho pareceu analisá-los por um momento, depois questionou:
– O que ôceis querem nas minha terra?
– Doces para pobres crianças famintas? – sugeriu Fabian falando baixinho.
– U QUÊ?
– Nada, nada, nada, nada – disse o garoto apressadamente se encolhendo.
– Er senhor, nós gostaríamos de saber se o senhor tem doces... Sabe doces ou travessuras? – disse Ted tentando ser diplomático.
– Ôceis acha que pode vim qui pras minha terra e me ameaçar? – perguntou arrumando os óculos.
– Não, não de jeito nenhum senhor.
– Más ôceis vai levar é chumbo na bunda! – e o senhor puxou uma espingarda rapidamente e começou a disparar para todos os lados.
– SALVE-SE QUEM PUDER! – berrou Beka á plenos pulmões correndo que nem uma louca.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – berraram os amigos.
– EU DISSE GIDEON QUE NÃO ERA UMA BOA IDEIA PEGAR O METRÔ E VIR PARA CÁ, NA PUTA QUE PARIU – brigou (berrando) Ted.
– MAS FOI O FABIAAAAAAAN!
– NÃO FOI NADA SEU MENTIROSO!
– PAREM DE DISCUTIR E CORRAM MAIS RÁPIDO – berrou Ted em meio de um disparo.
23h30 min – Time 2
– Acho que devemos ir para o final da rua – sugeriu Lily.
– Vamos então Li,você deve estar certa – concordou Amus pegando a cintura da ruiva.
– Puxa saco – murmurou Gray baixinho.
– O que você disse cara? – questionou Diggory com as sobrancelhas franzidas.
– Só disse que o James provavelmente tem mais músculos que você – retrucou Gray sorrindo falso.
O Lufo olhou para o Grifinório para “checar” se ele estava louco ou só um pouco afeminado.
– Quem vocês acham que vai ganhar a aposta? – perguntou Jason com as mãos sobre o pescoço, andando tranquilamente.
– Com certeza o Gideon e o Peter vão perder – comentou McKinnon.
– Também né, um falando que vai acabar bêbado com 4 garotas ainda não identificadas em uma cama e o outro acha que vai chover uma refeição completa de fast-food – riu Remus concordando.
– Ah e também tem o Frank que achou que todo mundo ia acabar atrás das grades- acrescentou Lene.
– Do jeito que vocês são isso é bem possível – comentou Diggory.
– Não se preocupa Diggory, se a gente for preso você vem junto como “cúmplice no crime” – disse Beaumont, fazendo os amigos rirem.
Lily estava achando estranho Gray mostrar tanta hostilidade com Amus, o zoando em cada oportunidade que tinha, já que normalmente o loiro estava mais na dele, não se importando com o que acontecia a sua volta.
– Ei a Anne tinha bebido alguma coisa na festa? – questionou Lily curiosa.
– Acho que não, por quê?
– É que ela apostou que modelos de Oslo iam cair do céu e distribuis a nova coleção de outono para todo mundo...
– É, ela bebeu alguma coisa – falaram em uni som.
Eles continuaram conversando durante o caminho fazendo algumas paradas para pedir doces nas casas da vizinhança. Lene conversava com a garota-amiga-de-Frank-que-ninguém-conhece-ou-lembra-o-nome.
– Ei vamos apostar uma corrida até a casa da Reed? – sugeriu Jason olhando para o relógio percebendo que o horário combinado já estava chegando.
– Eu vou ganhar de qualquer jeito Flood – falou Amus soando um pouco arrogante (um pouco?).
– Você acha mesmo Diggory? – e Gray entrou no meio da disputa.
– Eu não acho, tenho certeza – e sorriu convencido.
– Vamos fazer uma competição! – disse Lene dando pulinhos.
– Tá rolando muitas competições essa noite pro meu gosto... – comentou Remus, já prevendo que ia dar em uma grande merda.
5 minutos depois...
– E vamos começar a corrida entre o Cowboy Jason, o Vampiro Sedutor Gray e a Galinha Gay Amus! – anunciou McKinnon imitando um locutor de jogos esportivos.
– Eu não estou vestido de galinha! – guinchou Amus irritado.
– Os corredores terão que dar uma volta pelo quarteirão – continuou ignorando o Lufo – quem chegar primeiro na mansão Delamare vence!
