Hide Your Hunger To Keep Your Love
14 Hope It Works.
Notas iniciais
— Paaai?!— Kurt entrou em casa praticamente cantarolando chamando seus pais — Mãe?! Cadê meus pais quando preciso deles, huh?!
Enquanto Kurt entrava em casa observando todos os cantos, Elisabeth e Burt estavam escondidos no quarto debaixo da escada.
Os homens seguravam suas armas com as mãos trêmulas e as mulheres choramingavam por medo e por não querer matar os próprios filhos.
— Ele pode nos ouvir, Beth, parem de chorar, por favor…
Nesse instante, Kurt ouviu os sussurros e respirações aceleradas por conta do medo deles e abriu um sorriso em direção a porta onde estavam seus pais.
— Eu posso ouvir vocês. Ou melhor, eu posso ouvir o coração de vocês.
O castanho colocou a mão lentamente na maçaneta e a abriu pegando sua mãe pelo braço tão rapidamente que deslocou seu ombro a fazendo gritar pela dor e aumentar seu choro por ser seu filho a tratando daquela maneira violenta. Onde estava seu menino doce?
Depois que Kurt puxou Beth do esconderijo, todos os outros saíram correndo para tentar resgata-la antes que fosse tarde demais.
Com isso, Burt e Charlie apontaram suas armas para o castanho que ainda com seus olhos vermelhos sangue abriu um largo sorriso com seus dentes caninos salientes.
— Que horrível, meu próprio pai e sogro me apontando armas…— Kurt disse debochando — Eu conheço essas armas como a palma da minha mão, vocês me ensinaram muito bem, então eu sei que elas só iriam me ferir e não me matar. Porque as balas delas são comuns, não banhadas em água benta ou outras baboseiras. O que é bem idiota. Se o nosso precioso juramento dizia que nós íamos exterminar todos os vampiros, por qual motivo teríamos armas comuns?
— Larga ela, Kurt. Não me faça te machucar…
Burt pediu com a voz trêmula sem abaixar a arma e Kurt começou a rir.
— Oh, isso são lágrimas? Você não teria coragem de matar o seu próprio filho…
— Eu faria o que fosse preciso.
— Ah é?— Kurt soltou Beth de qualquer jeito no chão que continuou chorando e caminhou lentamente em direção a arma do pai encostando o cano da mesma em seu coração fazendo tremer mais ainda encarando os olhos quase demoníacos do filho tão perto — Vamos. Eu estou aqui, é só apertar o gatilho.— Uma lágrima escapa dos olhos de Burt fazendo Kurt sorrir — Como eu pensei…
Kurt voltou a segurar sua mãe pelo braço e se preparou para morder o pescoço dela.
— Kurt, não faça isso! Você está fora de si!— Pam suplicou em desespero, mas o castanho apenas a ignorou.
— Meu filho, sou eu sua mãe… Por favor…
— Eu estou com sede… Você não deixaria seu próprio filho morrer de sede, não é mesmo? Então como uma boa mãe, me dê o que beber…
Kurt já ia morder o pescoço de Elizabeth quando Blaine apareceu em um piscar de olhos tirando a sogra das garras do Hummel a colocando perto de Pam.
— Você está bem, Tia Beth?
— Eu vou ficar, Blaine.
— Droga! O que você fez, Anderson!
— Kurt, você está fora de si. Ia matar sua mãe!
— E porque você tem que se meter?! A mãe é minha e eu faço o que bem entender com ela!
— Você está se ouvindo, Kurt?! Este não é você!
— O que você quer, huh? Aquela foda lá fora não foi o suficiente para você me deixar em paz? Você anda muito guloso ultimamente, querido… Se for um bom menino e deixar eu me alimentar, a gente pode ter um segundo tempo. Afinal, você sabe que eu sempre fico excitado depois de saciar minha sede...
Blaine agora estava profundamente envergonhado dos seus pais e sogros ouvirem tais coisas, mesmo que eles soubessem muito bem o que acontece entre casais, mas essa intimidade não é algo que você conversa numa mesa de café da manhã com sua família.
O seu castanho realmente estava mudado, Kurt nunca falaria daquele jeito. Ele sempre foi tímido, tanto que nem mesmo beijar Blaine na frente dos seus pais e sogros, ele fazia por vergonha.
— Eu já disse que não vou deixar você machuca-los… Eles são a minha família também, Kurt. Assim como você é a minha.
— Ai que meloso...— Kurt revirou os olhos e cruzou os braços — Isso tudo é carência, Anderson? Se quiser, eu posso te comer agora e aqui mesmo para dar um jeito nisso, quer?
— Cale essa boca, Kurt!
— Oh, agora resolveu reagir…— Kurt riu e depois assumiu uma expressão séria no rosto — Okay, cansei. Ou você sai da minha frente, ou serei obrigado a matar você e depois os outros. Só escolher.
— Desiste, Kurt.
— Sai da minha frente, Blaine.
— Não!
Blaine praticamente grita e então Kurt abaixa a cabeça. Todos ficam confusos com aquilo e então os ombros do castanho começam a tremer. Ele estava chorando.
