Hi, I'm Kat

21 And love is found.


Notas iniciais
Oi, amei o título! tão fofo *-*
Espero que gostem, é bem romântico esse cap e não fala muita coisa do que vai acontecer! Desculpa a demora!
Beijus e obrigada pelos comentários e a quem favoritou. fiquei feliz em ler e responder
Espero que gostem e comentem! estarei esperando, ciao s2

Eu nem acredito que em menos de duas horas eu veria o Adam e os meninos. O Adam devia estar me odiando agora. Por não tê-lo pedido para ficar e por ter ido embora.

Mas por dois meses, nem um dia, nem mesmo sequer um dia eu deixei de pensar nele.

Mais eu iria revê-lo, finalmente!

Depois do meu pai me levar ao aeroporto e fazer o típico discurso de: "Kat, não apronte. Não mate ninguém, por favor, a fiança é cara..." e no final ele me abraçou e disse que me amava.

Isso ta certo produção?
Mais eu ouvi: " Eu te amo Kat, você sabe disso não é?" Assenti em silêncio. Não pude segurar as malditas lágrimas que caíram no meu rosto.

Eu mal parti e já sentia falta do meu pai. Era bom ouvir essas três palavras no seu tom de voz. "Eu te amo Kat". Sorri sozinha depois de repetir essa frase várias e várias vezes. Era bom se sentia amada. Era muito bom.

Peguei o avião. E para a minha sorte, tinha uma comida decente dessa vez. Eles estavam dando chocolates! Chocolates, poderia ser mais perfeito? Só se dessem doritos, ai sim!

Eu dormi a maior parte do tempo. Na outra fiquei nervosa, ansiosa e com medo. Então preferi dormir.

Assim que sai do avião vi três idiotas com umas plaquinhas. Escritas em canetas coloridas e com brilho: "Kat chata".

Pois é. Eram o Travis, o Felipe e o André. Todos os três sorriam e balançavam as placas. Não pude evitar de sorrir e me sentir extremamente feliz e especial por ter amigos tão idiotas e perfeitos como eles.

Corri até lá. Com as duas malas pesadas. Mais foda-se. Sentia tanta saudade, que mal poderia descrever com palavras.

Abracei os três ao mesmo tempo. E cara, eu não queria desgrudar deles nunca.

- Ta bom Kat, que drogas eles te deram no avião para você estar assim? — Disse André rindo, mas sem me soltar.

- Babaca. — Foi a única coisa que disse antes de lhe dar um leve tapa. Ele riu e o abracei mais forte.

A saudade é um dos piores sentimentos. Mas quanto você a mata, sente uma felicidade incontrolável.

O André tinha pego o carro do seu pai. Obriguei eles a carregarem minha mala. E eles foram até o carro resmungando de como as malas estavam pesadas. Eu contei sobre Londres e de como lá era lindo. Contei sobre as lojas de doces, blusas e CDs. Contei sobre tudo o que tinha me acontecido.

Eles me contaram sobre a escola e todo o resto. Fomos o caminho todo conversando. Ora brigávamos por besteiras, outras cantávamos as músicas que passava no som, ora conversávamos. E eu nunca tinha me sentindo tão bem e feliz.

Mas uma coisa faltava. Eu sentia. Minha mãe não foi ao aeroporto. Ela sabia que eu chegava hoje. Meu pai a avisara. Ela não teve nem um mínimo de consideração de ir me buscar.

Mas no fundo, eu estava acostumada. Mas machucava, muito.

Os meninos me deixaram em casa. O André desceu do carro e veio falar comigo.

- Ele sente sua falta. — Disse e meu coração disparou. Eu sabia quem era ele.

- Não tenho tanta certeza. Ele não falou comigo durante esse tempo todo... — Falei triste.

- Kat, ele perguntava de você todos os dias, diversas vezes. Vai atrás dele. Eu te amo, sua boco. — Disse e me deu um abraço. Retribui.

- Também te amo, Dré. Te amo muito! — Disse e ele me abraçou mais forte.

- Fala com ele, está bem?

- Pode deixar. — Afirmei. Ele entrou no carro e se foi. Levei minhas malas até em casa. Eu até que sentia falta daqui.

Com muito esforço, subi as escadas com aquelas malditas malas. E quando cheguei no meu quarto, estava morta. Me joguei na cama e encarei a parede.

Sorri. Sempre fazia isso quando estava aqui. Eu queria fugir de falar com o Adam. Não vou mentir. Estava com medo e com curiosidade ao mesmo tempo.

