Hi, I'm Kat

16 The Scar and The First Kiss


Notas iniciais
Vocês vão amar esse capítulo! EU AMEI ELE! Sério.
Tem drama e tem muito romance.
é muito fofo *---*
Espeero que gostem e comentem...
beiju

– O que diabos é isso? — Nós viramos assustados. Nos distanciamos o máximo que podia. Mais era tarde demais.

Vi que o Adam revirou os olhos. Eu realmente não sabia o que fazer.

– Fernanda, só estávamos conversando. Larga de drama! — Ele disse, direto e frio. Não reconheci o Adam naquela hora. Ele parecia esgotado. Parecia que aquela cena já tinha se repetido várias e várias vezes.

– Adam, eu não sou idiota! Eu vi o que estava rolando aqui. Você ia beijar essa vadia.– Ela disse me encarando com ódio, juro que eu pensei que ia sair espuma de raiva da boca dela. Mais quando ela falou que eu sou vadia, quem se irritou fui eu.

– Cala a boca garota, não tem nenhuma vadia aqui! — Disse com raiva.

E quando menos esperava ela partiu para cima de mim. No meio da festa, com todos olhando.

Eu puxei seu cabelo castanho/loiro para trás e logo depois com a outra mão dei um tapa no seu rosto. Acho que o Adam estava incrédulo demais para fazer qualquer coisa. Ela se debatia, mas eu já estava em cima dela lhe dando vários murros e lhe arranhando. Mas assim que ela deu uma joelhada na minha barriga eu cai no seu lado, fazendo ela se virar para mim e me dar vários murros, é ela não é que nem as Pattys-vadias. Ela sabia bater e muito.

No momento que ela ficou em cima de mim, o Adam ia vindo em nossa direção para nós separar, mas em um segundo ela pegou uma garrafa de Whisky e bateu sobre o meu rosto. A última coisa que eu vi foi Adam e Max (que apareceu do nada) correndo desesperadamente em minha direção, botei minha mão sobre meu rosto e logo ela ficou toda melada de sangue.

Não lembro de mais nada. Eu desmaiei, sentindo uma dor horrível.

(...)

Minha cabeça doía, muito. Abri os olhos. A primeira coisa que vi foi o Adam dormindo numa poltrona branca. Estava com uma roupa diferente da que ele estava usando no Pub. Me remexi um pouco na cama, olhei ao redor e percebi que estava num hospital. Meu rosto ardia demais. Algumas lembranças voltaram a minha mente. Lembro de começar uma briga com a Fernanda e depois um apagão, tudo escuro.

Me virei para o Adam novamente, ele estava acordado olhando para mim. E meu coração sorriu ao ver aqueles lindos olhos verdes/mel.

Quando ele reparou que eu tinha acordado, levantou num pulo da poltrona e veio até a cama.

– Kat? Aleluia você acordou. Como está se sentindo? Me desculpa... — O tom dele saia desesperado, preocupado e com muita culpa. Eu me senti assim só por ouvir ele falando. Não consegui processar todas aquelas perguntas.

– Que horas são? — Perguntei a primeira coisa que veio a minha cabeça.

Ele pareceu confuso, mas estendeu o braço e fitou o relógio.

– Meia noite. — Disse me encarando. Arregalei os olhos. — Kat você ta se sentindo bem? Desculpa, eu fiquei tão preocupado... Você ta dormindo á dias... — Ele disse passando a mão pelo cabelo. Ele sempre fazia isso quando tinha muito o que falar, mas tava muito nervoso. Como se esse movimento tirasse toda a tensão e nervosismo que ele esta sentindo naquela hora. Eu amava quando ele botava as mãos no cabelos e os penteava para trás.

Mas assim que processei o que ele falou arregalei mais os olhos. — Como assim estou dormindo á dias? — Disse.

– Você não se lembra? — Perguntou.

– Não. Só lembro de entrar numa briga com a Fernanda e depois puf. Só escuridão. Parece que nada aconteceu depois daquilo. Ai eu acordo e tô num hospital á DIAS! Dá pra me explicar o que aconteceu? — Disse nervosa.

Ele suspirou e pensou um pouco, como se não quisesse falar. Mais finalmente ele abriu a boca. — A gente tava dançando lembra? Ai a Fernanda chegou e fez a típica crise de ciúmes, ela partiu para brigar com você, mas você bateu bastante nela e no final ela pegou uma garrafa de whisky e jogou no seu rosto. — Nessa última parte ele falou como se não quisesse acreditar.

Botei minha mão no rosto. Senti ataduras em cima da minha sobrancelha e vários arranhões pelo rosto. O Adam ainda me olhava.

Eu tinha medo de fazer essa pergunta. Mais tomei coragem e a fiz. — O que aconteceu com o meu rosto, Dan? — Ele me encarou por alguns minutos mais depois falou.

