Notas iniciais
Quase um mês depois, que vergonha... Foi mal pela demora desnecessária. Espero que gostem, Boa leitura!

Amanheceu o dia e as famílias Hummel e Anderson já estavam acordados em suas respectivas casas. O familiar cheiro de café e bolo já era sentido do quarto de Kurt, que obviamente estava acordado.

O castanho estava nervoso, sem saber o que fazer, pois a qualquer momento sua mãe o chamaria para descer e ele não tinha nenhuma desculpa manga para permanecer no quarto. Sua pesquisa na internet durante toda a madrugada não havia sido bem sucedida, ele não encontrou nenhum site que falasse sobre o assunto, todos que ele encontrou era fictício.

Foi então que Kurt assumiu que precisaria falar com quem ele menos queria encontrar outra vez. Sebastian.

– Kurtie, meu filho, já está acordado?– Beth tentou abrir a porta para abrir as cortinas e acordar seu filho como todas as manhãs, porém viu que a porta estava trancada — Kurt está tudo bem?

– Está mãe!– Kurt tentou parecer o mais firme possível, independente do seu nervosismo — Hoje eu não vou descer para o café mãe, estou… indisposto.

– Okay, mas tem certeza que está tudo bem?– Beth ia perguntar por que a porta do filho estava trancada, porém ela resolveu não interferir na privacidade do filho de alguma forma — Vou trazer seu café e deixar aqui na porta pra quando você quiser comer.

– Obrigado mãe, eu te amo!

– Eu também te amo, Kurtie.

E assim ele ouviu passos na escada e suspirou aliviado por sua mãe ser tão compreensível. Alguns minutos depois, Elizabeth bateu em sua porta novamente avisando que a bandeja com seu café estava na porta e que qualquer coisa era só chamar. Ele agradeceu outra vez e assim que a ouviu ir embora, abriu a porta rápida e sorrateiramente pegando a bandeja que tinha suco, waffles e tudo mais, trancando a porta em seguida. O castanho apenas sorriu agradecido e comeu todo seu desjejum. Ele tinha consciência de que não era mais nada daquilo que o alimentava, porém o Hummel tinha em sua mente que mantendo aquele costume, ele mantinha sua humanidade de alguma forma ainda firme.

(…)

Por uma brecha da cortina, Kurt viu que o sol já estava prestes a se pôr. Com isso, ele começou a se preparar para sair do seu quarto, pois Blaine já deveria estar a caminho para eles saírem para sua caçada.

– Kurt, está melhor?– disse Burt assim que viu o filho descer as escadas já arrumado para caçar — Sua mãe disse que estava indisposto hoje.

– Sim pai, estou melhor que nunca agora, nada que um dia inteiro de sono não cure. O senhor sabe onde está Blaine?

– Charlie disse que ele acabou de acordar também e está se arrumando para vir. Aliás, ele esteve aqui mais cedo lhe procurando, mas eu e sua mãe dissemos que você estava dormindo e ele foi embora.

– Obrigado pai.

A campainha tocou e Kurt foi atender encontrando Charlie e Blaine do outro lado da porta.

– Boa noite tio Charlie!– cumprimentou Kurt com um sorriso educado — Entre! Meu pai está na sala.– o castanho deu passagem para seu sogro passar e quando Blaine ia entrando também, Kurt pôs um de suas mãos no peito do moreno o impedindo, o que o deixou confuso — Você fica. Tio Charlie, pai, eu vou conversar com Blaine só um instante antes de partirmos. É rápido, tudo bem?

– Tudo bem filho, podem ir!

Kurt pegou a mão de Blaine, que até agora não havia dito uma palavra sequer, e saiu o puxando até sua familiar cabana.

– Kurt, está tudo bem?

– Eu só estava com saudades e queria alguns instantes a sós com você.

– Por um momento eu achei que você queria terminar comigo.

– Eu não seria louco a esse ponto.