Estava com saudade, muita saudade dele.

Então depois de um longo suspiro, levantei. Abri a mala tirando algumas roupas.

Fui tomar banho. Demorei mais tempo do que deveria. Estava exausta. Precisava descansar. Mas isso ficaria para depois.

Botou um short de cintura alta, uma blusa do Iron Maiden e um vans azul que adorava e para completar uma touca preta.

Peguei minhas chaves e o celular e desci. Estava tremendo. E essa reação me assustou um pouco. Estava transbordando de medo.

Finalmente tomei coragem e sai de casa. Não demorei muito e estava batendo na porta da casa do Adam.

Meu coração batia cinco vezes mais rápido agora. Minha mão estava tremendo muito. E jurava que eu poderia desmaiar a qualquer momento.

Depois de alguns minutos a mãe do Adam abriu a porta.

- Oi querida. Como está? Vejo que voltou de viagem. — Disse simpática.

- Ah, sim. Estou bem. O Adam está? — Perguntei um pouco decepcionada por ele não ter atendido a porta.

- Não, ele saiu a pouco. Foi na pista com os amigos.

- Então já vou, obrigada mesmo assim. — Disse e sai. Suspirei, achei que ia ter um ataque cárdia ali mesmo.

Tinha que ir na pista. Espero que eles tenham ido para a que eu e o Adam sempre íamos.

Voltei em casa e peguei meu Skate. Fui até as pistas. Entrei lá e tinha várias pessoas. Hoje estava cheio. Diversas sentadas nos bancos conversando, outras em diferentes pistas. Seria difícil encontra-lo ali. Mas eu iria procurar.

Eu não ia ligar para ele. Não podia. Era estranho depois de tanto tempo.

Nada do Adam em canto algum. Será que ele já foi? Não. Pensamento positivo.

Além de ter que encontrar ele, tenho que controlar meu nervosismo. Maravilha.

Será que ele pediu para a mãe falar que não estava? Não, não. Eu pelo menos espero que não.

Pensar nessa possibilidade me assombrava. Fui em várias pistas, vi vários rostos e nada dele ou dos meninos.

Então o meu olhar se direcionou para a pista mais distante. Onde eu e ele sempre andávamos. E eu vi.

Eu o vi.

Ele estava olhando para mim. Ele me reconheceu. Então eu sorri, não pude conter o sorriso. Era ele, mal podia acreditar.

Andei em sua direção. Parecia que o resto do mundo desaparecera e só sobrou nos dois. Ali, na pista, um olhando para o outro.

Eu o olhava fixamente. E ele não se mexia. Mal piscava o olho. Parecia não acreditar no que via.

Tudo se evaporou. E parecia que eu nunca chegava nele. E quando estávamos a um metro de distancia, agradeci mentalmente por estar ali.

A caminhada interminável, acabou. E eu estava ali, bem pertinho dele. E as mãos tremendo, as pernas bambas e o medo pareciam um nada naquele momento.

Mas assim que ficamos frente a frente, o Adam deu um passo. E sem aviso previu ele me abraçou.

E pode parecer loucura, mas eu senti. Senti que ele ainda me amava. E foi uma das melhores sensações do mundo.

- É-é você mesmo. — Disse com a voz meio rouca. Como um sussurro. E me arrepiei totalmente quando ouvi a sua voz depois de tanto tempo. Eu senti falto do timbre dela. Rouca e sedutora.

- Senti falta da sua voz. — Disse. Naquele momento eu queria que o tempo parasse.

Um pouco depois ele se afastou. E pude jurar que eu ia cair. Estava sem forças. Ele consegue tirar meu ar, meu amor e minhas forças.

- O que você está fazendo aqui? — Perguntou surpreso, olhando diretamente para os meu olhos. Me senti hipnotizada por alguns segundos.

Sorri e abaixei a cabeça. Se continuasse olhando para ele, iria agarra-lo a qualquer momento.

- Eu voltei. — Disse apenas. Ele pós sua mão no meu queixo e levantou o meu rosto. Fazendo-me encarar seus olhos de novo.

E dessa vez não pude aguentar.

