[Hiatus] Sweet Dreams
1 Parte I
Notas iniciais
Tive essa ideia mais levezinha e não resisti, precisei escrever. Minha cabeça ia acabar explodindo com o drama de It's too cold outside rs Aos leitores de lá, não se preocupem, lá continua sendo minha prioridade. Eu só tenho uma doença muito grave que não me deixa escrever alguma coisa sem postar. É complicado rs
Bom, espero que gostem dessa aqui também!
Acho que não vai ser muito grande não. Pelo menos eu espero que não :p
Kurt tomava banho enquanto Rachel o esperava, no quarto dele, para que começassem sua rotina de toda sexta-feira: assistir a musicais e cantar seus números fazendo as performances. Pareciam dois malucos, mas aquilo os divertia mais do que qualquer outra distração. Eles eram melhores amigos há bastante tempo e só quebravam a tradição de sexta no caso de emergências, ao contrário, não haveria desculpas. Mas, de toda forma, pensavam praticamente com a mesma cabeça, então nunca tiveram problemas com aquilo.
Rachel estava mexendo no seu celular aleatoriamente para que o tempo passasse mais depressa, quando escutou a voz dele vindo do corredor. Sentiu seu coração pular na garganta.
Kurt tinha um irmão de consideração, por quem ela era secretamente apaixonada, Finn Hudson. Ele era o típico quarterback, então Rach jamais tivera esperanças reais de que ele a olhasse da forma como ela gostaria. Eles nem ao menos se falavam na escola. Quando ele a via por lá fazia questão de virar o rosto, para fingir que não a tinha visto. Mas ela sabia que o motivo real era não prejudicar sua popularidade, não era nada pessoal. Quando ela estava na casa dele e os dois se esbarravam por acaso, ele sempre a cumprimentava. Até conversavam quando era o caso.
Rachel abriu uma pequena fresta da porta para espiar e avistou Finn no final do corredor conversando com seu amigo Puck. Eles pareciam discutir, mas ela não prestava atenção, pois já estava nas nuvens só de olhar para Finn. Ela não podia enxergar os detalhes de seu rosto daquela distância, mas já os conhecia de cor. Fechou a porta, encostou as costas nela e escorregou até o chão. Fechou os olhos e se imaginou primeiramente beijando a testa de Finn, depois a ponta de seu nariz. Então desceu para as bochechas, demorando em cada uma delas enquanto arranhava de leve a nuca dele. Por fim juntou seus lábios e pôde sentir todo seu corpo se arrepiar. Seu coração começara a bater mais forte e um pequeno calor tomara conta de suas têmporas.
Mas de repente escutou a campainha ser tocada várias vezes e foi resgatada de seus devaneios. Abriu novamente a fresta da porta para espiar. Escutou mais vozes, eles não estavam mais sozinhos. Para falar a verdade eles estavam acompanhados de muitas pessoas e pelo o que Rachel notara, não parava de chegar alunos do McKinley High School. Percebeu logo que se tratava de uma festa. Carole e Burt haviam viajado. Passariam o final de semana na casa de campo deles para espairecer e esquecer um pouco os problemas do trabalho de Burt, que era político e enfrentava muita dor de cabeça.
Rach escutou passos se aproximando da porta e a fechou rapidamente. Ela sabia que Kurt ficaria uma fera. Sempre que o pai viajava com a esposa, deixava a casa em sua responsabilidade por sempre ter sido um garoto centrado. Provando essa qualidade, ele saiu do seu banheiro já querendo saber o motivo de todo aquele barulho. Rachel sorriu sem jeito, com medo da reação do amigo.
“Então...” Fez uma pausa. “Acho que seu irmão está dando uma festa”.
Kurt arregalou os olhos antes de perder a cabeça e correr atrás de seu irmão a passos firmes. Rach o acompanhou para impedi-lo de, quiçá, quebrar um vaso na cabeça de Finn.
Assim que o encontraram, Kurt começou um discurso interminável de como ele era irresponsável e que precisaria acabar com aquilo o mais rápido possível, pois não poderia levar a culpa se aquela festa perdesse o controle. Puck, que também ouvia o pequeno surto, ria.
Finn notou a presença de Rachel minutos depois e a olhou. Ele a pegou no flagra, em cheio, olhando para ele. Sorriu tímida pelo grave que dera e ele devolveu-lhe o gesto com seu famoso sorriso torto. Ela ficou extremamente sem graça. Finn perguntou baixinho, Rachel teve de fazer leitura labial, se ela estava bem. Ela assentiu, balançando a cabeça afirmativamente.
Quando ela menos notara, por estar distraída pela beleza de Finn, que já não mais a olhava, Kurt foi carregado no colo por Puck. O grandalhão o levou de volta para o quarto. Hummel se sacudia todo e fazia escândalo, a amiga não conseguiu conter a risada.
