Notas iniciais
Desculpem a demora. Tive alguns problemas, por isso estou postando agora. Dedico esse capitulo a Jujubas Azuis. Que favoritou a história... Muito obrigada... *-*

Ao tomar a jovem desfalecida nos braços, houve o toque de pele dele com ela, Lyah sentiu uma vibração, mas não era algo que o atraía, na verdade o repelia. Ele sentiu o erro de terem encontrado a garota, mas não podiam deixá-la ali, sozinha, indefesa. Sua mente se encontrava absorta, enquanto sua irmã e seu pai iam na frente conversando, perguntas se formavam.

De onde ela veio? Quem é ela? O que pode ter acontecido com essa jovem? Pensava ele.

Se libertou desses questionamentos ao ver a cabana, adentrou nela. Lyah seguiu para o aposento que seu pai apontou. Ao depositar a jovem na cama, perguntou:

– Por que não levamos ela ao quarto de Eren, pai?

– Acho que a donzela precisa de um lugar confortável, e tirar Eren de seu quarto iria ser um desafio e tanto. Sabe como ela é voluntariosa. — Disse o senhor com um sorriso. — E sei que você será mais gentil em deixar que eu ocupe o seu quarto.

Lyah sorriu ao ouvir tais palavras. Ele sentia falta do sorriso do pai, que ultimamente só vivia dando sermãos. E ele não queria isso, então resolviu agir rápido antes que a conversa tomasse um outro rumo.

– Vou aprontar minha mudança para o celeiro. — Disse Lyah, — e meus afazeres também, esperem por mim na hora da ceia. — Continuou, saindo pela porta para fazer o que havia dito.

Ao sair Lyah cruzou com Eren, ela o seguiu, ele entrou em seu quarto e começou a pegar alguns objetos que iria precisar para passar uns dias no celeiro. Ela observava tudo calada, nem se mexia para ajudar. Mas ao ver o lençol que o irmão pegava, foi até ele e passou a mão sobre o lençol.

– A mamãe que fez. — Eren disse com um sorriso. Lyah olhou pra ela e dela para o lençol.

Ele lembrara que a mãe era muito talentosa, e que havia feito não só aquele lençol, mas outros dois, um para Eren e o outro para seu pai. Parecia que era uma recordação que ela queria deixar pois alguns dias depois ela morreu. Lyah enxugou a lágrima que foi desperta com as lembranças, não queria que sua irmã visse.

– Foi. — Disse ele.

– Acho ela parecida com a mamãe, quer dizer, tão bela quanto ela.

– Quem? — Questionou Lyah confuso.

– A jovem, irmão. Você não achou ela bela?

Compreensão havia passado pela mente de Lyah, após o toque, a repelição, ele evitou olhar a jovem. Era incrível, mas ele não sabia como eram os traços do rosto dela, mesmo tendo a carregado.E agora com essas informações ditas pela irmã, ele queria saber se a jovem era bela como ela dizia. Mas não o faria agora, seu sentimento de repulsa quanto a jovem ainda eram fortes.

– Talvez. — Disse ele sem emoção. — Vou me organizar no celeiro, espero que faça uma boa ceia.

Lyah passou o resto do dia ocupado, voltando a casa apenas na hora da ceia. A mesa estava posta, tinha sopa, pão caseiro, saladas, carne assada, tudo feito pela própria Eren. Ela não cozinhava mal, mas ele sentia falta da comida da mãe. Começou a comer a sopa, na metade dela, olhou para os que estavam na mesa. Seu pai e sua irmã eram os únicos, além dele, ali presentes, ele ficou curioso pra saber onde estava a jovem. E assim os questionou.

– Onde ela está? — Disse ele, partindo um pedaço de seu pão e o pondo na boca.

– Dormindo, ainda não acordou. — Respondeu o pai. — Não sei o que aconteceu para desgastá-la tanto, mas parece que está exausta.

– Acha que ela vai ficar bem?

– Claro, Lyah! Hiara é forte. — Disse Eren. Ambos pai e irmão olharam para ela.

– Esse é o nome dela? — Falou Lyah. — Mas o pai acabou de dizer que ela não havia acordado.

– Não acordou. — Disse-lhe corando, por causa dos olhares para ela.

– E como sabe o nome? — Insistiu o pai.

Eren se sentia desconfortável com o que iria dizer, mas sabia que era errado mentir.

– É que acho ela parecida, com a nossa Deusa protetora. — Vendo a falta de compreensão nos olhos deles, acrescentou. — Pelas histórias que a mamãe contava.

– Eren! — Disse sério o pai. — Não cultuamos está Deusa, sabe muito bem disto. E não deve chama-la assim, ela deve ter um nome, que não será esse.

– Mas é... — Parou o que ia dizer ao ver a dureza dos olhos do pai.

Religião era um tema de grande discussão para ele, se fosse para falar de outros deuses, que ele achava sem valor diante do qual ele prestava suas adorações.

– Talvez, devessemos chama-la assim. — Disse Lyah, que recebeu o olhar que era destinado a irmã agora a pouco. Mas ele também não gostava da Deusa, por isso não via motivos para não contiunuar. — Pai, é só que é melhor do quê ficar chamando de ela o tempo todo, parece um objeto.

O senhor se sentiu vencido, pois o filho sempre era a seu favor, quando esse assunto era citado. Resolveu não prosseguir na conversa, e os outros também não ousaram falar. Pois o silêncio do pai significava uma vitória, e eles não queriam que a opinião fosse mudada.

A ceia prosseguiu apenas com os sons dos talheres e o farfalhar da brisa suave de primavera...

Notas finais
Agradeço por lerem! Beijos!