High Hopes
2 Capitulo 2 - Central Park's Lullaby
Notas iniciais

Robin tinha dormido mais do que queria. Ele sabia disso porque podia ouvir conversas abafadas e barulhos insistentes de talheres a alguns metros abaixo de onde ele estava. Percebendo que seu plano de sair do estabelecimento antes que ele estivesse cheio de clientes tinha falhado, Robin pôs-se de pé, sem querer perder mais tempo. Ele praguejou no caminho para o banheiro, onde se permitiu tomar um banho quente – O que era um luxo para ele, depois de anos nos lavabos medíocres da prisão. — e fez o melhor que pode para ficar com um hálito bom, gargarejando água misturada a pasta de dentes, levando que em conta que nem mesmo uma escova ele tinha. Alias, não tinha bagagem nenhuma. Ele tinha saído da prisão com nada mais do que ele levava no dia que entrou na mesma; uma carteira com cartões, uma foto de sua família e alguns trocados, e sua roupa do corpo.
Depois do banho, Robin desceu os dois lances de escadas que o levariam até o primeiro andar, onde ficava o restaurante. O lugar estava relativamente cheio, e julgando pela comida que ostentavam em seus pratos, Robin deduziu que já era horário de almoço. Ele sentou-se em um dos bancos altos que ficavam em frente ao balcão vermelho, e avistou a menina da janela, vestindo shorts curtos e uma blusa branca amarrada a frente de seu corpo.
–Sua diária inclui apenas café da manhã. — Ela disse simplesmente, inclinando seu corpo para frente enquanto se apoiava no balcão de modo que seu decote ficava exageradamente exposto. Robin desviou o olhar rapidamente, porque ele sabia que se olhasse por tempo demais, lamberia seus lábios e olharia sem conter seus pensamentos impróprios. Ele se sentia um pervertido.
Robin pegou o cardápio surrado, para concentrar seus pensamentos em outra coisa que não fossem o decote exagerado.
–Eu sei. Pagarei separadamente pelo almoço. — Ele respondeu, depois de muito tempo analisando as letras miúdas do cardápio. — Vou querer um hambúrguer e uma porção de fritas. — Ele escolheu rapidamente, sentindo sua boca salivar. Tinha sido um longo tempo desde a última vez que comera algo assim.
–E para beber?
– Cerveja. — Ele terminou seu pedido, largando o cardápio. — Qual o seu nome, moça da janela?
–Ruby. — Ela lhe deu um grande sorriso vermelho e piscou seus cílios enormes, virando para caminhar de volta para a cozinha do restaurante.
Robin se castigou mentalmente por sentir atraído por aquela menina, principalmente quando tinha tantos assuntos importantes para tratar. Não podia gastar tempo com mulheres, além de que, ele sentia que aquilo era quase uma traição, mesmo que Marian já tivesse dado um pé em sua bunda e se envolvido com outro homem há muito tempo. Ele tentou imaginar o que ela estava fazendo agora. Ela e Roland. Deus, será que Roland ao menos se lembrava dele? Provavelmente não. Marian parou de o visitar dois anos depois que ele foi preso, alegando estar cansada de tudo aquilo. Ele não conseguia ter raiva dela por isso. Não conseguia ter raiva dela por encontrar outro homem, por não querer levar seu filho pequeno para um ambiente como aquele, por querer se divorciar. Que culpa ela tinha no meio daquilo tudo? Marian sofrera tanto quanto ele.
Os verdadeiros culpados por tanto sofrimento estavam por ai, gozando de dinheiro e boa vida. Robin ainda iria encontrá-los.
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Sábado costumava ser um dos únicos dias da semana em que Regina poderia se dedicar totalmente ao seu filho. Mas, naquele sábado em especial, ela se via tentada a desmarcar todos os programas que tinham combinado de fazerem juntos e dedicar-se a descobrir onde estava Robin De Locksley, e quais seriam suas intenções após ter saído da prisão.
