{Hiatus} What The Hell Is A Hufflepuff?
6 Capítulo 5 - Aquele com o encontro meio arruinado
Notas iniciais
Mal sabia eu que James e Fred não estavam ganhando uma concorrente e sim uma parceira de crime.
Segui os dois meninos até um corredor longe do salão principal. Nós três paramos, ofegantes, eu quase não conseguia respirar de tanto que tinha corrido. James deu um sorriso maroto para o primo.
- Bom trabalho — Disseram os dois ao mesmo tempo enquanto um batia na mão do outro.
Só aí eles me notaram. Eu continuava com a cabeça baixa, quase morrendo sem respirar. Fred olhou para mim, cutucou James, que ainda estava olhando distraidamente para o chão.
- Ah! — Gritou James, colocando a mão no coração, dramaticamente. — De onde você surgiu, criatura?
- Para de ser mal educado com a menina, James! — Disse Fred, com um sorriso malicioso. — Qual seu nome, bonitinha?
Ok, controlei a vontade de dar um soco no Fred por ter me chamado de bonitinha e tratei de me apresentar.
- Rebecca di Roy.
Eles me olharam confusos, perguntando-se oque eu queria com eles, porque eu teria os seguido até ali. Continuaram me olhando enquanto eu voltava a respirar normalmente e tentava em vão arrumar meu cabelo que tinha piorado pela pequena corrida até ali.
Eu nem sabia o que dizer para eles, ou como explicar o meu plano. Tudo parecia tão rídiculo ali, perto dos dois meninos.
- Ouvi dizer que vocês são os novos marotos. — James exibiu um sorriso convencido, evitei revirar os olhos. Os Potters são todos iguais. — Acho que vocês podem me ajudar.
Os dois meninos olharam ao redor, certificando que não tinha mais ninguém naquele corredor, como se oque eu estava prestes a dizer fosse algo secreto e muito importante. Então eles se juntaram mais, me olhando com curiosidade.
Contei a eles oque eu queria, meu plano de fazer pegadinhas na escola e tudo mais. Eles me olharam perplexos por alguns segundos e começaram a rir. Fred riu tanto que ficou vermelho.
Como se eu não soubesse de um jeito para fazê-los aceitar minha oferta.
- Vamos lá! — Pedi, fazendo uma cara de gatinho do shrek. — Não tem mais ninguém aqui na escola para me ajudar com algo desse tipo.
- Por que nós te ajudariamos? — Perguntou James.
Dei de ombros, mas logo arranjei uma resposta e tive certeza que depois daquilo eu conseguiria convencê-los.
- Porque não há ninguém melhor que os novos marotos...
E com essa frase eles aceitaram me ajudar. É claro, um simples elogio, mas alimentei muito bem o ego dos dois e era exatamente disso que precisava. Fora mais fácil do que eu tinha imaginado e eu já estava pronta para sair tacando bombas-de-bosta na cabeça dos sonserinos ou qualquer outra coisa do tipo.
- Certo, mas se nós vamos mesmo te ajudar, vou fazer questão de que nossa aprendiz seja a melhor, entendeu bem?
Concordei, com um sorriso. Eu ia ser a melhor nova marota que Hogwarts já teve a honra de possuir. Eu já tinha até uma vitíma em mente.
- Então, vamos. Temos muito trabalho a fazer.
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Lea não parava de falar sobre Natan. Até cheguei a pensar que ela agora fazia parte de uma dessas meninas que ficam agarradas nele. Mas isso não podia ser possível, já que eu estava praticamente sofrendo bullyng por ter aceitado o convite dele.
- Eu quero ver só o dia em que você vai aparecer com uma tatuagem. "Team Nate"! — Lea gritou no meio da aula de Herbologia. Professor Neville olhou para nós com os olhos estreitos.
Revirei os olhos. Por que eu fui escolher uma amiga tão escandalosa, Oh Merlin. Agora ela tentava imitar minha voz, como se estivesse torcendo por ele em jogo de quadribol. Aí eu lembrei do teste para apanhadora. Sinceramente, eu estava mais animada para o encontro por que tinha esperanças de que ele me dissesse o resultado do teste. Eu queria muito entrar para o time.
Lea prometera arranjar uma roupa bem bonita para mim. Bem, pelo menos alguém estava animada para ir nesse encontro pelas razões certas.