— K-Kurt? Kurt, você está chorando?
— Me ajuda, B...— Kurt encarou Blaine e seus olhos estavam da cor normal outra vez — Eu estou fora de controle, não consigo parar, me ajuda…
Acreditando naquilo, Blaine a abaixou sua guarda, mas Kurt sorriu de forma estranha e o segurou pelo pescoço no ar e se transformou de volta.
— Você é mesmo muito idiota…
— Kurt, por que?
— Eu vou acabar com você primeiro, depois será a vez deles…
— Kurt, pare já com isso ou eu realmente vou atirar em você. A arma pode ser comum, mas a bala não. Não me obrigue a matar meu próprio filho.
— Burt, não…
— Ou ele ou nós, Beth… Eu sinto muito.
— Você teve a oportunidade perfeita para me matar, e não a…
Blaine aproveitou a distração de Kurt e quebrou o pescoço dele fazendo todos ficarem desesperados com o castanho caindo no chão desacordado.
— Blaine, o que você fez?!
— Ele está bem, Tia Beth…— Blaine disse arrumando o corpo de Kurt deitado no chão — Só está dormindo.
— E você? Como vamos saber que não vai querer nos matar também, filho?
— Pai, eu protegi vocês… Eu também fui transformado, mas Kurt está sob uma maldição. Ele bebeu o sangue de Sebastian Smythe.
— Smythe?! Ainda há alguém da família original vivo?!
— Ele é imortal, Tio Burt… Aliás, foi ele quem transformou Kurt.
— E você, também foi Sebastian?
— Não, mãe… Eu pedi para Kurt me transformar. Eu o amo demais, não queria que ele carregasse esse fardo sozinho. Nós estávamos indo muito bem, mas então Sebastian se apaixonou por ele e fez um feitiço que o prendeu a ele, mas quando ele tentou retirar esse feitiço, saiu errado e descontrolou Kurt que só piorou depois de beber o sangue amaldiçoado dos Smythe.
— Eu sinto muito, meu filho…— Pam se aproximou do filho um pouco receosa, mas o abraçou quando ele começou a chorar — Nós vamos dar um jeito, não fique assim.
— Preciso chamar Sebastian e Elliot.
— Sebastian?! Mas você acabou de dizer que foi tudo culpa dele?!
— Sim, mas ele também estava sob o poder de uma maldição antiga. Agora ele está livre dela. Elliot é um feiticeiro, poderá ajudar.
— Tudo bem, mas nós vamos nos manter alerta e qualquer coisa vamos mata-lo.
— Okay, Tio Burt. Eu volto em um instante, Kurt só acordará daqui uma hora, não se preocupem.
— Cuidado, filho…
— Pode deixar, mãe…
Blaine deu um beijo na testa de Pam e saiu deixando todos sozinhos com Kurt desacordado.
Depois de alguns longos minutos, Blaine volta com Elliot e Sebastian deixando seus pais desconfiados.
— Fiquem calmos, eles são Sebastian e Elliot…
— Desgraçado, olha o que fez com meu filho!
— Me perdoe, Burt… Acredite, eu estou arrependido.
— Você praticamente destruiu minha família, se Blaine não estivesse do nosso lado e parado Kurt, eu ia matar meu próprio filho!
— Eu sinto muito! Eu vou dar um jeito nisso, Elliot vai nos ajudar também…
— Exatamente, ofensa agora não vai nos ajudar em nada. Com Kurt nesse estado é perigoso até mesmo para nós, então é do nosso interesse trazê-lo de volta também. Por isso, se acalmem…
Burt o xingou mentalmente e abaixou sua arma seguido de Charlie.
— E então Elliot, você sabe como trazer Kurt de volta?
— Você não vai gostar muito da notícia, mas darei mesmo assim…— disse Elliot — Kurt não voltará ao normal nem tão cedo, talvez ele nunca volte.
— O que?! Sebastian, você é o dono da droga do sangue, você não sabe o que fazer?!
— Infelizmente não, isso só aconteceu uma vez e o único jeito foi mata-lo.
— Eu não posso matar Kurt! Tem que ter uma saída para trazer ele de volta!
— Eu tenho uma ideia, mas não sei se dará certo…— analisou Elliot — Amor, beba o sangue de Kurt todo.
— Porque?!
— Talvez assim você o limpe… Se ele ficou assim depois de beber o seu sangue, se fizer o contrário talvez dê certo.
— Qualquer coisa para salva-lo…
Sebastian disse e cravou seus dentes no pescoço de Kurt bebendo todo seu sangue. Por conta do pescoço quebrado e agora sem sangue, Kurt continuou sem reagir mesmo com a mordida de Sebastian.
— Agora ele precisa de sangue para acordar.
O moreno assentiu e pediu a faca de seu pai emprestada e cortou sua própria mão deixando o sangue molhar os lábios do castanho que depois de alguns segundos abriu seus olhos ainda vermelhos.
Será que o plano de Elliot realmente havia dado certo?
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