Hi, I'm Kat

2 A little patience, please!


Notas iniciais
Hey, muito obrigada pelos primeiros comentários e por lerem Kat s2s2
Enfim, ta ai mais um capitulo, espero que leiam, gostem e comentem :D

Vou te falar 5 coisas que eu odeio nesse momento.

1 – A Luisa, aquela mulher passa quase o dia todo na frente do notebook, ela é pior do que muitos adolescentes viciados em internet por ai. Eu a odeio profundamente por não ter comida descente para mim e por ter me tirado da minha casa.

2 – Odeio o meu novo quarto, eu poderia desmaiar se visse aquele quarto de novo. Eu não sou aquela garota que vomita purpurina sabe? Fala sério, eu exijo o meu quarto decorado do meu jeito, tipo agora.

3 – Skatistas! Passei a odiar a partir de hoje, apesar de quase todos serem estilosos e bem legais eu não gosto mais deles, culpe o maldito de mais cedo. Desejo a sua morte lenta e dolorosa. Ele quase arruinou a minha comida. TEM NOÇÃO? A minha comida...

4 – Odeio vizinhos, em especial o meu novo vizinho o qual tive o imenso desprazer de me esbarrar e odeio ele mais ainda por ser skatista (item 3).

5 – Odeio meu colégio. Eu já falei isso antes, mas eu o odeio tanta que eu tenho que repetir isso. Eu só tenho 2 amigos e são homens. Pois é, eu estudo num colégio onde a maioria das meninas me acha esquisita e são patricinhas. Pois sinta a raiva.

TOC-TOC – Ouvi da cama do meu quarto de hóspede alguém batendo na porta.

- Kat, posso entrar? – Revirei os olhos, só o que me falta ter um papo com a Luísa. Ela ta atrapalhando o meu plano de matar aquele garoto.

— Claro. – Logo que falei ela entrou e veio até a cama e se sentou do meu lado.

- Tá tudo bem? – Ela perguntou me olhando.

- Sim. – Falei com frieza.

- Eu sei que você não ta gostando de nada, mas você se acostuma ok? Eu preferi não mudar você de colégio. Você está no terceiro ano, gente nova, se anime. – Ela falou com um sorriso imenso no rosto.

Não respondi. Ficamos em silêncio por uns minutos.

- Você já leu algum livro meu?

- Claro que não. – Respondi imediatamente. Eu já tinha lido todos na verdade. São umas das coisas que eu mais gosto de fazer, ler. Eu já li e marquei os pontos que deveriam ser melhorados no livro dela.

Ele sorriu. – Estranho, mas seu pai me disse que você tinha lido todos. – Revirei os olhos, velho fofoqueiro.

- Ele fala demais. – Disse.

- Então, o que achou? – Ela perguntou ainda me encarando.

- É eu li e marquei as coisas que deveriam ser melhoradas. A narração fica meio confusa no meio do livro quando o personagem masculino fala a sua versão. Muitos detalhes que não eram precisos... Enfim, é um livro mediano. – Mas agora me diga, por que grilos eu estava falando aquilo? Acho que o skate do retardado bateu na minha cabeça, só pode.

- Impressionante. – Foi à única coisa que ela falou.

- Você escreve? – Ela perguntou um pouco depois. – Claro que não. – Respondi imediatamente. Pois é, eu escrevia, mas não admitiria nem que me pagassem.

- Tudo bem, amanhã o motorista te levara para o colégio. – Ela falou depois se levantou da cama e saiu fechando a porta.

Fiquei encarando o teto por vários minutos, até que peguei no sono.

Acordei e estava definitivamente mais que atrasada. Vou contar mais sobre a minha escola. Sabe aquelas escolas idiotas que fazem as alunas usarem aquelas malditas saias curtas de xadrez? E ainda aquelas blusas brancas com aquelas ridículas gravatas, me sentia no colégio de rebelde. A diferença era que a cor era azul, menos mal.

