Notas iniciais
Olá flores, voltei! Ando meio maluca com o excesso de trabalho, portanto, me perdoem a demora em att as fics. Todas. Prometo solenemente me esforça para corrigir essa falha! Quem sabe no período de "férias" forçadas que se aproxima consiga fazer isto?? De qualquer maneira, não ficar esperando! Hidden atualizada! Próxima missão: Links! Grata por otdas s rewiewa passadas, escritas e pensadas...More rewiews pleaaasseee! .... Boa leitura...Grata pelo acompanhamento de todas( e pela paciência!)...Bjinhos flores! P.S: aos que acompanham Survivors em especial, não se preocupem, não abandonei a fic. Só preciso reviver a série um pouco para buscar inspiração pois preciso calcular o passo seguinte com cuidado. P.S( 2): Quem acompanha DCe A- SC, calma também! Por lá é justamente o contrário: ideias demais bagunçando minha mente já naturalmente bagunçada! Estou organizando-as além de coletando informações necessárias para o próximo capitulo! P.S (3): A quem por ventura ainda não respondi as rewiews, estarei fazendo isso amanhã de manhã sem falta!

Chicago Med (segunda, 10/4 – 06:30 a.m)

Narrador

Sarah deixa a estação do metrô, caminhando devagar, fones nos ouvidos escutando seu playlist esperando conseguir relaxar antes de chegar ao hospital.

Apesar de saber que ninguém a culpava de nada, era impossível não sentir-se desconfortável afinal, mesmo não tendo sido intencional, pusera em risco a vida e a carreira daquele que era considerado a estrela em ascensão do Med, o substituto de David Downey, escolhido pelo próprio (o que só piorava as coisas)... Certeza que pelo menos duas pessoas encontrarão um jeito de me aporrinhar com isto: Robin e Miah! ...- pensa, seu subconsciente respondendo imediatamente... — “Que se danem! Estão com ciúmes porque ele está a fim de você sua tonta! Vê se não estraga tudo escondendo Dione dele!!” – Sarah suspira alto, refletindo sobre o alerta dado por seu cérebro, mordendo o lábio insegura, pensando se tomara a decisão correta ao adiar contar-lhe sobre seu segundo emprego.

Distraída em seus pensamentos, se assusta ao sentir-se puxada para trás de uma das colunas na lateral do hospital.

—Connor, ta maluco?! – bufa ao ser prensada em um dos recantos, longe de olhares curiosos – O que pensa estar fazen... – seu protesto é interrompido pelo beijo ávido do cirurgião, que cola seu corpo ao dela – Connor pare! Não foi isso que combinamos! – reclama, ofegante, assim que o beijo cessa, levando as mãos ao peito dele, empurrando sem muita convicção.

—Eu sei – diz ele, igualmente ofegante – Andei pensando Sarah: não devemos satisfação de nossas vidas a ninguém! – começa dizer, mantendo-a junto a seu corpo – Ambos somos livres. Não há porque esconder o que sentimos! – argumenta, tentando beijá-la novamente.

—Não estamos “escondendo” – afirma ela, desviando o rosto, evitando o beijo, fazendo aspas no ar – Só não vamos dizer que estamos... Estamos o que mesmo!? – interroga, olhando-o nos olhos.

—Nos conhecendo melhor? – Connor devolve, suspirando, baixando a cabeça ante o olhar acusador dela – Ok, talvez esteja certa, talvez...

—Talvez não Connor, estou certa! – afirma, interrompendo-o – Mal comecei uma relação e já sai dela; Você acaba de sair… – se cala, pensativa – Terminou Mesmo com Robin Charles não terminou?- indaga, duvidosa.

—Evidente que sim! – irrita-se o cirurgião.

—Então terminou seu... O quê, terceiro relacionamento em um ano e poucos meses depois que retornou a Chicago!? – questiona, não dando tempo a ele responder – Como posso saber se não serei trocada dentro de alguns meses?... “Ai!! Pegou pesado! ”... Calado!! – Que garantias tenho que não vai acordar um belo dia e simplesmente ver que não é bem isso que quer!?

—As mesmas que tenho em relação a você! – rebate, soltando-a, irritando-se ainda mais – Até onde sei não é nenhuma celibatária! Além do cara do laboratório...

—Joey – bufa Sarah – O nome dele é Joey.... Quer saber? Não é hora nem lugar para esse tipo de conversa. Se quiser falar sobre isso... — para, respirando fundo antes de prosseguir – Se ainda quiser falar, podemos sair ao final do turno, beber algo, jantar.... Sei lá! — declara, empurrando-o, irritada, saindo do canto onde se encontrava, esbarrando em Will Halstead, que se aproximara sem ser notado – Desculpa – pede, sentindo o rosto esquentar – Desculpa – repete, arrumando a mochila no ombro, caminhando a passos firmes rumo à entrada do hospital, Connor seguindo-a de perto.

—Que diabos foi isso!?? – Will questiona-se, abrindo os braços no ar, cenho franzido, seguindo-os a certa distância, parando entre os dois no meio da área de triagem, tão surpreso quanto eles.