Lily estava segurando a capa de Gray nas mãos para usar como uma bandeira de largada, e a segurava no alto de sua cabeça.
– UM... DOIS... TRÊS... ALOU?
Os três garotos olharam confusos para a garota que começou a falar no celular no meio da contagem regressiva, a ruiva abandonou o seu posto e foi sentar no meio fio para conversar.
Remus revirou os olhos e assumiu a posição de Lily.
– UM... DOIS... TRÊS... JÁÁÁÁÁÁÁÁ.
Os garotos estavam correndo tão rápido que se fosse um desenho animado poderia até se ver aquela poeirinha flutuando.
23h 41min – Time 1
Reed, James, Sirius e Anne estavam voltando para casa, cansados de tanto procurar Peter. Eles haviam percorrido o bairro inteiro atrás do amigo, mas nada de achá-lo.
Os grifinórios também estavam muito preocupados, pois sabiam que o Peter não era a melhor pessoa em questão de localização, tanto que Pettigrew era deixado todos os dias na escola pela mãe que tinha medo que seu filho se perdesse no caminho.
Enquanto eles caminhavam pela calçada, que até estava cheia de pessoas por conta do Halloween, ouviram gritos de pessoas mais a frente.
– CUIDADO TÊM TRÊS CRIANÇAS LOUCAS CORRENDO – gritou uma para a outra.
– AAAAAAH FUJAM ELES VÃO PISAR EM CIMA DE NÓS – berrava uma mãe histérica com medo que seu filho fosse pisoteado.
– WTF? – murmurou James indo para o meio da rua.
Potter quase foi derrubado por um ser que trombou com ele, que nem se preocupou e continuou a correr.
– Diggory? – questionou meio desorientado – AH VOLTA AQUI SEU FILHO DA PUTA! – e James Potter entrou também na disputa.
– O que o James está fazendo? – perguntou Reed para Anne e Sirius.
Sirius nem a ouviu e já saiu berrando:
– VOLTA AQUI PRONGS EU VOU COM VOCÊ!
E Black saiu correndo atrás do amigo.
– Se a gente perder por causa deles, eu juro que vou matá-los – ameaçou Reed — dolorosamente – acrescentou sorrindo malvada fazendo Anne dar risada.
23h 45min – Corrida
Amus estava correndo bastante e estava a uma “cabeça” atrás de Gray, Jason liderava e já estava lá na frente. Ele não podia perder de jeito nenhum, afinal o que ele iria dizer para Lily depois de perder? Com certeza Jason e Gray não iriam ajudá-lo de jeito nenhum e iriam só piorar a situação.
O Lufo se lembrou da época que frequentava muito aquela vizinhança e os “atalhos” que tomava para sair escondido da casa de Reed quando a polícia chegava querendo acabar com a festa.
Então pulou a cerca da Senhora Miller, no quintal ele teve que andar nas pontas dos pés para Miller não ouvi-lo e começar a jogar água da mangueira nele.
Quando terminou de atravessar o quintal já estava na rua de Reed e James, há umas 12 casas de distância da mansão Delamare. Ele olhou para trás e viu Jason e Gray correndo quase o alcançando, então recomeçou a correr.
23h 48min
Jason que achava que estava ganhando a corrida viu Diggory na sua frente já quase chegando à festa, onde era a chegada.
– O Diggory tá chegando – avisou Flood para Beaumont que estava o alcançando.
– Como assim? Ele estava atrás de mim – disse não entendendo como Amus os havia ultrapassado.
– Não importa, a gente não pode deixar ele ganhar – falou Jason entre dentes.
E os dois começaram a correr bem mais rápido que antes para alcançar aquele Lufo trapaceiro.
Amus estava entrando no jardim quando alguém o empurrou o fazendo cambalear. Jason mostrou o dedo do meio e continuou a correr, mas Amus se levantou e puxou o pé de Jason, que caiu no chão; Gray pulou por cima dos dois e foi em direção da porta, porém Diggory se jogou em cima dele fazendo os dois caírem no chão.
Beaumont, Flood e Diggory se levantaram ao mesmo tempo e saíram correndo em direção da porta trombando uns com os outros.
23h 50min – Mansão Delamare
Lily, Marlene, garota-do-Frank e Remus estavam na sala quando ouviram um baque alto vindo da porta de entrada. Lupin suspirou e foi pro Hall onde já se afastou um pouco como se soubesse o que estava pra acontecer e abriu a porta.