Eu o beijei. Um beijo desesperado e cheio de emoções. Sentia falta dos seus lábios macios e do seu beijo doce. Ele não esperou muito e me puxou para mais perto de si, e mais perto e mais perto. Senti que éramos um só. Era incrível essa capacidade do Adam de me fazer perder a noção do tempo. De ir para outra realidade quando estava com ele. De sentir as melhores sensações. Sentia o tum-tum-tum do seu coração, estava acelerado. Ou talvez fosse o meu. Parecia que o mundo dissipou-se. Ah, como eu sentia sua falta. Eu esperei cada dia para tê-lo comigo.

E depois, quando nossos lábios se separaram, continuamos grudados.

- Eu te amo. — Sussurrei.

E como resposta ele selou nossos lábios com um beijo. E pude sentir que estava flutuando.

O beijo tem duas partes difíceis. A primeira quando você está á centímetro da pessoa e tem aquela tensão de quando vai acontecer. A segunda é quando o beijo acaba. Você sente sua felicidade sendo arrancada aos pouquinhos.

E quando o nosso beijo acabou, eu senti isso. Nossa respiração estava ofegante, mas mesmo assim, eu continuava ouvindo o tum-tum-tum dos nossos corações.

- Eu te amo Kat, eu nunca pensei que sentiria tanta falta de alguém como senti da sua. — Disse e me abraçou. Não pude conter as lágrimas ao saber que ele não me odiava, ou ao saber que ele não me esqueceu.

Nos separamos. Já estava ficando deprimida com isso. Uma hora estávamos juntos e na outra nos separamos.

Ainda tínhamos muito o que conversar. E isso é o que eu estava com medo. Da sua reação, do que ele iria dizer.

- A gente precisa conversa. — Eu disse e ele ficou tenso. Franziu o cenho, mas no final concordou.

- Vamos, lá em casa a gente conversa. — Disse. Mas antes foi falar com o Carlos e o Max, para dizer que estava indo. Eles olharam para mim com certa surpresa, mas logo depois sorriram e acenaram. Retribui.

Foi cada um no seu Skate. Cada um com seus pensamentos. Eu olhava toda hora para ele. Mas ele estava distante, sempre olhando para frente. Eu fiquei com medo, não vou mentir. O caminho toda tentei articular o que eu ia falar, mas não conseguia. Parecia que as palavras fugiam de mim naquele momento.

E quando chegamos pensei que não conseguiria falar nada. Fomos para a casa do Adam. Não vi ninguém enquanto entrava. Subimos e fomos para seu quarto. Estava como sempre. Arrumado, com os pôsteres na parede e alguns sapatos espalhados pelo chão. Sorri ao lembrar dos momentos que passei ali. Quando cai e bati a cabeça, ou quando entrei sem bater e comecei a discutir com ele. Mas quando vi, ele estava dormindo e não ouviu nada que eu disse. Lembro do dia que ficamos assistindo filmes de terror o dia inteiro. Lembro do dia que entrei e o vi dormindo.

Ficamos em silêncio por algum tempo. Ele foi até a cama e se sentou. Passando a mãos no seu cabelo castanho. Ele estava nervoso. Nós estávamos nervosos.

Fui até ele e me sentei ao seu lado. Respirei fundo e decidi começar a conversa.

- Eu sinto muito, eu queria ter ido atrás de você e ter dito que eu não iria embora. Você não é um estranho para mim Adam. Você é muito mais que isso. Eu senti tanta a sua falta nesses meses. Eu sinto muito por não ter sido capaz de ter te ligado ou dado sinal de vida. Por dois meses eu pensei que você me odiava. Mas eu te amo e não sei o que fazer agora. — Disse olhando para o meu tênis. Eu senti seu olhar em cima de mim e não fui capaz de olhar para o meu lado e encara-lo. Mas assim que tomei coragem, seu expressão era de um misto de surpresa e adoração.

- Eu nunca poderia te odiar baixinha. Eu meio que achava que você estava me odiando e que não queria falar comigo. Então fiquei com medo de te ligar ou mandar alguma mensagem. Eu sinto muito que isso tudo tenha acontecido. — Sorri ao ouvir aquelas palavras. Ficamos dois meses separados por que cada um foi orgulhoso e não tomou uma atitude. É, nós dois somo dois medrosos.

Sorri, não conseguia conter. Então eu vi aqueles olhos castanhos/mel brilhando ao me fitar. E assim ele sorriu também.

Ficamos em silêncio por algum tempo. Mas depois ele me puxou para perto de si e nós beijamos.

E não sei dizer quantos beijos foram... Só ficamos lá, matando a saudade um do outro.

Notas finais
Então? quem amou esse reencontro? vou esperar os comentários, beeijos amores s2