Hidden Life!
9 One fine day (II): funeral and star over!
Notas iniciais
Apartamento Sarah (sexta, 7/4)
Connor’s p.o.v
Deitado, Sarah descansando em meu peito, nossos corpos relaxando após os momentos de prazer vividos, minhas mãos passeando por suas costas enquanto as dela descansam em meu peito, desfruto de sua companhia ao mesmo tempo em que procuro uma forma não invasiva de iniciar uma conversa sobre o que aconteceu uma semana atrás.
Por mais egoísta que pudesse parecer, precisava entender os motivos que a levaram até aquela boate.
—Eram amigas? – pergunto, cuidadoso, sentindo-a ficar tensa – Você e a garota que morreu, eram amigas? – esclareço.
—Não muito – responde – Pelo que sei ela era mais amiga de uma das dançarinas. Carmenta, acho – completa.
—Sei – digo – E quanto ao assassino? O conhecia? – questiono.
—Tanto quanto a ela – afirma, calando-se.
Faço o mesmo, refletindo alguns minutos, tomando coragem, decidindo ser mais direto mesmo correndo o risco de afasta-la de mim.
—Por que trabalhou lá Sarah? – pergunto, rezando para que não tenha percebido a hesitação em minha voz.
—Depois que meu pai morreu, minha mãe precisou retirar a ajuda, financeira no caso, que me mandava mensalmente – começa dizer, suspirando discretamente – Minha família, apesar de não ser pobre não dispõe de tantos recursos assim e com a doença de meu pai, minha mãe acabou contraindo dividas altas com o hospital, exames, medicação...Enterro...Não achei justo que continuasse me enviando dinheiro...então quando uma...Amiga me indicou para a vaga, depois que vi que era um lugar confiável, decidi aceitar – explica de um só folego, completando – O dinheiro da bolsa não é suficiente para tudo: aluguel, seguro, transporte, alimentação, vestuário, entre outras coisas.
—Entendo — afirmo, beijando o topo de sua cabeça. Eis a razão para estar trabalhando na boate: dinheiro.
—Você frequenta a boate? – quer saber.
—Passei a frequentar recentemente. A primeira vez fui com um grupo de médicos que estava no congresso – explico – Depois voltamos para comemorar o aniversário de Jeff...
—Ah, então esta...Comemoraram lá... Natalie estava curiosa para saber onde tinham ido – corrige-se, fazendo-me rir.
—Kelly Severide tem um amigo que trabalha na boate, como segurança – revelo – Depois fui outras vezes, sozinho.
—Algum motivo especial?...Ou alguém? – interroga.
Você! – penso mas não verbalizo – Uma das dançarinas chamou minha atenção. A princípio, não soube porque – respondo, me calando, esperando que ela desse o próximo passo.
— E agora? – questiona, me dando a chance que procurava.
—Ela me lembra você – digo, sentindo-a estremecer levemente – Muito....
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Apartamento Sarah (sábado, 06:35 a.m)
Connor
Recostado no batente da porta do banheiro, observo Sarah dormindo tranquila.
Nossa conversa noite passada não havia saído da forma que esperava. Na verdade, nada tinha saído da forma que planejei em minha mente.
Para começar, quando fui vê-la no final da tarde, não pretendia transar com ela.
Minha intenção era unicamente conversar, entender o porquê de seu trabalho extra, fazer com que me confirmasse que ela é Dione (o que, não sei bem porque, não fez mesmo tendo lhe dado a deixa para isto!) ... Enfim, me acertar com ela para que pudéssemos começar um relacionamento ... E só depois iriamos para a cama.... Outro dia, não imediatamente…. O problema é que quando a senti em meus braços, quando senti o calor de seu corpo junto ao meu, seu perfume, todo planejamento minucioso que fizera enquanto subia no elevador caíram por terra!
Bem que minha consciência tentou me chamar a razão lembrando-me do quão frágil ela estava no momento em que começou a chorar pedindo-me desculpas. E por um segundo, um breve segundo, quase conseguiu.
Se Sarah não tivesse erguido o rosto, se não tivesse me olhado daquela forma doce, se não tivesse suspirado, fechando os olhos e entreabrindo os lábios tão convidativamente....
—Se não entra em campo Connor! – sussurro para mim mesmo – A quem está querendo enganar? Já estava na metade do caminho para sua boca quando ela ergueu o rosto. Seja honesto: se perdeu no momento em que a abraçou! – exclamo, sorrindo, suspirando ao vê-la mexer-se sob os lençóis, descobrindo mais um pouco de seu corpo, a mão deslizando pelo colchão no espaço onde meu corpo estava, me buscando, erguendo a cabeça ao encontrar o espaço vazio, olhando ao redor, abraçando o travesseiro, sorrindo docemente ao me ver... Cara, está tão ferradamente apaixonado... A observação feita por Will me vem mente no momento em que sinto meu coração falhar diante de seu sorriso – Bom dia! – consigo dizer, caminhando de volta para a cama.
—Bom dia! – responde com voz rouca de sono, encolhendo-se quando beijo suas costas, algumas gotas escorrendo de meu cabelo caindo sobre sua pele, arrepiando-a – Quantas horas?
—É cedo ainda – digo, sentando a seu lado, deslizando a ponta dos dedos por sua coluna – Durma mais um pouco – sugiro.
—Você já vai? – questiona, voltando-se para mim.