Os três competidores entraram em grande estilo na mansão Delamare, entraram meio que rolando fazendo um barulhão.
– GANHEI! – berraram em uni som.
– Shhhh – sussurrou Lily da sala – Os avós da Reed vão acordar desse jeito.
Nessa hora eles perceberam que McKinnon estava deitada no sofá com o pé direito apoiado em uma almofada, e não estava com uma das melhores caras.
– O que aconteceu com você? – perguntou Jason se levantando.
A morena ficou vermelha e virou o rosto pra outro lado.
– A Marlene tem sérios problemas com seu equilíbrio – respondeu Moony.
– Cale a boca Lupin – retrucou mal-humorada.
– A Lene saiu correndo para acompanhar vocês como uma repórter de verdade só que quando ela estava correndo pela calçada e não viu que tinha uma daquelas abóboras com a cara toda recortada no chão, então ela pisou em cima e acabou escorregando – explicou a ruiva – provavelmente ela torceu o pé.
A morena grunhiu com a frase da ruiva.
– O Sirius vai matar vocês – comentou Gray.
– Por quê? – perguntou Lily não entendendo.
– A namorada dele torceu o pé enquanto corria que nem uma retardada atrás de três caras, e apesar disso não ser culpa de vocês, o Sirius não é o cara mais racional do mundo, ele é mais do tipo “uma ação vale mais do que mil palavras” e nesse caso a ação vai ser muito dolorosa.
– O Beaumont está certo, o Black vai dar um piti – concordou Diggory.
– Dane-se o que o Sirius vai pensar, eu não estou conseguindo andar, meu pé tá inchado e feio, eu com certeza não vou conseguir animar na torcida por no mínimo duas semanas e talvez eu tenha que usar muletas para me locomover – e Lene continuou a contar o drama que estava sua vida.
– Nós deveríamos enfaixar o pé da Lene com um pouco de gelo – disse Lupin – acho que a Reed deve ter bandagem no quarto dela Lily, você pode ir lá pegar?
– Eu não lembro direito onde fica o quarto da Reed...
– Ah não tem problema eu vou te ajudar – e Amus prontamente se levantou.
Moony olhou desconfiado para os dois que subiam a escada aos cochichos.
23h 55min
Lily e Amus andavam nas pontas dos pés até o quarto de Reed para que no caso do Monsieur e da Madam Delamare estarem acordados, não os ouvirem. Lily abriu devagar a porta do quarto de Reed pensando que talvez a loira estivesse lá, mas se deparou com o quarto vazio.
– Ei eu acho que ela deve guardar no – a ruiva não conseguiu completar a frase pois Diggory a puxou pela cintura – Amus o que você...?
Ela também não conseguiu terminar a frase porque Amus deu um beijo que instantaneamente a calou; o começo do beijo foi urgente e depois se tornou mais suave e demorado. O fôlego de Lily e Amus estava acabando então eles se soltaram, ofegantes.
– Eu estava querendo fazer isso a noite inteira – disse sorrindo.
Lily sorriu de volta e os dois recomeçaram a se beijar.
O beijo dos dois foi ficando mais e mais profundo...
00h 00min
– CADÊ O JAMES E O SIRIUS? – berrou Reed chutando violentamente a porta da frente e adentrando sua casa.
Anne veio atrás da garota rindo da braveza da amiga que estava praticamente soltando fogo pela boca.
– AQUELES DOIS IRRESPONSÁVEIS DEIXARAM EU E A ANNE ABANDONADAS NO MEIO DE UMA RUA, QUE A PROPÓSITO PODERIA TER PEDÓFILOS E MALUCOS DO PARQUE, SOZINHAS SEM N-I-N-G-U-É-M! ENQUANTO OS DOIS BABACÕES SAEM POR AÍ CORRENDO ATRÁS DO DIGGORY, NOS DEIXANDO PARA TRÁS COM UM MONTE DE CRIANÇAS DEMONÍACAS BERRANDO PARA TODOS OS LADOS.
A garota bufava de raiva e os amigos a encaravam assustados.
– Er se a Madame Delamare não tinha acordado, com certeza ela agora acordou – falou Remus e os outros balançaram a cabeça em concordância.