– O corte que o vidro fez foi bem profundo. Saio muito sangue. Você ficou desmaiada por muito tempo. Eu, o Max e o Carlos trouxemos você para cá.

– Você não respondeu. O que aconteceu?

Ele respirou profundamente de novo. Lutando contra as palavras. — Por sorte na hora você colocou rapidamente o braço na frente. — Olhei para o meu braço, havia várias atadura e essas coisas cobrindo o corte. Toquei em cima e senti uma dor profunda, fazendo-me fechar os olhos de agonia. Rapidamente o Adam segurou a minha mão fortemente. Ele me passou confiança, amor e tranquilidade como eu nunca imaginei que uma pessoa podia fazer. Eu me senti confortável, eu finalmente não queria bater nele por ele está me tocando. Eu gostei.

Ele continuou a falar. — Mas um vidro perfurou o seu rosto. — Senti meu coração bater acelerado. — Bateu um pouco acima da sobrancelha. Graças a Deus chegamos aqui rápido, o que evitou algo mais grave, Kat eu sinto muito.

Vi que algumas lágrimas escapavam do meu rosto. Eu odiava chorar nas frentes das pessoas. O Adam me abraçou meio desengonçado.

– Kat, só vai ficar uma cicatriz bem pequenininha. Você vai continuar linda, como sempre foi. — Disse e meu coração foi a mil.

– Promete?

– Prometo.

(...)


Eu tinha passado três dias no hospital. Os meninos tinha me visitado. O Adam tentou ligar para a minha mãe para avisar do acontecido, mas como sempre, ela não atendeu.

Eu tinha recebido alta. O médico passou vários remédio e pomadas para sumir de vez a cicatriz. Menos a do rosto, que foi muito profunda e provavelmente não vai sair do meu rosto nunca.

Acho que eu fiz muito drama. A cicatriz é do tamanha do meu dedo mindinho. Lembrando que minha mão é bem pequenininha.

Eu tinha falado pouco com o Adam. Eu saí do hospital faz algumas horas e viemos em silêncio para casa. De moto.

Ele não falou nada para os pais. Ainda bem. Quando chegamos não tinha ninguém na casa, na verdade eu nunca vejo ninguém, só nas horas das refeições. O que é bem estranho.

Eu subi rapidamente no quarto, eu tinha tomado os remédios que o médico passou, então não sentia mais dor. Tomei um banho para tirar o cheiro de hospital. Botei minha calça de moletom e uma blusa do Avenged Sevenfold.

Desci e fui para a cozinha. O Adam estava lá sentado na bancada olhando fixamente para o micro-ondas que estava ligado. Com algo dentro girando.

Sentei ao seu lado. — O que ta preparando? — Perguntei.

– Miojo. — Fiz careta e ele olhou para mim..

– Você não gosta? — Perguntou espantado.

– Não. Olha, faz o seguinte, joga essa porcaria fora que eu vou fazer algo que preste. — Disse saindo da sacada.

Ele me olhou como se esperasse que eu dissesse: "É brincadeira, faz um miojo ai pra mim vai"

– É sério Dan. — Peguei o avental da mãe dele que tinha escrito " Cozinheira N° 1" e fui pegando as panelas. — Eu tô com vontade de comer algo doce. Você gosta de torta? — Perguntei. Enquanto ele desligava o micro-ondas e olhava para mim.

– Você sabe cozinhar Kat?

– Eu sempre tive que me virar sozinha. Não é fácil viver com um homem que não sabe nem o que é panela. — Disse dando de ombros e abrindo a geladeira para pegar os ingredientes.

– E sua mãe? — Perguntou ainda em pé. Eu estava de costas para ele, mas podia sentir seus olhos fixados em mim, esperando por uma resposta. A qual eu não sabia como ou explicar ou simplesmente não queria responder.

– Onde fica o Leite Condensado? — Perguntei fugindo da pergunta.

– Você ta fugindo da pergunta Kat, descaradamente. — Ele disse.

– E você ta fugindo da minha, onde fica o Leite Condensado? — Ele apontou para o armário preto do lado do fogão. Fui lá e achei.

Ele não me perguntou mais nada. Só ficou me olhando indo de lá pra cá para buscar os ingredientes. Fiz a massa, a cobertura e o recheio. Botei a massa no forno e me sentei num cadeira alta que fica na bancada, em frente ao Adam.

Ele me olhava sem piscar.

Tomei coragem e finalmente perguntei. — Dan... E a Fernanda?

Seus olhos pareciam que iam pegar fogo a qualquer momento.

– O que tem ela? — Perguntou com arrogância, mas ignorei.

– Você falou com ela depois da confusão?

– Nós brigamos. — Disse direto, agora desviando do meu olhar.

– E... — Incentivei a continuar.

– E dai que eu terminei com ela, é claro. — Disse como se fosse óbvio.

– Você tá bem? — Perguntei e ele finalmente olhou para mim novamente.