Mais cedo, a advogada tinha ligado para a penitenciaria onde o assassino de seu marido costumava estar preso, mas não obteve nenhuma resposta além do motivo de sua liberdade; bom comportamento. Ela tinha bufado irritada ao ouvir a notícia pelo telefone e desligara o mesmo sem se incomodar em dizer “tchau”.
Regina nunca tinha entendido o motivo de Robin De Locksley ter matado seu marido. É claro que, Daniel estava concorrendo para ser prefeito de Nova York e era o candidato mais indicado, e isso incita alguns inimigos tentando roubar seu posto; mas Robin não tinha nada a ver com isso. Ele era apenas um corretor de imóveis que estava fazendo negócios com Daniel, que queria comprar uma casa no litoral do Maine. Regina sentiu seu corpo estremecer. Pensar que Robin tinha matado seu marido a sangue frio, e por motivo algum, a fazia ficar pior.
Após ouvir o bipe familiar do forno, Regina se dirigiu ao mesmo para tirar a forma de lasanha que estava assando. Ela levou-a para a grande mesa da sala de jantar, e a colocou onde julgava quer seu filho conseguiria tirar seu próprio pedaço de lasanha sem muita dificuldade.
–Eu poderia comer isso todos os dias! — Henry disse animado, se sentando apressadamente em uma das cadeiras vazias ao lado de sua mãe.
–Eu te acompanharia. — Regina sorriu brevemente para o filho, sem deixar sua preocupação de lado.
Ela observou, orgulhosa, quando Henry se esforçava para partir a lasanha e colocar em seu próprio prato. Ele estava crescendo tão rápido e Regina não sabia como se comportar sobre isso. As vezes ficava tão feliz e orgulhosa, e outras, ficava preocupada e triste. Ela tinha medo de que ele crescesse e se tornasse um daqueles adolescentes que tem vergonha da mãe ou que não precisasse mais dela. Ou pior, que um dia ele quisesse procurar sua mãe biológica.
Regina mordeu seu lábio inferior com força, sentindo sua garganta fechar. Ela tinha tanto medo de ficar completamente sozinha. Mas também se sentia culpada; culpada por ter depositado em Henry a responsabilidade de fazê-la feliz. As vezes, ela pensava que precisava mais dele, do que ele dela. Por isso, ela os protegeria de qualquer coisa que ameaçasse a felicidade deles.
–Mãe? — Henry a chamou, olhando-a de maneira curiosa, fazendo Regina se dar conta de que o estava olhando distraída. — Não vai comer?
–Sim, eu vou. — Ela forçou um sorriso e levantou uma das mãos, para acariciar a bochecha macia de Henry. — Só estava te olhando. Você está tão grande.
–Quase 11 anos! — O menino exclamou, o que fez Regina sorrir verdadeiramente. Ela partiu a lasanha e colocou em seu prato, encarando a comida preferida de Henry.
Ela não queria perder aquilo. Não queria perder a pele clara e macia, as bochechas rosadas, os dentinhos tão pequenos e o cabelo caindo liso pela testa. Não queria perder seu menino esperto... Não queria alguém como Robin de Locksley andando livremente pelas ruas de Nova York, perigosamente perto de seu filho.
Ela respirou fundo e balançou a cabeça, tentando clarear sua mente. Tinha que se manter forte, por Henry, como tem feito pelos últimos 10 anos desde que Daniel fora assassinado. Eles tinham acabado de conseguir a guarda do menino quando tudo aconteceu e seu marido estava tão feliz. Aquilo ainda doía, a memória ainda era fresca em sua mente, como se tivesse acontecido a poucos dias e não a dez anos. Como uma pena de 20 anos poderia diminuir para uma de 10?
A verdade é que ela sabia a resposta. Era advogada, afinal. Sabia todos os direitos de Robin, sabia que ele poderia ser reinstituído à sociedade e ela costumava acreditar nisso, na reinstituição do condenado a sociedade. Mas se tratando do homem que tinha assassinado seu marido, a ideia a fazia ter vontade de vomitar. Sua mente estava em eterno conflito e isso a deixava tonta, então resolveu terminar seu prato antes que desmaiasse na frente de seu filho.