Kurt nem deu tempo de Blaine continuar falando e logo o beijou vorazmente. O moreno, claro, logo tratou de acompanhá-lo e corresponder o beijo na mesma altura. O castanho foi o conduzindo até a cama improvisada que tinha ali, derrubando algumas coisas pelo percurso. Em certo momento, antes de Kurt deitar Blaine sobre a cama improvisada, o castanho jogou seu parceiro contra parede com uma certa força desnecessária parando o beijo no mesmo instante.

– Céus, Blaine! Eu te machuquei?

– Não! Eu até gostei!

O Hummel sorriu sacana para o Anderson e voltou a beija-lo, descendo para seu pescoço quando lembrava que seu namorado ainda precisava respirar. Quando os já estavam deitados, já estavam ambos sem camisa.

– Kurtie, temos que voltar logo…– Kurt ainda beijava e mordiscava o pescoço e ombro de Blaine tentando controlar seus impulsos ao máximo — Mesmo que eu odiaria interromper isso. Céus, hoje você está incrível, mais do que as outras vezes…

– Você ainda não viu nada.

O castanho sussurrou no ouvido do moreno com uma voz levemente grave. Aquilo fez Blaine arrepiar por inteiro e ele retribuiu arranhando as costas nuas de Kurt que mais parecia insaciável.

Habilidosamente, Hummel abriu o cinto e calça de Blaine numa velocidade não humana, fazendo o mesmo com sua calça em seguida.

Ambas as ereções já eram bem visíveis em suas boxers e por isso Kurt mordeu seu lábio inferior, desceu até a barra da peça íntima de Blaine e beijando sua virilha, foi se livrando daquele último pano.

– Kurt, por favor, mais rápido. Não quero sair daqui assim…

– Calma, ainda é muito cedo para irmos caçar, eles podem esperar...

Kurt logo envolveu o membro de Blaine com sua boca quente e o moreno, por sua vez, soltou um gemido que foi quase um rosnado. Rapidamente, o castanho foi aumentando sua velocidade fazendo o moreno agarrar o pano que servia de lençol sobre a "cama". O Anderson já dizia coisas desconexas, nada saía de sua boca além de gemidos e xingamentos sem sentido.

Quando ele estava quase chegando a seu ápice, Kurt parou recebendo um barulho de desaprovação vindo de Blaine. O vampiro apenas riu e por entre as pernas do moreno ele engatinhou até estar outra vez na altura dos olhos do namorado. Anderson estava ofegante enquanto olhava para os olhos penetrantes de Kurt. Eram quase hipnóticos aqueles olhos que ora eram azuis, ora verdes.

Ou será que ele estava mesmo o hipnotizando?

– Blaine?– Kurt chamou o moreno observando ele quieto demais.

– Sim…?

Blaine respondeu em uma voz quase robótica, o que fez Kurt ficar mais intrigado ainda. Então ele resolveu tirar a prova final.

– Blaine, abra a boca…– o moreno sem questionar, fez o que lhe foi pedido — Agora feche.– Mais uma vez, Blaine obedeceu — Oh meu Deus, eu hipnotizei o Blaine! Blaine acorda!

Kurt deu pequenos tapinhas no rosto do moreno, mas não adiantava, ele ainda estava com um olhar perdido. O castanho estava ficando cada vez mais nervoso, pois deu pequenos tapas, estalou os dedos, bateu palmas e nada adiantou pra tirar Blaine daquele transe. Até que Hummel teve uma última ideia, tentar acorda-lo da mesma forma que o hipnotizou. Ele encarou profundamente os olhos cor de mel do moreno e ordenou:

– Blaine, acorde…

Blaine então piscou os olhos repetidas vezes e começou a olhar em volta tentando entender o que acabara de acontecer.

– Kurt, o que houve? De repente, parece que apaguei…

– Você… você pegou no sono meu amor…

– Mas o que você está fazendo sem camisa… Droga, não me diga que nós estávamos… E eu dormi!

– Sim, estávamos e nós dois dormimos. Só não sei por quanto tempo.– mentiu Kurt.

