Hi, I'm Kat

1 WHAT?! I'll live with my mother?


Notas iniciais
Hey, minha segunda fic *-* Sério, demorei um século para escolher o nome da fic, o que vocês acharam? Ta muito comum né? enfim.
Espero que gostem desse comecinho!
beijos

– VOCÊ QUER ACABAR COM A MINHA VIDA NÃO É? – Gritei para o meu pai que me olhava com uma paciência de jegue que me irritava tanto.

– Se acalma filha – Ele disse parado na minha porta com os braços cruzados, nem ligando para o meu drama e sofrimento.

– VOCÊ É LOUCO, SÓ PODE! COMO ASSIM EU VOU MORAR COM A LUIZA? ELA NUNCA LIGOU PARA PORRA NENHUMA, NEM DEVE LEMBRAR QUE TEM UMA FILHA, VOCÊ QUER QUE EU MORRA DE FOME? POR QUE EU DÚVIDO QUE ELA VAI ME ALIMENTAR DIREITO. – Sim, eu estava gritando que nem uma louca andando de um lado para o outro no quarto.

Tá vou me apresentar. Meu nome é Katrina, eu odeio o meu nome. Então se não quiser morrer me chame de Kat, ou Tina. Primeiramente vou falar do que eu mais odeio: Escola. Pois é eu odeio a merda do meu colégio. E bem, eu sou do tipo que sempre se ferra nas matérias, chego atrasada em todas as aulas (eu não tenho culpa que eu tenho muito sono) e também todos os professores me odeia, sério mesmo, mentira tem um professor que gosta de mim, mas isso não vem ao caso.

Eu estava prestes a me mudar. Sim e era para um inferno. Eu tenho uma mãe — Ah sério kat? Pensei que você tinha nascido pelo útero de um ET. – Mas ela não é mãe, mãe sabe? Ela simplesmente me abandonou com 3 anos de idade, isso mesmo 3 ANOS! Eu era um bebezinho e ela me larga de qualquer jeito para realizar a merda do sonho dela. Ela era escritora e fez um romance idiota que rendeu milhares de cópias, ficou rica e foi viajar pelo mundo. Fim de história. E agora o idiota do meu pai quer me deixar com essa mulher (que nem deve saber fritar um ovo) por que chegou a vez dele de viver o sonho. E qual era o sonho dele Kat? Não é bem um sonho sabe, era uma realização profissional, ele iria trabalhar numa grande empresa fora do país. E o que acontece comigo? Eu não posso ir por que esse trabalho vai tomar dele 24 horas por dia e ele não vai ter tempo para mim. E o que ele fez para resolver esse “grande dilema”? Me jogar para uma desnaturada, abandonadora de lares e idiota. Que raiva, QUE RAIVA.

– Pai, paizinho querido do meu coração... – Eu sabia fingir ser meiga quando queria alguma coisa – Por favor, me leva com você vai. Eu não vou ligar se você não tiver perto.

– Não, não e não. Eu já falei com a sua mãe. Ela virá te buscar amanhã. E eu irei viajar amanhã de tarde. Vou deixar um cartão com você, que é aonde eu irei te mandar dinheiro ok? Arrume as suas malas. Você não irá mudar de cidade e nem de escola. Só ira mudar de casa e para de drama infantil. – Que lindo, agora eu sou infantil.

Revirei os olhos, eu não tinha escolha. Ele saiu e foi para o seu quarto, fiz questão de bater bem forte a porta para ele ouvir.

Liguei o som bem alto e ouvi The Pretty Reckless. Cantava junto e dançava.

É... Eu não sou normal e minha vida é uma merda.


Acordei com o idiota do meu pai me balançando.


– Arrumou sua mala? – Tentei abri os olhos, mas o sono era bem maior, então os deixei bem fechadinhos. – KATRINA! – Pronto, ele queria morrer.

– NÃO ME CHAMA ASSIM PAI! Odeio o meu nome. – Meu pai já estava acostumado com os meus ataques de raiva repentinos, então nem ligou.

– Então filha, arrumou a mala? – Claro que arrumei, joguei tudo dentro dela e pronto, mala arrumada. – Arrumei. – Respondi com os olhos fechados.

– Então acorda, vai se arrumar e tomar café. Nestante sua mãe chega. – Eu não tenho mãe porra.

– TA! – Disse impaciente levantando da cama. Peguei o meu nécessaire e fui para o banheiro pisando forte. Fiz minha higiene, depois desci.