—Vou. Preciso organizar algumas coisas para meu retorno ao hospital na segunda – explico – Marquei as nove com o advogado para terminar de assinar os papeis de minha soltura...Acho, não decidi ainda, que vou falar com minha irmã, ou pelo menos tentar, tenho que pegar algumas roupas na lavanderia, enfim, tarefas rotineiras! – exclamo, beijando seu pescoço, traçando um caminho com pequenos beijos até sua boca, gemendo impaciente ao escutar meu celular tocar, obrigando-me a cessar o beijo.
Estico o corpo por cima dela alcançando o aparelho sobre o criado mudo, fazendo uma careta antes de atender.
—Bom dia Claire – digo, sentando recostado a cabeceira, um braço descansando sobre seu corpo.
< Bom dia. Te acordei? > pergunta.
—Não, já estava acordado – informo – O que você quer? – pergunto, direto, sentindo um beliscão em minhas costelas – O que?? – cochicho, olhando Sarah interrogativamente.
—É sua irmã! Paciência!- ralha, revirando os olhos diante da careta que faço.
< Está sozinho Connor? Estou atrapalhando alguma coisa? > questiona.
—Não para as duas perguntas – respondo, sem entrar em detalhes – O que quer afinal Claire? – repito, ouvindo-a suspirar.
< Quero que almoce comigo e Spencer para que possam se conhecer melhor já que mal tiveram chance de se falar quando ele chegou por conta de toda aquela confusão! > declara de um folego só, completando < Você escolhe o lugar? >.
—Hoje? – questiono, fazendo nova careta ao escuta-la dizer que sim – Ok. Vamos resolver logo isso – digo, impaciente, ganhando mais um beliscão – Tem um restaurante de frutos do mar no Navy pier. Nos encontramos lá ao meio dia, pode ser?
< Perfeito. É o tempo que a filha do Spencer chega. Te contei que ele tem filhos não contei? >
—Contou sim – confirmo.
< Bom. Não lembrava se tinha te falado. Estou nervosa Connor. Lilian é a mais velha. A única que ainda não conheço > revela.
—Relaxe Claire. Vai dar tudo certo – tranquilizo-a, verificando a hora no celular – Tenho que desligar. Marquei com o advogado daqui a pouco e não quero me atrasar. Além de ter outras coisas para resolver ainda hoje. Até mais tarde – me despeço, desligando em seguida.
—Sua irmã está com problemas? – Sarah pergunta, acrescentando logo depois – Desculpa, não quero me intrometer na sua vida.
—Não está se intrometendo – garanto, lhe dando um selinho antes de sair da cama – Claire se envolveu com um homem mais velho, divorciado, com quatro filhos e que de quebra investigou ela e nosso pai três anos atrás – revelo, rindo de sua expressão de espanto – Nós, os Rhodes, gostamos de uma dose extra de emoção em nossos romances! – brinco, fazendo-a rir minimamente – O que acha de jantarmos? – convido, terminando de vestir minha calça, me atirando sobre a cama, Sarah soltando um gritinho de susto – Pensei em almoçarmos, mas como minha querida irmã praticamente me intimou...- digo, beijando suas costas mais uma vez – O que me diz? Jantamos?
—Uhum – acena afirmativamente, espreguiçando-se, voltando a agarrar o travesseiro – Não ia poder almoçar de qualquer forma. Quero arrumar algumas coisas aqui e depois preciso falar com Leslie e Sylvie sobre o enterro de Isabela – diz, entristecendo – A irmã dela deve chegar hoje à tarde – revela.
—Elas conheciam Isabela? – questiono, surpreso, notando um leve embaraço na voz de Sarah quando fala.
— Sim...Digo, não como eu conhecia, apesar de não muito bem, como lhe disse – enrola-se – Elas foram até a boate algumas vezes. Acabaram conhecendo algumas das garotas que dançam... E prometeram me acompanhar ao enterro dela – conclui.
—Ok — digo, enrugando minha testa, um pensamento cruzando minha mente – Seria estranho, ou acha que ficaria chato, se eu fosse ao enterro dela também? – questiono, vendo sua expressão de surpresa – Posso ir te acompanhando também – sugiro.
—Honestamente não sei Connor – responde, apoiando a cabeça na mão – Mas se quiser, posso pergunta, digo, procurar saber – corrige-se.
—Quero sim – confirmo, me levantando, vestindo minha camisa e meias, abaixando-me para pegar meu sapato, voltando-me para ela depois de calça-los – Não planejei isto – digo, me inclinando sobre o colchão, apoiando-me em um braço – Transar com você. Não planejei isto quando vim te ver ontem à tarde. Só queria saber se estava bem – explico, ganhando mais um sorriso doce.
—Eu sei – afirma, me roubando um beijo.
—Mesmo assim achei que deveria deixar claro – friso, acariciando seu rosto – Não quis me aproveitar de sua fragilidade para te seduzir e...
—Connor, eu sei! – põe a mão em meus lábios, me calando – Eu sei disso – reitera, me dando um selinho –Não o interpretei mal. Aliás, teria todo direito de me interpretar mal, visto que fui para cama com você sem ao menos dizer que havia terminado com Hank – afirma.
—Nunca pensaria nada do tipo de você Sarah – pontuo – Sei que não é o tipo de mulher que trairia alguém com quem está envolvida! – exclamo, levando a mão a sua nuca, acariciando-a, trazendo seu rosto para perto do meu, tomando sua boca em um beijo, deitando-me sobre ela, gemendo contra sua boca ao sentir suas pernas envolverem minha cintura, me obrigando a cessar o contato antes que perdesse o controle da situação – Melhor ir andando antes que jogue tudo para o alto! – digo, me levantando – Te pego as oito?