–Vamos ao parque hoje? — Henry perguntou, a olhando esperançoso. Ela apenas concordou com a cabeça, afastando sua vontade de não sair de casa enquanto não tivesse certeza de que Robin estava longe dela.
Ela ficaria com ele pelo resto do fim de semana, decidiu. Só pensaria em Robin na segunda-feira, quando estivesse em seu escritório e o Sr. Gold poderia ajudá-la a descobrir qualquer falha no sistema carcerário da Penitenciaria Estadual que pudesse fazer Robin voltar para a cadeia, qualquer pequeno deslize que ele tenha cometido ao longo de seus dez anos em que esteve preso, algo que poderia o fazer voltar para a cadeira rapidamente. Sr. Gold era especialista em descobrir brechas em documentos e coisas do tipo, o que sempre fazia Regina se sentir desconfortável, porque ele parecia conspirar para destruir a esperança alheia a qualquer custo. Mas dessa vez, ela apenas sorriu. Se tratando de Robin, ela não se importava.
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Depois do almoço, Robin voltou para o quarto abafado da pensão. Pela primeira vez, ele prestou atenção no amontoado de móveis. A escrivaninha com um telefone e um espelhinho em cima, do lado da cama, o guarda-roupas pequeno de madeira e a TV pendurada em um suporte da parede. Era tudo muito pequeno e escuro, o que o fazia lembrar da prisão e isso causava náuseas. As vezes, era difícil acreditar que ele estava mesmo livre. Claro, era uma liberdade condicional, mas, ainda assim, era difícil de acreditar. Robin se sufocava em seus próprios pensamentos;
o dia em que acordara em cima de uma possa sangue com Daniel Horse estirado ao seu lado;
a ligação desesperada que ele fizera para a polícia;
Regina Mills, gritando em desespero, com uma criança em seu colo;
seu condenamento e julgamento;
seus anos de pesadelo na penitenciária do estado de Nova York.
–Não fui eu. — Robin sussurrou para si mesmo, como costumava fazer nos primeiros meses preso. — Eu não matei Daniel.
A tristeza fora substituída pela raiva a muito tempo. Dez anos de sua vida pagando por um crime que ele sequer cometera. Seu emprego, sua esposa, seu filho, sua família; arrancados dele de forma cruel e irreversível.
Robin olhou para o papel de parede mofado do teto, se sentindo tonto. Ele não conseguia respirar.
Sair.
Ele precisava sair.
Era sábado a tarde e as ruas de Nova York estavam cheias de turistas, mesmo que não fosse época de férias. Robin dava passos largos, abrindo passagem entre as pessoas que caminhavam lentamente pela calçada estreita. Ele decidiu ir até o Central Park, talvez uma caminhada conseguisse fazer com que o peso em seu peito diminuísse. Ele jogou o capuz de sua jaqueta para cima da cabeça, sem se importar com o quão estranho aquilo pareceria, já que estava um clima agradável, e diminuiu seu ritmo assim que entrou para as passagens largas rodeadas de campos verdes do parque.
Robin observou as famílias entretendo seus filhos, tomando sorvete de casquinha e soltando pipa, se dando conta de que talvez nunca fosse ter aquilo. Em qualquer lugar que ele estivesse, sempre se lembraria de tudo que viveu, mas no parque, ele, pelo menos, conseguia respirar sem dificuldades. Ali não tinha paredes ou grades, esses, foram substituídos por árvores floridas e crianças inocentes e isso fazia o coração de Robin se aquecer, como uma promessa de esperança no meio de todo caos.