—Bem vindos! – doutor Sthols saúda-os sorridente, Peter Andrews ao lado, além de uma dezena de jornalistas – Bem vindos de volta meus caros! É um prazer receber tão valorosos membros de nosso staff sãos e salvos...

—Certamente doutor Sthols – Miss Goodwin intervém, aproximando-se, Maggie junto a ela – Desculpe-me os dois. Tentei evitar todo esse estardalhaço, mas fui voto vencido – pede, sorrindo gentilmente – Respirem fundo, sorriam e me sigam devagar. Vou tirá-los daqui – fala baixinho, voltando-se para Will Halstead – Doutor Halstead, uma ajuda será muito bem-vinda! – exclama, fazendo-o sair do transe, anuindo com a cabeça.

—Doutor Rhodes, como se sente sendo, além do mais proeminente cirurgião cardiotorácico do país, futuro substituto de David Downey, um herói local? – questiona um jornalista, pondo o microfone à frente do rosto de Connor, que pisca, ofuscado pelo flash da câmera, voltando-se para o homem imediatamente a sua direita, este lhe sorrindo cinicamente.

—Essa não vai poder me tirar doutor! – diz o fotografo, apontando a câmera para Sarah, batendo várias fotos.

—Seu cretino! – Connor rosna baixinho, cerrando o punho, avançando em direção ao homem.

—Opa, calma ai Connor! – Will se interpõe entre os dois, impedindo-o – Não vai quere dar pano pra manga para esse tipo de gente vai!? – questiona, segurando-o pelo ombro, ajudando-o a passar pelos repórteres rapidamente, Maggie e Goodwin fazendo o mesmo com Sarah sob os protestos dos jornalistas.

—O hospital emitirá um comunicado através de nosso departamento de comunicação – Goodwin começa dizer, fechando as portas atrás de si após entrarem – Posso adiantar que estamos orgulhosos e felizes com o retorno dos doutores Reese e Rhodes ao nosso convívio. São, assim como os demais, profissionais qualificados, competentes, que nos fizeram muita falta esses dias. Agradeço a todos por terem vindo – despede-se, sinalizando para os seguranças afastarem os repórteres, entrando na emergência, dispersando a aglomeração de médicos e funcionários que se formara – Acabou o show! De volta ao trabalho – ordena, sendo imediatamente obedecida, voltando-se para Sthols e Andrews – Disse que não seria uma boa idéia não disse?! – braveja, encaminhando-se para a sala dos médicos.

—Francamente Sharon, não vejo porque tanto drama! – Stohls começa caminhando a seu lado – O hospital não poderia nem deveria perder uma oportunidade de promoção tão boa quanto esta! – justifica – Um dos nossos, um herói local!

—Ainda mais este um sendo filho de um de nossos maiores benfeitores e o garoto de ouro do David! – Andrews completa.

—Engraçado como as coisas mudam de uma hora para outra! – começa dizer –Uma semana atrás era o primeiro a pedir a cabeça de Connor Rhodes. Agora ele é o garoto de ouro de doutor Downey! Daqui a pouco vai querer que seja o rosto do Med! – ironiza a administradora, dedo em riste ao ver a expressão radiante do advogado – Nem pense nisto! Já usou e abusou da imagem do doutor Rhodes, ou pensa que não sabia ter sido você quem soltou informações sobre ele para a impressa?

—Que mal há em um pouco de publicidade? – interroga Andrews – Você mesma autorizou aquela matéria sobre ele meses atrás – relembra.

—Outro contexto, outra motivação – rebate Goodwin, voltando a caminhar ainda seguida pelos dois, parando junto à porta da sala – Além do mais, quero lembrá-los que uma jovem perdeu a vida e duas outras vidas quase foram destruídas. Isso não é motivo de comemoração a meu ver – argumenta, entrando.

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Sala dos médicos

Sarah

Ergo a cabeça ao escutar a porta ser aberta dando passagem a Miss Goodwin.

—Me desculpem mais uma vez – pede ela, puxando uma cadeira, sentando-se de frente para mim e Connor. Encontrávamos-nos sentados no sofá mantendo certa distância um do outro sob os olhares de Maggie, Will Halstead e Doutor Charles, que chegara pouco – Tentei convencer o pessoal do marketing que não era uma boa ideia recebê-los dessa forma, mas, como disse antes, fui voto vencido.

—Os pavões estavam ansiosos por um espetáculo! – doutor Charles exclama, fazendo-nos rir minimamente.

—Não errou de bicho doutor Charles? – Will Halstead indaga – Do meu ponto de vista mais pareciam aves de rapina sobrevoando a presa! – compara.

—Na verdade, acho que eram um misto meu caro! – afirma, Will rindo com o canto da boca.

—Seja lá o que for, não tinham minha aprovação – Miss Goodwin retoma, olhando alternadamente de mim para Connor – Como estão? Os dois? – quer saber.

—Bem – é a resposta curta de Connor.

—Estou bem Miss Goodwin – afirmo – Um pouco surpresa com isso tudo, mas bem – reforço... “Tirando o fato de ter brigado com o doutor delícia ai do lado por motivo fútil! ”... Silencio – bufo mentalmente, tentando não olhar para ele.

