Notas iniciais
Olá pessoas! Bem, não tenho muito o que dizer, só dizer que dedico esse capítulo a Fabiana porque ela é uma linda e incrível amiga que recomendou essa fic também e me ajudou a destravar nesse capítulo! kkkkk' Obrigada guria! Boa leitura gente! ♥

Kurt abriu seus olhos. Pela primeira desde que se tornara vampiro, o castanho estava ansioso para o nascer do sol. Por isso passou o resto da noite com as cortinas e olhos fechados para não piorar sua ansiedade.
Quando ouviu sua mãe bater na porta anunciando o café da manhã, Hummel deu um pulo da cama e abriu a porta para saudar Beth.

– Bom dia mãe!

– Bom dia meu filho, vejo que acordou de bom humor hoje!

– Sim mãe, eu me sinto muito bem! Eu vou tomar um banho e já desço, okay?

– Tudo bem filho, te espero lá embaixo.

Kurt tomou uma ducha, colocou uma roupa confortável para passar seu dia e antes de sair do banheiro ficou encarando a pulseira em seu pulso. Ele estava ansioso por sair outra vez a luz do dia, mas ao mesmo tempo estava receoso. E se Sebastian estava o enganando?
Olhou para o espelho e mais uma vez viu seu verdadeiro eu. Aquele reflexo de si sempre revirava o estômago de Kurt.

Ele saiu do banheiro e abriu as cortinas lentamente e esperou sentir sua pele arder até entrar em combustão. Porém, dessa vez, nada aconteceu. Nem mesmo o calor do sol, ele sentiu. Apenas a claridade. Kurt sorriu por ver a paisagem de sua janela iluminada pelo sol outra vez, mas logo seu sorriso sumiu.

Sebastian o observava de longe com um sorriso vitorioso no rosto e acenando para demonstrar que ele estava certo e a pulseira realmente funcionava. O castanho fechou a cara e saiu logo da janela antes que Smythe estragasse o seu humor pelo resto do dia.

O jovem desceu, tomou café com sua família normalmente. Em momentos assim ele até esquecia que agora carregava uma maldição. Isso até sua mãe cortar o dedo enquanto partia mais um pedaço de pão.
O castanho ficou mais pálido que o normal. Ele estava a dias sem se alimentar de sangue humano e sabia que se não saísse dali nos próximos segundos, uma tragédia aconteceria. O cheiro de sangue fresco já estava tomando conta de suas narinas e sentia que seus olhos já não estavam na cor natural, por isso ele tratou de logo levantar da mesa com a cabeça baixa.

– Mãe, o café estava incrível como sempre. Agora se me dão licença, preciso me arrumar para encontrar com Blaine...

Kurt sair da sala de jantar à passos largos até chegar na escada onde correu com sua velocidade sobre-humana. Assim que chegou no quarto, trancou a porta e jogou a chave para qualquer canto do cômodo. Se jogou na cama e tentou com todas as suas forças afastar aqueles pensamentos assassinos que agora rondavam sua mente até que sentiu finalmente se acalmar.

– Nervoso?

– Sebastian?! O que está fazendo no meu quarto?!

– Nada, apenas quero saber como vai o meu mais novo empregado.

– Droga Sebastian me deixe em paz! Eu acabei de quase matar a minha própria mãe e ainda tenho que aturar suas provocações?

– Você está com sede, preciso te alimentar ou não me servirá de nada mais tarde. Venha comigo.

– Eu não vou a lugar nenhum.

– Ah não? Você prefere que sua mamãe traga aqui? Eu mesmo posso ir lá buscar ela com seus pulsos abertos, quer? Vem comigo, agora.

Sebastian saiu pela janela seguido de um Kurt contrariado. Depois de correrem floresta adentro, Smythe parou numa casa onde parecia ter sua casa. Ao entrar ali, Kurt se perguntou como nunca havia visto aquela mansão no meio da floresta antes.

– Bem vindo ao meu lar!

O mais velho andou até um cômodo da casa que parecia uma espécie de porão.

– Clarice! – Sebastian chamou da porta – Não se preocupe, é uma das minhas empregadas e todas elas estão hipnotizadas. Então ninguém vai reconhecer nosso grande caçador Kurt Hummel.

– Pois não Senhor Sebastian...?

Clarice era uma jovem moça que aparentava ter vinte e cinco anos. Seus cabelos eram avermelhados e sua pele tão branca quanto a de Kurt. Hummel ao ver aquela moça ficou penalizado, talvez sua família a estivesse procurando e ela estava ali como uma escrava de Sebastian.

– Olá Clarice, sempre muito prestativa. Sabe, Kurt, ela é uma das minhas melhores empregadas. Enfim, Clarice, seja uma boa menina e me traga a Sophie por gentileza?

– Sim senhor.

Obediente, a jovem moça deu as costas e voltou minutos depois com outra menina, dessa vez loira com o mesmo uniforme da anterior.

– Muito obrigado, pode ir Clarice. Feche a porta quando sair.

Sebastian lançou uma piscadela e um meio sorriso para a garota que também sorriu um pouco tímida e saiu fechando a porta atrás de si.