—Sim – diz, enrolando-se no lençol, levantando-se – Te acompanho até a porta – anuncia, pondo uma mecha por detrás da orelha enquanto calçava a sandália – O que foi? – questiona ao erguer o rosto, me pegando em flagra, admirando-a.
—Nada – respondo, esperando que ficasse a meu lado antes de me encaminhar para a saída, envolvendo seus ombros com um braço, caminhando em silêncio, parando junto a porta – Até mais tarde – despeço-me, beijando-a rapidamente.
—Espere, onde vamos jantar? Tenho que vestir algo muito formal? – pergunta, mordendo o lábio inferior, enrugando o nariz em uma careta antes de completar – Ou muito sofisticado?
—Nada formal nem sofisticado. Na verdade...- corro meus olhos por seu corpo protegido pelo lençol – Não fosse o inconveniente de ter outros homens dispostos a o puxarem, esse lençol estaria bom! – brinco.
—Há, há, muito engraçado! – exclama – Fale sério Connor! – pede.
—Pode usar o que quiser Sarah. Vai estar linda do mesmo jeito! – elogio, roubando um beijo – É um ambiente informal e parte dele ao ar livre, satisfeita? – acrescento, vendo-a sorrir.
—Agora sim. Até mais tarde – despede-se.
Trocamos mais um beijo, no despedimos novamente e só então saio do apartamento, indo direto para o meu, me trocar para encontrar com o advogado e depois almoçar com Claire, seu namorado e filha.
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Sarah
Depois que Connor vai embora, volto para o quarto, ponho um short e uma camiseta, vou para a cozinha e após tomar meu dejejum (censurando-me mentalmente por não ter oferecido um a ele), começo a arrumar meu apartamento.
Não havia muito o que fazer visto que, como passara a semana em casa, aproveitei para manter tudo em ordem e limpo tendo apenas meu quarto para arrumar.
Enquanto o faço, me pego relembrando a noite passada, cada momento, mais especificamente nossa conversa... “ Perdeu a chance de contar a verdade para ele, tonta! ”— meu “grilo falante” particular vem cobrar – “ E olha que ele te deu pelo menos duas deixas para fazer isto! Deveria ter aproveitado” – ralha – Falar é fácil! – digo em voz alta para mim mesma – Será que ele está realmente desconfiado como as meninas acham? -... “Que mané desconfiado. Ele Sabe! Só não quis dizer... Não abertamente! ” — me alerta – Será? – questiono-me, olhando para dentro do guarda roupas, escolhendo, tentando escolher, sem perceber, a roupa que usaria no jantar -... “ Mas já?!? Impaciente não! ” – Não tenho nada decente para usar! – resmungo, ignorando-o – ... “ Vai a Dolan comprar! ” ..... Vai a merda! — bufo, sobressaltando-me ao escutar meu celular tocar, me esticando para pega-lo, atendendo sem olhar quem era – Alô?
< Bom dia flor do dia! > sorrio ao escutar o já familiar cumprimento de minha amiga < Dormiu bem? > pergunta e escuto um coro rindo ao fundo, uma voz se destacando < Dormir com certeza foi a última coisa que fez! > exclama July, levando uma bronca de Sylvie.
—Vocês são tão bobas! Parecem adolescentes! – provoco-as.
< Olha só quem fala! > Leslie revida, continuando sem me dar chance responder pergunta.
—Estão aqui em frente? – devolvo, olhando pela janela, acenando – Podem subir, ele já foi – aviso, vendo-as fazer sinal de positivo, deligando junto comigo.
Alguns minutos depois, abro a porta para que entrem.
—Bom dia flor do dia! – Les repete, me abraçando – Está tão linda! Por que será? – me provoca, July, Sylvie e Aline cantarolando..
—When you love someone, your heartbeat beats so lound; Shining stars all seem to congregate your face..When you love someone!! – finalizam, as três jogando-se sobre meu sofá, rindo divertidas.
—Nossa, vocês são tão....Tão...Bobas! – digo, estapeando-as, rindo junto com elas, me entristecendo ao lembrar de Isabela – Gostaria que tivéssemos tido a chance de ficarmos assim, juntas, com a Isabela também – suspiro, me sentando com as pernas cruzadas sobre o puff – Foi preciso uma de nós morrer para que nós aproximássemos! Não deveria ser assim – pondero, enxugando uma lágrima teimosa.
—Verdade linda! – Aline anui, sentando-se.
—Nada de culpas meninas! – Leslie diz após um breve silencio – Todas temos nossas vidas e atividades fora da boate e caso tenham esquecido, todas aceitamos quando foi sugerido que mantivéssemos as duas coisas separadas – relembra, fazendo um carinho em meu ombro – Pode não ter sido a melhor das ideias mas tem funcionado...Até agora – frisa – Não vou negar que gostaria de ter conhecido um pouco melhor a Isabela, como conheço você – aperta meu ombro suavemente – Quem sabe assim poderia ter ajudado ela de alguma maneira...
—Quero propor uma coisa! -July a interrompe, sentando-se sobre as pernas – De agora em diante, mesmo que não sejamos intimas, que não troquemos segredos unas com as outras, não vamos mais ser estranhas. Vamos procurar nos conhecer pelo menos um pouco fora da boate também – sugere – O que acham?
—Já aprovo! – digo, esticando minha mão.
