Notas iniciais
À pedido da minha esposa ficnesca, aqui está mais uma atualização de HIDE... =D Espero que gostem! ;)

— Paaai?!— Kurt entrou em casa praticamente cantarolando chamando seus pais — Mãe?! Cadê meus pais quando preciso deles, huh?!

Enquanto Kurt entrava em casa observando todos os cantos, Elisabeth e Burt estavam escondidos no quarto debaixo da escada.
Os homens seguravam suas armas com as mãos trêmulas e as mulheres choramingavam por medo e por não querer matar os próprios filhos.

— Ele pode nos ouvir, Beth, parem de chorar, por favor…

Nesse instante, Kurt ouviu os sussurros e respirações aceleradas por conta do medo deles e abriu um sorriso em direção a porta onde estavam seus pais.

— Eu posso ouvir vocês. Ou melhor, eu posso ouvir o coração de vocês.

O castanho colocou a mão lentamente na maçaneta e a abriu pegando sua mãe pelo braço tão rapidamente que deslocou seu ombro a fazendo gritar pela dor e aumentar seu choro por ser seu filho a tratando daquela maneira violenta. Onde estava seu menino doce?
Depois que Kurt puxou Beth do esconderijo, todos os outros saíram correndo para tentar resgata-la antes que fosse tarde demais.
Com isso, Burt e Charlie apontaram suas armas para o castanho que ainda com seus olhos vermelhos sangue abriu um largo sorriso com seus dentes caninos salientes.

— Que horrível, meu próprio pai e sogro me apontando armas…— Kurt disse debochando — Eu conheço essas armas como a palma da minha mão, vocês me ensinaram muito bem, então eu sei que elas só iriam me ferir e não me matar. Porque as balas delas são comuns, não banhadas em água benta ou outras baboseiras. O que é bem idiota. Se o nosso precioso juramento dizia que nós íamos exterminar todos os vampiros, por qual motivo teríamos armas comuns?

— Larga ela, Kurt. Não me faça te machucar…

Burt pediu com a voz trêmula sem abaixar a arma e Kurt começou a rir.

— Oh, isso são lágrimas? Você não teria coragem de matar o seu próprio filho…

— Eu faria o que fosse preciso.

— Ah é?— Kurt soltou Beth de qualquer jeito no chão que continuou chorando e caminhou lentamente em direção a arma do pai encostando o cano da mesma em seu coração fazendo tremer mais ainda encarando os olhos quase demoníacos do filho tão perto — Vamos. Eu estou aqui, é só apertar o gatilho.— Uma lágrima escapa dos olhos de Burt fazendo Kurt sorrir — Como eu pensei…

Kurt voltou a segurar sua mãe pelo braço e se preparou para morder o pescoço dela.

— Kurt, não faça isso! Você está fora de si!— Pam suplicou em desespero, mas o castanho apenas a ignorou.

— Meu filho, sou eu sua mãe… Por favor…

— Eu estou com sede… Você não deixaria seu próprio filho morrer de sede, não é mesmo? Então como uma boa mãe, me dê o que beber…

Kurt já ia morder o pescoço de Elizabeth quando Blaine apareceu em um piscar de olhos tirando a sogra das garras do Hummel a colocando perto de Pam.

— Você está bem, Tia Beth?

— Eu vou ficar, Blaine.

— Droga! O que você fez, Anderson!

— Kurt, você está fora de si. Ia matar sua mãe!

— E porque você tem que se meter?! A mãe é minha e eu faço o que bem entender com ela!

— Você está se ouvindo, Kurt?! Este não é você!

— O que você quer, huh? Aquela foda lá fora não foi o suficiente para você me deixar em paz? Você anda muito guloso ultimamente, querido… Se for um bom menino e deixar eu me alimentar, a gente pode ter um segundo tempo. Afinal, você sabe que eu sempre fico excitado depois de saciar minha sede...

Blaine agora estava profundamente envergonhado dos seus pais e sogros ouvirem tais coisas, mesmo que eles soubessem muito bem o que acontece entre casais, mas essa intimidade não é algo que você conversa numa mesa de café da manhã com sua família.
O seu castanho realmente estava mudado, Kurt nunca falaria daquele jeito. Ele sempre foi tímido, tanto que nem mesmo beijar Blaine na frente dos seus pais e sogros, ele fazia por vergonha.

— Eu já disse que não vou deixar você machuca-los… Eles são a minha família também, Kurt. Assim como você é a minha.

— Ai que meloso...— Kurt revirou os olhos e cruzou os braços — Isso tudo é carência, Anderson? Se quiser, eu posso te comer agora e aqui mesmo para dar um jeito nisso, quer?

— Cale essa boca, Kurt!

— Oh, agora resolveu reagir…— Kurt riu e depois assumiu uma expressão séria no rosto — Okay, cansei. Ou você sai da minha frente, ou serei obrigado a matar você e depois os outros. Só escolher.

— Desiste, Kurt.

— Sai da minha frente, Blaine.

— Não!

Blaine praticamente grita e então Kurt abaixa a cabeça. Todos ficam confusos com aquilo e então os ombros do castanho começam a tremer. Ele estava chorando.

— K-Kurt? Kurt, você está chorando?

