Hi, I'm Kat
20 She will return
Notas iniciais
Esse capítulo é curtinho e é a POV do Adam. Vocês iram ver como ele esta confuso. Eu gostei mt desse cap e espero que vocês gostem e comentem.
Beijus e não irei demorar de postar o próximo, que ira ser maior.
Comentem s2s2
Adam POV
Eu não fui vê-la. Eu não acredito que eu não fui vê-la.
Flashback ON
- Ah, Olá Luísa. A Kat está? — Perguntei ao bater na porta da Kat. Era de tarde e ela já devia ter acabado de arrumar as malas.
- Olá querido. Não, ela saiu. Quer deixar um recado para ela? — Falou simpática, como sempre.
- Não, não é preciso. Eu queria mesmo conversar com a senhora...
- Sendo assim, entre por favor. — Falou sorrindo e abrindo mais a porta para permitir minha passagem. Fomos até a sala, sentei no sofá e ela numa poltrona que ficava á minha frente.
- Então, o que quer falar comigo? — Perguntou.
- Sobre a viagem da Kat. Ela não pode ir. — Disse sério.
- Eu entendo, mas eu e o pai dela já tomamos essa decisão. Ela teve ter falado que eu não a vejo muito. E que esse ano abriu uma oportunidade e ela pôde vir morar comigo. A nossa convivência não é boa. E depois de diversas brigas, do sumiço dela naquele dia e outros diversos ocorridos, achei melhor ela ir passar um tempo com o pai em Londres.- Eu estava pasmo e decepcionado. Eu não sabia nada da parte mais importante da Kat. Eu não sabia nada sobre a sua vida. E a que ponto eu cheguei? Ficar sabendo das coisas da garota que eu amo através da mãe. — Eu sei que você está gostando da minha filha. — Ela continuou. — Mas eu não irei voltar atrás da minha decisão, desculpe querido. — Disse se levantando, fiz o mesmo.
- Será que eu poderia esperar a Kat no quarto dela? — Me atrevi a pedir. De primeira, a Luísa iria negar, mas acho que ela me entendeu e por fim, acabou cedendo.
Subi e assim que entrei em seu quarto, foi como pegar um copo d'água e tacar em minha cara. Eu finalmente me toquei que ela estava indo embora. Tinha algumas malas fechadas pelo quarto e outras na cama. Foi como acordar para a realidade.
E a realidade é que eu ficaria três meses sem ver ela. E eu não queria aceitar aquilo.
Eu tinha encontrado o meu amor, mas estava prestes a perdê-lo. Eu estava com raiva. Por não poder impedi-la de ir, por achar que não a conheço e com raiva que a última lembrança que teria dela pelos próximos meses eram suas malas feitas para partir. Estava com raiva dos pais dela por tomarem essa decisão. Estava com raiva de mim. Eu sentei em sua cama e pude sentir o cheiro do seu by Text-Enhance\\\">perfume. Um cheiro doce, mas ainda sim forte. Como ela.
Era como se tudo que me lembrasse dela fosse jogado na minha cara naquele exato momento. E eu estava derrotado. Eu tentei, eu juro que tentei ser forte e não chorar. Mais eu falhei descaradamente. E nem imagino quanto tempo fiquei ali. Só lembro da Kat entrando no meu quarto, ofegante. Eu não sabia se sorria por vê-la ali, ainda, ou se chorava por não poder ver ela por três meses.
As duas opções eram muito ruins naquele momento.
Nós discutimos. E por fim eu fui embora e não voltei.
Flashback OFF
Eu não lutei por ela e não fui vê-la. A ideia de ver ela partir sem mais nem menos, me fez delirar de dor. Eu não queria me recordar dela subindo para dentro de um avião, sem olhar para trás, indo para longe de mim. Eu não conseguiria.
Eu fui fraco e eu não fui vê-la. Devo está sendo odiado nesse exato momento. E é muito doloroso saber que a pessoa que você ama, te odeia.
Eu não liguei para ela.
