Hide Your Hunger To Keep Your Love
13 Lost In Blood.
Notas iniciais
— Sebastian, o que está acontecendo aqui?!
— Kurt?!
Sebastian e Elliot se assustaram com o castanho entrando subitamente no quarto com seus olhos já literamente vermelhos. Kurt parecia fora de controle.
— Droga...
— Porque droga Elliot?
— Kurt estava ligado a você por conta do feitiço da hipnose, então quando lancei sobre ele o feitiço que era para ser da libertação, te livrou da maldição e...
— Essa maldição passou para Kurt.
— Você me deixou na sala para se deitar com esse outro? Quem você pensa que é, Smythe?— Kurt bateu a porta atrás de si e abriu um pequeno sorrisinho olhando diretamente para Elliot – Agora eu vou fazer você sofrer.
Kurt num piscar de olhos estava sobre o moreno tentando alcançar o pescoço dele para dilacera-lo. Porém, Gilbert foi mais rápido e lhe lançou uma magia que prendeu o Hummel contra o teto se debatendo para se soltar feito um animal.
— Elliot, o que nós vamos fazer agora?! Eles está completamente fora de si!
— Abra a porta que eu vou joga-lo lá fora e então você tranca. Isso dará pelo menos alguns minutos para termos alguma ideia.
Sebastian correu até a porta e a escancarou saindo da frente. O moreno se sentou na cama concentrado e foi empurrando Kurt para fora do quarto enquanto o mesmo continuava se debatendo e gritando.
A força de Kurt estava forte demais e por isso, Elliot se descuidou e acabou libertando o castanho que logo pulou no pescoço de Sebastian cravando seus dentes no pescoço do mesmo.
— Não!
O feiticeiro gritou e conseguiu tirar Kurt de cima de Sebastian o fazendo bater com as costas contra a parede com muita força e fugir em seguida.
— Seb... Seb, fala comigo.— Elliot se ajoelhou ao lado de Sebastian já chorando – Eu não acredito que vou te perder outra vez... Por favor...
Gilbert, sem saber o que fazer, sacudia o corpo de Sebastian violentamente numa tentativa desesperada de reanima-lo e depois de algum bom tempo, ele teve uma ideia que seria sua última já que nem com magia, o vampiro acordou.
Elliot correu até a cozinha, pegou uma faca qualquer e voltou para o quarto nervoso. Abriu uma das mãos na direção da boca do castanho e fez um grande e profundo corte na palma da própria mão, deixando seu sangue escorrer e sujar os lábios sem vida do Smythe.
— Vamos Seb, volta... Isso tem que funcionar...
O moreno já ia perdendo as esperanças quando Sebastian abriu seus olhos bruscamente e agarrou a mão machucada de Elliot o mordendo para conseguir mais sangue.
— Graças aos deuses, você acordou. Seb, chega.
— Me perdoe.— Sebastian se desculpou envergonhado – E-eu estava com sede. O que aconteceu? Me sinto tonto.
— Kurt se descontrolou e te mordeu. Sebastian, você está mais pálido que o costume!
— Droga, Kurt bebeu todo meu sangue, eu preciso me alimentar... Por sorte ele não arrancou meu coração, se não eu estaria definitivamente morto.
— Nós precisamos para-lo, o que faremos?
— Talvez Blaine nos ajude, ele pode despertar o lado sensato de Kurt. Precisamos encontra-lo.
— Eu apaguei Blaine e o deixei numa cabana perto da casa deles porque queria te matar.
(…)
Ainda era dia e Kurt saiu pelas ruas de Klaijah matando quem ele via pela frente. Homens, mulheres, crianças, tudo que ele enxergava era sangue agora.
Quem o via antes, corria para tentar se esconder, mas o coração acelerado e o medo das pessoas eram como um imã para ele. Depois de Kurt devastar quase metade do vilarejo, ele voltou para o meio das árvores da floresta com sua sede incontrolável buscando agora por sangue infectado pelo vampirismo.
As pessoas que ficaram vivas, saíram dos seus esconderijos apavoradas para voltar para casa. Porém o caminho era um verdadeiro pesadelo, pois o chão batido estava manchado com sangue inocente, corpos sem vida e pálidos pela falta de sangue e seus corações arrancados ao lado de suas expressões de terror no rosto.
Havia ali parentes, amigos de longa data, filhos, pais, todos vitimados pela maldição de Kurt.
Além daquele cenário, o que mais doía no povo era saber que quem era o responsável por aquele massacre era justamente quem prometeu um dia protegê-los com sua própria vida.
Kurt agora estava parado no meio da floresta em silêncio tentando ouvir qualquer ruído próximo dali. Um, dois, três vampiros que trabalhavam para Sebastian apareceram, mas no mesmo instante foram mortos sem piedade.
(…)
— Chegamos tarde demais…
Sebastian disse olhando as ruas ensanguentadas de Klaijah que agora só permaneciam alguns corpos já que outros os parentes haviam buscado para pelo menos terem um enterro digno.
Elliot ficou surpreso ao ver que Smythe estava quase chorando com aquela cena e o abraçou.
— Eu criei um monstro, Elli. Isso é tudo culpa minha!
— Você não tinha como prever que ele ficaria assim…
— Não foi só por causa da maldição que ele está assim. É também por causa do meu sangue.
