Notas iniciais
Oi gente, volteeeei! o/ Espero que gostem e obrigada pelos comentários que vocês tem deixado! ♥ Boa leitura!

Blaine procurou por Kurt toda a floresta, ele já estava nervoso por não o encontrar em parte alguma. Ele resolveu então ir para o ponto de encontro onde Kurt havia combinado mais cedo, mas para o desespero dele seu namorado não estava lá.

O Anderson sentou-se no chão e enterrou a cabeça em suas mãos, ele não sabia mais o que fazer, Kurt com certeza havia sido pego.

O moreno então voltou pra casa e encontrou seus pais e avós.

– Blaine, já está de volta!– Pam disse da cozinha — Kurt foi pra casa?

– Não.

– Como assim não?– Pam percebeu o estado do filho, ele estava chorando — Charlie!

– O que… Blaine está chorando?

– Kurt… ele não voltou comigo, ele sumiu…

Pam e Charlie trocaram olhares tristes enquanto amparavam o filho. Depois de um tempo, os Anderson foram até a casa dos Hummel dar a notícia.

– Olá Pam, Charlie, entrem!– O casal entrou e logo depois Blaine com a cabeça baixa, foi aí que Elizabeth percebeu que havia algo de errado — Porque vocês estão com essas caras?

– Beth, quem é…?– Burt se juntou à sua esposa e amigos e também percebeu o clima estranho — O que está acontecendo, cadê o Kurt?

Blaine finalmente levantou a cabeça encarando os sogros, logo ele estava chorando outra vez. O moreno se sentia culpado por ter perdido Kurt.

– Me desculpa, a culpa foi minha, eu o perdi.– Blaine se desesperou e Burt correu para abraça-lo.

– Calma Kiddo, a culpa não é sua! Nós vamos achar ele, eu e Charlie vamos sair e procurar! Ainda temos uma esperança! Você se lembra da tradição dos vampiros quando conseguem matar um caçador, certo?– Blaine assentiu mais nervoso ainda — Então, nada disso aconteceu até agora, ainda temos uma chance!

Burt dizia aquilo mais pra si do que para qualquer um ali. Ele sabia muito bem dos riscos de ser um caçador, mas ele ainda era pai e não queria perder seu filho único de jeito algum.

(…)

Kurt abriu os olhos, ele estava completamente desorientado, não sabia por quanto tempo havia dormido, nem ao menos sabia se estava mesmo vivo ou aquilo era uma espécie de sonho após a morte.

Quando ele tentou se levantar veio a forte dor no pescoço, que o fez quase gritar. Foi então que ele se lembrou do que havia acontecido. Sebastian, o mais poderoso dos vampiros, o havia mordido e agora Kurt era um deles.

Sua visão, que antes estava turva, agora estava perfeita. Por mais que estivesse tudo escuro no meio da floresta, Kurt enxergava a tudo como se estivesse com uma lanterna ligada. Além da visão, sua audição também estava alterada. Ele podia ouvir qualquer ruído a quilômetros dali.

Por isso ele pôde ouvir Burt, Charlie e Blaine conversando entre si, eles estavam procurando o castanho.

O Hummel mais novo entrou em desespero, seu pai, sogro e namorado não podiam o ver dessa forma, ainda mais agora que seus cheiros estavam ficando perto demais e sua garganta incrivelmente seca. Kurt fugiu dali, agradeceu por ter pelo menos uma velocidade boa para sair dali sem ser percebido. Sem rumo, Kurt foi parar só na cidade vizinha a Klaijah, não tinha nenhum movimento pelas ruas, apenas silêncio, mas mesmo assim o castanho resolveu caminhar pelas ruas escondido pelos becos e vielas.

Em um desses becos Kurt ouviu alguém falando.

– Me solte! Eu não quero!

Hummel tentou espiar o que estava acontecendo e pôde ver um homem segurando uma jovem contra parede tentando agarrar ela a força. Aquilo deu uma raiva no castanho e sua garganta ficou seca outra vez. Ele sem dúvidas precisava se alimentar.

Seus olhos agora estavam vermelhos, seus caninos haviam crescido, assim como suas unhas.

– Larga ela!– Kurt apareceu nas sombras.

– E quem é você? Algum tipo de Batman?– o homem riu.

– Eu disse pra largar a moça.

Kurt estava deixando o seu extinto o levar, mas tentando ao máximo não se descontrolar completamente.

– Vai embora e não enche garoto.

– Não, me solte! Me ajuda!

Antes que a menina pudesse pedir socorro outra vez, Kurt correu até o homem e o puxou para a outra parede. A jovem assustada saiu correndo.

– É bom ser pressionado contra parede?

Kurt nem deu tempo para o homem responder e cravou seus dentes no pescoço dele o fazendo se bater desesperado por poucos minutos até o castanho beber todo o sangue daquele corpo o jogando no chão e limpando o excesso no canto de sua boca em seguida. De alguma forma, Kurt se sentiu mais forte depois daquilo e ao contrário do que ele pensava, não sentia nenhum tipo de remorso.