—Fico feliz em saber – diz ela – Mesmo assim, deverão passar por uma avaliação com doutor Charles ou doutor Kwon antes de assumirem seus plantões – avisa – Trata-se apenas de uma formalidade, normalmente não é obrigatória, mas como passaram por um trauma pessoal grande, sugiro que o façam.

— Ok – respondemos ao mesmo tempo – Você primeiro – Connor sugere, levantando-se – Está precisando mais do que eu! – provoca, falando junto a meu ouvido quando se inclina para pegar sua bolsa – Vou até a cantina tomar algo – anuncia, pendurando-a no ombro, sobressaltando-se, assim como nós, com a entrada teatral de Robin Charles.

—Connor, que bom ver você sã e salvo! – exclama ela, vindo até ele, “atropelando” Will de passagem, abraçando-o – Fui visitar minha mãe e quando cheguei me contaram o que tinha acontecido. Evidente que não acreditei em nada! Você jamais seria capaz de algo tão...

—Robin – Connor interrompe seu discurso, irritado – Se não se importa, prefiro não falar nisso agora. Obrigado por sua solidariedade – diz, seco, voltando-se para Will – Tem um tempinho Halstead? – pergunta.

—Sim – Will responde, desencostando-se da parede de onde observava a cena em silencio, ora me olhando, ora olhando para Connor.

—Quando Sarah terminar é só me bipar doutor Charles – pede.

—Se preferir pode ir falar com doutor Kwon – doutor Charles sugere.

—Não. Prefiro o senhor – afirma, me dirigindo um olhar enigmático, que sustento, antes de sair seguido por Will Halstead.

—Sarah querida, como você está? – Robin pergunta ao mesmo tempo em que segura minhas mãos, chamando atenção para si – Nem imagino o que passou! Deve ter sido horrível! – declara, me encarando, uma pergunta muda em seu olhar.

Vai ter que fazer melhor que isso se quiser saber de algo, querida !—Sim, foi – me limito responder, voltando-me para doutor Charles, retirando minhas mãos das suas – Podemos ir? Quero retomar minhas atividades o quanto antes – peço, levantando, pondo uma mecha de cabelo para trás da orelha.

—Sim, sim, evidente. Vamos até minha sala – doutor Charles anui, abrindo a porta quando me aproximo, saindo logo depois que o faço.

Seguimos em silencio até seu consultório.

Assim que entramos, me acomodo no sofá, jogando minha mochila displicentemente no canto do mesmo, doutor Charles puxando uma cadeira, sentando-se de frente para mim, recostando-se, em silencio, me observando atentamente.

—Nervosa? – pergunta após alguns minutos.

—Não. Por que pensou isso? – questiono.

—Está ereta, não procurou se acomodar confortavelmente, desde que entrou tem apertado as mãos com frequência ou bate-as em suas pernas como está fazendo agora – enumera, fazendo-me parar o movimento, um sorriso sem graça se formando em meu rosto.

—Fiz tudo isso? – indago vendo-o acenar afirmativamente – Talvez esteja um pouco nervosa – admito – Acha que podem me demitir por conta do que aconteceu? Ou se não me sair bem na avaliação? – pergunto, ansiosa.

—E porque a demitiriam? – devolve ele – Foi tão vitima quanto a pobre moça que morreu.

—Sei lá... De repente poderiam ter-se zangado por ter ameaçado a carreira do pupilo de David Downey, a estrela do Med! – exclamo, fazendo uma careta.

—Tenho certeza que ninguém a culpa por isto até porque não obrigou doutor Rhodes a fazer nada. Connor é maior e responsável por seus atos e decisões– afirma, rindo com o canto da boca – Eu, no seu lugar, se fosse para me preocupar, o faria em relação ao pai dele! – brinca, tentando me descontrair o que, obvio não funciona. O contrário! A simples menção do pai de Connor me causa um arrepio gélido na espinha – Sarah, estava brincando. Ninguém, nem mesmo os Rhodes, podem culpá-la pelo que aconteceu – desculpa-se ao notar minha tensão – Sinto se vou destruir algum ideal romântico, mas da mesma forma que foi em seu auxilio, Connor iria em auxilio da jovem se tivesse chegado antes de você ao local. Não é em absoluto culpada de nada. Tire isto de sua cabeça – recomenda e suspiro.

—Se lhe disser que sou sim, de certa forma, culpada? – questiono, baixando meus olhos sem coragem para encará-lo – Connor foi a boate aquela noite a minha procura — afirmo.

—Como assim? – questiona, atento.

—Nós meio que... Brigamos antes do final do turno na quinta, durante a madrugada – começo dizer, contando-lhe sobre o beijo, o tapa, como o evitei depois disso – Connor tentou me contatar através de Maggie, mas não atendi. Estava com muita raiva dele – justifico.

—Ele soube por alguém que tinha ido até a boate ou foi pura sorte? – quer saber, parecendo não se importar que o namorado de sua filha tivesse beijado outra mulher... Se bem que, àquela altura, já podiam ter terminado.

