Hide Your Hunger To Keep Your Love
15 For Your Safety.
Notas iniciais
— E então, deu certo?— Sebastian perguntou curioso.
— Kurt…?
Kurt abriu seus olhos ainda tão vermelhos quanto o sangue, mas não fez nenhum movimento como se estivesse assimilando o que estava acontecendo.
Depois de um tempo de ansiedade por parte de Blaine, Sebastian e Elliot, Kurt balbuciou algo que ninguém entendeu, por isso, o moreno chegou mais perto.
— O que?
— Minha garganta…— Kurt disse quase sem força alguma — …está seca…
— Ele precisa de sangue, vamos levá-lo até a cabana…— Blaine pegou Kurt nos braços que logo abraçou seu pescoço — Pai, mãe, fiquem aqui com o Tio Burt e Tia Beth, okay?
— Cuide bem do meu menino, Blaine…
— Pode deixar, Tia Beth.
Blaine correu até a cabana sendo seguido por Sebastian e Elliot, e então o moreno colocou o castanho na cama improvisada.
— Eu vou buscar sangue para ele, volto já.
Sebastian se pronunciou e saiu da cabana.
— Você acha que vai dar certo, Elliot?
— Eu espero que dê…
Assim que o feiticeiro terminou sua frase, Sebastian apareceu com um outro vampiro desesperado.
— Sebastian, eu juro que vou te pagar, não faça isso! Por favor, cara! Quem são eles? Sebastian, me deixe ir, eu vou te dar a grana!
— Eu não quero dinheiro agora, Caleb… Quero seu sangue para alimentar Kurt.
Sebastian quebrou o pescoço do jovem garoto e entregou para Blaine que colocou Kurt sentado e então rasgou a pele pálida do pescoço de Caleb saindo um fio de sangue que logo atraiu o castanho.
O Hummel segurou o garoto pelo cabelo e ombro tendo total acesso ao seu pescoço, bebendo todo aquele sangue.
Antes do castanho tirar seus dentes do pescoço de Caleb, ele levou uma de suas mãos até o peito do garoto e lentamente afundou sua mão ali para retirar o coração. Era possível ouvir a pele de Caleb rasgando e seus ossos quebrando.
Blaine, Sebastian e Elliot, ficaram ligeiramente assustados pela voracidade de Kurt se alimentando de Caleb.
Depois de saciada sua sede, Kurt jogou o corpo e o coração de lado, voltando a deixar todos apreensivos.
— Está tudo bem, Kurt?
— Eu preciso falar a sós com você, Blaine.
— Nós já estávamos de saída...
Elliot disse e saiu puxando Sebastian para fora da cabana deixando Kurt e Blaine sozinhos.
— Eu estou tendo alguns lapsos de memória agora e acabei de perceber que fiz algo muito ruim para você, por isso, quero me desculpar.
— Ah, tudo bem, Kurt… Você estava fora de si, apenas isso.
— Mas eu fui muito injusto com você, te disse coisas horríveis! Eu estou muito arrependido e envergonhado por tudo aquilo.
— Não se preocupe, Kurt… Eu te amo e é isso que importa! Aquilo foi apenas uma coisa que aconteceu e eu já esqueci. Passou.
— Eu também te amo…
Eles ficaram se encarando por um tempo esperando alguém tomar alguma iniciativa até que Blaine finalmente beijou Kurt suavemente.
— Eu quero… Me redimir com você…
— É uma ótima ideia…— Blaine diz sorrindo de forma sacana — Mas antes eu queria que você fosse até os nossos pais…
— Tudo bem… Você tem razão.
Kurt e Blaine voltam para casa dos Hummel onde estão todos ainda reunidos na sala. Antes de entrar, o moreno pede para o castanho esperar ali fora.
— Pessoal?
— Blaine?!
Elizabeth é a primeira a levantar na esperança de ver seu filho junto com Blaine, mas não o vê. Charlie e Burt já pegam suas armas para estarem preparados para um possível ataque. Mesmo que fossem os filhos deles, os dois ainda não confiavam no instinto de um vampiro.