Ele se sentou em um banco de madeira que ficava em meio a um corredor de árvores quais as copas se encontravam e formavam um U invertido. Era um dos lugares mais vazios do parque, diferente dos gramados lotados de forros xadrez e cestas de piquenique, mas, para Robin, era o mais bonito. Casais e famílias atravessavam o corredor distraidamente; o barulho das folhas secas sendo esmagadas debaixo de seus pés causava uma boa sensação em Robin e ele se permitiu sorrir, sorrir verdadeiramente, pela primeira vez em muito tempo, mas ele também sentia vontade de chorar, o que era um tanto contraditório e isso o fez rir mais ainda. Sua risada chamou a atenção de uma criança, um menino, que deveria ser um pouco mais velho do que seu filho – onde quer que Roland estivesse nesse momento -, que o olhou curiosamente e sorriu para ele, levantando uma das mãos para tira a mecha de cabelo que insistia em cair em seus olhos. Robin acenou para a criança, devagar, com medo de assustá-la, e ficou feliz ao ver o menino acenar de volta. A criança perdeu o ritmo de seus passos, o que chamou atenção de sua mãe, que o segurava pela mão. A mulher olhou para baixo e chamou o filho, sorrindo.
–Henry – ela chamou, o nome soando como um pedido, escorregando para fora dos lábios vermelhos de forma amorosa. — Preste atenção no caminho.
Robin sentiu seu coração parar, ele conhecia aquela voz. Tinha passado anos revivendo-a em sua mente, assim como o rosto de sua dona. Ele ergueu seu olhar, encontrando o rosto sorridente de Regina Mills, completamente alheia a sua presença. Robin suspirou, suando frio.
Ele sabia que ela morava no Upper East Side, em um apartamento luxuoso da Quinta Avenida, perto do Central Park, mas não esperava encontrar ela caminhando por ai com seu filho a tiracolo. Na verdade, ela era uma espécie de ser intocável na mente de Robin. Como uma fantasia ou um sonho que ele tivera a muito tempo. Mas ali estava ela, com calças skinny e jaqueta de couro, parecendo tão normal quanto qualquer outra mãe naquele parque, a um metro de distância dele.
Ele tentou imaginar diversas vezes esse encontro, tentando adivinhar qual seria sua reação. Mas agora, que aquilo estava realmente acontecendo, ele nem conseguia se mover. Robin manteve sua posição trêmula até que Regina tivesse atravessado todo o corredor e só então ele voltou a respirar. Robin tomou coragem para olhar para o lado, para onde ela tinha seguido seu caminho e pôs-se de pé rapidamente, planejando segui-la. Suas pernas estavam bambas por causa do nervosismo e isso o fez pensar. O que faria depois de segui-la? Se ela o reconhecesse poderia o colocar de volta na cadeia em um piscar de olhos, alegando estar sendo perseguida, o que não seria uma mentira. Mesmo assim, ele não conseguia parar.
Robin tinha passado os últimos dez anos odiando aquela mulher, a culpando por todo o seu sofrimento. Mas naquele momento, tudo parecia tão distante. Enquanto sorria para seu filho e usava seu tom amoroso para falar, ela não era como o monstro que ele tinha imaginado. E como poderia ser? Tudo que fizera fora tentar justiçar a morte de seu marido.
Ele decidiu que Regina Mills era tão vitima quanto ele. Ponto para ela.
Mas isso não mudava muita coisa, já que ele sentia que para convencer o mundo de que aquele crime não fora de sua autoria, primeiro ele tinha que convencer ela.
Ele tinha imaginado várias cenas loucas, onde ele a obrigava a ouvi-lo, a chacoalhando pelos ombros e gritando com ela, mas sabia que esses métodos não poderiam serem usados, afinal, eram frutos de sua mente louca e desesperada de carcerário. Para conseguir a atenção de Regina, ele precisaria ser delicado. Precisaria parecer confiante e vulnerável, de modo que ela o enxergasse como uma pessoa, um ser humano, e não como o assassino que tinha matado seu marido a sangue frio.
Ele queria ser ouvido.
Por ela.
Porque Regina e ele eram as únicas pessoas diretamente envolvidas naquela história. Robin diminuiu seu ritmo, deixando a advogada sumir de sua vista junto a seu filho, em meio a multidão de turistas. Sem perseguições por hoje. Ele precisava descobrir uma maneira melhor de se aproximar dela.