—Não sei como ele soube que estaria lá – minto – Sei que, se eu não o tivesse evitado, se tivesse conversado com ele, não teria ido até a boate – concluo, pesarosa.

—Tem certeza disto? – questiona-me – Porque, pelo que sei através de David, ele parece ter-se interessado por uma dançarina do lugar – frisa e sustento o ar em meus pulmões – Quem sabe não foi vê-la e por coincidência soube de sua presença, ou a viu – pondera.

—É , pode ter sido isso mesmo – anuo, mordendo meu lábio.

—De qualquer forma, a decisão de ficar a sua espera foi dele. Não pediu que o fizesse, portanto, o que aconteceu em consequência dessa escolha pessoal – pontua, me olhando por sobre os óculos – Não é em absoluto de sua responsabilidade. Ou dele. Connor estava no lugar errado na hora errada... Ou o contrário. Já pensou no que poderia ter acontecido caso ele não interferisse? – pergunta.

—Só um milhão de vezes! – confesso, estremecendo – Connor fez por mim o que não consegui fazer por Isabela: salvou minha vida! – exclamo, sentindo um nó na garganta, meus olhos marejando – E eu o deixei sozinho!

—Fez o que era certo – assegura – Não poderia ajudá-lo nas condições em que estava. Não se culpe por ter fugido quando teve chance – começa dizer, segurando minhas mãos – Quanto a garota, tentou ajudá-la Sarah. Expôs-se. Colocou sua vida em risco, abriu mão de sua segurança para tentar salva-la – relembra – Não posso pensar em uma atitude mais nobre que essa! – elogia, e deixo as lágrimas rolarem livremente, aceitando seu abraço.

Conversamos mais um pouco sobre o que aconteceu, terminando com sua recomendação para que o procure caso sinta necessidade.

Saio da sala me sentindo mais calma, pronta para enfrentar o que viesse pela frente... Ou pelo menos assim espero!

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Connor

—Posso bancar o advogado do diabo aqui?! – Will pergunta, me encarando após ter-lhe contado sobre minha discussão com Sarah.

—Depende – digo, sustentando seu olhar – Se vai defendê-la não precisa nem começar! – aviso, rodeando a borda do copo a minha frente com o dedo.

—Mas vai ouvir querendo ou não! – declara, apoiando as mãos na mesa – De certa forma Sarah tem razão – diz, me fazendo bufar – Pode bufar a vontade. O choro é livre meu caro! – provoca, recostando-se a cadeira.

—Para começar, só me envolvi com duas pessoas, não três como afirmou, desde que voltei: Samantha e Robin – enumero – Em ambos os casos, terminei com uma antes de começar a sair com a outra...

—Quer dizer que aquela enfermeira do turno da noite não conta? – interrompe, rindo de minha expressão surpresa – O quê? Pensou que ninguém soubesse que andou dando uns pegas nela antes de ficar com a Samantha!? A própria Sam se encarregou de avisar a garota, depois que começaram a ficar, que você tinha dona! – revela.

—Oi?? Como assim... — questiono, confuso.

—Isso não vem ao caso – diz, sacudindo as mãos – A verdade é : você meio que pulou de uma relação para outra sem intervalo – recomeça – Isto sem contar que se interessou por Dione/Sarah enquanto ainda estava envolvido com Robin, ou estou errado? – questiona.

—Mais ou menos – admito a contragosto – Tinha pedido um tempo a Robin.

—Ok, mas ninguém sabia disso – relembra – Na verdade, acho que este deve ser o real motivo para Sarah não ter admitido ser a dançarina: insegurança em relação ao futuro – pontua.

—Por quê? Por acaso ela acha que se terminarmos vou expô-la diante de todos? – questiono – Não acredito que tenha tão péssima impressão a meu respeito!

—Também não acredito nisso – diz, olhando em volta – Já pensou que ela pode apenas sentir-se envergonhada pelo que faz em suas folgas e finais de semana? Aliás, como ela consegue? Trabalha de segunda a sexta, sai daqui direto para a boate, presumo, dança até a madrugada ou mais... E ainda encontra tempo para estudar os casos, se dedicar a profissão, cuidar de casa e de si mesma.... Quando essa garota descansa Senhor!? – teoriza – Olha, juro que se houver reencarnação quero nascer mulher! Só de pensar em fazer tudo isto cansei.

—Pode ser – concordo, refletindo sobre tudo que dissera –Mas não deveria se envergonhar. Não faz nada demais lá.... Quero dizer, só dança, não transa com os clientes ...E só começou por necessidade, depois que o pai morreu e a mãe não pôde continuar a ajudá-la financeiramente.

—Isso no mundo encantado do Connor, né não? – ironiza, completando sem me dar chance rebater – Na vida real, sabe muito bem que poderia ser demitida caso a direção do hospital soubesse desse segundo emprego. Isto sem contar o constrangimento que passaria diante do quadro de médicos e funcionários – alerta – Junte a isto o fato de agora estar envolvida com o príncipe herdeiro do império Rhodes e terá uma excelente razão para ficar quietinha aguardando o desenrolar dos acontecimentos!