Sobre os marotos, eu tinha aprendido bastante essa semana. Apesar da mania irritante de Fred, de ficar me chamando de "pequeno gafanhoto", as duas únicas aulas que tive sobre marotagem (Merlin, isso é estranho) foram perto do lago. Eu já sabia como invadir o dormitório da Grifinória (Sabe-se lá por quê eles me ensinaram isso, já que os dois eram grifinórios. Mas podia ser útil), sabia como fazer pelos crescerem nas pessoas colocando poções especiais das Gemialidades Weasley (Esse truque eu usaria bastante, com toda a certeza). Mas eles disseram que o melhor ainda estava por vir. Eles me mostrariam algum objeto muito, muito importante para os marotos. Talvez Fred parasse de me chamar de "pequeno gafanhoto". Ou talvez eu nem quisesse que ele parasse de me chamar assim, talvez eu até achasse fofo.
O dia do passeio a Hogsmeade não demorou. Eu tive a semana toda para pensar em uma roupa para o passeio com Nate que Lea chamava de encontro mas que não era um encontro. E agora, 40 minutos antes do horário combinado com Nate, eu ainda estava de pijama.
Por mim, eu iria de calça jeans e camiseta. Estava um frio dos infernos. Bom, não que isso realmente exista, digo, o frio dos infernos. O inferno deve ser quente. Pelo menos dizem que é quente. Bem, não importa. Meu cabelo estava arrumado e eu não tinha exagerado na maquiagem.
- Nada de olhos de Panda hoje, Becky — Falei, eu mesma, em frente ao espelho.
Alguém entrou no dormitório. Uma menina ruiva, baixinha. Ela devia ter uns 12 anos. Segurava alguma coisa. Eu era a única no dormitório.
- Sua amiga me pediu para te entregar isso aqui.
Olhei para os lados. Sim, obviamente a menina estava falando comigo. Peguei o embrulho de suas mãos gordinhas e ela correu para fora do dormitório como se eu fosse algum tipo de monstro.
- É. Bonitinho.
Era uma blusinha meio solta, verde água. Certo, então finalmente Lea tinha aceitado que eu iria de calça jeans ela querendo ou não. Era bem bonita e ficou bem com uma sapatilha, embora estragara toda a imagem Rebecca di Roy rebelde de Hogwarts que eu demorei uns... dias fazendo. Ok, nem imagem eu tinha ainda, mas ainda ia ter. Logo que entrasse no time de quadribol e derrubasse Alvo Potter da vassoura, fazendo a minha amada casa vencer o jogo.
Peguei um casaco de frio e saí do dormitório. Encontrei Nate já em Hogsmeade. É, eu tinha me atrasado um pouco, mas acho que ele não se importou. Acenei timidamente e andei até ele. Ele sorriu, retribui o sorriso, tentando esconder o fato de estar explodindo de ansiedade e nervosismo por dentro. Certo, foi a coisa mais clichê que eu já disse na minha vida, eu acho.
- Você está linda — Ele piscou para mim e sorriu.
- Tentei não ficar, mas é automático — Brinquei.
Entramos nos três vassouras, ele puxou a cadeira para mim, o que realmente não precisava. Eu sei puxar uma cadeira sozinha... certo, ele estava querendo ser um cavalheiro. Agora eu tinha entendido. Que bom que não ia dar meus ataques de orgulho feminino bem ali, no meio do Três vassouras e na frente de Nate.
Na minha opinião, aquilo estava sendo um desastre. Nós estavamos no três vassouras bebendo cerveija amanteigada e tudo mais, as coisas pareciam estar indo bem, tirando o fato que eu ficava corando, falando sem parar e rindo de tudo. Tudo mesmo.
Maldito nervosismo.
Natan fazia perguntas normais, falava sobre a vida dele e eu falava sobre a minha, tentando ao máximo não falar muito. Nascido trouxa como eu, começamos a falar sobre coisas "normais", digo... não-mágicas.
- Não foi estranho no primeiro ano em Hogwarts? Ficar longe de casa por tanto tempo...
- Não mais estranho do que descobrir que sou bruxa. — Respondi — Eu estudava eu uma escola interna, aliás. E você, aposto que era do grupo dos populares, como nos filmes americanos.
Ele riu e aí eu tive certeza que ele era exatamente aquele tipo de garoto de filmes americanos. Com aquele sorriso as meninas deviam beijar o chão que ele pisava. Eu até imaginava. Ok, a cena de Nate cantando e dançando em uma escola americana comum (A primeira escola americana comum que me veio á mente foi High School Musical). Claro, ele não estudava em uma escola americana, mas é quase isso.