– Aqui está Kurt, beba.

– Eu não vou matar essa garota, ela nem sabe o que está acontecendo! Ele deve ter uma família preocupada…

– Esse seu excesso de bondade me cansa sabia?– O mais velho fez uma careta — Eu não queria fazer isso, mas…

Sebastian deu de ombros e com uma de suas unhas afiadas fez um pequeno, porém profundo corte no pescoço de Candace que ainda possuía um olhar vazio. Logo escorreu um fio de sangue pelo pescoço pálido da menina, o cheiro outra vez estava enlouquecendo os sentidos de Kurt.

Sua garganta começou a secar, era inevitável, impossível resistir por mais tempo.

Em uma velocidade sobrenatural, Kurt já tinha seus dentes cravados na pele nua da jovem garota.

Hummel já estava fora de si, enquanto se alimentava, suspirava em satisfação por aquele sangue quente e fresco descendo pela sua garganta. Sua vítima se debatia em suas mãos, mas quanto mais ela fazia isso, mais ele gostava.

Sebastian estava sentado em sua poltrona descontraído esperando Kurt acabar. Quando o barulho do corpo frio de Candace contra o chão ecoou na sala onde eles estavam, Sebastian sorriu e Kurt voltou a si traumatizado.

– Droga, o que foi que eu fiz?

Kurt já ia embora correndo, mas Sebastian foi mais rápido e segurou seu braço.

– Espera, preciso te ensinar uma última lição antes de ir.

– O que?

– Se vai ser meu... – Sebastian parou para pensar – Meu assistente, precisa saber trabalhar direito.

– E o que é dessa vez?

– Quando terminamos de se alimentar, temos que arrancar o coração da vítima.

– O que?! Eu já bebi o sangue todo dela, ainda tenho que arrancar seu coração?! Sebastian entenda de uma vez por todas que eu não sou como você!

– Tudo bem, então você será responsável por criar um exército de vampiros!

– Por quê?

– Porque quando nós mordemos uma pessoa, mesmo que sugue até a última gota de sangue dela, ela se torna vampira. Nosso “vírus” – Sebastian fez aspas no ar — Se instala no coração da pessoa, não em sua corrente sanguínea.

– Então quer dizer que você quando me mordeu sugou todo meu sangue?

– Não, se o tivesse feito você não conseguiria voltar ao normal e mais uma vez eu lhe fiz esse favor.

– E como eu faço isso? Eu não consigo me imaginar arrancando o coração de alguém, isso é horrível demais pra mim...

– Me dê sua mão...

– Pra quê? – Kurt perguntou dando um passo pra trás.

– Você faz perguntas demais!

Sebastian estava irritado e seus olhos já haviam mudado de cor. Diferente de Kurt, os olhos de Sebastian ficavam completamente pretos. Aquilo fez Kurt ficar tonto e logo entregar sua mão trêmula ao mais velho. Smythe pegou e passou uma de suas próprias mãos sobre a de Kurt. No mesmo instante, as unhas de Kurt cresceram como se ele estivesse transformado outra vez. Porém ao olhar sua outra mão, ela estava normal.

– O que você fez comigo?

– Apenas transformei sua mão de volta. Quando estiver mais experiente e aprender a se controlar, você saberá a fazer isso. Agora venha até aqui... – Sebastian virou o corpo da garota – É só você afundar sua mão com força no peito dela, pegar seu coração e puxar. Simples.

– Eu não vou conseguir fazer isso! Nunca! É maldade demais!

– Mas que merda Kurt!

Os olhos de Sebastian escureceram outra vez, suas unhas cresceram e num piscar de olhos ele arrancou o coração de Candace. Kurt ficou horrorizado com o sorriso que Smythe possuía no rosto enquanto segurava o coração da mulher em sua mão.

– Depois que você arrancar seu primeiro coração, vai ver que é uma sensação maravilhosa fazer isso. Pode ir, mais tarde eu terei um serviço pra você. Agora some daqui!

Kurt ficou um tempo olhando para Sebastian e o coração na mão dele que depois de alguns minutos ele jogou de lado como se fosse uma bola de papel qualquer.
Hummel saiu da casa de Sebastian ainda com a imagem de Sebastian arrancando o coração daquela garota que ele havia matado. Ele não queria fazer aquilo, mas como Smythe mesmo disse, era preciso.

Ao chegar perto de sua casa, Kurt estava tão perdido em seus pensamentos que nem reparou Blaine saindo da casa de seus pais. O moreno parou horrorizado ao ver o namorado todo ensanguentado saindo do meio das arvores.

– Kurt?!

O castanho, que estava de cabeça encarando o chão, levantou a cabeça assustado com o chamado do namorado. Os olhos de Blaine aumentaram de tamanho ao ver até o namorado com a boca também suja de sangue.

– Kurt, o que é isso?!

Kurt correu em direção ao namorado o levando para a cabana deles pousando Blaine no chão e voltou para fechar a porta. Enquanto isso, o moreno se desesperava cada vez mais.

– Kurt, me responde. Porque você está todo sujo de sangue?!