—Dá pra parar de me chamar assim! – resmungo, atirando uma bola de papel em seu rosto, levando o indicador a meus lábios ao ver April se aproximar.

—Doutor Rhodes, doutor Charles o aguarda – avisa.

—Já? Por que não me bipou!? – indago, pegando o celular, xingando ao vê-lo descarregado.

—Por isso! – April diz, sorrindo divertida – Natalie está lhe procurando Will, e está com cara de poucos amigos! – alerta.

—Nesse caso vou até o laboratório verificar o resultado de alguns exames – avisa, tomando o ultimo gole de seu suco, levantando rápido.

—Fujão! – provoco-o, recebendo um gesto nada educado em resposta.

Enquanto caminho em direção a sala de Daniel, reflito mais uma vez sobre tudo que Will disse, reconhecendo a validade de seus argumentos, pensando se não deveria ser eu a abrir o jogo com Sarah a respeito da boate.

Ao sair do elevador, vejo-a acompanhada por Ethan, sorrindo daquele jeito doce que me encantou e me dou conta que foi exatamente esse sorriso que chamou minha atenção na boate. O sorriso, não apenas o corpo revelado pela transparência da roupa. O sorriso e os olhos cor de mel, tão doces quanto o sorriso...

—Por isso a sensação de que a conhecia desde o primeiro momento! –relembro, chegando a uma conclusão assustadora – Era ela! O tempo todo era ela! – concluo, prendendo o ar quando se aproxima ainda acompanhada por Ethan, um filme passando em minha mente, lembranças de todos os momentos em que nos vimos pelos corredores, de trabalharmos juntos, a começar do primeiro dia quando a vi, o olhar perdido em meio ao tumulto da chegada das vítimas do acidente com o metrô no qual eu mesmo estive envolvido...

—Connor, bom te ver – Ethan cumprimenta, tocando meu ombro, tirando-me do transe – Não estava aqui quando chegaram, mas soube que foi uma recepção de gala! – brinca, entrando no elevador junto com Sarah.

—Foi – sopro, seguindo-a com o olhar, respondendo ao aceno de Ethan mecanicamente, permanecendo parado feito um bobo após as portas fecharem, voltando-me lentamente, seguindo para a sala de Daniel, batendo antes de entrar.

—Doutor Rhodes, estava a sua espera. Sente-se – convida e o faço – O que houve? Sente-se bem? – questiona, me fazendo olhar seu rosto.

—Eu sou um idiota! – declaro.

—Bem-vindo ao clube! – exclama, sorrindo calmamente – Agora me diga, porque chegou a essa conclusão? — pergunta, juntando as mãos, dedos entrelaçados, me observando atentamente.

—É complicado... Envolve Sam, Robin... – paro, escolhendo as palavras que diria a seguir – Não fui honesto com elas – afirmo – Não tenho sido honesto comigo mesmo para ser franco– prossigo – Me envolvi com outras pessoas quando na verdade queria me envolver apenas com uma...

—Sarah – se antecipa, me surpreendendo – E não, não está na cara, ou melhor, não estava até esse incidente infeliz, por assim dizer – continua recostando-se – Quando descobriu que está apaixonado pela doutora Reese? – pergunta, direto.

—Honestamente não sei – respondo igualmente direto – Acho que... de alguma forma, sempre soube... Sentia-me atraído por ela, mas não dei atenção. Pensei tratar-se apenas de carinho, amizade, não julguei ser algo mais que isso entende!? – encaro-o, aflito – Me desculpe – peço – Desculpe pela Robin. Não quis magoá-la em momento algum.

—Sei disso meu caro– afirma, tranquilo.

—Como foi que entrei nesse assunto? Deveria estar falando sobre o que aconteceu? – indago, mais confuso.

—E está já que foi esse sentimento a levá-lo esperar por ela aquela noite, quando a viu na boate – diz, arqueando uma sobrancelha – Soube que Sarah estaria lá ou foi por causa da tal dançarina que David falou?

As duas coisas! penso mas não verbalizo, escolhendo outro caminho menos perigoso – Fui tentar relaxar um pouco. Tinha... discutido com a Reese por conta de Hank Voight... A beijei a força – revelo, sem graça – Tentei pedir desculpas, mas ela me evitou o restante da noite. Nem Maggie conseguiu-nos pôr em contato – relembro – Quando a vi lá, resolvi aproveitar a oportunidade... — me calo, as lembranças daquela madrugada vinda à tona com uma força inesperada.

Deixo meu corpo “cair” no sofá, sentindo a sensação de pânico ao ver aquele homem debruçado sobre Sarah me invadir novamente. Como em um flash, as cenas surgem a minha frente com riqueza de detalhes...

—Doutor Rhodes, o que está vendo? Onde está? – a voz de Daniel me vem de longe.

—Estou caminhando para meu caro... Destravo a porta ao me aproximar... Minha mão está no trinco, mas não abro... Um som abafado chama minha atenção... Me volto a procura...Travo o carro novamente seguindo o som cada vez mais perto e fraco ao mesmo tempo...

—Está indo em direção ao terreno baldio? – estimula-me prosseguir.

—Sim

—E o que vê?