— Me ajuda, B...— Kurt encarou Blaine e seus olhos estavam da cor normal outra vez — Eu estou fora de controle, não consigo parar, me ajuda…

Acreditando naquilo, Blaine a abaixou sua guarda, mas Kurt sorriu de forma estranha e o segurou pelo pescoço no ar e se transformou de volta.

— Você é mesmo muito idiota…

— Kurt, por que?

— Eu vou acabar com você primeiro, depois será a vez deles…

— Kurt, pare já com isso ou eu realmente vou atirar em você. A arma pode ser comum, mas a bala não. Não me obrigue a matar meu próprio filho.

— Burt, não…

— Ou ele ou nós, Beth… Eu sinto muito.

— Você teve a oportunidade perfeita para me matar, e não a…

Blaine aproveitou a distração de Kurt e quebrou o pescoço dele fazendo todos ficarem desesperados com o castanho caindo no chão desacordado.

— Blaine, o que você fez?!

— Ele está bem, Tia Beth…— Blaine disse arrumando o corpo de Kurt deitado no chão — Só está dormindo.

— E você? Como vamos saber que não vai querer nos matar também, filho?

— Pai, eu protegi vocês… Eu também fui transformado, mas Kurt está sob uma maldição. Ele bebeu o sangue de Sebastian Smythe.

— Smythe?! Ainda há alguém da família original vivo?!

— Ele é imortal, Tio Burt… Aliás, foi ele quem transformou Kurt.

— E você, também foi Sebastian?

— Não, mãe… Eu pedi para Kurt me transformar. Eu o amo demais, não queria que ele carregasse esse fardo sozinho. Nós estávamos indo muito bem, mas então Sebastian se apaixonou por ele e fez um feitiço que o prendeu a ele, mas quando ele tentou retirar esse feitiço, saiu errado e descontrolou Kurt que só piorou depois de beber o sangue amaldiçoado dos Smythe.

— Eu sinto muito, meu filho…— Pam se aproximou do filho um pouco receosa, mas o abraçou quando ele começou a chorar — Nós vamos dar um jeito, não fique assim.

— Preciso chamar Sebastian e Elliot.

— Sebastian?! Mas você acabou de dizer que foi tudo culpa dele?!

— Sim, mas ele também estava sob o poder de uma maldição antiga. Agora ele está livre dela. Elliot é um feiticeiro, poderá ajudar.

— Tudo bem, mas nós vamos nos manter alerta e qualquer coisa vamos mata-lo.

— Okay, Tio Burt. Eu volto em um instante, Kurt só acordará daqui uma hora, não se preocupem.

— Cuidado, filho…

— Pode deixar, mãe…

Blaine deu um beijo na testa de Pam e saiu deixando todos sozinhos com Kurt desacordado.

Depois de alguns longos minutos, Blaine volta com Elliot e Sebastian deixando seus pais desconfiados.

— Fiquem calmos, eles são Sebastian e Elliot…

— Desgraçado, olha o que fez com meu filho!

— Me perdoe, Burt… Acredite, eu estou arrependido.

— Você praticamente destruiu minha família, se Blaine não estivesse do nosso lado e parado Kurt, eu ia matar meu próprio filho!

— Eu sinto muito! Eu vou dar um jeito nisso, Elliot vai nos ajudar também…

— Exatamente, ofensa agora não vai nos ajudar em nada. Com Kurt nesse estado é perigoso até mesmo para nós, então é do nosso interesse trazê-lo de volta também. Por isso, se acalmem…

Burt o xingou mentalmente e abaixou sua arma seguido de Charlie.

— E então Elliot, você sabe como trazer Kurt de volta?

— Você não vai gostar muito da notícia, mas darei mesmo assim…— disse Elliot — Kurt não voltará ao normal nem tão cedo, talvez ele nunca volte.

— O que?! Sebastian, você é o dono da droga do sangue, você não sabe o que fazer?!

— Infelizmente não, isso só aconteceu uma vez e o único jeito foi mata-lo.

— Eu não posso matar Kurt! Tem que ter uma saída para trazer ele de volta!

— Eu tenho uma ideia, mas não sei se dará certo…— analisou Elliot — Amor, beba o sangue de Kurt todo.

— Porque?!

— Talvez assim você o limpe… Se ele ficou assim depois de beber o seu sangue, se fizer o contrário talvez dê certo.

— Qualquer coisa para salva-lo…

Sebastian disse e cravou seus dentes no pescoço de Kurt bebendo todo seu sangue. Por conta do pescoço quebrado e agora sem sangue, Kurt continuou sem reagir mesmo com a mordida de Sebastian.

— Agora ele precisa de sangue para acordar.

O moreno assentiu e pediu a faca de seu pai emprestada e cortou sua própria mão deixando o sangue molhar os lábios do castanho que depois de alguns segundos abriu seus olhos ainda vermelhos.


Será que o plano de Elliot realmente havia dado certo?

Notas finais
E então, ficou bom? Comentem aí! Se alguém tiver algum pedido ou ideia, pode falar também que eu faço! Tudo pra deixar a história mais legal pra vocês! ;) Beijos e até a próxima (que por acaso será How Long Will I Love You)! ❤