— Onde está Kurt? Não me diga que…
— Não, ele está aqui fora esperando para poder entrar… Eu entrei primeiro para avisar a vocês.
— Então deu certo?
— Parece que sim, Kurt parece normal agora…
— Que bom! Pode deixá-lo entrar, por favor.
— Kurtie...
O castanho entrou em casa envergonhado e sem coragem de olhar nos olhos dos seus pais e seus sogros.
Porém, surpreendendo a todos, Elizabeth correu e abraçou Kurt com toda força que tinha e o castanho, por sua vez, a abraçou de volta soluçando de tanto chorar. Ela não queria saber se era ou não perigoso, ou se Kurt havia acabado de tentar contra a vida dela, ele ainda era seu filho, seu menino e não seria agora que ela ia despreza-lo.
— Desculpa mãe, por favor, me perdoa…
— É claro, meu filho! Esqueça isso, eu sei que você não queria fazer aquilo.
— Pai…— Kurt soltou sua mãe e viu Burt com os olhos marejados — Atira em mim, pai… Eu sou um perigo, não posso ficar vivo se serei um perigo para a vida de vocês. Tio Charlie, pode atirar em mim, por favor…
— Não, eu não posso! Kurt, você é meu filho, mesmo você sendo um vampiro agora, eu não posso te matar!
— Nem eu vou atirar em você, Kurt, você é como um filho pra mim…
— Você está melhor, amor… Agora está sob controle e não vai mais acontecer aquilo, vamos ficar bem agora que nossos pais sabem da verdade e Sebastian também não vai mais nos atrapalhar.
Kurt ficou quieto e apenas assentiu sem dizer nada. Ele concordou com Blaine, mas sabia que algo havia mudado em si, mas não adiantaria em nada protestar com eles agora. Ele pensaria num jeito de protege-los mais tarde.
Todos aceitaram suas desculpas e tudo estava aparentemente bem. Por isso, Kurt e Blaine voltaram a cabana para ficarem aninhados.
[…]
Enquanto Kurt estava pensativo com Blaine deitado em seu peito aproveitando o gostoso cafuné, Sebastian e Elliot estavam na casa do castanho preparando um drink na cozinha.
O Smythe estava sentado no balcão assistindo ao Gilbert fazendo alguma bebida que levava rum, limão, morangos e mais alguns ingredientes.
— Onde você aprendeu a fazer todos esses drinks? Você estava sempre com um a mão quando eu te visitava...
— Era um truque apenas, amor…— O moreno riu espremendo o limão no copo — Mas quando eu estava entediado, gostava de preparar sem a ajuda da magia. Há muito tempo atrás, antes de te conhecer, eu era mixólogo.
— Está aí uma coisa que eu não sabia de você…— Elliot sorriu com a surpresa do seu namorado e depois mordeu um morango — Que visão incrível…
— O quê?
— Você mordendo esse morango…
O feiticeiro pegou outro morango, tirou a parte de folhas e segurou a metade da fruta com os dentes e deu para o vampiro morder a outra ponta e assim ele fez.
Mordeu sua ponta do morango o partindo em dois e depois de engolir, os dois voltaram a se aproximar para um beijo quente ainda com o gostinho do morango enquanto as mãos de Elliot passeavam pelas coxas de Sebastian que ainda estava sentado no balcão.
— Já gostava morangos, agora gosto mais ainda…— Sebastian disse sorrindo após o beijo e Elliot voltou ao que estava fazendo.
— Oras, achei que vampiros gostassem de sangue, não de morangos...
— Idiota...— Os dois riram — Você tem razão, eu amo sangue, mas isso não me impede de gostar de outras coisas também… Eu posso comer tudo, só que nenhuma comida iria me alimentar como o sangue.