– A pergunta não é essa Kat, você tá bem? Olha o que ela fez! Tudo por ciúmes idiota. Já faz um tempo que eu queria terminar com ela, isso só me fez ver as coisas mais claras. A Fernanda não era para mim. — Agora eu me sentia um pouco culpada.

– Eu não quero que você termine com ela por minha causa Dan, ela só tava nervosa. Ela só não queria te perder entende? — Disse.

– Novidade Kat: Eu já terminei com ela. Você não tem noção de quantas vezes ela arranjou briga com qualquer garota que vem falar comigo. Eu tava cansado sabe? — Assenti sem perguntar mais nada sobre o assunto.

Depois de alguns segundos de silêncio ele voltou a falar.

– A Carlie apareceu no hospital. — Ele disse. Quase cai da cadeira pelo susto.

– Que piada boa Dan. — Disse rindo nervosa.

Ele revirou os olhos. — É sério, ela parecia bem preocupada.

– Você sabe da história Dan, sabe o que ela fez... Aposto que ela só foi a mando da Patty para ver se eu tava com a cara deformada ou não. — Disse.

– Primeiro, ela foi sozinha. Segundo, ela estava preocupada sim. Terceiro, você não está com a cara deformada Kat, você continua linda como sempre. — Falou. Eu não pude deixar de sorri.

Peguei a massa da torta e terminei de fazer tudo. Logo estávamos com os pratinhos com a torta e copos enormes cheios de Coca-cola indo até a borda da piscina. Levantei minha calça de moletom e botei os pés na água. á qual estava morna, morna.

Era de noite. Lá para as 4 horas da manhã. E o céu estava lindo.

– Meu deus Kat, essa torta tá maravilhosa. — Disse Adam, comendo como se fosse o último pedaço de torta no mundo.

– Calma Dan, ainda tem mais na cozinha. — Falei rindo, ele me olhou feio mas continuou comendo.

Então tive a brilhante ideia de pegar o meu prato de torta e tacar na cara do Adam. Sim, eu fiz isso.

E bem, ele não gostou muito. Como pode imaginar começamos uma guerra de torta de chocolate. Ele jogou vários no meu cabelo e eu no seu rosto.

Foi então que eu estava correndo na borda da piscina e quase cai la dentro.



- KAT, CUIDADO! — Disse Adam vindo correndo na minha direção e me segurando a tempo. Fiquei rindo com a sua cara de assustado.

Estávamos todos melados de chocolate.

E a centímetros de distancia, de novo. Eu podia sentir sua respiração regulada, ele me olhava com a boca um pouco aberta, ele tava respirando pela boca e estava incrivelmente sexy.

Senti suas mãos passarem envolta do meu quadril, me puxando lentamente para perto dele, eu não conseguia impedir. Eu não queria impedir. As pontas dos nosso narizes se tocaram. Ele botou uma madeixa do meu cabelo que caia no rosto para trás. E num movimento devagar beijou docemente minha cicatriz. Senti seus lábios úmidos e macios, que ao toque me fez arrepiar. Logo depois ele encarou meus olhos.

– Eu amo a cor dos seus olhos. — Ele falou em um sussurro, que eu quase não pude ouvir. Abaixei o olhar com vergonha. Mas assim, ele pôs a mão no meu queixo e levantou minha cabeça para encara-lo.

E foi assim que seus lábios tocaram o meu. Seu beijo era lento e totalmente em sintonia com o meu. Ele pediu passagem para explorar cada canto da minha boca e sem resistir por um segundo, eu cedi.

Eu nunca tinha beijado. E aquele parecia ser o primeiro beijo perfeito.

Paramos de nós beijar quando nenhum dos dois não tinha mais fôlego. E me senti completamente fora do mundo. Meus olhos ainda estavam fechados. Eu podia ouvir o coração do Adam bater forte, ou talvez era o meu. E sua respiração. O silêncio era confortante. E quando eu menos esperei seus lábios tocaram o meu novamente e novamente e novamente....

Não sei quantas vezes beijei o Adam naquele momento. Só sei que foi perfeito á cada milésimo de segundo.

Eu podia beija-lo para sempre.

Ficamos sentados na beira da piscina vendo o sol nascer. O céu esta num misto de azul, rosa, laranja e branco. Estava lindo, como eu nunca tinha visto.

Não tínhamos falado nada depois dos beijos. Não era necessário.

Mas no momento que resolvemos subir. Quando eu estava entrando no meu quarto, o Adam falou.

– Kat, o que eu sinto por você... é muito louco. — Disse enquanto eu estava de costas abrindo a porta. E quando eu me virei para responder, ele já tinha entrado no quarto.

Naquele dia eu não consegui dormir. Eu queria que fosse todos os dias assim... Perfeitos.

Eu nunca pensei que me sentiria desse jeito. Cheia de emoções maravilhosas.



Notas finais
O que acharam do primeiro beijo da kat?
Espero que tenham gostado.
Comentem, beeeeijus s2