—Uma garota deitada, inerte, o rosto virado em uma posição estranha, ao seu lado um homem parcialmente erguido, usando-o para prender alguém contra o chão, suas mãos se movimentam... ouço o estalo de uma bofetada forte.. “Vadia! Vai ganhar o mesmo tratamento de sua amiguinha! Vadia! São todas vadias!”— a voz gutural ecoa em minha mente — Sarah! – sopro seu nome em um gemido baixo – Ele está sobre Sarah, batendo, tentando... — fecho os olhos, cerrando o punho – Avanço sobre ele, arrancando-o de cima dela...Lutamos por um tempo até que o deixo desacordado... Volto-me a procura de Sarah ...Ela está chorando abraçando a garota...Me aproximo...Ela se assusta, tenta me ferir, arranha meu pescoço... – levo a mão ao local – Quando finalmente me reconhece, me abraça, chorando, pedindo que ajudasse a garota... Mas ela já está morta...Tiro minha jaqueta... Faço-a vestir....

—E depois? – instiga-me.

—Sinto um braço em meu pescoço... Sarah grita... Um outro homem aparece... Começamos a lutar quando sinto algo furar meu pescoço... “ Fuja! Sarah, fuja! Sai daqui agora! VÁ AGORA! “ ... vejo-a levantar e sair correndo antes que o primeiro homem pudesse detê-la – faço outra pausa tentando organizar as lembranças, agora abstratas e confusas... “Deveria preocupar-se com sua vida e não com uma qualquer! Vai pagar caro por ter-se metido onde não foi chamado doutorzinho! Nem toda fortuna de seu pai vai poder salvá-lo”...- Ele me conhece! Conhece meu pai

—Ele quem Connor? — Daniel me pergunta.

—O segundo homem! O que me... — uma nova lembrança me vem à mente junto com a sensação de náusea – Preciso ir ao banheiro – levanto, saindo rápido, me chocando com alguém na passagem, correndo até o banheiro mais próximo, vomitando até não sentir mais nada em meu estomago.

—Connor? – David chama.

—Aqui – falo, escutando seus passos se aproximarem.

— O que está sentindo? – pergunta, preocupado.

—Asco, raiva, revolta, humilhação, tudo junto! – exclamo, levantando do chão, indo até a pia lavar minha boca – Aqueles homens me...- paro, socando a pia – Eles me masturbaram! – digo entre dentes.

—Nós sabemos – doutor Charles diz, entregando-me uma tolha de papel.

—Como assim nós sabemos? Nós quem? – questiono, olhando –os alternadamente.

—Eu , David e doutor Halstead – enumera – E antes que queria nos matar, escute o que temos a dizer – pede, recostando-se no balcão – Como deve saber, o especialista da inteligência precisou aproximar as imagens o máximo que podia para tentar visualizar o rosto do tal sujeito que te atacou..

—Esqueceu de incluir toda a equipe do Voight em sua lista! – interrompo-o, controlando minha raiva – Por que ninguém me falou nada?

—Porque é sempre melhor que a vitima lembre por conta própria – Daniel diz, me encarando – Fique claro uma coisa: nenhum de nós, eu, David ou Will, chegamos a ver esse vídeo – frisa – Hank nos procurou, nos falou sobre o conteúdo do mesmo a fim de que nos preparássemos para ajudá-lo quando lembrasse – assegura — Connor, tudo que aconteceu foi alheio a sua vontade...

—O que não diminui meu mal estar em nada – digo, baixando a cabeça, minhas mãos apoiadas no balcão – Foi assim que meu sêmen foi parar no corpo de Isabela?

—Foi – David confirma – Da mesma forma, arranharam seu rosto usando a mão dela para deixar sua pele sob as unhas – completa.

—Pelo menos sei que não estou ficando maluco nem sou necrófilo ! – ironizo, escutando o paiger de David tocar – Cirurgia? – pergunto.

—Sim – confirma – Esperava contar com sua presença mas...

—E vai – o interrompo, abrindo a torneira, juntando minhas mãos embaixo do fluxo de água, enchendo-as, jogando sobre meu rosto e cabeça – Vamos? – chamo, enxugando-me com papel toalha.

—Tem certeza? Não preferia descansar um pouco e retomar mais tarde? – David sugere.

—Já descansei demais! Neste momento preciso ocupar minha mente – declaro, sinalizando aos dois que podíamos sair, respirando fundo antes de segui-los.

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Molly’s (23:45 p.m)

Narrador

—Deixa ver se entendi bem: além de não contar que é Dione ainda brigou com o Connor? – Leslie Shay questiona, encarando Sarah, vendo-a confirmar com um aceno .

—Sério? – Julyanna, e Sylvie perguntam ao mesmo tempo.

—Ele não cumpriu com o combinado! – justifica-se a médica, tomando o restante de seu vinho, sinalizando para Otis trazer outra taça.

—Que se dane o combinado! – Aline braveja, espalmando as mãos sobre a mesa – Perdeu o juízo por acaso? Ou já se cansou do gostosão e ta querendo jogá-lo fora?