- O que você quer dizer com garotos populares de filmes americanos?
- Ah, você sabe... franja de lado, sorriso, meio afeminado — Me calei de repente percebendo que tinha falado o que não devia. Eu só estava me inspirando em alguns desses ídolos teens, não em Nate. Eu não achava Nate afeminado, embora o cabelo dele parecesse ser mais bem cuidado que o meu.
Tava demorando para eu falar merda.
Graças á Merlin, ele pensou que fosse uma piada. Se fingiu ofendido, e eu ri, confirmando que estava só querendo ver sua reação. Ele riu e nós continuamos a conversa normalmente. Até que estava sendo mais divertido do que eu pensei. Por um momento, esqueci o teste para apanhadora.
Nós conversamos por mais um tempo até sairmos, ainda não estava na hora de voltar para Hogwarts, decidimos dar uma volta por aí. Estávamos em silêncio (Sabe como é, para não falar besteira, melhor ficar em silêncio) até ele começar a cantar baixinho uma música. Pensei conhecer a melodia e decidi perguntar.
- Que música é essa?
- Música?
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa vi Hugo e Lily Potter andando por aí e acenei amigavelmente para o ruivo, o que eu não deveria ter feito. Lily pareceu ficar irritada. Bem na nossa frente, um casal — eu presumi que eles fossem um casal, pois pareciam estar tendo uma discussão. Aí percebi que eram Rose Weasley e Scorpius Malfoy. Alvo Potter parecia estar assistindo a briga dos dois com prazer, como se estivesse sentindo falta de um pouco de pipoca enquanto prestava atenção na discussão. Um sorriso idiota no rosto como se estivesse apostando em quem iria ganhar.
O trio estava ocupando a passagem inteira da rua estreira, então achamos melhor não entrarmos na briga — Rose Weasley tem uma fama de irritadinha e eu não queria levar uns tapas dela. E eu também não queria ter que passar por perto do Potter, mas não disse isso para Nate.
Nate me puxou para um canto mais afastado. Era meio escuro. O lugar perfeito para pedófilos e tarados. Ótimo. Paramos bem ali.
"Me encontre perto da casa dos gritos, agora.
Alvo Lindo e Gostoso Potter"
Revirei os olhos. Avisei Natan que tinha que ir em um lugar e já voltava, e simplesmente saí correndo para a casa dos gritos. Como se o que o Potter queria comigo fosse muito importante.
O encontrei encostado em uma pedra, observando a casa dos gritos. Nunca tive muito medo daquele lugar, por alguma razão, me parecia uma casa comum, talvez um pouco acabada, mas comum. Pensei em lhe dar um susto, mas desisti assim que pisei em um galho seco e ele se virou, percebendo minha presença. Um sorriso de ironia surgiu em seu rosto.
- Pronta para treinar? — Perguntou. Por um momento, ele deu um sorriso maníaco e então apontou a varinha para mim.
Olhei da varinha para ele, fazendo a cara mais confusa que pude.
- Você tem algum problema, Potter?
- Pensei que queria aprender aqueles feitiços não-verbais antes da aula de DCAT.
- Você disse que iriamos treinar amanhã, na sala precisa — Rosnei. Se bem que "rosnar" não é um verbo muito legal para me referir a minha fala, mas ok. — E não durante meu...
- Seu encontro com o McGregory? — Ele perguntou.
Por uns poucos — poucos mesmo — segundos eu cheguei a pensar que talvez, só talvez, Potter estivesse com ciúmes de mim. O que não fazia sentido nenhum, já que ele me odeia, eu o odeio, o ódio bate e volta... Merlin, "bate e volta" é coisa de rede-social trouxa. Vou parar de falar assim.
O ódio é reciproco, ou seja, ele não tem motivo nenhum para ter ciúmes de mim.
Certo, ódio é uma palavra forte, eu sei. Digamos que nós não nos entendemos, e eu odeio as brincadeirinhas que ele faz. Não tem graça nenhuma, ele é uma criancinha. Nunca vi alguém mais infantil que ele!
Olhei para a cara dele por mais alguns segundos, me perguntando onde Ginny Weasley e Harry Potter tinham errado. Me virei e saí andando, de volta para onde tinha deixado Natan me esperando. Céus... ele deve ter ficado realmente chateado.
Achei ter ouvido um "Até hoje a noite, Oompa-loompa", mas talvez tenha sido só minha imaginação.
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