— Por falar nisso, preciso confessar uma coisa…
Elliot encostou suas costas no balcão entregando uma taça rasa para Sebastian enquanto bebericava a sua própria bebida. Com aquela frase, o Smythe ficou nervoso e acabou bebendo um gole generoso da bebida quase se engasgando.
— C-confessar o que?
— Acalme-se amor… Hoje quando você bebeu todo o sangue de Kurt…
— Fale de uma vez, Elli! Está me deixando nervoso!
— Não é nada demais, é só que eu fiquei excitado vendo você fazer aquilo… Pronto!
— Ah, é isso?— Sebastian bebeu o resto da sua bebida num segundo gole e largou a taça de lado — Quer dizer… Porque você ficou desse jeito? Pensei que não gostasse de ver…
— Eu não gostava porque eu sempre fiquei excitado toda vez que você se alimentava perto de mim… É porque você fica com uma expressão incrível de prazer toda vez que bebe sangue, seus olhos ficam incrivelmente vermelhos e sem dizer que suas unhas quando crescem seriam um grande estrago…
Sebastian sorriu de forma sacana e deixou seus olhos ficarem vermelhos quando Elliot se distraiu.
— Vermelhos assim?
O moreno o encarou e logo sentiu um intenso arrepio em sua espinha. Nunca havia visto os olhos de Sebastian quando transformado tão de perto.
— Sabe… Eu consigo controlar meus poderes… Posso deixar apenas meus olhos vermelhos ou deixar que apenas minhas unhas cresçam…
As unhas de Sebastian cresceram quase instantaneamente fazendo Elliot sorrir e deixar seu drink de lado e começando a beijar Sebastian vorazmente enquanto levava uma de suas mãos até o cinto e zíper da calça do castanho. Depois de tudo aberto, o moreno começou a massagear o Smythe ainda por cima de sua boxer que acabou provocando um suspiro durante o beijo.
Sebastian desceu do balcão e sorriu para Elliot o encarando com seus olhos vermelhos.
— Vamos para o quarto…
[…]
Kurt e Blaine também estavam em um longo beijo na cabana, aproveitando que já havia anoitecido, os dois estavam a luz de velas.
— Pensei que nunca teria meu Kurt de volta…
— Não vamos falar sobre isso agora, meu amor… O que importa agora é eu recompensar você e aproveitar esse tempo juntos, afinal, não sabemos o que o amanhã nos reserva.
— Se depender de mim, todos os amanhãs serão ao seu lado não importa o que aconteça.
Kurt apenas sorriu fraco e voltou a beijar Blaine que correspondeu de forma apaixonada como sempre.
Logo o clima esquentou, coisa que era inevitável entre os dois. Porém, diferente da última vez, Kurt foi com toda paciência do mundo tirando cada peça de roupa de Blaine tratando de tirar a sua própria também.
Quando os dois estavam apenas em suas boxers, Kurt deitou Blaine e se deitou sobre ele deixando que seus membros se tocarem provocando uma sensação agradável aos dois meninos. Em seguida, Kurt retirou a última peça de Blaine e desceu seus beijos até a virilha, coxa e por fim, chegou a ereção do moreno que mordeu os próprios lábios e fechou seus olhos quando sentiu o castanho em si.
Depois de algum tempo, Kurt subiu em Blaine ainda deitado e se posicionou na ereção do moreno que mesmo sem necessidade soltou um longo suspiro pelo contato e segurou na cintura do castanho para o guiar enquanto ele subia e descia em si. O Anderson então se sentou com o Hummel ainda em seu colo é o beijou de forma desajeitada.
Gemidos já estavam misturados com respirações pesadas e desnecessárias. Se o plano de Kurt era se redimir com Blaine por conta da última vez deles, estava dando certo.
Blaine deitou Kurt sem se desencaixar dele e aumentou a velocidade dos seus movimentos fazendo o castanho praticamente gritar seu nome e outras palavras chulas que só faziam o moreno sorrir e ir mais rápido.
E assim, o Kurt chegou ao seu ápice quase junto com Blaine que então se deitou sobre o namorado, ambos suados.