– Jason – estalou os dedos – massagem.
– Por que eu tenho que fazer isso Reed? – questionou indignado.
– Segundo a McGonagall eu sou sua tutora, ou seja, eu mando você fazer coisas, então faça massagem – e deu um olhar gelado para Flood.
Jason suspirou emburrado e foi fazer massagem nos ombros de Reed que havia se sentado no sofá. O loiro percebeu que Gray o fuzilava com o olhar, mais especificamente, fuzilava as mãos de Jason que faziam massagem em Reed.
– Afinal o que aconteceu com você Lene? – Delamare questionou se virando para a loira.
Anne que sorria abobadamente para Remus pareceu levar um choque e perceber que a sua líder de torcida não estava exatamente em condições favoráveis.
– AH MEUS DEUS DO CÉU O QUE ACONTECEU? – a loira deu um gritinho histérico.
– Eu caí no chão – respondeu Marlene começando a ficar vermelha.
– Ela tropeçou em uma abóbora – Jason disse nada discretamente recebendo um olhar feio da amiga.
– Você-Você-Você – Anne gaguejou – tropeçou em uma abóbora?
– Er... Sim?
– VOCÊ É LOUCA GAROTA? A gente tem vários jogos marcados que nós teremos que animar e você me faz o favor de pisar em uma abóbora?! – a loira já estava tremendo de tanto histerismo, mas tentava se acalmar fazendo respirações de Ioga – Certo, certo então você consegue se levantar? – perguntou já mais calma.
– Não consigo nem andar – suspirou Marlene.
– Hah ela não consegue nem andar imagina dar um mortal invertido de costas? – e Wright continuou a falar consigo mesma usando expressões típicas de líderes de torcida.
A garota foi para o outro cômodo dando a desculpa de “Preciso contatar a linha de emergência das líderes para conseguir achar uma animadora que não tenha tropeçado em uma abóbora”.
– Onde estão a Lily e o Diggory? Eles já estão demorando – perguntou Gray.
– Para onde eles foram? – Reed perguntou também.
– A Lily e o Amus foram pro seu quarto procurar uma bandagem para a gente enfaixar o pé da Lene – explicou Lupin.
A cara de Reed se contorceu ao ouvir isso, por ter uma imagem mental ruim de Amus no seu quarto.
– Por que você não vai procurar eles? – sugeriu Jason tentando se livrar da massagem já que seus dedos doíam.
– Ok – concordou Reed.
A garota se levantou e foi subir as escadas.
00h 17min
Lily estava se deixando levar por Amus e cada vez mais aprofundava o beijo, o deixando um tanto selvagem. A situação era: Lily meio que deitada na cama apoiada nos travesseiros e Amus em cima dela, os dois se agarrando loucamente.
Evans não sentia o mesmo que sentia com James – uma espécie de atração ou química — com Amus era mais divertimento e a sensação de estar fazendo algo perigoso, sentindo adrenalina.
Os dois estavam tão entretidos que nem ouviram a porta se abrir.
– Amus o que você acha que está fazendo? – questionou uma voz carregada de raiva.
Eles se separaram rapidamente ofegantes dando de cara com uma Reed Delamare de sobrancelhas franzidas, nariz meio contorcido e os olhos pequenininhos, os encarando.
– Você sempre chega no pior momento – resmungou o garoto.
– Eu não vou deixar você fazer isso com outra garota Diggory – rosnou Reed franzindo mais ainda as sobrancelhas – Sai.
Outra, a palavra não parava de ecoar na mente de Lily que estava atônita. Outra, havia tido outra garota?
– E seu eu não quiser? – desafiou.
– SAI – berrou apontando para a porta.
Ele resmungou mais alguma coisa e se levantou da cama saindo do quarto. Reed bateu na porta com a maior força, fechando-a com um baque.
– Reed eu...
– O que você estava fazendo? – questionou a loira fitando a amiga.
– Eu e o Amus, nós estávamos ficando – respondeu inocentemente.
– Não Lily, isso não é ficar, ficar é quando você pega alguém em uma festa e só dá uns amassos com ela, se eu não tivesse chegado vocês dois estariam transando – argumentou Reed – na minha cama.
A garota estava tremendo de raiva, se continha para não aumentar o tom de voz e começar a gritar.
