Notas iniciais
Dedico esse capítulo a mais nova leitora Gabriéli Simm . Obg por favoritar Gabriéli ,bjks!

As folhas, os galhos das árvores dançavam ao som do vento, os raios de sol mal tocavam o chão da clareira. Onde vários animais rodeavam uma garotinha de oito anos, tinha cabelos loiros, mas era um tom de loiro parecido com dourado, ela parecia estar chorando.

Nem ela mesma sabia a quanto tempo estava ali. A criança passou as costas das mãos pelos olhos, impedindo algumas lágrimas de seguirem caminho, mas outras mais apareceram.

– Então, amigos seus? — Disse um garoto de cabelos negros, mais ou menos dez anos. Ela não respondeu. — Estão procurando por você, estão preoucupados.

A garota virou seu rosto para o garoto com essas palavras... Os olhos azuis dela cheios de lágrimas encararam os olhos verdes dele.

– E você? Veio me buscar?

– Só um louco, tentaria força você a ir a algum lugar contra vontade.

– Está me dizendo que é um louco?

– Sou seu amigo! — Ela sorriu.

– Entendo, um louco amigo ou seria um amigo louco?

– O que te faz sorrir pra mim estará bom.

A garota levantou, e abraçou o garoto e assim os animais se dispersaram.

Houve um tremer de pálpebras que foi acompanhado pelo leve movimento dos dedos. Outra vez e uma vez mais se seguiu o mesmo, a terceira vez veio com um pequeno suspiro e na quarta ela abriu os olhos.

A jovem sentiu um incomodo, e tornou a fechar os olhos, quando novamente os abriu, viu que uns raios de sol vindo através da janela chegavam a ela, percebeu que era luz o que a incomodava.

Piscou mais algumas vezes e logo começara a se acostumar. Seus olhos azuis, claros como a água, varreram todo o local onde estava em busca de informação. Descobriu que se encontrava em um quarto simples, mas confortável, estava deitada em uma cama, ao lado tinha uma janela de onde vinha a luz do sol.

Sentou-se para observar melhor, tinha um baú no quarto, em cima dele um vestido, era de flores azuis com um fundo verde como a grama. A lembrança da garotinha veio a mente, então a jovem se deu conta de que havia sido um sonho.

Tirou o lençol de cima de si, e olhou com curiosidade as suas vestes. Vestia uma calça de couro liso negro, uma camisa de um tecido macio. Olhou novamente o vestido, levantou foi até ele e o pegou, segurou em frente, se olhando em um pequeno espelho, numa penteadeira junto a parede.

Pensou um pouco, e resolveu vesti-lo. Depois de vestida viu um par de botas marrons, as pôs e saiu de encontro a porta. Ao abri-la seu olhar foi a encontro de par de olhos verdes.

Esses olhos transmitiram em primeiro momento afeição, mas mudou para surpresa, desse para magoa e dá magoa pensou ter visto um vislumbre de ódio.

O que fiz para ele? Ela pensou. Ele nem me conhece.

Ela sentiu um choque, que foi transmitido nas palavras que soltou.

– Onde estou?

– Na minha casa. — Disse Lyah.

– Como... — ela engoliu seco — ...cheguei aqui? — Dava pra ver o nervosismo em sua palavras.

– Minha irmã a encontrou perto do rio, chamou por ajuda, e então eu e meu pai a trouxemos pra cá. — Lyah agora poderia tirar as dúvidas que sua curiosidade levantará. — Devia estar muito cansada, dormiu um pouco mais que o normal.

– Quanto...quanto tempo?

– Uns dois dias. — Falou o jovem encolhendo os ombros. Ela arfou em choque.

– Tanto... — Parou ao notar uma garota. Uns doze ou treze anos pensou.

– Lyah? Eu estava... — Eren parou ao ver a jovem. — Hiara! — Ela disse feliz.

– Eren! — Começou Lyah olhando pra irmã.

– Esse é o meu nome? — Questionou a garota. Ambos os irmãos olharam pra ela curiosos. — É? — Seus olhos se enchiam lágimas. — Por favor eu preciso saber.

– Nós não sabemos. — Eren falou triste pela garota.

As lágrimas vieram abaixo, e com isso se direcionou para a saída. Seguiu o corredor que no fim a levou a uma sala, pela porta viu árvores, foi nesta direção, sem perceber alguém em seu encalço.

Lyah seguiu a jovem, estava tentado mais do que nunca imaginar o que tinha ocorrido com ela. Tinha tantas perguntas a fazer, mas não teria respostas já que a garota não sabia o próprio nome. Apenas uma seria respondida, disso tinha certeza.

Parou de repente vendo a moça junto a uma árvore chorando. Sentimentos contraditórios surgiram nele, primeiro foi uma vontade de ir consolá-la, depois sentiu que ela não precisava disso, sabia cuidar de si mesma.

A jovem virou o rosto pra ele, ele sentiu pena ao ver aqueles olhos azuis começando a ficar vermelhos por causa do choro.Mas logo a magoa veio, quando ele viu o vestido, aquele era o vestido de sua mãe.

– Porque está usando esse vestido? — As palavras saltaram da boca dele.

– Ahn? — Soltou ela pensando. Que indelicadeza, estou sem memória e ele vem com isso.

– É de minha mãe.

– Oh! — Disse um tanto fria. — Não sabia, estava no quarto em cima do baú, pensei que podia vestir. Não acredito que ela vá se importa.

– A verdade não poderei saber, pois ela...ela está morta. — Disse com uma voz dura, que também transmitia tristeza.

A jovem se sentiu culpada.

– Me per... — Ele a cortou.

– Quando achar que está melhor, é só seguir por o caminho que veio. E estará de volta na cabana.

Assim que a última palavra saia da boca Lyah, ele já seguia de volta por onde havia vindo, pouco tempo depois mal se via ele. A jovem estava sozinha.

Notas finais
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