—Duas! – Sylvie diz, fazendo o mesmo.
—Três! – Aline repete nosso gesto sendo seguida por Jullyana e Leslie
—Beleza! Agora que somos amigas fora da boate, poderiam por favor, me apresentar a um daqueles médicos lindos, fofos, maravilhosos e deliciosos?? – July pede, unindo as mãos – Preciso muiitoooo! – exagera, nos fazendo rir – Sério. Estou pensando seriamente em sofrer um “ acidente caseiro” todos os dias só para ser atendida lá!
—Humm, melhor não a apresentar ao pessoal do 51 Les, ou certamente irá por fogo no prédio onde mora! – brinco, vendo-a arregalar os olhos.
—Oi?? Como assim produção?? Tem mais gato pra conhecer? – quer saber, animando-se.
—Mas nem a pau te apresento o Kelly ou qualquer outro dos meninos! – Sylvie afirma, levantando-se – E vamos parar de enrolação e cuidar na vida porque o Erico quer a gente na boate para uma reunião e receber a irmã da Isabela as quatro em ponto – avisa, arrumando a roupa.
—E tenho que estar em casa no máximo as sete para me arrumar – digo, levantando também – Vou jantar com Connor. Ele vem me buscar as...- não consigo concluir meu pensamento pois sou arrastada (literalmente!) pela mão apartamento adentro por July e Aline, Les e Sylvie correndo a nossa frente, parando apenas quando chegamos a meu quarto.
—Ok, vejamos o que temos aqui – Aline declara, abrindo (sem a menor cerimônia) meu guarda roupa – Onde vocês vão?
—Ele não disse o nome do lugar – digo, sentando-me na cama – Só que é meio aberto e informal.
—Certo.... Meio aberto, informal...- repete, a mão no queixo enquanto Sylvie e Jullyana remexem minhas roupas.
—Tem que ser algo sexy...
—Mas sem ser vulgar....
—E romântico...Tem que ser romântico também – enumeram as três.
— E que não lembre a Dione – Les recomenda, sentada na cadeira a frente de minha cômoda, voltando-se para mim – A menos que tenha aberto o jogo para ele! – exclama, as quatro me encarando, ansiosas.
—Então....- começo dizer, contando-lhes quase resumidamente quase tudo que havia acontecido desde o momento em que Hank fora embora até a manhã de hoje, escutando suas broncas e conselhos assim que termino de falar.
—Deveria ter contado logo Sarah. Não vai conseguir esconder por muito tempo, isto se pretende continuar a vê-lo – Leslie repreende-me.
— A menos que pretenda parar de dançar – Sylvie indaga.
—Mesmo que quisesse não posso. Ainda preciso do dinheiro extra que ganho lá – admito, mordendo o lábio, insegura.
—Então precisa contar pra ele – July aconselha.
—Isso. Mas vamos discutir isto durante nosso almoço – Aline diz, me entregando a jardineira com a qual havia saído com Hank – Se arruma porque ainda temos que ir as compras antes de irmos para a boate.
—Como assim ir às compras? – questiono, segurando o cabide, levantando – Para quê?
—Como assim pra quê? Precisa de uma roupa divinosa para esse jantar, evidente! – exclama, me empurrando para dentro do banheiro, fechando a porta sem me dar chance protestar.
—Adoroooo compras! Onde vamos? – escuto July perguntar.
—Decidimos durante o almoço – é a resposta evasiva de Aline, me fazendo balançar a cabeça negativamente.
Me troco rapidamente, faço uma maquiagem leve, pego minha bolsa, saindo em companhia de minhas amigas.
Almoçamos em um restaurante vegano recém-inaugurado onde sabíamos que certamente nenhum de nossos amigos apareceria.
Eu disse certamente?
—Vejam só, isto sim que é coincidência! – a voz de Jimmy Borelli chama nossa atenção – Triplo S junto! – brinca, fazendo Leslie bufar.
—Você chama de coincidência, eu de fatalidade! – responde, olhando dele para Jeff Clarke.
—Olá, com estão? – Jeff pergunta, sorridente, detendo seu olhar sob July, franzindo o cenho.
—Podemos sentar com vocês? – Jimmy pergunta.
—Se quiserem ficar com esta mesa fiquem a vontade – Sylvie diz, levantando-se – Já estamos de saída – avisa, pegando sus bolsa, Leslie, eu e Aline fazemos o mesmo.
—Mas já?! Só porque chegamos – Jimmy comenta, fazendo cara de cachorro pidão para Sylvie.
—Não seja convencido Borelli!– Leslie ironiza – Só estávamos terminando a sobremesa. Temos muita coisa para fazer – frisa, lançando um olhar assassino para July, que flertava com Jeff – Eu disse, Temos Muito o Que Fazer! – repete, acentuando cada frase, fazendo-a se tocar, levantando rápido – Até mais ver rapazes! – despede-se, girando nos calcanhares, caminhando a passos firmes para a saída – Vou te contar, é muita falta de sorte!
—Humm, sei não... – July diz, dando uma última olhada em direção aos dois antes de entrar no carro.
—Sossega morena, qualquer dia te apresentamos ao bonitão! – afirma Les, manobrando o carro – Para onde agora...lembrando que temos exatas – olha o relógio no painel – Duas horas até a reunião.
—Não preciso comprar nada Aline. Melhor irmos direto para a boate – pondero, olhando-a pelo retrovisor interno.