—Oh, se for o caso, avisa que vou encomendar uma lata de lixo tamanho família pra você jogar ele lá dentro viu!? – Julyanna declara, sorrindo marotamente enquanto sorve seu drink pelo canudo.

—Bela amiga você hein?! – Sarah bufa, segurando a nova taça com força exagerada, quase derramando o conteúdo.

—Opa, cuidado Sarah –Otis recomenda – Não seria melhor para por hoje? – sugere, erguendo as mãos diante do olhar assassino que recebe.

—Liga não fofinho, ela ta estressada porque brigou como gato! – Julyanna explica, levando um discreto beliscão de Sylvie por baixo da mesa – Aii!!

—Fofinho? Eu? – Otis, indaga, voltando para trás do balcão sorridente.

—Deixa eu te contar uma coisa sobre este lugar July – Sylvie sibila, forçando a garota a se inclinar – Os donos são nossos companheiros de trabalho, todos os frequentadores... Todos! – frisa, girando o indicador – Se conhecem ou do departamento de polícia, ou de bombeiros, da promotoria ou do Med!

—Portanto, flor, tenha cuidado com o que diz ou te parto ao meio estamos entendidas?! – Leslie ameaça.

—E porque não me disseram logo?- resmunga a morena, sentando-se acuada, fazendo bico.

—Porque esquecemos que, ao contrário do que parecia, você fala mais do que a boca algumas vezes – Aline diz, voltando-se para Sarah – Retomando: perdeu o juízo ou já cansou dele?

—Nenhuma coisa nem outra – suspira ela, deslizando o dedo pela borda da taça – Só não me sinto segura para me abrir com ele.

—Vocês jantaram, trocaram algumas confidências, pelo que nos contou, já dormiram juntos duas vezes...Jura que não sente-se segura o suficiente para falar sobre a boate?? – Aline questiona.

—Pois trate de achar essa segurança em algum lugar se pretende continuar a tê-lo em sua cama! Mais dia menos dia terá que se abrir! – Leslie pontua, continuando sem dar-lhe chance contestar – Essa semana não porque a boate está fechada ...

—Mas vamos ensaiar na quarta – July relembra.

—Ou seja, caso tenham feito as pazes, pode ir tratando e arrumar uma desculpa convincente! – Sylvie alerta.

—Não preciso porque ele dará plantão na quarta para começar a repor as horas perdidas – informa, pedindo outra bebida – Além disso, duvido que façamos as pazes!

_Por que não fariam? – Aline indaga.

—Porque me evitou o dia interior e quando estivemos juntos durante um atendimento, mal me olhou, falando apenas o necessário – revela, pegando a bebida– Otis, poderia me trazer a garrafa? Assim evita esse vai e vem a menos que esteja flertando com alguém da mesa!

—Ok, é oficial! Você parou de beber por hoje! – Aline decreta, tentando tirar a taça de suas mãos – Sarah, falo sério, me dá isso aqui! – pede, levantando-se.

—Posso ajudar? – Kelly Severide pergunta, aproveitando-se da surpresa para retirar a taça das mãos da médica.

—Devolve Kelly – Sarah pede, irritando-se ao vê-lo sorrir, piscando para Aline.

—Não senhora! Ouvi quando sua amiga disse que era hora de parar – diz, erguendo o braço com a taça acima da cabeça, rindo juntamente com as garotas e Otis ao vê-la pular tentando alcançar a mesma, chocando-se com o corpo do bombeiro que a segura pela cintura evitando que caísse.

_Interrompo algo? – Connor pergunta, a voz fria como aço, sobressaltando-a.

—Doutor Rhodes – sopra, a face vermelha, afastando-se do bombeiro.

—Connor, bom te ver! Como está? – Kelly cumprimenta, animado – Estava ajudando a manter nossa amiga aqui sóbria – completa, assustando-se ao sentir a taça ser retirada de sua mão –Uou! Devagar Sarah ou vai acabar ficando zonza! – alerta ao vê-la tomar o conteúdo de uma vez.

—Vou indo meninas – Sarah visa, pondo a bolsa no ombro – Nos vemos outro dia – despede-se – Licença! – pede, passando apressada entre Kelly, Connor, Otis e Will.

—Espera, te levo em casa – Leslie levanta-se, pegando sua bolsa.

—Eu levo! – Connor adianta-se , dando as costas ao grupo, seguindo-a.

—Ops, She did it again!! – Julyanna cantarola, mordendo o canudo de sua bebida.

—Tá mais para “ You drive me crazy... – Severide canta, rindo divertido.

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Play (You Drive Me) Crazy — Britney Spears

“ Baby, I’m so into you;

You’ve got that something, what can I do?

Baby, you spin me around, oh;

The earth is movin, but I can’t feel the ground;

Everytime you look at me;

My heart is jumpin , it’s easy to see…”

Connor

Saio do bar apressado atrás de Sarah sem me importa com as pessoas ao redor muito menos com a chuva que começara a cair mansamente.

—Sarah, espere! – peço, aumentando o passo para não perde-la de vista – Sarah, espere! – repito, falando mais alto – SARAH, PARE! – grito fazendo-a estancar, voltando-se para mim.