– Uau, então nós nos divertimos bastante mesmo!– Blaine olhou pela janela e viu que já era de noite — Bem, acho que está na hora de irmos caçar?

– Vamos, mas antes pode me ajudar a resolver esse probleminha?

Kurt sorriu sem jeito olhando pra baixo e Blaine entendeu o recado e riu do namorado acanhado.

– Claro senhor, terei prazer em ajudá-lo. Literalmente.

Blaine virou Kurt o deixando debaixo dele o beijou a boca, pescoço e foi descendo até chegar onde o castanho queria "ajuda". O moreno abocanhou o Hummel, sem cerimônias, já que eles estavam atrasados para caçar e Burt e Charlie já deviam estar preocupados.

Anderson era tão habilidoso quanto Kurt com sua boca e o castanho teve tanto prazer quanto ele proporcionou ao namorado minutos atrás. Logo ele chegou seu ápice e Blaine sorriu satisfeito pelo seu trabalho feito.

– Agora sim, podemos ir…– Kurt disse ofegante, por reflexo dos seus sentidos.

O casal se vestiu de volta, um tentou arrumar o cabelo do outro o máximo que pôde e saíram de mãos dadas até a casa dos Hummel onde encontraram seus pais ainda papeando na sala.

– Até que enfim meninos! Conversa longa não?– Charlie lançou uma piscadela para os dois jovens que coraram sessenta tons de vermelho — Qual é meninos, nós já fomos adolescentes! Porque acham que não fomos atrás de vocês?

Kurt e Blaine apenas se entreolharam e trataram de mudar de assunto.

– Então, tudo pronto?– Blaine perguntou — Podemos ir?

– Pode, aqui estão suas armas!

Burt e Charlie entregaram alguns revólveres e canivetes para seus respectivos filhos que equiparam tudo em suas roupas. Beth e Pam vieram lá de dentro da casa e deram o usual beijo de boa sorte na testa de cada um. Assim se despediram e saíram em direção à pequena floresta onde os vampiros sempre se refugiavam.

Depois de algumas horas rondando e matando algumas criaturas que tentavam avançar neles, o casal parou no meio da floresta.

– Vamos nos separar?– Kurt perguntou — Tudo bem, mas não demore a aparecer, nos encontramos no mesmo lugar.– Blaine beijou Kurt — Eu te amo, até daqui a pouco.

– Eu também te amo.

Depois de se despedirem, cada um foi para um lado oposto. O castanho de se afastar o máximo que pôde de seu parceiro, pois o que ele iria fazer ali, Blaine não poderia ouvir de forma alguma.

Quando ele tomou a distância que achou necessária, começou a chamar Sebastian aos sussurros. Kurt sabia que o vampiro tinha uma audição boa o suficiente para ouvi-lo.

De repente, ele ouviu o farfalhar das folhas mortas no chão. Alguém se aproximava. Kurt sentiu o cheiro e suspirou aliviado por não ser o cheiro de Blaine, entretanto de Sebastian também não era.

O castanho empunhou sua arma de flechas que estava já em suas mãos em direção ao barulho, esperando alguém se revelar. O barulho cessou, porém Kurt não saiu de sua posição, fazendo absoluto silêncio para sentir se vinha de outro lado. Até que uma mulher de mais ou menos sua idade pulou sobre o castanho tentando morde-lo. Habilidosamente, Kurt jogou a garota de lado tirando ela de cima de si e logo ficando de pé. Mesmo assim, a vampira não desistiu e outra vez avançou sobre ele. Só que dessa vez o reflexo de Kurt foi mais rápido e ele a agarrou pelo pescoço a enforcando com apenas uma das mãos sem nenhum esforço. Seus olhos já estavam vermelhos, juntos com suas unhas e dentes crescidos.

Hummel, mais do que depressa, fincou suas unhas no pescoço da menina e a trouxe até si, cravando seus dentes e bebeu todo seu sangue. Dessa vez, o sangue não estava assim tão saboroso na opinião do castanho, já que estava gelado por ela ser uma vampira assim como ele.

