Hiara - Hiatus

4 Encontro a meia-noite


Notas iniciais
Leiam me digam o que acharam !!!!!

A brisa de primavera era suave, mas não impedia de levar consigo algumas folhas que já não podiam mais continuar nas árvores. Elas se soltavam com facilidade e eram levadas pra longe.

Além dos sons de passos sobre galhos e folhas secas, havia também os sons dos habitantes da floresta; a conhecida coruja com seu canto noturno, os uivos de lobos, e grunhidos desconhecidos.

Mas ele não se incomodava com isso, há mais ou menos um ano fazia esse trajeto pela floresta. Sempre ouvira os sons dessas feras, e durante as vezes que ele seguia esse caminho, não encontrara nenhuma.

Mesmo assim olhou ao redor procurando sinal de algo. Apesar de passar da meia-noite, ele enxergava apenas negritude, não era dia da lua cheia contemplar os viajantes da noite com seu luar.

E ainda se houvesse luar, de nada teria serventia, pois as grandes árvores impediriam que seus caminhos fossem desvendados pela luz da lua. Mesmo assim não errava o caminho, estava gravado em sua mente a trilha, que ele mesmo havia ajudado a criar.

Sentia a próximidade pelos sons de conversa, sabia que haveria novos rostos, mas não estava com paciência para inexperientes. A sua chegada a frente da caverna, foi motivo de silêncio, pois vários rostos o olhavam com curiosodade.

Já estava acostumado com isso, seguiu para entrada da caverna sem prestar atenção a alguns dos jovens mais do que o necessário. Depois de desaparecer na escuridão da caverna, ele voltou a ouvir murmúrios, a conversar havia sido retomada.

A caverna era um ponto estrátegico de encontro, pois ficava no limite onde a floresta se dividia em parte proibida para os habitantes da regiões próximas. Perigo! Era tudo que sabiam que teriam de enfrentar se cruzassem essa linha.

O corredor da caverna tinha uns sete metros de comprimento por um metro de largura; a altura devia ser de uns dois a três metros. Ao fim dele havia uma curva, que impedia de luz chegar até lá, pois o amplo salão a frente era iluminado com tochas, presas nas paredes de rocha.

Os olhos dele foram para um homem de aparência séria que se podia dizer ter uns trinta anos, estava com roupas simples, tinha a pele um pouco bronzeada, cabelos castanhos mel.

E uma jovem, era bonita, a pele era tom de creme, cabelos negros revoltos; usava uma saia marrom longa com duas fendas laterais que deixavam suas pernas amotra, em uma das sua coxas tinha um coldre com uma adaga. A blusa era de couro preta.

Na sua cintura se via uma frase tatuada, na fraca luz das rochas era difícil de ler, mas ele sabia o que estava escrito, pois ele tinha uma que apenas ele raramente olhava.

A jovem sorriu, andando até o recem chegado, tirando o capuz que ele uasava, mas por baixo tinha um lenço que cobria a área do nariz ao queixo, vendo apenas os olhos. Pois ele estava de preto, traje que o ajudava a se esconder de curiosos durante a noite.

– Sabe, — ela disse mordendo o lábio inferior . — como eu gostaria de ver sua boca. — Ele revirou os olhos.

– Iryan! Você não cansa disso? — Perguntou ele num sussurro, que a fez sorrir mais.

– Não! Quando se trata de você Soldado.

– Podem parar com isso, temos assuntos mais importantes, — disse o homem que estava sentado em uma cadeira rústica.

– Elayon, você sabe que não resisto a esses olhos verdes. Mesmo que agora esteja meio difícil ver a cor.

– Esta reunião não é sobre o Soldado Negro. E sim nosso novo recruta. — Falou Elayon. — Seu novo favorito. — Acrescentou com um sorriso.

– Ele por acaso não teria olhos verdes? — Sorriu o Soldado Negro. — E cabelos escuros?

– Ciúmes? Soldado! — Questionou Iryan.

– Na verdade feliz, por que agora você encontrou outra presa para me deixar em paz.

– Sabe não me importo...

– Sabe, o Soldado chegou atrasado e agora não é hora para isso Iryan.

Ela sorriu dando de ombros, encostou na parede cruzando os braços.

– Ele ficará feliz em se juntar a nós. — Disse ela.

– Contou a ele sobre nós? — Questionou o Soldado.

– Não, óbvio que não. Mas ele tem principios, e quer a mesma coisa que a gente, — ambos Soldado e Elayon olharam pra ela. — Ele é contra os guarda reais, isso quer dizer contra Glaxwell.

– Não gosto das atitudes dele. Agi como um tolo, na frente de todos, alguém assim não sei se poderia trabalhar bem conosco. O que acha Elayon?

– Acredito, que devemos ver se ele é de confiança e depois...

– Faremos o teste! — Completou Iryan. — E é claro que eu devo me aproximar dele.

– Tudo bem! Mas lembre-se não fale nada, até ter certeza que pode confiar nele. Não importa que ele tenha olhos irresístiveis.

– Claro! Lyah em breve fará parte... — Disse Iryan.

Todos os tres levantaram o braço esquerdo, mostrando um "v" com os dedos...

– Ordem Da Animadverte! — Disseram os tres em uníssomo.

Notas finais
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