Hiara - Hiatus
2 Ordem Da Animadverte!
Notas iniciais
Mesmo distante da Capital Incipiens a vila Télos andava sofrendo as consequências por causa da mudança de poder. Os súditos se dividiam entre o antigo e o novo poder, mas ao contrário do Rei Halias o novo Rei tinha a fidelidade de seu povo através do medo.
As transgressões das novas leis eram punidas com severidade. Mas o primeiro decreto a ser criado quando o Rei assumiu o poder era insatisfátorio para todo o reino. Em todos os cantos da vila tinha um pergaminho com o decreto.
Decreto I Do Rei Glax D'Marl
Até segunda ordem;
Ninguém poderá deixar os limites do reino de Hiara sem autorização do Rei Glax, e os autorizados são apenas seus guardas reais.
Não será permitido também a entrada de estrangeiros no reino.
As pessoas que transgredirem esse decreto serão levadas a presença do Rei para serem julgadas.
E nunca mais voltarem, pensou Lyah, enquanto observava um dos vários pergaminhos que havia encontrado no caminho. Seguiu seu caminho até a barraca de Lyra, onde ia comprar mantimentos para sua casa. Ele não gostava de fazer isso, mas se sentia bem sempre que encontrava com Lyra, então aceitou com mais facilidade esse trabalho.
Ela vestia um vestido vermelho, era simples, mas essa cor realçava seus olhos verdes. Os cabelos negros estavam trançados deixando seu rosto em destaque, aparentava ter seus 16 anos. Lyra é linda, ele pensava enquanto se aproximava dela, quando ela o viu sorriu. Lyah retríbuiu o sorriso, sabia que não estava apaixonado mais sentia algo por ela.
– Os mesmos de sempre? — Ela perguntou pra Lyah. Ele assentiu com a cabeça.
– Sim Lyra. Como está seu pai? — A jovem desviou o olhar para o chão triste.
– Ah Lyah! — Ela suspirou. — Meu pai não é mais o mesmo depois que...
– Não precisar dizer eu entendo. — Lyah falou procurando o olhar dela. — Minha mãe também se foi.
Lyra sabia que não era verdade a mãe dele havia falecido naturalmente, talvez não tão natural, a causa havia sido uma doença, mas os Deuses quiseram assim. Com ela foi diferente o irmão havia sido assassinado a sangue frio, e o assassino estava impune.
Essa lembrança trouxe toda sua dor novamente, junto com essa dor o desejo de vingança. Mas tentou se acalmar agora ela estava com Lyah, precisava sentir nesses momentos com ele só sentimentos bons é o que ele merecia.
– Sua irmã e seu pai como estão? — A garota perguntou tentando afastar toda a raiva e magoa que sentia, esses sentimentos só seriam liberados no momento certo contra quem merecia.
– Meu pai senti muita falta da mamãe, — disse triste — principalmente por causa de Eren, ela está com 13 anos e não sabemos muito o que fazer em determinados assuntos. — Ficando desconfortável.
Lyra riu ela sabia mais ou menos o que estavam passando, só que ela é que estava no lugar de Eren. Seu pai e seu irmão tiveram que se esforçar em dobro para poder cuidar dela.
– Prometo que irei fazer uma visita para ajudar. — Ela falou enquanto entregava os mantimentos. Lyah ficou feliz com isso.
– Obrigado. — Ele disse. — Quanto é?
– 13 Drelins. — Ela recebeu as moedas de Lyah. — Boa viagem de volta. — Sorriu enquanto dizia.
– E você boas vendas. — Disse com um sorriso e se afastou.
Lyah pôs os mantimentos na carroça e puxou o cavalo, só subiria quando chegasse a estrada. Seguiu andando até que se deparou com uma cena, uma jovem estava discutindo com um guarda que a segurava pelos pulsos.
Aquilo o enfureceu, não suportava que alguém maltratasse uma garota, era errado e ele tinha uma irmã nunca permitiria que ocorresse isso com ela.
– Solte-a! — Olhos se voltaram para ele, quando falou. O guarda riu.
– Acha que é quem, garotinho? Ela vai comigo. — O guarda disse ríspido.
Lyah viu que a jovem estava a ponto de chorar, ela não queria ir com ele. Lyah meio que no impulso avançou em cima do guarda, a surpresa o impediu de desviar, e ele levou um soco o desequilibrando e soltando os pulsos da jovem, que aproveitou e fugiu. O guarda levantou e cuspiu o chão, olhava para Lyah com raiva.
– Viu o que fez? Eram ordens do rei, ela tinha que vir comigo. E por sua causa ela fugiu. — Lyah deu de ombros.
– Pode dizer que foi culpa de um garotinho. — Disse rindo. O guarda começou a avançar em cima dele quando surgiu outro e o segurou.
– Cadê a garota? — Perguntou o recém chegado.
– Fugiu! — Disse entre os dentes, apontando pra Lyah. — Por culpa desse garotinho.
– O que? — Perguntou o outro, olhando para o rapaz. O guarda que ele segurava tentou avançar em cima do garoto. — Não. Depois você faz o que quiser. Nossa prioridade é a garota. — Disse puxando-o consigo.
Lyah continuou o caminho pra casa sem se preocupar com o ocorrido. Assim que chegou a estrada subiu na carroça e seguiu tranquilo. Um dia normal igual aos outros, pensou consigo.
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A jovem corria pela floresta, até chegar em uma caverna. Relaxou e entrou calmamente.
– E então? — Perguntou um homem sério, ela sorriu.
– É verdade o que dizem, ele não tem medo de enfrentar qualquer coisa para proteger uma donzela em perigo.
– Como pode ter certeza disso? — Questionou o homem.
– Porque todos olhavam pra mim com pena. Era um guarda real! Ninguém tem coragem de enfrenta-los mas o garoto fez isso. — Disse enquanto tirava a capa, pegou sua espada que estava em um canto da caverna e pôs na cintura, pegou a adaga e colocou em sua bainha na coxa. — Detesto me passar por indefesa. — O homem riu.
– Isso é verdade, você nunca foi indefesa. — O homem ficou sério novamente. — Acha que ele vai se juntar a gente?
– Claro que vai. A nossa causa é nobre. — Enquanto dizia isso acabou deixando amostra uma tatuagem que tinha na cintura. Onde estava escrito: Ordem Da Animadverte!
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Lyah guardava as coisas dentro de casa quando seu pai chegou. Ele parou na porta da cozinha e ficou olhando para o filho.
– De novo Lyah? — Perguntou sério. O filho levantou o olhar não tinha percebido a presença do pai.
– Era indefesa, pai. O guarda a estava machucando.
– Eu sei filho. — Ele suspirou, abatido. — Sempre que você vê essa cena lembra de sua irmã, comigo também é assim. Mas se morrer não vai poder proteger ela.
– Não consigo ficar só olhando. — Disse Lyah triste.
– A ques...
– Lyah?! Pai?! — Gritou uma voz distante.
– Eren! — Falou Lyah correndo a procura dela e seu pai saiu atrás. Sabiam onde estava, no rio onde sempre ia.
– Pai?! Lyah?! — Eren continuou gritando.
O rio não ficava muito distante da casa, em poucos minutos chegaram.
– Qual o problema? Aconteceu alguma coisa com Você? — Perguntou Lyah preocupado.
Eren só apontou, estava cansada de gritar. Eles olharam na direção que ela apontou, se aproximaram uns 10 metros e viram uma jovem caída a beira do rio.
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