—Não precisa gritar, não sou surda! – bufa quando paro a sua frente.

—Pois pareceu! – rebato encarando-a – Onde pensa que vai sozinha, a esta hora?

—Para casa. Aonde mais iria!? – responde, virando-me as costas.

—Me diz você! Aonde vai após sair do trabalho a noite!? – provoco, seguindo-a de perto.

—Se quer dizer alguma coisa doutor seja direto, por favor. Odeio indiretas!– exclama, aumentando o passo.

—Sério? Não parece já que vive escapando pela tangente especialmente quando o assunto envolve sentimentos! – rebato.

—Olha só quem fala! O garanhão pegador do Med! Não consegue ver sua cama vazia! Trata logo de pôr alguém em cima dela, embaixo de você! – acusa, acenando para um taxi.

—Não se queixou nem hesitou em ficar embaixo de mim na Sua cama – devolvo, fechando a porta do carro que parara – Ela não vai! – digo, batendo no teto, escutando o xingamento do motorista.

—Como se tivesse me dado chance de escolher! – devolve, acenando para outro taxi, me xingando quando não o deixo parar – Pare com isso, quero ir embora!

—Você vai...Comigo – decreto, segurando-a pelo braço.

—Não quero ir com você! Solte-me! – reclama, batendo em meu braço – Connor pare! – pede, socando minhas costas.

—Prefere seu amigo bombeiro!? – rosno, ignoro seus protestos conduzindo-a até meu carro, ambos ensopados pela chuva que aumentara consideravelmente.

Faço-a entrar, travando as portas enquanto dou a volta assumindo o banco do motorista.

—Estúpido, idiota! – xinga, socando meu ombro, espirrando água – Abra essa porta agora! – ordena.

—Não! Não vou deixá-la sozinha no meio dessa enxurrada a essa hora da noite – argumento – Precisamos conversar – completo dando partida no carro.

—Não quero conversar com você! – fala entre soluços, fazendo-me voltar o rosto em sua direção – Não quero mais brigar!

—Também não quero Sarah – afirmo, desligando o motor – Não quero brigar, quero conversar, me entender de uma vez por todas com você – levo minha mão a seu rosto, enxugando uma lágrima com o polegar, massageando a bochecha – Não chore por favor, não quis te magoar.

—Mas magoou! – acusa, me encarando na semiescuridão do interior de meu carro, fungando.

—Eu não.... Não foi minha intenção! – exclamo, passando as mãos pelo cabelo – Quando te vi agarrada ao Kelly...

—Não estava agarrada a ninguém seu estupido, idiota! Ele me segurou para evitar que caísse – explica, socando meu ombro novamente – Como espera que confie em você a ponto de lhe contar minha vida se não confia em mim? – questiona, soluçando.

—Eu confio! Só que...- paro, esmurrando o volante – Você me tira do sério! – exclamo, voltando-me para ela mais uma vez.

—Digo o mesmo! – assegura, sustentando meu olhar por um longo tempo.

Não sei precisar em que momento aconteceu, mas, quando dei por mim, Sarah estava sentada em meu colo, beijando-me avidamente.....

“....You drive me crazy, I just can’t sleep;

I’m so excited, I’m in too deep;

Oh,oh,oh, Crazy, but it’s feels alright!

Baby, thinking of you keeps me up all night!...”

Correspondo com a mesma intensidade, minha mão em sua nuca segurando uma mecha de cabelo, puxando-a, minha língua insinuando-se, pedindo passagem para explorar sua boca, aprofundando o beijo, cessando-o quando sentimos necessidade de ar..

—Está me enlouquecendo Sarah! – sussurro junto pele sensível de seu pescoço, deslizando meus lábios, alcançando seu queixo enquanto minhas mãos abrem os botões de sua blusa, insinuando-se sob o tecido, acariciando os seios, fazendo-a gemer...

“... Tell me, you’re so into me?

That i’m the only one you will see;

Tell me i’m not in the blue, oh;

That I’m not wasting my feelings on you;

Everytime I look at you;

My heart is jumpin, what can I do?...”

O som de uma buzina nos desperta, chamando-nos de volta a realidade.

Sem pressa, afasto meus lábios de seu corpo, mantendo-a sentada em meu colo, nossos olhos presos um ao outro, aguardando nossa respiração se normalizar, trocando um beijo rápido antes de ajudá-la a sair de meu colo.

—Vamos embora antes que o pouco de sanidade que recuperamos se esvaia e acabemos fazendo amor no meio da rua! – declaro, dando partida novamente, pondo o cinto, vendo seu sorriso maroto pelo canto do olho enquanto faz o mesmo– E ainda precisamos conversar...em algum momento – penso, acelerando...

Continua...

“Oh, yeah, yeah, you drive me crazy!; Sing it (crazy)..Yeah;

You drive me crazy, baby! Exited! I’m in too deep, oh,oh,oh;

You drive me crazy, I just can’t sleep;

I’m so excited, i’m in too deep;

Oh,oh, oh, Crazy!

But it feels allright!

Baby thinkin of you keeps me all night..”



Notas finais
Kisses flowers!!