—Mas de jeito nenhum vai sair com o herdeiro Rhodes sem uma roupa adequada! – exclama, e volto a olha-la desta vez surpresa – Segue para o centro Leslie – pede, sem dar maiores esclarecimentos.
Só quando Leslie estaciona em frente ao imponente prédio entendemos o porquê de tanto mistério.
—Tá de brincadeira! – exclamo, soltando o cinto – O que viemos fazer aqui? Comprar uma meia calça nova?
—Meia calça? Fale por você! O máximo que consigo compara aqui é Uma meia soquete e olhe lá! Se estiverem em promoção posso até levar o par – exagera July, saltando do carro depois de mim.
—Tirando o exagero, tenho que concordar com ambas – Sylvie anui, erguendo o rosto, olhando toda a fachada do sopé até o topo, seguindo, assim como nós, Aline.
—Sério Aline, vamos a outro lugar! – peço, nervosa.
—Relaxem meu amores – diz, tranquila, passando pelas portas giratórias, sorrindo para a moça elegante que vem a nosso encontro – Olá Rafaela, como vai? – cumprimenta.
— Bem, obrigada! E a senhorita como está? Há tempos não nos faz um visita! – exclama a jovem, nos deixando boquiabertas.
—Sem tempo – responde em tom blasé – Olha só, minha amiga tem um jantar muito especial hoje e gostaria de uma roupa sexy porem romântica. Me consegue algo?
—Certamente senhorita Shade. Me acompanhem – convida, estendendo um braço em direção as escadas rolantes.
—Shade? – interrogo em seu ouvido ao mesmo tempo em que tento lembrar onde ouvira esse sobrenome.
— Da Shade and Gray corporate? – Jullyana pergunta, explicando – Advocacia, empreendimentos imobiliários, investimentos, pode escolher! Menina, tu tão rica quanto o doutor bonitão da Sarah! — exclama
—Sério?? – perguntamos juntas eu, Les e Sylvie.
—Shiii, se vocês não disserem nada também não direi! – brinca, rindo de nossas caras de espanto.
Somos levadas a uma área exclusiva onde duas vendedoras são orientadas por Rafaela a nos atenderem em tudo.
Aline me faz provar uma dezena de vestidos e conjuntos de sai e blusa, Les e Sylvie opinando ao mesmo tempo em que também escolhiam para si próprias. Acabo por escolher (e graças a Deus respeitaram minha decisão) um conjunto de saia e blusa em seda, a blusa com estampa frontal florida, a saia longa, lisa, com uma fenda lateral que termina no meio de minha coxa esquerda, simples porem elegante, que me deixaria confortável tanto em ambiente fechado quanto aberto.
Deixo as quatro escolhendo suas peças, decidindo passear pela imensa loja, detendo-me na seção de maquiagem, experimentando perfumes, batons. Seguindo para o setor de lingeries, me encantando, por assim dizer, por um conjunto de renda negra, acabando por compra-lo.
Me reúno as meninas minutos depois, seguindo direto para a boate, chegando segundos antes do início da reunião onde somos informadas de que reabria apenas na semana seguinte, o que me daria uma semana inteira para decidir o que fazer em relação a Connor, consciente que minha decisão definiria o futuro de nossa relação.
Erico também lê para nós uma mensagem dos sócios da boate lamentando o ocorrido, solidarizando-se com a irmã de Isabela, comigo e garantindo que as medidas de controle e segurança seriam redobradas dentro e no entorno da boate bem como reveriam os critérios para contratação de pessoal, desde garçons a dançarinas.
Mas a surpresa maior estava por vir.
Estávamos todos reunidos, sentados ao redor de Erico quando ela entrou, fazendo-nos prender o ar nos pulmões.
—Boa tarde – nos cumprimenta, sorrindo de leve – Alicia Rossi, irmã gêmea de Isabela – apresenta-se.
_Bem-vinda minha querida! – Erico é o primeiro a se recuperar, cumprimentando-a – Sinto tanto termos que nos conhecer em uma situação como esta! – lamenta, passando a nos apresentar, me deixando por último.
—Desculpe...Me desculpe! – é tudo que consigo dizer, me surpreendendo ao ser abraçada por ela.
—Tudo bem. Sei que tentou ajuda-la – diz, sorrindo tristemente, sentando-se a meu lado, nos enchendo de perguntas sobre a rotina da boate e nossa convivência deixando-a surpresa ao revelarmos que Isabela nos falara que tinha uma irmã mas que nunca mencionara que eram gêmeas.
—Desculpa dizer mas ela sempre se referia a você como “ meu clone” – Erico explica.
Confesso que me surpreendi com a calma da garota. Depois do impacto inicial, conversou conosco como se fossemos velhos conhecidos.
Alicia nos revelou que sabia que a irmã era dançarina, que conversavam regularmente mas que a frequência diminuirá nos últimos dois meses.
—Não sei bem porque mas Isa andava me evitando – revela, triste.
—Infelizmente andava estranha aqui também – Erico diz, segurando suas mãos – Já decidiu o horário do enterro? Nossos chefes já providenciaram quase tudo – informa.
Mesmo temerosa, resolvo fazer a pergunta que Connor pedira.
—Alicia...e pessoal – começo dizer, insegura – Vocês se importariam se ....Se ..- respiro fundo, tomando coragem – Se importariam se Connor estivesse presente ao enterro de Isabela?
—Quem é Connor? – questiona Alicia, nos olhando, confusa.
—Foi ele que evitou que Sarah fosse morta também – Leslie revela – Ele é um...cliente...e namorado da Sarah – acrescenta, me sobressaltando – Tenha certeza que se ele tivesse tido a chance teria ajudado Isabela também.