– Nós não estávamos pensando em fazer isso! – guinchou Lily, mudando de posição por estar desconfortável.
– Hunft não sei você, mas o Amus não parecia estar na sua linha de pensamento – retrucou com ironia.
– Por que você está falando isso? Você não tem moral para falar isso Reed, tenho certeza que você estaria a fazendo a mesma coisa ou até mais se estivesse na minha situação.
– Acredite, eu NUNCA iria querer ficar na sua situação se ela envolvesse o Amus.
Lily a fitou confusa, sem entender nada, e Reed sentiu com pena da ruiva por não souber da história e ter que ouvir o que a loira dizia, sem saber o que aquelas palavras significavam.
Delamare se remexeu desconfortável lembrando-se do passado.
– Há dois anos, quando eu estava na oitava série, eu comecei a namorar o Amus. Ele era um ano mais novo, mas cara ele era bonitinho e sociável, então eu pensei “Por que não sair com ele?” e assim que começou. Primeiro a gente começou a sair com uns amigos em comum, depois só a gente mesmo, então começou a ficar mais sério e aí ele me pediu em namoro. Eu nunca tinha namorado ninguém, bom não mais que umas horas... Enfim, eu acabei aceitando porque com o Amus tudo era tão... Fácil. – e ela suspirou cansada, já que era complicado estar contando tudo isso – E então nós viramos o casalzinho perfeito de Hogwarts, todos nos olhavam como se fossemos sei lá uma espécie de deuses, era bizarra a nossa sincronia e a gente se entender tão bem por sermos tão parecidos.
E loira continuou a contar detalhadamente como ela se sentia quando namorava Amus, como tudo era tão certo e perfeito, e até lá Lily não entendia o porquê de os dois se odiarem tanto agora.
– E então depois de alguns meses namorando e o namoro ficando mais sério, nós decidimos que íamos íamos – e ela começou a gaguejar se perdendo nas próprias palavras – finalmente fazer sexo.
Os olhos de Lily meio que se arregalaram ao ouvir isso por estar considerando a idade de Amus e Reed.
– Eu ainda era virgem e incrivelmente Amus não, ele prometeu que tudo iria ser perfeito e eu também achava isso já que ele nunca havia me pressionado. Então chegou o dia, na escola ele estava todo amoroso e carinhoso me fazendo sentir à garota mais sortuda do mundo; depois fomos para a minha casa e aí aconteceu, foi... – ela hesitou pensando em uma palavra que descrevesse o momento – interessante.
No dia seguinte eu cheguei à escola saltitando que nem uma retardada, toda boba apaixonada, e não aconteceu aquele clichê de filme que o cara para de dar atenção pra mocinha e ela fica louca e engorda comendo sorvete de noite; o Amus me tratou como sempre me tratava e eu continuei a achar que era a garota mais sortuda do mundo, mas então chegarem uns Sonserinos que apontaram pro Amus e depois para mim e riram maliciosos, eu perguntei pro Amus o que tinha acontecido e ele falou que também não sabia.
O dia foi passando e na escola estava muito bizarro, porque todos os garotos tipo apontavam para mim e soltavam risadinha ou viravam e começavam a cochichar, eu perguntei pro Jay se ele sabia de alguma coisa e ele disse que não, mas ia descobrir.
No final do dia eu estava conversando com o Amus sobre humm a próxima vez que a gente ia ficar junto já que a noite anterior tinha sido muito boa, e aí chegou o Scott Drew, um Lufo que na época estava no terceiro ano, e disse “Ei Diggory quem é a garota que você ficou ontem de noite?” e eu olhei e disse “Amus o que ele está falando?” e então “Você não sabe? O Diggory aqui tirou a virgindade de uma garota, todo mundo achava que o Amus ia ter uma experiência quente, mas segundo ele a garota nem sabia o que fazer”. E o James apareceu logo em seguida com o Sirius, Gideon e Fabian e eles acabaram brigando enquanto eu ficava ali, olhando pro nada sem entender o que havia acontecido.
Resumindo, Amus só estava comigo para ver se conseguia tirar a minha virgindade, quando conseguiu, espalhou para todos os garotos em Hogwarts que ele tinha sido “O cara” que havia tirado a tão estimada virgindade de Reed Delamare e para sair melhor na história, disse que nem tinha sido tão incrível como todos os caras pensavam que ia ser, que na verdade foi desapontante.