Quando ele jogou o corpo da menina no chão, limpando o excesso de sangue de sua boca, o castanho ouviu palmas fracas.

– Você realmente é muito cruel, Kurtie. Matando seus próprios irmãos…

– Sebastian…

– Ao seu dispor.– Sebastian fez uma pequena reverência — Escutei você me chamando, então aqui estou, o que deseja?

– Eu quero poder andar na luz do dia e eu sei que você tem um método para isso! Portanto, não quero enrolação, me dê logo de uma vez e os dois podem seguir suas vidas normais.

– Nossa, educado você não? Pensei que Elizabeth havia te ensinado modos melhores.

– Não ouse dizer o nome da minha mãe com essa boca maldita!

– Quanto amor, comovente sabia? Bem, já que você quer ser direto, seremos diretos. Sim, eu tenho um método para andar na luz do dia sem entrar em combustão instantânea. É uma pulseira com um amuleto de sol. Porém, eu não vou te dar isso!

– Sebastian, eu não estou brincando!

– E o que te faz pensar que eu estou? Eu não vou te dar nada porque simplesmente você quer.

Kurt lembrou-se de mais cedo quando ele hipnotizou Blaine. Talvez se pegasse Smythe distraído, ele teria sucesso em seu plano. O castanho então olhou fixamente Sebastian até que ele começar a gargalhar.

– Pobre Kurt, tão inocente. Seu dom de hipnose não funciona comigo, foi eu quem lhe deu esse dom criança! Só os que são mordidos diretamente por mim que adquirem esse poder. Está vendo como eu posso ser bonzinho?

Kurt revirou olhos com tamanho sarcasmo pingando em cada palavra que Sebastian dizia.

– Sou tão bonzinho que lhe darei uma chance para conseguir a pulseira. Quer saber?

– Fale de uma vez Sebastian!

– Você está um amor hoje, Kurtie. Bem, eu vou lhe dar uma pulseira agora mesmo e em troca você será uma espécie de cobrador de impostos pra mim. Há algumas pessoas me devendo diversas coisas e como não tenho tempo para ir cobrar cada um deles pessoalmente, farei com que você faça isso por mim. O que acha? É pegar ou largar!

Kurt não queria ter que aceitar aquilo. Ele seria o capataz de Sebastian e isso era um dos piores pesadelos dele, trabalhar para o inimigo.

– Pense bem, você terá seu privilégio de andar por aí na luz do dia, saltitando com seu namoradinho e ainda terá bastante sangue para se alimentar! Sangue vampiro ou humano. Em minha opinião, é o emprego dos sonhos!

– Eu aceito! Eu faço seu trabalho sujo.

Kurt respondeu contra vontade e logo Sebastian sorriu amplamente abrindo sua mão, fazendo uma pequena chama arder em sua palma e logo em seguida aparecer uma pulseira que parecia artesanal com um pequeno pingente de um sol preso a ela. Smythe pegou a mão de Hummel e encaixou o acessório no pulso do mais novo.

– Serei bonzinho mais uma vez e lhe darei o dia de folga amanhã, para você ver que não estou mentindo sobre a pulseira. Porém amanhã à noite, estarei esperando aqui por você com o nome do seu primeiro serviço. Lembrando que, se tentar alguma gracinha, Blaine ou seus queridos papai e mamãe são quem sofrerá as consequências.

Antes que Kurt pudesse questionar mais alguma coisa, Sebastian havia desaparecido nas sombras. O castanho olhou para a pulseira em seu pulso, suspirou derrotado e puxou a manga da camisa a escondendo.

Agora Kurt era um escravo de Sebastian Smythe, seu pior inimigo.

Notas finais
Opaaa, Kurt virou capataz do Sebastian... kkkkkk' Mais uma vez mil perdões pela demora, é que agora estou com três fics em andamento e ainda estou me acostumando... kkkk' Até o próximo!