– Eu… Eu… Um vampiro me atacou e eu tive que lutar contra ele.

– Você o mordeu também? Kurt, não minta pra mim…

Kurt começou a chorar, ele não queria ter que hipnotizar Blaine. Mas não teria outro jeito.

– Meu amor me escute,– Kurt segurou os ombros de Blaine e o encarou profundamente — Isso aqui tudo é um sonho. Você está tendo um pesadelo. Vai pra sua casa, dorme e quando acordar você vai achar que tudo não passou de um pesadelo. Eu te amo.

Blaine apenas deu meia volta e andou em silêncio de volta para casa. Kurt se sentiu culpado por enganar seu namorado mais uma vez, mas se o moreno descobrisse que ele era um vampiro agora, seria um choque muito grande. Se um dia fosse necessário que Blaine soubesse, que fosse com mais calma e quando Kurt tivesse a certeza que o moreno não surtaria.

(…)

Kurt voltou sorrateiramente pra sua casa e entrou pela janela. Não poderia passar pela sala sujo de sangue ou teria que hipnotizar seus pais também e ele já estava se sentindo culpado demais pra isso. Tirou toda sua roupa, tomou um banho caprichado, pois se sentia extremamente sujo por tudo que fez mesmo já fisicamente limpo.

Vestiu uma roupa limpa, desceu e encontrou Burt saindo da cozinha.

– Kiddo, está ocupado? Quero falar com você.

– Pode falar pai.

– Blaine disse a Charlie que vocês não estão encontrando muitos vampiros ultimamente em suas caçadas…– Kurt apenas concordou com a cabeça e prestou atenção em cada palavra de seu pai — Então, Charlie e eu conversamos e pensamos em dar uma pequena folga, um tempo para vocês descansarem. O povo de Klaijah também não tem reclamado, então isso é sinal de que estamos com um bom equilíbrio. Ou vocês exterminaram todos os vampiros!

Kurt sorriu para o pai, mas ao ouvir sua última frase, o castanho quis que Burt tivesse razão dessa vez. Mas não tinha. Existia Sebastian e ainda por cima, ele mesmo era uma dessas criaturas.

– Tudo bem pai, obrigado! Vou falar com Blaine sobre isso.

– Nada meu filho, se tiver alguma emergência, eu e Charlie avisamos.

– Okay. – Kurt foi andando, porém parou no meio do caminho voltando em direção ao seu pai – Eu te amo, pai.

Ao dizer que amava o pai, Kurt o abraçou forte como se pedisse desculpas. E de certa forma era isso mesmo.

– Eu também te amo meu filho. Aconteceu alguma coisa?

– Não, só quis te abraçar. Tchau pai.

– Tchau Kurt.

Kurt foi até a casa de Blaine e Pam o recebeu.

– Kurtie! – a mulher o abraçou com um enorme sorriso – Vem, entra!

– Obrigado Tia Pam. Tudo bem?

– Sim, e você?

– Bem também, obrigado. Blaine está aí?

– Sim, acho que ele está no quarto dele, pode subir se quiser!

– Obrigado Tia Pam.

Kurt subiu e entrou direto no quarto do namorado, pois sabia que ele estava dormindo como ele mesmo havia pedido. O castanho fechou a porta atrás de si e sentou ao lado de Blaine em sua cama. Acarinhou o rosto do moreno que dormia serenamente.

– B...? – Kurt chamou o namorado carinhosamente – Amor, acorde.

– Kurt? – Blaine disse sonolento enquanto levantava – Estranho, eu não me lembro de deitar pra dormir... – o moreno assim que olhou para o namorado sorrindo, se lembrou do “pesadelo” que teve – Eu sonhei com você.

– Sério? E foi um bom sonho? – Kurt estava nervoso, Blaine se lembrava do que havia acabado de acontecer.

– Dessa vez infelizmente não. Eu sonhei que você estava todo sujo de sangue, aí você me dizia que havia encontrado um vampiro no caminho, mas eu sabia que você estava mentindo porque estava com a boca suja de sangue também. Depois eu não me lembro de mais nada.

– Que pesadelo horrível meu amor. Mas tá tudo bem agora.

Kurt chegou mais perto e deu um selinho em Blaine, o envolvendo depois. Um breve silêncio se fez, até que o moreno o quebrou.

– Kurt, se eu me tornasse um vampiro, o que você faria?

A espinha do castanho gelou com aquela pergunta. Era o que mais ele se perguntava nos últimos dias. Hummel tentou ao máximo responder de uma forma que não demonstrasse seu nervosismo.

– Ah, eu continuaria te amando...

– Mas e o nosso juramento? Eu seria um vampiro, seria o inimigo.

– Você tem razão, mas eu acho nosso amor mais importante. Mesmo que isso ofereça perigo ao povo de Klaijah, eu te protegeria. Eu sei que você não me machucaria.

– A cada dia que passa eu te amo mais, sabia?

– Eu também, Blaine, eu também te amo cada vez mais.

Notas finais
Eu tenho que melhorar esses títulos... Péssimos. kkkkk' O que acharam? Me digam! Por favor. Até o próximo!