E agora ele quer fazer isso com você Lily, não percebe a semelhança? É um novo desafio pro Diggory, porque até James Potter que era seu namorado/ficante/parceiro casual não te levou para cama, imagina ele, Amus Diggory que só ficou com Lily Evans uma noite, transar com ela, enquanto James Potter não conseguiu... Não parece uma jogada de mestre?
Lily encarava Reed assustada, pensando que tudo fazia sentido. Amus descobrindo que Lily havia ficado solteira, do nada puxar assunto com ela e na mesma hora já convidá-la para sair. E James tinha dado várias indiretas e diretas para Lily, a avisando sobre Diggory. E Evans quase entregou de bandeja o que ele queria.
– E-E-Eu tenho que ir – e a ruiva se levantou em um pulo e saiu que nem um furacão do quarto.
00h 36min
Lily havia saído correndo do quarto sem olhar para trás, podia parecer exagero ou inadequado, mas ela tinha lágrimas nos olhos. Quando tudo tinha ficado tão complicado? Ela estava chegando ao fim da escada quando bateu em algo duro e cambaleou um pouco para trás.
– Lily? Você está bem? – perguntou uma voz preocupada que estava segurando-a pelos ombros.
A visão da garota estava turva e quando se focalizou, ela deu de cara com James a olhando muito preocupado.
– O que aconteceu? Por que você está assim? – perguntou novamente com o mesmo tom de preocupação.
– N-N-Nada não – e ela conseguiu se desvencilhar de James.
Ela estava já abrindo a porta para ir embora quando ouviu Potter perguntar.
– Reed o que aconteceu?
A ruiva se virou devagar e viu Reed no topo da escada olhando de um modo cansado para os dois. Lily estava rezando para que a garota não contasse o que havia acontecido, assim poderia sair da casa sem tumulto.
– O Diggory estava com ela no meu quarto – falou sem nenhuma emoção na voz.
James ficou pálido e ficava olhando sem acreditar para Reed, esperando que alguém saísse do armário e berrasse “BRINCADEIRINHA!”. Mas isso não aconteceu.
O sangue pareceu subir na cabeça de Jay de repente, e ele foi andando rapidamente para a sala, não parecendo se importar quem estava em seu caminho (tanto que esbarrou na garota-que-ninguém-lembra-o-nome-de-Frank, quase a derrubando).
POW.
Potter deu um soco bem no nariz de Amus, o fazendo cair para trás do sofá.
James e Diggory começaram a brigar violentamente, dando socos e chutes um no outro. Sirius – que havia chegado na mesma hora que James – entrou na briga, ajudando Prongs a bater no Lufo. Lupin tentava afastá-los, mas nada que ele fizesse os separava. Gray e Jason também ajudavam Remus a separar os três.
Reed havia retornado para o seu quarto, ignorando os gritos e barulhos de briga que davam para ouvir até do outro lado da residência.
Lily entrou em desespero vendo seus amigos brigando e se espancando. Pode até ter sido uma escolha ruim, mas a ruiva foi correndo para o meio da briga. Ela abriu os braços para separá-los e fechou os olhos, com medo de levar algum soco.
– PAREM.
Eles congelaram no mesmo lugar sem mexer um único músculo ao ouvirem a voz de desespero e choro da garota.
– PAREM DE FAZER ISSO – berrou mais uma vez, até que abriu os olhos e percebeu que não estavam mais brigando – Vocês não precisam fazer isso – James abriu a boca para argumentar, mas Lily o calou – Nem você precisa fazer isso Potter, eu não quero mais nada com você, eu disse que eu não sou esse tipo de garota, então, por favor, para isso não tem nada haver com o seu respeito.
James ficou meio atordoado ao ouvir essas palavras vindas de Lily. Potter, ela havia o chamado assim.
– Se ferrou – sussurrou Amus, mas Lily conseguiu ouvir.
– Cale a boca você também – brigou – Eu tenho repulsa de você, eu nunca, NUNCA, vou deixar você encostar de novo mim seu nojento, se você acha que eu sou o tipo de garota que ficaria com você só porque você é bonito e popular saiba que está enganado.
Diggory percebeu que Reed devia ter contado a Evans o que ele havia feito com ela, sabia que estava em maus lençóis.