Foi aí que alguém apareceu ao seu lado.

– Vejo que fez sua primeira refeição…– Sebastian sorria orgulhoso como se Kurt fosse um filho seu — Divino não é mesmo?

– O que você quer aqui? Já não desgraçou minha vida o suficiente?

– Ora não seja dramático, não há nada de errado em ser um vampiro. Você deveria me agradecer, afinal poupei sua vida!

– Oh meu grande salvador!

– Agora que você se alimentou de sangue humano pela primeira vez, não tem mais volta. Está condenado a sentir essa sede de sangue pelo resto de sua eternidade.

Kurt tentou avançar sobre Sebastian, porém o mesmo apenas desviou para o lado fazendo Hummel cair direto no chão.

– Tsc, tsc, você pode até ser um bom caçador, mas ainda precisa de muito treino como vampiro. Quem sabe um dia eu te dou um treino.

Sebastian deu um último sorriso e logo sumiu.

Os olhos, dentes e unhas agora voltavam ao normal. E como ele se sentia um pouco mais controlado, Hummel decidiu que era hora de voltar pra casa antes que o sol nascesse.

(…)

– Será que eles acharam meu menino, Pam?

Elizabeth chorava nos braços de sua amiga Pam que tentava segurar o choro e acariciava seus cabelos. De repente as duas mulheres ouviram um barulho vindo da porta de entrada.

– Quem será?

– Os meninos não bateriam na porta.

– Beth, pega a arma.

As duas mulheres pegaram a arma guardada no criado mudo ao lado do sofá e foram lentamente até porta, antes de abrir Pam olhou pelo olhou mágico e viu Kurt todo sujo.

– Oh meu Deus, é o Kurt!

Pam anunciou abrindo a porta e Elizabeth soltou a arma correndo para os braços do seu filho confuso.

– Meu filho, onde você estava!

– N-na floresta mãe, eu não encontrei Blaine onde marcamos e fiquei rodando por lá.

Kurt se sentia mal por mentir para sua mãe, mas era necessário.

– Mãe, está tudo bem, agora eu preciso tomar um banho.

– Tudo bem meu filho, vou ligar para o seu pai e avisar que você chegou.

Kurt subiu até o seu quarto e Elizabeth ligou para Burt do seu celular avisando que seu filho estava de volta.

O castanho chegou em seu quarto e como sempre fazia se olhou no espelho. Porém diferente das outras vezes, não era o reflexo de um jovem garoto normal, no espelho aparecia sua nova verdadeira face. Um Kurt com olhos vermelhos e dentes e unhas pontiagudas. Com raiva daquela nova imagem, Hummel deu um soco no espelho o quebrando em diversos pedaços.

Logo sua mãe estava em sua porta batendo.

– Filho, está tudo bem aí? Ouvi um barulho.

– Está mãe, só esbarrei no espelho e quebrou.

– Se machucou?– Kurt olhou seu punho sujo de sangue, mas não havia mais nenhum machucado.

– Não, estou bem.

– Okay, seu pai, Charlie e Blaine já estão voltando.

– Eu já desço!

Kurt deixou os cacos para depois, teria tempo para limpar depois. Agora ele se sentia sujo e precisava de um banho. Tomou uma longa ducha, trocou de roupa e desceu. Seu pai e os outros já estavam lá na sala.

– Kurt, onde você estava?! — Burt sorriu ao ver o filho — Procuramos por toda aquela floresta!

– Eu voltei… Voltei por outro caminho! Eu ouvia alguns barulhos e ia para o outro lado, vai ver eram vocês.

– Amor, você se machucou?– Blaine chegou perto de Kurt dando um beijo em sua bochecha.

– Estou bem, eu não te encontrei onde combinamos e por isso voltei pra dentro da floresta te procurando.

Antes que Blaine pudesse dizer mais alguma coisa, Beth chamou todos para jantar. Kurt só comeu um pouco para despistar sua família. Ele sabia que vampiros podiam comer comidas comuns, para ajudá-los a conviver no meio dos mortais.

Ao fim do jantar, todos se recolheram para dormir, menos Kurt obviamente. O castanho apenas se deitou olhando para o teto pensando o que faria agora que era um vampiro. A raça que ele odiou sua vida inteira e esperou ansiosamente ao lado de Blaine para exterminar todos os seus agora, semelhantes.

Blaine. Durante todo o jantar, o moreno o encarou e Kurt apenas desviava o olhar. Por algum motivo, Blaine era o único que Kurt não conseguia encarar.

Enquanto Hummel estava mergulhado em seus pensamentos, seu celular tocou indicando mensagem.

"Me encontre em nosso esconderijo em 15 min.

Eu te amo.

– B"

Kurt suspirou e estranhou por àquela hora Blaine ainda não estivesse dormindo.

Ele desceu pela janela mesmo, já que não era muito alto e foi caminhando lentamente até a velha cabana que servia como um esconderijo deles quando ainda eram mais jovens. Entrou e se sentou no sofá velho esperando Blaine que logo chegou.