Kurt começa a rir e mais uma vez sobe em Blaine tornando a beija-lo, porém algo estava diferente naquele beijo e o moreno percebeu.
— Kurt, está tudo bem?
— Desculpa…
— Amor, eu já disse, esqueça aquilo tudo que aconteceu e também você já me recompensou agora e muito bem…— Blaine riu, mas Kurt continuou sério e cabisbaixo — Okay, você está me deixando preocupado, o que está acontecendo?
— Eu não queria fazer isso, mas é o único jeito…
Blaine ficou ainda mais confuso e antes que ele pudesse ter alguma reação, Kurt segurou seu rosto e quebrou seu pescoço deixando-o desacordado.
— Me desculpe por isso, meu amor…— Kurt beijou os lábios de Blaine mais uma vez — Mas é o único jeito…
O castanho saiu de cima de Blaine, se vestiu rapidamente e cobriu o moreno, afinal, ele ainda estava nu e saiu da cabana indo até o seu quarto. Pegou suas roupas e numa velocidade da luz as guardou em duas bolsas.
Antes de partir, voltou até a cabana para deixar um bilhete e enfim foi embora sem olhar para trás com os olhos cheios de lágrimas se lembrando de quando ele e Blaine começaram a se apaixonar ainda crianças sem nem mesmo saber o que era aquele sentimento novo.
{…}
— Ah! Te achei!
— Droga, você é muito bom nessa brincadeira!
— Você que se esconde sempre no mesmo lugar, K…
Blaine riu e os dois se sentaram debaixo de um pomar cansados de tanto brincar de esconde-esconde.
Kurt, de repente, olhou para Blaine e ficou o encarando pensativo.
— B…
— Sim, K…
— Você acredita naqueles contos de fadas? Quer dizer… Você acha que um dia vamos encontrar nossas princesas ou o amor verdadeiro?
— Eu não sei, Kurtie, mas eu espero que sim um dia…
— Como deve ser estar apaixonado?— Kurt agora encarava o céu.
— Bem, os filmes dizem que é quando nós gostamos muito de ficar perto de alguém e também que nosso coração acelera toda vez que vê aquela pessoa.
— Sério?!
— Sim, porque?
— Eu gosto muito de ficar perto de você…— Blaine então encarou Kurt confuso — Me dê sua mão!
— Kurtie, seu coração… — Blaine ficou surpreso com a mãozinha sobre o coração de Kurt — Ele está acelerado.
— O seu também está?
— E-está…
— B, será que você é a minha princesa?
— Não posso ser sua princesa, não sou uma menina.
— Tem razão… Nem eu…
— E então…?
— Será que dois príncipes podem se apaixonar pelo o outro?
— É melhor perguntar a Tia Beth ou minha mãe, elas sabem de tudo!
— Ótima ideia, vamos!
Kurt pegou a mão de Blaine e foram correndo até a casa dos Anderson.
{…}
Kurt derrubou mais uma lágrima com aquela lembrança. Porque tudo precisou mudar daquela maneira? Não era justo o que o destino havia feito à eles.
O sol raiou e então Blaine despertou subitamente olhando confuso para todos os lados tentando se lembrar do que havia acontecido.
Quando se virou para um de seus lados, encontrou suas roupas dobradas com um bilhete sobre elas e então pegou o papel nervoso já imaginando o que poderia ter acontecido.
"Meu amor,
Quando estiver lendo isso, provavelmente eu já estarei bem distante de você. Peço que não fique com raiva de mim, porém eu precisei partir, pois não confio mais em mim e nem nos meus próprios instintos.
Por isso, para não ferir nem a você e nem nossos pais, eu fui para longe, sem destino certo.
Só sei que quanto mais longe de vocês, será melhor e mais seguro.
Nunca se esqueça que eu vou te amar para sempre e talvez um dia nós possamos ficar juntos outra vez.
Para sempre seu,
Kurt."
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