Tomei café e esperei a Luíza. Merda não queria ver ela. Depois que ela me largou, ela só veio me ver 3 anos depois. Eu nem sabia que mulher era aquela, ela não me disse nada. Só me deu um panda de pelúcia, um beijo na testa e foi embora. Da outra vez que a vi foi no meu aniversário de 13 anos. Ela me disse que era a minha mãe. Eu gritei, dei um tapa no seu rosto, disse que ela me largou. Típico drama da Kat e depois chorei por uma semana inteira. E a última vez que a vi foi no meu aniversário de 15 anos. Ela me deu um diário, aqueles que parecem livros antigos e velhos.

– Para guardar seus desejos mais ocultos e as palavras mais sinceras – Ela disse me dando um beijo na testa e indo embora. Ela sempre fazia isso. Eu me lembro das poucas visitas que ela me dava. E agora eu to com 17 anos e tenho que ir morar com essa completa estranha.

– Filha a sua mãe chegou. – Foi então que uma mulher alta entrou pela porta. Com cabelos longos e pretos. Olhos azuis totalmente claros, quase brancos. Como os meus. Ela era a minha cópia, infelizmente. A diferença era que eu era baixa e tinha mechas azuis e lilás no cabelo. É eu gostava desse estilo rebelde.

– Oi docinho. – Ela disse com um sorriso estampado no rosto. Ela me chamava de docinho nas poucas vezes que falava com ela. E eu comecei a odiar esse apelido.

– Luíza... – Disse encarando-a.

– Senhora, onde se encontra as malas? – Um homem de terno, alto, cabelos curtos e pretos perguntou para Luíza.

– Onde estão suas malas docinho? – Olhei em direção onde elas estavam. Ela apontou para o homem que pegou a minha mala e saiu de casa. Eu pretendia não trocar palavras desnecessárias com ela.

– Paulo, como está? – Ela disse.

– Bem e você? – Ele respondeu.

– Bem, vamos docinho? – Ela falou olhando para mim agora.

– Não ouse me chamar assim novamente. – Eu disse com um olhar assassino, ela não tirou o sorriso do rosto. – Tudo bem Katrina – Olhei para o meu pai, que riu ao ver o meu rosto desesperado.

– Eu odeio esse nome, se me ousa me chamar assim de novo, não me responsabilizo pelos meus atos. – Disse encarando-a. Ela continuou a sorrir, o que me deixou puta da vida.

– Tudo bem, que tal Kat? – Não respondi, creio que ela entendeu como um sim. Dei tchau ao meu pai e entrei num carro todo preto e de luxo estacionado na porta da minha casa. Entrei e ela entrou logo depois se sentando ao meu lado.

Afastei-me.

– Você vai adorar o seu novo quarto, querida. – Revirei os olhos.

Quando cheguei eu olhei a mansão, sim uma mansão. Eu tentei ao máximo odiar tudo, mas não consegui, era tudo lindo.

– O que achou? – Ela falou sorrindo, pondo a mão no meu ombro. Dei um passo para frente e ela tirou a mão.

– Sei lá. – Fingi indiferença.

– Quer ver o seu quarto? – Ela perguntou, sorrindo. Quando ela ia parar de sorrir hein? Que merda. É, eu xingo muito mesmo.

– Tanto faz. – Ela segurou a minha mão e nessa hora eu empurrei a minha mão, a fim de me soltar e ela me olhou sem entender.

– Não gosto quando tocam em mim. – Dessa vez não era implicância. Eu não gostava de afeto, acho que é por que eu nunca tive, enfim.

– Tudo bem, desculpa. – Ela falou andando na minha frente, eu a segui.

Subimos uma escada enorme e depois ela parou num porta branca. Quando ela abriu, tive vontade de vomitar. Ela tudo rosa, TUDO ROSA. Cheios de laços e sei lá mais o que.

– Você não me conhece mesmo... – Falei, mas para mim do que para ela.

– Me desculpe, vou tirar tudo e você resolve como vai querer decorar ok? – Ela disse ainda com aquele maldito sorriso simpático.

– Tá, onde eu durmo? Eu não vou ficar nesse paraíso para patricinhas. – Disse impaciente.

– No quarto de hospedes. – Ela me levou até o quarto, ele era bem decorado e bonito. Bem mais bonito que o quarto das princesinhas.

Eu entrei no quarto e depois bati a porta, larguei a mala em qualquer lugar e pulei na cama.

