High School Magical
12 Organizando
Notas iniciais
A única coisa que eu lembro do que aconteceu, foi a escuridão.
Finalmente, abri os olhos. Ao meu lado está Charlotte, James e Lukke. Esses, eu acho, são os meus amigos da escola. Então todo mundo me conta a história: Fiquei apagado por 2 semanas. Perdi muito tempo da minha vida.
Os enfermeiros permitiram James de cuidar de mim. Afinal, ele era a pessoa mais inteligente do mundo. O gênio. E depois ele me conta que minha dor foi por causa do que aconteceu no meus dias. Descobrir Lunny, ser ignorado por Prine.
Aliás, cadê Prine? Ele entra no quarto com uma cara desconfiada e anda até os garotos e os pede para ter um tempo só comigo. Então, ele começa a falar que não ouviu nada e nenhuma suspeita de que Lunny era filha de Nikko.
Eu comecei de novo a tentar de novo convence-lo, mas não funciona. Prine quando persiste numa coisa nunca para de persistir. Conto-lhe que Lunny me chamou na diretoria. Mesmo assim ele acha que eu estou ficando louco. Disse que o motivo por eu estar aqui é minhas alucinações. Ele vai embora, e Charlotte entra só.
Abro meus braços para abraça-la.
– Ei, Ei, Ei, Ei — repreende ela — Você tem que tomar um banho primeiro — depois disso dá uma risada.
– Eu fiquei 2 semanas sem um banho?
– Exatamente.
– Você precisa estar lá fora para um tomar um banho.
– Como quiser.
Ela se retira e eu sigo para o banheiro. Eu sinto um gosto horrível na minha boca. Pego uma escova de dente e o escovo. Tomo o meu banho.
Quando saio do banheiro uma enfermeira me entrega um papel.
– Entregue isso ao porteiro, — diz ela — Esse é o seu "passaporte" para sair daqui.
Saio e entrego ao porteiro. Ele olha para mim com a mesma expressão de Prine. Charlotte está a minha espera. Quando ela abre os braços eu corro ao seu encontro e a aperto. Sinto seu perfume, margaridas. Dou-lhe um beijinho na bochecha.
– Saudades — diz ela.
– Parece que te vi ontem. — digo.
– Impressão sua — ela dá uma risadinha.
Nós vamos de novo para o 2° pátio. Então ela me conta tudo oque aconteceu nas 2 semanas. Blive — o amostrado — foi suspenso por 3 dias da aula de Animais, por ter usado seu poder contra a professora Heavensbee, mas ela gritou para uma arara e ela bicou o Blive. A Classe toda deu risadas.
Depois lhe conto sobre a escuridão.
– Escuro, muito escuro.
– Estou escrevendo um livro... — ela diz
– Sério? Deixa eu ler, por favor!
– Nossa, eu nem acabei! Tenha calma.
Damos risadas, mesmo que não seja um tempo certo para rir. Quando dou um risada me lembro de Lunny, e meu humor muda novamente. Lembro também das palavras de Lukke, dizendo que minha mente era forte.
Depois vou para meu quarto, e ainda James está fazendo aquele calculo. Não acredito! Está agora na 20° página. Pergunto a ele qual a razão disso, ele me responde que quer descobrir quantos são os anormais no mundo. Ele diz que é difícil porque nascem muito rápido. E as conclusões para o fim de seu calculo seja no fim do ano.
Jogo-me no beliche, então vou organizando tarefas em minha cabeça. Eu tenho que fazer algo a não ser ficar o dia todo no beliche lendo sobre ficção científica e etc.
A primeira coisa que vou fazer é todo dia ir tomar um Milk-Shake na cantina paga da escola. Precisamente, ao lado de Charlotte. Acho que todo dia seria exagero, então decidi: Segunda, Quarta e Sexta, os dias em que eu ia no psicologo.
Então, se hoje é terça, amanhã será o primeiro dia. Voltando para o calendário — sinceramente, eu estava fazendo isso para me esquecer de Lunny -, nas Terças e Quintas eu iria sair com a turminha de Kyle. Kyle era um menino rico da escola, mas bem humilde. Ele tem uma turma que sai a noite e faz um tipo de "festa" no 2° pátio. Ele sempre me chamava mas eu discordava, dizia que tinha que fazer um trabalho de Química dos Dons.
E nos Sábados e Domingos eu poderia ficar com meus pais, ou ir para a casa de James. Os pais deles me chamaram centenas de vezes, mas eu ficava aqui na escola. Apesar de estarmos quilômetros dos Estados Unidos, o jato corre 800km por hora.
Nós estamos numa ilha muito, mas muito distante do continente. Há protetores no mar. Qualquer coisa que se aproximar da escola é posta em perigo. Surgem coisas anormais para os normais. Cobra gigante, Nevoeiro no mar, Moscas e gafanhotos, etc.
James morava na Florida. Os pais o ligavam e ele sempre falava de mim, era por isso que me chamavam. O James disse que o peru de sua mãe era o melhor do mundo, eu dizia que o da minha era melhor, mesmo ainda não ter provado o da mãe dele.
Agora, você deve estar se perguntando o porquê de eu não ir para casa. Esse é o porquê: Eu não quero me despedir de novo da minha família. Vai ter aquela melosidade toda vez que eu vá. Então é melhor eu ir só no Natal.
Depois de formular todo o meu calendário, me jogo do beliche e vou a procura de Kyle.
Kyle tem o poder de controlar a terra. Qualquer tremorzinho que acontecer aqui na escola, já saberão a quem culpar.
Vou até seu quarto e bato três vezes na porta. Demora cerca de 20 segundos até se manifestar.
– Entra — ele diz.
Entro no quarto que é todo azul. Há um globo de vidro com uma lâmpada dentro. Meus olhos doem. Há um grande papel de parede como uma vista para o mar.
Kyle não tem companheiro de quarto. Ele foi o único que ficou sem, porque seus pais disseram que alguém poderia contaminá-lo. Se você pensa que Kyle é um daqueles mauricinhos, você está enganado. Ele é muito diferente de seus pais. Ele não gasta dinheiro á toa.
– Oi, John — diz ele — O que foi?
– Posso ir hoje na "festa"? — pergunto.
– "Fechô"
– Você sabe dizer se Charlotte Marison vai? — pergunto, ele olha para mim com aquela cara de "Já saquei tudo".
– Se ela não for, eu bolo um jeito de traze-la até aqui.
– Okay. — saio e ele fecha a porta.
Fale com o autor