Rachel entrou também no quarto, depois que Puck saíra. Ainda estava risonha, então logo levou uma encarada grosseira de Kurt. Ele estava preocupado, achando que aquela festa poderia dar algum problema. Era provável. Mas de toda forma não havia nada que pudesse ser feito, então Rachel o convenceu a prosseguirem com a programação habitual de sexta. Mesmo que ela estivesse morrendo de vontade de descer para a festa, não admitira para Kurt e não teria coragem de aparecer de penetra.
“Eu vi”.
Kurt falou no meio de uma cena de Chicago, surpreendendo a amiga. Ela não sabia do que ele estava falando. Franziu o cenho e perguntou o que ele queria dizer, já que estava com uma expressão que ela não conseguia decifrar.
“Você babando pelo Finn” Ele soltou uma risadinha.
Rach automaticamente corou. Tentou negar, mas já era tarde demais.
“Para de fingir que não sente nada por ele, Rach. É muito óbvio!” Ela apenas o encarou enquanto ele ria da bobeira da amiga. Rachel estava ficando vermelha de tanta vergonha. “Eu sempre soube, mas esperei o máximo que consegui para que você me contasse. Uma espera em vão, mas pelo menos eu tentei”.
Quanto mais Rach ficava sem jeito, mais Kurt se divertia. Ela colocou as mãos no rosto, pela vergonha. Realmente deveria ter contado para Kurt, isso é o que os melhores amigos fazem. Mas ela achava seu sentimento por Finn muito tolo, pois era apenas uma frustração em sua cabeça. Ela não se sentia especial o bastante para ele, não se sentia bonita o suficiente para ele. Para Rachel, ela era apenas uma pequena aberração que procurava seu lugar naquele mundo. Não ousaria falar sobre seu tão pretensioso sentimento.
“E eu com certeza prefiro você como cunhada do que aquelas garotas imorais que ele se envolve” Kurt fez cara de asco. “Você faria bem a ele”.
Rachel sentiu seu coração arder pensando naquela possibilidade, mas logo se entristeceu novamente por lembrar que aquilo nunca se tornaria realidade. Finn só levava líderes de torcida em encontros, só as mais bonitas. Ela não se achava qualificada.
Rach não quis que a vontade de chorar sequer chegasse, então olhou para a tevê e notou que já estava na sua cena favorita do filme. De repente levantou do chão em um pulo, colocou a mão na cintura e começou a dançar e a cantar como faziam no musical.
“You can like the life you’re living, you can live the life you like” Logo Kurt sorriu e assumiu sua posição ao seu lado. “You can even Marry Harry but mess around with Ike”.
“And that's good, isn't it grand, isn't it great, isn't it swell, isn't it fun, isn't it? But nothings stays” Cantaram juntos em alto e bom som, enquanto dançavam, naquele momento, de forma divertida e espontânea.
Quando de supetão a porta foi aberta e os dois soltaram um grito uníssono e ensurdecedor. Foi um baita susto, pois eles nunca eram interrompidos. Santana adentrou o quarto tampando os ouvidos e fazendo careta.
“Não sabia que a doce Hobbit e a Lady Hummel estavam fugindo da polícia!” Ela riu sozinha da própria piada, pois ninguém mais entendeu. “Vocês... Assustados por nada” Tentou explicar em vão, então deixou para lá.
“O que você está fazendo aqui, Santana? Você sabe que nossas sextas-feiras são sagradas!” Rach atacou a latina que aquela altura já estava sentada na cama.
“A não ser que aconteça alguma emergência” Sorriu maliciosamente. Rachel e Kurt mostraram que não sabiam do que ela estava falando, o que a fez revirar os olhos. “Que isso, gente? Está rolando uma puta festa aqui nessa mesma casa que vocês estão!” Ela os encarou esperando alguma euforia, que não veio. “Eu sei que vocês geralmente não curtem festas, mas seria bom variar de vez em quando, não acham?” Ela fez uma pausa, ainda esperando algum comentário. “E de toda forma vocês vão estar aqui, se estiver tão ruim assim vocês voltam para o maldito quarto!” Ela bufou. “¡Aquí nomas mis chicharrones truenan!” Falou rude.
Rachel e Kurt riram dos murmúrios em espanhol de Sant, mesmo sem entender nada. Ela conseguira os convencer. Kurt estava com medo, porém realmente precisavam de algo diferente, então no fundo estava feliz.