– Aonde a minha vida foi parar? – Resmunguei sozinha.

Adormeci, quando acordei desci e vi a Luíza numa mesa, com um notebook digitando algo. Aposto que é mais um romance enjoado – pensei.

– Ah, olá querida. Está com fome? – PALMAS, ela sabia que eu tinha que me alimentar. Eu estava morrendo de fome, tava quase comendo as paredes. Pois é, eu como muito, admito.

– É, to. – Disse, me sentando na cadeira. Eu me odiei pelo que eu fiz depois disso.

– O que está fazendo? – Perguntei.

– O meu próximo livro. – Eu imaginei...

– Hum. – Cadê a comida?

– Acho que vou até a cozinha. – Disse me levantando.

– Fique a vontade. – Ela falou, nem me olhando. Estava vidrada na tela do notebook.

Fui até a cozinha e bota cozinha Era enorme. Procurei em todo canto alguma porcaria gostosa e só achei coisas tipo verduras, sucos, pão integral. É agora eu sei por que ela é tão seca.

Voltei na sala. E fiquei encarando ela, até ela me notar.

– Algum problema querida? – Ela se virou e ficou me olhando.

– Não tem nada aqui. – Disse.

– Nossa me desculpe, eu não sabia do que você gostava por isso não comprei nada. — Eu sabia, vou morrer de fome.

– Aqui tem algum mercadinho ou algo do tipo?

– Tem, quer que eu chame o motorista para te levar? – Fala sério né, um motorista para ir num mercadinho?

– Não precisa, minhas pernas estão ótimas. Onde fica o mercadinho? – Ela me explicou e eu fui até lá.

Quando cheguei lá peguei pacotes de salgadinhos, balas, chocolate e refrigerante. Paguei e fui indo voltar para casa.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Pois é um mongoloide de skate se esbarrou em mim, me fazendo cair no chão e o skate bater na minha barriga.

Ele se levantou. – Meu deus me desculpe, eu não te vi. – Nossa agora eu sou invisível. – Você tá bem? – Ele perguntou me ajudando a levantar, bati na mão dele. – Ai! – Ele disse.

– É claro que eu não estou bem, você me derrubou e esse skate caiu na minha barriga. VOCÊ É CEGO POR ACASO? RETARDADO! – Eu já estava gritando nervosa. Quando olhei para o menino, ele era lindo. Lindo mesmo tinha uns olhos verdes ao mesmo tempo mel, um sorriso encantador e seu olho era um pouco puxado, seus cabelos eram castanhos claros e repicados. Mas foda-se eu já o odiava.

– Me desculpa. – Eu me levantei e lancei um olhar assassino.

– Eu sou muito melhor que você no skate. – Disse, pegando as coisas que caíram.

– Ta tudo bem mesmo? Espera, você anda de skate? – Pois é eu não sou a garota mais normal do mundo, adoro andar de skate, patins...

Revirei os olhos. – Sei, agora sai da minha frente. – Disse empurrando ele e indo em direção a “minha casa”.

Quando reparei ele vinha atrás de mim.

– Oi. – Ele é retardado?

– Não fale comigo, idiota! – Falei, eu odeio esse garoto.

Ele Foi andando do meu lado sem falar nada.

– Você ta me perseguindo? – Eu perguntei. Ele não respondeu.

– RESPONDE PORRA! – Gritei eu não tenho um pingo de paciência.

– Que eu saiba, não era para eu falar com você. – Ele disse com um sorriso de canto. Revirei os olhos, ele queria morrer.

Quando já estava na porta de casa, reparei que ele foi entrando numa casa ao lado da minha.

– O que você esta fazendo? – Perguntei dessa vez ele respondeu.

– Entrando em casa? – Ele disse.

– TÁ DE BRINCADEIRA? VOCÊ VAI SER O MEU VIZINHO? O QUE EU FIZ PARA MERECER ISSO SENHOR? O MEU ATROPELADOR VAI SER MEU VIZINHO? AARRRGH! – Diga olá para o meu drama. Eu colei chiclete na cruz, não é possível.

– Para de gritar garota, quanto drama. – Bufei.

Entrei em casa e bati a porta.

– O que houve filha? – Ela perguntava.

– Nada que te interessa. – Falei subindo para o meu quarto.

Eu odeio garotos skatistas.

Notas finais
E então? Alguém leu? Comenta algo ta bom?
beijos