Vesti-me rápido, desci e fui à cozinha. Não tinha nada de que eu gostasse. Peguei dinheiro e fui lá para fora. Tinha um carro preto na frente, ela não estava brincando. Fui para perto e um cara de terno preto, abriu a porta.

- Bom dia Sra. Evans. – Sério?

- Bom dia. – Entrei no carro e logo tínhamos chegado ao colégio.

- Valeu. – Peguei a mochila e desci do carro.

Fui até o portão. O porteiro estava lá.

- Fala ai Reinaldo, tudo beleza? – Disse na maior cara lavada.

- Mocinha, atrasada de novo? Já para a diretoria. – Ele falou no modo autoritário, bufei e fui até a amada sala da minha diretora querida – sintam a ironia –.

Chegando lá entrei na sala da diretoria. Isso mesmo sem bater, ela já estava acostumada com a minha falta de educação. Era legal irritar ela.

- Senhorita Evans, atrasada de novo? – Ela me olhou de cima a baixo. – Sua saia está ao contrario. – Olhei para a minha saia, merda. Bufei e dei de ombros.

- Posso ir para a minha sala? – Disse.

- Mocinha você chegou atrasada o ano passado todo e logo no começo do ano no primeiro dia você chega de novo? – Ela ficou falando.

- É para não perder o costume. – Respondi. – Olha o respeito Evans. – Olhei para ela e revirei os olhos, quando isso vai acabar?

- Você vai ficar de detenção hoje. – Ela assinou alguma coisa no papel e me entregou peguei de má vontade, odeio detenções é uma coisa do inferno. Depois que eu reparei tinha um menino sentado, que estava me olhando com um sorriso de canto. É louco, o ignorei e fui para a minha sala.

Entrei na sala. E tinha um professor escrevendo números no quadro. Fala sério, matemática no primeiro dia de aula, numa segunda- feira. Isso aqui é mesmo um inferno.

Entrei e fui para o fundo onde estavam meus únicos amigos. O André que era alto, cabelos loiros e olhos pretos me encarava enquanto eu ia para a minha típica cadeira e tinha o Felipe, ele era só um pouquinho mais alto que eu (lembra-se eu sou baixa) tinha um cabelo médio, com os olhinhos puxados e bochechas rosadas, ele dormia profundamente.

- Como tá, dré? – Disse jogando minha mochila no chão e me jogando na cadeira.

- Tudo de boa na lagoa. – Ele disse. – Ta de detenção? – Ele perguntou.

- Infelizmente. – Disse. Logo depois a idiota da minha diretora entrou na sala, com um sorriso de orelha a orelha, fingindo postura. Ela entrou com um garoto alto, cabelo castanho e olhos cor de mel, ele só estava usando preto, sem brincadeira, ele estava com toca preta, blusa do nirvana, calça preta e all star preto, me senti um pouco deprimida só por ver ele, ele era estranho e eu gosto disso.

- Alunos e Alunas, esse é o nosso novo aluno, o Travis. – Ele deu um sorrisinho de canto e depois não prestei mais atenção, aquela mulher me dava tédio só de olhar para cara dela. Fiquei desenhando algumas coisas no caderno, até que ouvi a porta se fechando. Ergui o olhar e o tal do Travis vinha na minha direção.

Então ele se virou pra o Dré, que estava sentado a minha frente.

- E aê André, como ta bro? – Disse dando um abraço no Dré, o qual estava sorrindo animadamente. E eu aposto que eu tava com cara de boco olhando aquela cena.

- Kat, esse é o Travis, meu primo, ele chegou hoje e vai morar comigo. – Disse, ergui a sobrancelha mostrando desinteresse.

O Travis veio até mim se curvando e me deu um beijo na bochecha, me deixando sem reação e pior ainda corada. Olhei com ódio para ele e logo depois levantei e lhe dei um tapa.

Ele arregalou os olhos espantados pela minha reação. O Dré ria e o Felipe que estava dormindo abriu um olho para ver a cena.