—Por mim tudo bem – diz ela.
—Por nós também lindinha já que, se Alicia permitir, como uma homenagem a Isabela, as meninas irão usando parte de suas vestimentas de trabalho – diz, pondo uma máscara sobre o rosto.
—Não me oponho a nada. Vocês conviviam com ela mais do que eu. Sabem o que a deixaria feliz – pontua, apoiando a cabeça no ombro dele.
Depois de tudo decidido, nos despedimos marcando de nos encontrarmos na manhã seguinte no cemitério.
Leslie me deixa em frente a meu prédio pouco depois da seis da tarde, desejando-me um bom jantar, repetindo o conselho para que contasse sobre a boate para Connor.
—Vou pensar – prometo, acenando, subindo rapidamente, preparando uma vitamina antes de ir para o banho, refletindo durante o mesmo se deveria ou não lhe falar, tomando uma decisão enquanto me arrumo.
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Connor
Estaciono em frente ao prédio que Sarah mora faltando dez minutos para as oito, saltando do carro, entrando rápido.
Depois de uma manhã cansativa na delegacia e de um almoço no mínimo irritante onde Claire tentou empurrar a filha de seu namorado pra cima de mim boa parte do tempo, mal via a hora de estar com Sarah novamente.
Tamborilo os dedos impaciente, saindo do elevador antes mesmo que as portas se abram por completo, caminhando apressadamente até seu apartamento, apertando a campainha, me recostando a parede aguardando-a abrir a porta, voltando-me para vê-la parada no batente, não conseguindo esconder minha admiração ao vê-la.
—Boa noite – me cumprimenta, sorrindo – Entre, estou quase pronta – convida.
Obedeço, mudo, limitando-me a acenar afirmativamente, sorrindo.
—Que beber alguma coisa? Só tenho vinho e água no momento – diz em tom de desculpa, caminhando até a cozinha.
—Uma taça de vinho cairia bem – digo, seguindo-a.
—Vinho então – diz, pegando a garrafa e uma taça, me servindo – Se quiser mais pouco fique à vontade. Vou só por meu brinco e pegar a bolsa para sairmos – avisa, se encaminhando para o quarto.
Sozinho, tomo o vinho lentamente, observando o lugar.
O apartamento era pequeno comparado ao meu, mais aconchegante e isto nada tem a ver com o tamanho. Enquanto comprei o meu mobilhado, certamente por algum designe de interiores, o que apesar de requintado nada tinha de pessoal mesmo depois de ter dado meu toque, por assim dizer.
Já o de Sarah fora claramente mobilhado por ela e talvez mais alguém (uma amiga ou parente). Uma mistura de moveis antigos e modernos dava um toque romântico ao ambiente. Na sala, um único sofá de três lugares reinava ao lado de uma cadeira oval acolchoada, quarto pufes de cores alegres completando o ambiente.
Estico o pescoço olhando a pequena varanda, me aproximando, sorrindo ao ver o ambiente : uma cadeira de palha pendurada em um dos cantos, uma redonda, também em palha, no outro canto, dois pufes em forma de gota, macios, encostados a um pequeno centro também em palha.
—Estive com a irmã de Isabela depois do almoço – Sarah comunica, chamando minha atenção – Ela disse que não há problema em você ir – anuncia, terminando de pôr a argola delicada na orelha – Vamos?! – indaga.
—Sim – respondo, terminando o vinho, dirigindo-me para a cozinha, pondo a taça dentro da pia enquanto ela fecha a porta da varanda – Gostei do fez na varanda. Foi você quem escolheu o moveis? – questiono.
—Sim. Com a ajuda de minha irmã, outros de Shay e Sylvie – revela – A maioria comprei barato e reformei com a ajuda delas – prossegue, fechando a porta quando saio – Minha irmã adora reformar coisas! – diz carinhosamente.
—Interessante – digo, pondo a mão em sua cintura – A propósito, está linda! -elogio, beijando seu pescoço.
—Obrigada – agradece.
Descemos em silencio, de mãos dadas, separando-as apenas quando entramos no carro.
Sigo direto para o restaurante de Keoni, um amigo que Downey me apresentou e acabou tornando-se meu amigo também.
Somos recebidos por ele, que nos saúda com o tradicional colar Havaiano de flores e um Aloha animado.
Tomamos um drink e comemos a entrada na parte externa, próxima ao rio, entrando quando nosso pedido fica pronto.
Como esperava, o jantar é agradável. Conversamos sobre trabalho, amigos, família. Descubro que ela, assim como eu, tem apenas uma irmã mais velha, que se divorciara pouco antes do pai morrer, era advogada, como a maioria da família, e morava em Nova York.
Também descubro que não gostava de dançar até pouco tempo atrás, o que não deixa de me surpreender.
Lhe conto sobre minha decisão de pedir emancipação aos dezessete anos, dos desentendimentos constantes com meu pai que culminaram com minha decisão de ir embora.
Terminamos nosso jantar por volta da dez e meia, permanecendo no restaurante mais algum tempo conversando com Keoni, que acaba nos convencendo a participarmos de uma dança típica havaiana, nos deixando exaustos.
Foi justamente durante essa dança que notei algo estranho. Alguém nos observava.
—Nossa, estou morta! – Sarah exclama, passando a mão no rosto, a respiração acelerada – Se importa de for ao toalete antes de irmos?