Não mandei mensagem.
Não mandei um email.
ou sequer um recado.
E ela também não.
Ela me odiava. Eu sabia disso. O que era pior ainda. Eu fui fraco. Eu queria ter ido até o aeroporto com ela, feito tripas coração para impedi-la de me deixar. Devia ter falado que a amava, devia ter feito qualquer coisa para ela não ir. Mas não fiz, porque eu fui fraco e não consegui.
Agora tudo está sem graça. Eu não fui capaz de dizer duas palavras que mudariam tudo:
"Sinto muito" ou "Me desculpa" ou "te amo".
Cada uma com destinos diferentes e significado diferente. Eu poderia ter dito, mas não disse.
E agora está tudo branco. Tudo num vácuo doloroso e longo. Está tudo confuso e triste. E não sei como resolver isso.
A escola está um saco. Eu tinha notícias dela através dos meninos.
E eu parecia um gravador velho, que sempre repetia a mesma pergunta:
"Ela está bem?" "Ela está bem?" "Ela está bem?" "Ela está bem?" "Ela está bem?"...
Agora eu pergunto a você. Ela está bem?
Por que eu não sei. Eu realmente não sei. E não ter notícias é a pior parte. Não poder ver ela é a pior parte. Não poder ouvir o som da sua voz é a pior parte. Não poder toca-la é a pior parte.
Não tê-la aqui, com certeza, é a pior parte de todas.
E eu não vejo a hora que ela volte. Para eu tentar concertar tudo. E podemos continuar onde paramos.
A Carlie tem ficado com o Travis e nunca mais a vi com o grupo da Patty. A Kat iria ficar feliz com isso.
Os meninos estavam sentindo sua falta. E não posso contar quantas vezes nós nos reunimos para conversar e de um certo modo o rumo da conversa iria para Kat e coisas relacionadas a ela.
Não posso contar quantas vezes andei de Skate e lembrei dela. Talvez por que foram muitas, ou todas as vezes. Não posso contar quantas vezes ouvi músicas que me lembraram ela.
Eu sentia a sua falta. E a saudade, de todos, era o pior dos sentimentos.
Sei que você deve pensar. Se estava com tanta saudade dela, por que não a procurou?
Eu tinha medo, medo dela estar me odiando agora. Medo dela não querer falar comigo por que a abandonei. Eu tinha medo.
Eu fui fraco.
Se passaram dois meses.
Falta pouco, falta pouco, falta pouco... Eu repetia isso todos os dias para eu mesmo.
Num sábado Max e Carlos vieram aqui em casa. Tinha tempos que eu não falava com eles. Eu estava desanimado para fazer qualquer coisa.
- E ai cara, como você tá? — Perguntou Max. Ele sabia que eu amava a Kat e que ela foi embora. O Carlos também sabia.
- Eu não sei. — Disse me jogando na cama e pegando o pacote de doritos.
- Falta pouco, logo logo ela vai estar aqui de volta. — Disse Carlos.
- E se ela estiver com outro? Ela saiu daqui me odiando cara.
- Você não pode pensar nisso. — Disse Carlos.
- Como eu não pensar nisso? Eu só faço pensar e estou derrotado.
Ficamos em silêncio por algum tempo.
- Vamos pra pista? Tem um tempo que você não anda com a gente.
- Não sei..
- Você não pode fugir para sempre Adam, você não vai naquela pista desde que ela viajou. Ela não morreu cara, ela vai voltar. — Disse Max.
Respirei fundo. Ele não iria desistir. Tomei um banho rápido e peguei meu Skate.
Fomos até a pista.
Andamos e fizemos algumas manobras. Até que chegou uma menina. Ela foi para um local distante do que a gente tava. Mas eu reconhecia ela de algum lugar. Ela procurava alguém.
Foi então que ela me viu e sorriu. Foi ai que eu percebi, que era ela.
Era a Kat. E ela tinha voltado.
Notas finais
Beijus! Até o próximo capítulo!
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