Olhei para o redor da sala e vi que todos me olhavam. O professor não tinha reparado, estava entretido escrevendo algo no quadro, na mesma hora me sentei, me encolhendo totalmente. Odiava ser o centro das atenções e odiava mais ainda quando alguém que eu nunca vi na vida vem e me da um beijo no rosto.

Ouvi uma cadeira sendo arrastada e logo depois alguém sentando nela. Algum segundo depois ouvi a voz do Dré.

- Não liga para a Kat, ela só não gosta muito de afeto. — Ele reparou que eu estou bem atrás dele e ainda por cima ouvindo tudo?

Ele riu. – Ela é bem nervosinha não é? – O tal do Travis disse com a voz divertida.

- Um pouco, mas quando você a conhece ela fica legal. – Completou o Dré. Continuei com a cabeça apoiada na carteira, queria tentar dormir, mas não conseguia.

Quando estava quase pegando no sono alguém ficou me balançando.

- QUE FOI PORRA? – Me virei com toda raiva do mundo.

- Eita calma, bateu pro intervalo vamos. – Disse Filipe com cara de sono.

- Ta bom. – Disse animada, essa era a melhor parte do dia. A hora de comer. Ele revirou os olhos com a minha mudança de humor repentina, dei de ombros.

Fomos nós três a caminho da cantina. E no meio do caminho de o desprazer de encontrar a Patty.

- Ora, ora se não é aberração do colégio. – Dizia a loira com peitos enormes á mostra. Por que diabos ela desabotava quase todos os botões da camisa? Com um quilo de maquiagem na cara, nossa ela precisa de ajuda.

- Cala boca purpurina ambulante. – Vocês devem pensar que eu sofro bullying por ser estranha, alguém pode até falar alguma coisa de mim, mas se eu ouvir eu tenho pena dessa pessoa.

- Vem calar, aberração. – Ela adorava me chamar disso, não pensei duas vezes e pulei em cima dela. Fazendo suas duas amiguinhas darem um gritinho agudo e botarem a mão na boca. Puxei seu cabelo oxigenado loiro, fazendo-a gritar. Ela puxou o meu logo em seguida. Dei-lhe um tapa no seu rosto. Ficando a marca dos meus dedos logo depois, ela ia mirar a minha cara, mas me virei a tempo e segurei a sua mão. E com a sua outra mão ela apertou meu braço com força, fixando suas unhas na minha pele. Tirei sua mão do meu braço, segurando seus braços com uma mão e com a outra lhe dei um murro e pude ver o sangue correr. Nessa hora vi que alguém me puxou para trás, separando-me da coisa rosa largada no chão.

- VOCÊ ME PAGA ABERRAÇÃO. – Gritou Patty, que agora as duas amiguinhas dela á ajudavam a levantar.

Eu chutava a pessoa e batia ela com força. Não dava para ver seu rosto, ele me botou nos seus ombros, continuei me debatendo e gritando. Até que estávamos num grande distancia da Patty.

Ele segurou a minha cintura e me pós no chão logo em seguida, bem na sua frente. Pude ver claramente quem era, o Travis.

- Por que você me tirou de lá, seu idiota? Eu ia acabar com a raça daquela patricinha metida á besta! – Gritei, irada de raiva. Quem ele pensa que é?

- Você não viu o estado dela no chão? Você já acabou com a raça dela. Alguém tinha que separar vocês.

- Quem você pensa que é para me tirar de lá? Eu nem te conheço. – Disse, sem mais argumentos. Eu realmente machuquei bastante a purpurina, mas foi ela quem provocou.

- Eu não ia te deixar acabar com a menina, Kat. – Revirei os olhos.

- Intrometido. – Disse por fim.

Um pouco depois o André e o Felipe chegaram, os quais não atrapalharam a minha briga, eles já fizeram isso uma vez e o resultado não foi lá muito bom.

- Ei, você ta bem? – Disse o Dré, atrás de Travis, o qual se virou e olhou para André.

— Por que você não separou as meninas? – Disse Travis para André.

- Eu to bem Dré. – Disse sorrindo. O dré retribuiu o sorriso e voltou a olhar o Travis.

- Me responde. – Disse ele novamente.