– Amor, está aqui a muito tempo? Te acordei?

– Não, eu estava acordado e acabei de chegar. E você, perdeu o sono?

– Sim, eu estou preocupado com você.

– Por quê? Eu disse que estava bem.

– Eu sei, mas você sumiu e desde que chegou está estranho…

– Não estou, é impressão sua.

Kurt puxou Blaine que estava sentado do seu lado para mais perto e o envolveu em seus braços. O moreno beijou seu braço e deitou sua cabeça. Aquilo deu uma tristeza no castanho, pois seu namorado confiava tanto nele e agora ele era um mentiroso e uma ameaça.

– Amor?

– Sim?

– Você me promete uma coisa?

– Tudo que você quiser Kurt. Sempre.

– Promete me amar independente de qualquer coisa?

Blaine se levantou e encarou seu castanho nos olhos.

– Eu prometo, te amarei independente de qualquer coisa, qualquer situação, hoje, amanhã e para sempre.

– Obrigado. Saiba que eu também te amarei pelo resto da minha vida e juro nunca te machucar de forma alguma.

– Eu confio em você meu amor, e mesmo se me machucar de alguma forma, ficarei feliz por ter o coração partido por você.

Kurt deixou uma lágrima escapar. Blaine nem imaginava que o machucar que ele dizia não era no sentido sentimental.

O moreno beijou suas lágrimas e depois seus lábios iniciando um beijo calmo e apaixonado.

Aos poucos aquele beijo foi ficando intenso, quente e profundo.

Habilidosamente, Blaine colocou sua mão por dentro da camisa de Kurt alisando sua pele nua. O ar de Anderson se fez necessário e de forma desajeitada, ele desceu seus beijos pelas bochechas, queixo e pescoço, permanecendo lá por mais tempo.

– Eu amo tanto seu corpo, seus lábios, seus toques, você.

Blaine disse quase sem fôlego enquanto descia cada vez mais sua trilha de beijos. Kurt deixava escapar alguns gemidos as vezes e passava suas mãos pelas costas do moreno o arranhando.

Quando Anderson finalmente chegou em seu zíper, o abriu rapidamente e começou a massagear seu namorado por cima da boxer até que se livrou daquelas peças de roupas para masturba-lo.

Kurt jogou sua cabeça pra trás e segurou os cachos do moreno com a onda intensa de prazer ao sentir a boca quente de Blaine em si.

Por impulso, o castanho começou a mexer sua cintura num movimento de vai e vem contra a boca de Blaine que fazia o possível para acompanhar o ritmo. O ápice veio fazendo Kurt arquear as costas gemendo o nome de Blaine que sorriu por ter conseguido tal feito.

Depois da sensação de orgasmo passar, Kurt puxou Blaine e começou do mesmo jeito, com uma trilha de beijos. Porém ao chegar no pescoço, Hummel precisou se controlar.

Como Blaine estava ofegante, a veia jugular dele pulsava no ritmo de sua respiração. A sensação de garganta seca voltou, ele sentiu seus olhos ficarem vermelhos e dentes começando a crescer outra vez. Ele estava outra vez com sede.

Kurt saiu bruscamente de perto de Blaine e correu para janela se agarrando ao parapeito.

– Kurt, o que aconteceu?!

– N-nada! F-fique onde está!

Kurt estava de costas tentando se conter, ele podia ouvir Blaine cada vez mais perto, lentamente se aproximando. Quando Blaine já estava para tocar seu ombro, Kurt conseguiu voltar ao normal e se virou novamente para Blaine que estava mais confuso que nunca.

– O que deu em você?

– Eu só fiquei um pouco tonto.

– E porque me mandou ficar onde estava?

– Por que… Porque eu fiquei com medo de vomitar amor, não queria que você fosse obrigado a ver isso!– Kurt sorriu nervoso e Blaine apenas levantou uma sobrancelha — Olha amor, já está amanhecendo, o que acha de continuarmos isso amanhã? Agora eu preciso muito dormir! Você me perdoa?

– Tudo bem, eu também estou cansado.

Blaine disse desconfiado vendo Kurt se vestir rapidamente olhando a janela repetidas vezes.

– Que bom! Até mais tarde amor!– Kurt deu um beijo rápido em Blaine e saiu andando porta a fora — Dorme bem!

Kurt correu para sua casa, pois o sol estava prestes a nascer e isso significaria sua morte. Ele logo chegou ao seu quarto, trancou a porta com a chave e fechou todas as janelas e cortinas. Quando se certificou que seu quarto estava realmente um completo breu, ele se jogou em sua cama suspirando aliviado, mesmo que ele não precisasse mais respirar.

Voltou a se sentar e pegou o notebook para fazer uma pesquisa.

– Preciso descobrir um jeito de poder andar no sol. Tem que haver um jeito!

Notas finais
Me digam o que acharam! Por favor! Beijos e até o próximo!