De volta a pensão, Robin começou a achar o quarto aconchegante. Ele ligou a TV e deixou o som de um canal qualquer encher o ambiente, enquanto ele abria as cortinas e depois as gavetas de madeira, tentando conhecer tudo daquele cômodo que agora seria sua casa. Ele encontrou forros de cama e toalhas extras, um sabonete aparentemente usado — mas que já estava seco e com coloração estranha-, e uma lista telefônica empoeirada do ano de 2010. Ele folheou as páginas amareladas, vendo os números telefônicos com letras minúsculas e os classificados, sem dar muita importância, até que encontrou um anúncio de um escritório de advogacia de Manhattan, o que o fez pensar.
Será que Regina Mills teria um anúncio como esse, em uma lista telefônica velha qualquer? Ela era uma advogada, afinal. Robin procurou a letra “R”, mas pelo visto Regina não era um nome muito comum. Tentou a letra “M” e tinha quatro páginas de sobrenome “Mills”, com três fileiras de nomes cada, todos escritos com letras tão pequenas que chegavam a dar dor de cabeça. Ele leu as letras miúdas com certa dificuldade e encontrou duas Regina's Mills. Não eram números empresariais, o que fez o coração de Robin pular. Talvez um daqueles números, seria o da mulher que viera protagonizando seus pesadelos durante tantos anos.
Robin se viu tentado a ligar, espiando o telefone em cima da escrivaninha. Ele ligaria, só para matar sua curiosidade. Só ouviria a voz do outro lado da linha e desligaria. Se achou um idiota por isso, mas nada o impediu de pegar o telefone de fio, com as mãos suadas e teclar o número.
Nada.
Ele esperou vários segundos e nada aconteceu. Tentou de novo, com o segundo número dessa vez, a segunda Regina.
Sem respostas, mais uma vez. Nem mesmo um sinal de “ocupado”.
Então ele percebeu que o problema estava no aparelho velho do hotel. Talvez as ligações não fossem possíveis ou talvez Granny não tivesse pago a conta telefônica do mês anterior, e agora a linha estava muda. Talvez fosse um sinal, para ele não agir de forma impulsiva, como fizera mais cedo no parque perseguindo Regina Mills. Ele precisava de um plano de ação, uma forma de se aproximar sem a assustar.
Precisava de um barbeador também, porque o reflexo no espelho que ficava ao lado do telefone era assustador. E roupas.
Precisava recuperar sua dignidade e sua sanidade.
Ele largou a lista pesada em cima da cama e se jogou do lado dela, afundando seu peso no colchão que tinha cheiro de mofo. Robin enfiou a mão em um de seus bolsos e tirou sua carteira surrada de lá, a abrindo rapidamente para ver a foto que muitas vezes evitava. Marian, com seu sorriso de tirar o folego, segurando Roland em seu colo, quando ele ainda tinha apenas um ano e meio. Robin já estava preso quando essa foto fora tirada e Marian já estava se envolvendo com um xerife qualquer, mas para ele, aquela ainda era sua família. Ele não ligaria para ela, não procuraria seu filho, não enquanto carregasse o peso da morte de Daniel em seus ombros.
Robin suspirou, fechando seus olhos. Não queria dormir, mas não conseguia evitar seu repentino cansaço. Ele se concentrou no som que vinha da TV, aparentemente um telejornal local, qual ele não se lembrava se existia ou não quando ainda era um homem comum em Nova York. Ele abriu os olhos, para prestar atenção nas notícias e a data no canto da tela indicava que o programa era uma reprise do dia anterior. Nada fazia muito sentido para ele, até que uma filmagem do prédio da penitenciária onde costumava estar preso surgiu na tela. Robin arregalou os olhos, se sentando rapidamente na cama.
“...foi determinada liberdade condicional para o homem condenado por matar o polêmico concorrente a prefeito no ano de 2005, Daniel Horse. Ainda não temos informações sobre...”
Robin sentiu seu estômago revirar ao ver uma foto sua no canto esquerdo da tela. Se perguntou quantas pessoas estavam vendo aquele jornal naquele momento, memorizando seu rosto e temendo sua presença. Ele pegou o controle remoto e desligou a TV, não voltaria a ligar aquele aparelho por muito tempo. Na segunda-feira daria um jeito de por seu plano em ação, precisava chegar a Regina Mills o mais rápido possível.
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