—De forma alguma – afirmo – Espero você aqui – digo, lhe dando um selinho, fazendo um sinal para Keoni assim que me dá as costa – Fique de olho em Sarah enquanto verifico uma coisa – peço, recebendo um aceno afirmativo.
Me dirijo ao bar, procurando entre as mesas, vendo junto ao balcão o que procurava.
Distraído com sua câmera, o homem não percebe minha aproximação até que lhe tomo o objeto.
—Mas o que...- protesta, calando-se ao me encarar.
Verifico sua máquina detalhadamente, apagando todas as fotos que tirara bem como dois vídeos que fizera, devolvendo-a após verificar que não havia mais nenhuma foto ou vídeo comigo e Sarah.
—Tem outro cartão de memória além deste? – interrogo, vendo-o negar com um aceno – Espero que esteja dizendo a verdade porque se alguma foto ou vídeo aparece na internet, revista ou jornal, vou processar você entendeu? – ameaço – Entendeu? – reforço diante de seu silencio.
—Perfeitamente senhor Rhodes! – afirma.
Me afasto indo ao encontro de Keoni e Sarah, que conversavam animadamente.
—Tudo bem? Esqueceu algo? – Sarah pergunta assim que me aproximo.
—Tudo. Só fui cumprimentar um conhecido – minto, beijando seu rosto – Vamos indo? – convido, voltando-me para meu amigo – Obrigado por tudo Keoni. Estava excelente como sempre – agradeço, apertando sua mão.
—Foi um prazer receber os dois – diz, cumprimentando Sarah – Voltem sempre!
Agradecemos mais uma vez, nos despedimos, seguindo para meu carro. No caminho, ponho minha jaqueta sobre seus ombros, protegendo-a do frio. Vamos direto para o prédio onde mora.
—Quer subir um pouco? – convida quando paro e aceito, acompanhando-a, novamente de mãos dadas, até seu apartamento.
Lá dentro, sigo para a varanda, abrindo-a, sentando na cadeira redonda, enquanto Sarah busca vinho para nós, entregando-me uma, sentando a meu lado.
—Obrigado – agradeço, passando um braço sobre seus ombro, trazendo-a para perto, encostando-a em meu corpo....
Play Just A Kiss – Lady Antebellum
“Lyin’ here with you so close to me it’s hard to fight these feelings;
When it feels so hard to breathe, I’m caught up in this moment;
Caught up in your smile...”
Com a mão livre, acaricio seu cabelo, pegando mechas entre meus dedos, enrolando-as , brincando com elas.
—Uma coisa que esqueci e te dizer – ouço-a falar – A irmã de Isabela é gêmea.
—Gêmea? – repito, surpreso.
—Sim — confirma, deslizando os dedos em meu peito em movimentos circulares, dedilhando meu abdômen, me fazendo suspirar, fechando meus olhos....
“...I’ve never opened up to anyone;
So hard to hold back when I’m holding you in my arms;
We don’t need to rush this, let’s just take it slow...”
—Connor, está dormindo? – Sarah pergunta, desenhando o contorno de meus lábios com um dedo.
—Uhum... Dormindo e sonhando... Com uma rainha ninfa! ...— penso mas não verbalizo, sorrindo minimamente ao sentir seus lábios tocarem os meus suavemente, iniciando um beijo tranquilo...
“...Just a kiss on your lips in the moonlight;
Just a touch in the fire burning so bright;
And I don’t want to mess this thing up;
I don’t want to push too far;
Just a shot in the dark that you just might;
Be the one I’ve been waiting for my whole life;
So baby I’m alright , with just a kiss goodnight..”
—Como foi o almoço com sua irmã? – pergunta alguns minutos depois de cessarmos o beijo.
—Aborrecido! – exclamo, acariciando seu colo nu, fazendo-a suspirar.
—Não aprovou o namorado dela? – pergunta em tom de brincadeira e rio.
—Não aprovei os dois, ao menos me pareceu que ele estava de acordo, me empurrando a filha dele – revelo, sentindo seu corpo se retesar – Metade do almoço passaram enfatizando suas qualidades, procurando gostos em comum comigo.
—Encontraram? – questiona, deixando transparecer uma certa dose de raiva na voz.
—Alguns. Não sou de frescuras. Meus gostos são simples – afirmo, tirando a taça de sua mão, pondo ambas, a minha e a dela , sobre a pequena mesa de canto – Uma boa taça de vinho, a companhia certa, uma lua ao fundo...- enumero, distribuindo beijos por seu pescoço e colo, fazendo-a sentar-se em meu colo, enroscando uma mão em seu cabelo, segurando sua nuca, aproximando seu rosto do meu para um novo beijo, mais intenso e demorado...
“.. I know that if we give this a little time;
It will only bring us closer to the love we wanna find;
It’s never felt so real no, it’s never felt so right...”
Devagar, levantamos sem cessar o beijo, fazendo o caminho para seu quarto. Pego-a no colo na metade do caminho, chegando mais rapidamente.
Coloco-a no chão iniciando um novo e mais intenso beijo, ajudando-a a abrir minha camisa, despindo-a, envolvendo sua cintura com meus braços, apertando-a junto a meu corpo.
Deslizo as mãos por seu quadril, detendo-me no zíper da saia, abrindo-o, descendo-a devagar até fazer o tecido cair a seus pés.
Trocamos mais um beijo antes de nos afastarmos, terminando de nos despir sem perdermos o contato visual, voltando a nos beijar enquanto deitamos, lado a lado, trocando caricias cada vez mais intimas e ousadas até ambos não aguentarmos mais a espera.