— O que tem seu sangue?
— Eu sou um dos herdeiros mais próximos da primeira linhagem de vampiros e por isso, meu sangue é envenenado. Quem o bebe, se não for alguém digno, fica completamente sem controle dos seus atos, o resto que tinha de humanidade simplesmente some e com isso vem a sede incontrolável, por isso o máximo de cuidado sempre foi tomado.
— Mas isso ja aconteceu quantas vezes?
— Apenas uma, com meu meio irmão. Ele não aceitava não possuir o sangue "puro" da nossa família, já que ele era um humano transformado que meus pais adotaram. Um dia, ele se rebelou e decidiu que se bebesse o sangue de um de nós, ele teria seu sangue purificado, mas o plano dele saiu errado e meu pai precisou matá-lo.
— Eu sinto muito…
— Vamos, precisamos encontrar Blaine.
(…)
Depois de algum tempo, Sebastian e Elliot chegaram até a cabana onde Blaine estava apagado e então o feiticeiro apenas estalou os dedos e o moreno acordou.
— Porque você me apagou, E… O que ele está fazendo aqui?! Eu sabia que você estava nessa com ele! O que vocês fizeram com Kurt?!
— Acalme-se, Blaine…— Elliot pediu com toda a calma do mundo — Kurt está bem na medida do possível.
— Como assim? O que Sebastian está fazendo aqui?
— Kurt está amaldiçoado. Elliot me livrou da minha maldição e por acidente passou para Kurt já que estávamos interligados pelo feitiço da hipnose. Mas o pior não foi o erro do Elli.
— O que tem mais?
— Kurt bebeu o sangue do Sebastian e por ele ser um herdeiro da primeira linhagem de vampiros, seu sangue é um veneno para humanos ou meio humanos, como o Hummel.
— Por isso, ele está louco agora, sem um pingo de humanidade e com uma sede insaciável. Viemos pedir sua ajuda para tentar pará-lo, sem precisar apelar para a morte, e isso tem que ser o quanto antes, pois ele já fez muitas vítimas em Klaijah.
Blaine queria estar em um pesadelo e acordar bem ao lado de Kurt, mas era tudo real. Seu amor, aquele com quem ele passou sua vida ao lado, cresceu junto, agora era um assassino insano devastando a população do seu amado vilarejo.
— O-onde ele está agora?
Quando Blaine terminou de falar, um grito foi ouvido não muito distante de onde eles estavam conversando.
— Mãe!
Blaine exclamou e saiu correndo na velocidade da luz até sua casa e lá encontrou Pam encurralada na sala, Charlie segurando uma arma, nervoso prestes a atirar e Kurt com um sorriso quase diabólico no rosto.
— Se afasta garoto! Eu não quero ter que atirar em você!
— Porque não tenta atirar? Você não teria coragem de atirar no seu genrinho querido, não é mesmo sogrão?
— Kurt!
— Blaine, meu filho, cuidado!
— Eu sinto muito, mãe…
Blaine pegou Kurt pela cintura num momento de distração dele e o levou de volta para floresta.
— Kurt, olha o que você ia fazer! Você matou diversas pessoas em Klaijah, quase matou meus pais!
— Desculpa, B…
— Que bom que voltou a si…
Blaine soltou um suspiro pesado, mesmo que sem necessidade e com isso Kurt começou a rir e logo gargalhar assustando o moreno.
— Você acha mesmo que eu estou arrependido de alguma coisa?— Blaine assumiu uma expressão triste o que fez Kurt aumentar mais o seu sarcasmo — Oh, pobrezinho… Sabe de uma coisa? Eu posso te ajudar a tirar essa tristeza.
— O que você vai fazer…
— Amor, fica calmo, eu não vou fazer nada…— Kurt olhou profundamente nos olhos do moreno, ele estava o hipnotizando mais uma vez — Nada que você não goste. Blaine, você vai esquecer-se de tudo que está acontecendo e vai apenas relaxar. Afinal, você é meu namorado, não é mesmo?
Depois de um sorrisinho sacana, Kurt beijou Blaine avidamente que correspondeu na mesma intensidade.
Não demorou muito até a camisa de ambos se reduzir a trapos no chão e Kurt logo prendeu Blaine contra a outra árvore o segurando em seu colo antes tirando a calça do mesmo.
Como ali no momento, o castanho não estava nem um pouco disposto para romantismo, apenas virou Blaine de costas para si e se livrou da calça e boxer do moreno e o penetrou sem dó, que nesse momento quase agradeceu por não sentir mais dor por tamanha agressividade.
— Não era isso que você queria, amor? Todos os dias você me cobrava que só trabalhávamos e não tínhamos mais tempo para nós dois, então agora você está tendo!
Blaine não dizia nenhuma só palavra, apenas arfava por reflexo e com os olhos hipnotizados, deixava uma lágrima inconsistente cair de um de seus olhos.
Finalmente então Kurt se satisfez e largou Blaine o acordando do transe.
— Agora que tivemos nosso… Tempinho juntos, com sua licença porque eu tenho muito que fazer… Ou beber.
Kurt riu e correu de volta para casa, porém para sua própria casa.
Agora quem corria perigo era os Hummel.
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