Rach tentou se arrumar com o que dava, mas não tinha esquecido tantas roupas assim naquela casa. No final estava praticamente da mesma maneira de quando não tinha feito esforço algum para melhorar sua aparência. Aquilo a deixara entristecida. Sant a analisava e ela realmente esperava que a amiga estivesse pensando em alguma solução. Rachel estava com uma calça jeans justa e uma blusa toda preta, lisa e simples. A latina pediu para Kurt pegar uma tesoura e pediu a blusa. Rach ficou com o coração na mão, pois amava aquela peça de roupa, mesmo que fosse completamente simples. De toda forma, entregou mesmo assim. Quando Sant terminou, ela só pôde sorrir. Santana cortou toda as costas em tiras horizontais e deixou o restou da roupa inteira. Ficou, com certeza, a blusa mais bonita que Rachel já tivera em sua vida. Vestiu novamente, dessa vez sem sutiã para que não aparecesse na parte de trás. E então Sant sentou a amiga na cadeira, soltou o cabelo dela, deu uma batida nele até que assumisse uma forma bonita. Depois fez uma maquiagem bastante leve, destacando levemente seus olhos. Quando Rachel se olhou no espelho sorriu imediatamente. Ela estava linda. E estava se achando linda, o que era raro. Abraçou sua amiga com força e a agradeceu.
“Ta, ta, ta. Só vamos descer logo, porque eu não vou aguentar perder mais nenhum minuto dessa festa”.
Rachel foi puxada pelo braço e fez o mesmo com Kurt.
Todos os olharam quando apareceram no quintal da casa dos Hummel-Hudson. Rach ficou envergonhada, mas decidiu assumir certa pose já que estava, de toda forma, indo contra todos seus padrões naquela noite.
Sant buscou bebidas para eles e Rachel sentiu medo, pois nunca havia bebido antes. Não tinha vergonha de ser certinha, mas também não tinha orgulho. Apenas era daquela maneira. Era costume. Decidiu encarar aquela aventura e pegou o copo da mão de Santana e ela sorriu, aprovando sua atitude. Kurt estava incerto, mas Rachel o encorajou.
Sem perceber seus olhos procuravam Finn, mas não o encontravam em lugar algum. Esforçou-se para não demonstrar o desânimo que a atingira ao pensar que ele estaria em seu quarto com alguma garota qualquer. Kurt a olhou, provavelmente lendo sua mente como um bom melhor amigo e se aproximou.
“Ele está na cozinha preparando drinks” Cochichou no seu ouvido. “Eu o vi quando fui dar uma pequena checada na casa” Riu de si mesmo ao final.
Sentiu alívio. Mesmo que aquele alívio não adiantasse muita coisa.
Rachel queria que ele visse o quanto ela estava bonita. Vários garotos da escola, inclusive dois que já haviam jogado raspadinha nela, jogaram péssimas cantadas e tentaram ficar com ela. Mas Rach não sentia vontade. Achava interessante a forma como Santana via a vida, como conseguia ficar com vários caras, na mesma noite, sem compromisso algum. Porém ela não conseguia ser assim. Rach tinha certeza de que a amiga estava aproveitando a festa mais do que ela, enquanto dava um amasso em Puck dentro da piscina. Mas nem coragem para entrar na piscina a noite e de roupa ela tinha, porque poderia pegar um resfriado. Riu da própria tolice. Porém não poderia mudar os fatos.
Foi atrás de mais bebida, porque seu copo estava chegando ao fim e ela apenas começara a sentir uma tontura engraçada, bem de leve, tentando bagunçar suas ideias. Mas no caminho foi puxada por alguém, que soube mais tarde ser Brittany, e jogada dentro de uma despensa. Não teve tempo nem de gritar, porque tudo acontecera muito rápido. Estava tudo escuro, então tentou tatear o desconhecido, mas acabou encontrando algo mais interessante.
Era um homem enorme. Ela estava tão confusa que demorou para processar tudo, e continuou tateando o peitoral do rapaz. Então ele riu e Rach automaticamente reconheceu quem estava a sua frente. Deu um passo para trás assustada, sentindo seu coração bater na garganta.
“O que é isso?” Perguntou afoita e Finn riu mais um pouco.
“Uma brincadeira estúpida que inventaram de fazer e me obrigaram a participar”. Estava muito escuro, ela só conseguia enxergar a sombra dele. “A gente vai ficar dez minutos trancados aqui dentro e você pode fazer absolutamente tudo o que quiser comigo. Eu tenho que ficar parado, apenas aceitando tudo o que você bem entender fazer”. Rachel engoliu em seco com aquela descoberta. “E então quando elas abrirem a porta você sai primeiro e se mistura com as outras pessoas da festa, porque eu vou ter que tentar te reconhecer. Sabe-se lá como” Riram. “Além de estar escuro, estou vendado, então não vou conseguir te ver mesmo quando a claridade lá de fora entrar pela porta”. Ele procurou algo atrás dele, logo encontrou uma cadeira e se sentou. “Bom, sou todo seu”. Disse em tom de piada.