Saio da cama rapidamente, pegando um preservativo em minha carteira, colocando-o com sua ajuda, me posicionando entre suas pernas, penetrando-a lentamente, aumentando o ritmo de minhas investidas gradativamente até atingirmos o clímax praticamente juntos, relaxando alguns minutos antes de recomeçarmos tudo de novo, saciando nossos corpos, adormecendo, exaustos, lado a lado.
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Manhã de domingo, 9 de Abril (08:45 a.m)
Narrador
O dia amanhece frio, uma chuva fina e insistente caindo desde a madruga.
Aos poucos, o cortejo trazendo o corpo de Isabela Rossi chega ao cemitério, os carros parando próximos ao lote onde sua cova fora aberta.
Em pequenos grupos, dirigem-se ao local seguindo o caixão.
Sarah caminha de braço dado a Connor, Leslie e Sylvie a seu lado.
Mais à frente, próxima ao caixão, Alicia Rossi caminha tendo Carmenta e Erato, ambas, assim como as demais dançarinas que haviam decidido ir ao enterro, usando suas máscaras, a jovem levando a que a irmã costumava usar em suas mãos, Erico conduzindo-a pelo braço.
Mais atrás, diversos seguranças, garçons, garçonetes e outros empregados do lugar seguindo juntos, em silencio.
Na retaguarda, Hank Voight, sua equipe, mais alguns policiais designados por ele, espalham-se pela área do cemitério, atentos a movimentação ao redor.
—Mesmo ele não sendo o assassino, foi capaz de se arriscar para ajuda-lo, o que indica que os dois podem ser íntimos de alguma forma, portanto, pode querer vingar-se de um de vocês ou de mais alguém – justificara -se ao grupo quando chegaram.
Durante a cerimônia, tudo corre bem, porem ao final, Jay Halstead, que se aproximara mais do grupo, nota um pequeno ponto vermelho passeando inicialmente da cabeça de Connor para Sarah, em seguida sumindo, reaparecendo na cabeça de Alicia Rossi, depois Carmenta , Erato , voltando a Sarah e Connor.
—Ele está aqui – anuncia discretamente a seu chefe – Armado – indica com um gesto o ponto agora sobre o ombro de Andrer.
—Espalhem-se — ordena, fazendo sinal para esperarem, atendendo o celular – Voight.
< Discreto, mas não o suficiente >uma voz alterada diz, prosseguindo< Não perca seu tempo sargento. Quando seus homens chegarem onde estou estarei longe> assegura < Só vim me despedir. Avise a abominável criatura da dança que está segura. Todos estão…Por hora.... Até a volta sargento! > enfatiza, desligando, Hank apertando o celular firmemente na mão.
—O que houve? – Lindsay pergunta, preocupada ao notar os grupos afastando-se de volta aos carros – Hank, não seria melhor...
—Ele foi embora – interrompe-a – Seja quem for foi embora – declara, olhando em volta.
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Sarah
Depois que saímos do enterro, nos reunimos, eu, Connor, Sylvie e Leslie, em um restaurante próximo, tomando nosso dejejum visto que nenhum de nós o fizera antes de irmos para o cemitério.
Passamos um bom tempo em silencio, apenas comendo nossa refeição, trocando algumas palavras antes de nos separarmos.
Connor me convidara para navegarmos um pouco e mesmo com o tempo feio não mudou seus planos.
Depois de passarmos em meu apartamento para que pudesse me trocar, e no dele para que fizesse o mesmo, seguimos direto para o píer onde ele aluga um pequeno veleiro.
—Nunca velejei em minha vida – aviso assim que subimos a bordo.
—Não se preocupe. Este barco permite que uma só pessoa o conduza – explica.
Após recebermos a orientação do pessoal no cais, saímos, passeando por algumas horas, retornando ao píer por volta do meio dia, almoçando em um dos restaurantes do lugar, passeando pelo museu e outras atrações até entardecer.
—Nos vemos amanhã no hospital! – Connor diz, me beijando em frente a porta do prédio – Hum, antes que me esqueça: como faremos no hospital? Vamos falar para todos que estamos juntos logo ou prefere esperar um pouco mais? – questiona, completando antes que eu responda – Por mim já falava logo! – afirma, me abraçando e beijando.
—Acho melhor esperarmos um pouco mais – pondero – Pelo menos algumas semanas. Mesmo Hank tendo nos visto juntos sei que será discreto.
—Will e Jay também serão – garante, sem me soltar, me olhando intensamente – Boa noite Sarah. Durma bem....Sonhe comigo! – pede, me beijando mais uma vez antes de me soltar, devagar, dar as costas, entrar no carro e partir, mandando-me um beijo que “pego” no ar, subindo para meu apartamento.
Quando estou me preparando para dormir, meu celular vibra com uma mensagem.
Me jogo na cama, abrindo-a, rindo ao ver o gift de coração me desejando boa noite que Connor enviara, retribuindo, enviando outro para ele, que me devolve...Faço o mesmo... Passamos algum tempo trocando mensagem como dois adolescentes até finalmente desligarmos.
Deitada, reflito os últimos acontecimentos em minha vida, me preparando mentalmente para o que estava por vir a partir de amanhã, abraçando meu travesseiro, me entregando ao cansaço, adormecendo finalmente.
“... Oh, let’s do this right;
With just a kiss goodnight;
With a kiss goodnight;
Kiss goodnight!”

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