- Eu não me meto nas brigas da Kat, uma vez eu e o Felipe fizemos isso e o resultado não foi la muito bom. – Viu o que eu disse?

O Travis revirou os olhos. – Vamos comer? Eu to morrendo de fome. – Disse. Fazendo o Travis se virar e me olhar.

- Você acabou de sair de uma briga e agi naturalmente?

- Claro, essa briga só serviu para eu ficar com mais fome. – Disse dando de ombros. Seguindo o corredor e indo até a cantina. Os meninos vieram atrás conversando besteiras. Dei graças a deus por o grupinho rosa não estar lá.

Fui pegar a minha comida e roubei mais um sanduíche sem a mulher da cantina ver e fui para a mesa onde os meninos estavam.

Olhei para o estranho que estava lá e depois me sentei do lado do Felipe, que comia e lia gibis ao mesmo tempo.

- Você vai ficar sempre com a gente? – Perguntei para Travis, que conversava com o André. Ele só deu de ombros e voltou a conversar, comi feito uma louca. Até que o grupinho apareceu na cantina e foi direto para a mesa onde eu estava.

Patty estava toda descabelada, cheia de arranhões e com o nariz inchado. É eu fiz um ÓTIMO trabalho.

- Eu só vim dizer que vai ter troco aberração. – Nessa hora todos viraram a atenção para as idiotas.

Dei de ombros. – To pouco me fudendo para você e as suas escravas ai. – Disse e voltei a comer. Ela me olhava morrendo de ódio.

- Carlie vem cá. – Disse Patty e a menina foi até ela. Patty sussurrou algo em seu ouvido e depois soltou um sorrisinho de canto.

- Carlie. – Disse olhando para a morena, alta que estava do lado de Patty.

- O que você quer... er aberração. – Eu não acredito que ela foi capaz de me chamar de aberração, depois de tudo. Mas devido aos acontecimos eu não duvidava mais de nada. Só fiquei encarando ela, a qual abaixou o olhar e foi para trás de Patty.

- Espere e verá Katrina! – Me levantei da cadeira com tudo. Fazendo-as se assustarem. O Travis soltou uma risadinha assim que ouviu o meu nome. E os meninos estavam sérios olhando a cena.

- Me chama assim de novo, vadia. – Disse a encarando.

Ela simplesmente soltou risadinhas e saiu com o seu grupinho, me sentei novamente e voltei a comer.

- Só te dando um aviso, novato. Nunca, NUNCA, se meta com essas ai. Com certeza você irá se arrepender. – Disse olhando seriamente. O André riu.

- Para de drama Kat.

- Eu avisei. – Voltamos para a aula e eu dormi em todas. Assim que bateu sai praticamente correndo.

Estava morrendo de fome.

Assim que cheguei à frente do colégio vi o mesmo carro que me trouxe de manha e o mesmo motorista e fui em sua direção.

- Bom dia Sra. Evans. – Disse educadamente.

- E aê. – Falei entrando no carro.

No caminho de casa recebi uma mensagem do André.

“De quem era esse carro Kat? Você esta sendo sequestrada?” – Dré.

“Claro que não, depois eu sou a dramática. É o motorista da Luisa. ¬¬” – Kat.

“Ah tá, jogo mais tarde na minha casa?“ – Dré.

“Com certeza, até lá.” – Kat.

“Até.” – Dré.

Em pouco tempo estava em casa. Entrei e não tinha ninguém. Fui até a cozinha e tinha um bilhete pendurado na geladeira.

“Tive que ir resolver algumas coisas, seu almoço está na geladeira, só é esquentar, retirei as coisas do seu quarto. Quero que faça uma lista do que quer no quarto e o que gosta de comer.

Com amor, sua mãe.”

Mãe? Ah fala sério né. Comi minha comida e fui para o meu quarto de hospede. Fiz as coisas que ela pediu e logo depois dormi.

Notas finais
Então o que acharam? Mereço reviews??
Estarei esperando comentários;
Beijos e até o próximo capítulo, bjs