Rachel tinha que pensar rápido, pois não era o tipo de garota que sabia o que fazer em uma situação como aquela e para completar estava desconsertada por ouvir a voz dele tão de perto e sentir seu cheiro invadir suas narinas. Virou o resto de bebida que havia no seu copo para tomar coragem e o jogou no chão.
Sem mais pensar, para não travar, tateou mais uma vez no escuro até encontrar os ombros dele, para ter uma direção, e sentou em seu colo de uma vez, com uma perna de cada lado. Finn deixou escapar um gemido, posto que Rach sentara diretamente em seu membro, sem essa intenção de início, e ele não estava esperando nenhuma atitude daquela. A respiração dela estava muito acelerada e seu coração, descompassado. Rachel nunca estivera tão perto daquela forma de um garoto e então estava de Finn, por pura ousadia dela. Mas ali no momento concluiu que já que tinha começado, não poderia simplesmente levantar e bancar a garotinha assustada. Ela iria interpretar a mulher fatal que não era, nunca fora, e ele jamais a descobriria.
Passou a mão pela nuca dele, subindo para a cabeça, despenteando o cabelo do garoto. Levou sua boca até a orelha dele e começou a beijá-la de leve. A respiração de Finn começara a ficar descompassada e a medida que a dela, batia em seu pescoço, os pelos daquela região se eriçavam. Rachel sentiu que poderia escorregar para o lado, então ajeitou-se melhor no colo de Finn, mas este feito fez com que ela pressionasse seus sexos por cima da roupa. Finn soltou outro gemido abafado. Rach começara a sentir embaixo dela que a excitação dele aumentara. Ela teve de se controlar muito para não ceder a instintos e perder completamente a razão. Colocou, com calma, uma mão na lateral da cabeça de Finn, a altura da orelha, enquanto a outra passeava por seu peitoral. Em seguida foi passando a boca pelo rosto dele. Passeou lentamente por sua testa, suas bochechas, por seu queixo, por seu nariz. E por fim, apenas ao redor de sua boca, porque não sabia se se atreveria a beijá-lo sem sua permissão, mesmo que fosse uma brincadeira. Começou a arranhar sua nuca de leve, como na fantasia que tivera naquele dia mais cedo.
E então, de supetão, Finn agarrou-a com um braço pela cintura e com uma mão guiou o rosto dela em direção ao seu, colando os lábios deles pela primeira vez. Rachel sentiu o mundo parar naquele momento. Depois reagiu, agarrou os cabelos dele com mais força e se entregou ao beijo. Eles tinham o encaixe perfeito. Até o ritmo era o mesmo. Aos poucos ambas respirações foram falhando, mas não conseguiam desgrudar seus lábios. Finn começou a se movimentar embaixo dela, o que arrancou um arrepio gelado da espinha da garota. Ele a segurou com mais força pela cintura, colando o máximo possível seus corpos. Rach nunca tinha feito aquelas coisas, mas não sentia que precisava ter feito antes para saber agir. Não mais. Seus corpos se conheciam e estavam ansiosos um pelo outro, esperando com fervor o dia em que seus donos teimosos se encontrariam. Rach seguiu seus comandos, se movimentando em cima dele. Ela começou a sentir uma sensação boa querer invadir seu ser e permitiu que assim fosse. Finn também estava quase explodindo de tanta tensão sexual. A cada segundo ela ficava mais louca por ele. Rachel arranhou sua nuca com mais força, pois estava perdendo o controle dos seus membros. Nessa hora, Finn quebrou o beijo e soltou o ar pesadamente em seu ouvido. Ela estremeceu. Em seguida ele partiu para seu pescoço e colo, quase devorando sua pele. Rach torceu para que não ficasse nenhuma marca.
Logo quando Finn voltara a beijar a boca de Rachel a porta foi aberta. Ela se assustou, pois ele já poderia tirar a venda e o pequeno local já estava iluminado. Pulou de seu colo e correu o mais rápido que pôde para longe daquela despensa.
Chegou ao quarto de Kurt em pouquíssimos minutos, decidida a não voltar para a festa. Foi para o banheiro dele, limpar seu rosto. Seu batom estava todo borrado. Ela riu. Molhou suas mãos e passou em toda extensão de pele que os lábios de Finn haviam percorrido. Não conseguiu evitar o enorme sorriso que surgiu em seu rosto. Passou a mão pela sua boca e se lembrou da parte da fala de Finn, enquanto estavam presos. “Eu tenho que ficar parado, apenas aceitando tudo o que você bem entender fazer”. Ele não ficou parado. Talvez ela o tenha surpreendido mais do que ele esperava e então não conseguiu se conter. Sorriu outra vez. Aqueles dez minutos entraram para o ranking de melhores momentos da sua vida.
Notas finais
Expressão em espanhol da Santana:
¡aquí nomas mis chicharrones truenan! = ¡aquí se hace lo que yo digo!
Eai gente, ansiosos para mais? Quero saber!
Beijos
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