A garota olhava com raiva tanto para James quanto para Amus. Ela bufou e saiu correndo em direção á porta.
00h 40min
Quando Jay acordou dos seus devaneios e percebeu que Lily havia ido embora da casa, saiu correndo atrás dela.
A rua ainda tinha crianças que circulavam passando nas últimas casas para pegar os doces que restavam e a ruiva caminhava na calçada apertando os braços contra si, ainda derramando algumas lágrimas.
– LILY! – chamou James.
Evans virou rapidamente e viu Potter correndo na sua direção, ela resolveu acelerar o passo e começar a desviar das criancinhas que trombavam nela.
Jay agarrou o braço da garota a puxou contra si dando um beijo urgente nela. Lily tentou se soltar dele, mas ele não a largava. Ela começou a bater no peito do garoto vendo se assim ele a soltava.
Ele finalmente a soltou e os dois estavam ofegantes encarando um ao outro; Lily com raiva nos olhos e James impressionado com a sensação do beijo.
– Nunca, eu repito NUNCA mais faça isso de novo James Potter – e ela saiu correndo pela rua, com os sentimentos confundidos.
James Potter ficou parado sozinho na rua enquanto crianças vestidas de Teletubies corriam em volta dele.
00h 49min – Sala da Mansão Delamare
A sala estava um bagunça. A briga que havia ocorrido tinha bagunçado todos os móveis e quebrado alguns porta retratos e objetos de decoração. Ninguém sabia onde Lene e Six haviam ido (provavelmente não muito longe já que a garota tinha um pé torcido), Remus conversava no celular, Gray estava sentado cansado no sofá, Anne havia dormido, Jason olhava o relógio entediado e a garota-que-ninguém-sabe-quem-é-amiga-do-Frank havia ido embora, mas ninguém havia percebido.
– O Ted disse que eles vão voltar direto para a casa delas, porque parece que eles tão na estrada já que eu ouvi umas vacas mugindo no fundo – disse Lupin desligando o aparelho – Parece que a Reed estava certa: o Frank não vai voltar para casa, o Ted disse que a Andy dormiu e que o Gideon o Fabian e a Beka estão meio embriagados já que tomaram muito uísque escocês, Marlene e Sirius sumiram, James e Amus brigaram e parece que eu vou ter que carregar a Anne já que ela dormiu.
– Eu vou me mandar – anunciou Jason – Se vocês virem a Marlene ainda hoje, vocês podem pedir para ela me ligar? Eu não sei se a Sprout disse que a lição de casa era fazer as páginas do livro ou trazer partes de um fígado dissecado...
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00h 55min – Mansão dos Potter’s
James se encontrava jogado no seu quarto encarando o teto. Seu pai provavelmente havia saído com a mãe de Lily e mais provavelmente ainda não iria voltar para casa hoje.
Lily. Nada mais saía de sua cabeça, ele teria que reconquistá-la de algum jeito.
01h 40min – Casa das Evans
Lily estava sentada em sua cama abraçando o seu travesseiro. Sua mãe não havia voltado de seu encontro com Charles Potter e provavelmente não iria voltar naquele dia.
Potter. Ela chorava por sua culpa, ela não deveria ter tentando ser algo diferente por ele. E odiava que estava toda confusa.
Ela iria mudar, não ia deixar outro garoto a manipular novamente, iria mostrar para Amus e James que era diferente. Ela iria mudar por ela.
EXTRA:
“Se você acha que eu sou o tipo de garota que ficaria com você só porque você é bonito e popular saiba que está enganado”
As palavras de Lily ressoavam na cabeça de Reed. Ela era esse tipo de garota, o tipo que “ficaria com você só porque você é bonito e popular”.
Ela pegou a máquina fotográfica e viu a última foto que havia sido tirada. Ela e Gray juntos.
Reed sentiu uma mão no seu ombro e olhou para cima, dando de cara com os olhos azuis faiscantes de Gray a encarando.
– O Remus me contou a história com Amus – disse simplesmente.
A garota abaixou o olhar e lágrimas voltaram a escorrer de seus olhos sem que ela conseguisse as fazer parar.
Gray sentou na cama ao lado da garota e a envolveu com seu braço, deixando-a afundar a cabeça em seu ombro e a reconfortando.
Notas finais
Algum review ou recomendação?
Bjsssss
EDITADO:02/05/13
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