Hi, I'm Kat
19 Everything is going wrong
Notas iniciais
Esse capítulo tinha que sair muito bom e ele é bem grandinho. O maior que eu ja fiz
Espero que gostem e comentem. Senti falta de algumas pessoas que comentavam :(
Voltem...
Beijus!
Ele se separou só alguns centímetros de mim. Seus by Text-Enhance\">braços estavam envoltos a minha cintura e agradeci mentalmente por isso. Minhas pernas estavam tão bambas que pensei que iria cair a qualquer momento. Ele me fitava com aqueles olhos castanhos/mel mais lindo que eu já vi. Como eu poderia mentir para ele? Como eu arranjaria um jeito de não ir para Londres? Simplesmente não tem como. Não tem como eu mentir, ou adiar a viagem.
Por que isso tinha que acontecer logo agora? Logo depois da declaração dele. Ele me olhava esperando uma resposta sobre tudo que dissera. E eu tinha a resposta. Eu o amava, muito. Eu não tive tanta certeza de uma coisa como agora.
Eu amava o Adam. E estava assustada com isso.
Eu precisava pensar. Sei que você vai pensar que eu estou doida. Mais ainda tem a Carlie, eu estava tão confusa sobre tudo que ela me disse. Eu não poderia olhar para ela todos os dias no colégio. Eu não conseguiria organizar minha cabeça.
O que eu ia fazer podia mudar tudo. Para bom ou ruim. E eu não sabia ainda. Eu estava com medo, como nunca tive antes. Mas não tinha outra saída.
– Eu...eu estou indo embora Dan. — Disse, num sussurro. Mas tudo estava silencioso. E ele me olhou, com muita clareza. Primeiro ele sorriu. Como se eu estivesse brincando sabe? Bem que eu queria que fosse isso. Mais no fim eu não sorri e ele soube que eu falava sério. E aos poucos seu sorriso foi sumindo. Fazendo-me despedaçar por dentro.
– V-você está falando sério? — Ele perguntou. Assenti sem falar. Eu sentia que a qualquer momento iria chorar. Principalmente quando ele se afastou. Pude sentir minhas pernas tremendo. Mais eu teria que enfrentar.
Eu não tinha outra escolha.
– Me explica isso direito, kat.
– Depois que eu sumi ontem... — Ia falando até que ele se intrometeu.
– Me deixando muito preocupado e não me disse o motivo. — Falou sério.
– Enfim... A Luísa ligou para o meu pai e ele achou que eu deveria ficar três meses com ele. — Primeiro ele soltou um ar aliviado. Depois franziu o cenho.
– Kat, você quase me mata de susto! — Disse. — Achei que você iria, sei lá, para um lugar longe. Seu pai mora aqui não é?
– Dan, eu vou para Londres.
Ele parou. Me fitou.
– Como?
– Ele mora em Londres. E eu vou amanhã.
Ele parecia furioso.
– E você me conta isso agora? Depois que eu falei tudo o que eu sentia, que estava guardado comigo faz by Text-Enhance\">tempo, você me fala que eu vou poder ficar sem te ver, não um, mas três meses? Eu esperei muito by Text-Enhance\">tempo kat. Não sei se irei aguentar ficar tanto tempo assim sem você. — Ele passou as mãos no cabelo e chutou o chão. E eu fiquei um pouco assustava com esse movimento repentino. Ele se virou de costas para mim e respirava fundo várias vezes.
Fui até ele e botei a mão no seu ombro (Tive que ficar na ponta do pé, ser pequena é foda.)
Ele se virou e abaixou o olhar para mim. E eu podia jurar que seus olhos estavam brilhando...de choro. Eu não sei se vou aguentar guarda o meu por muito tempo.
– Me perdoa. Eu não tenho opção.
– VOCÊ TEM, NÃO VAI KAT! — Ele gritou me fazendo recuar um passo para trás.
– Eu não posso. Eu tentei de tudo Dan. Eu já arrumei minhas coisas. — E essa última frase o fez ficar numa mistura de ódio e tristeza eterna. E me odiei por ter que fazê-lo passar por isso.
– E quando você ia me falar isso Kat? Quando já estivesse em Londres?
– Eu ia te falar isso amanhã, antes de ir. Eu não sabia que isso ia acontecer.
– Isso o quê Kat? — Disse ficando poucos centímetros de mim, de novo. Eu quase perdia todo o ar com aquela aproximação. E me pergunto, quando eu comecei a sentir isso.
– O que você disse...
– O que eu disse? — Ele falou, num tom que me pareceu muito de provocação. Eu olhava para o chão. Simplesmente não conseguia encara-lo.
– Você sabe o que você disse. — Falei.
– E o que você acha disso?
– Isso não vem ao caso agora, Adam. — Disse.
– Que droga Kat. Eu simplesmente não sei o que você espera de mim.
– Me perdoa. — Repeti. Ele se afastou e novamente ficou de costas para mim. E logo depois olhou para o céu. E eu ouvi. Ele estava chorando.
O Adam estava chorando. E tudo era culpa minha.
– Dan, por favor...
– Eu vou te esperar Kat. Três meses não é lá muita coisa. — Ele mexeu a sua mão em direção do rosto e depois se virou para mim. — Você precisa desse tempo para pensar?
– Eu já tenho a minha resposta, mas eu preciso pensar, sobre a Carlie e todo o resto. — Acho que ele não entendeu. Eu não tinha falado sobre minha conversa com ela. Ele simplesmente preferiu não perguntar.
Ele veio até mim. E entrelaçou nossos lábios novamente. Eu não queria que aquele fosse o nosso último beijo. E antes mesmo dele acabar, eu já sentia saudades.
– A gente vai se falar não é?
– Todo dia. — Disse tentando sorrir depois. Mas ele não retribuiu. Fomos até em casa. Peguei as chaves e abri, quando eu ia me virar para dar um abraço, a Luísa me chamou.
– Kat, a viagem será adiada. Iremos no domingo. Eu preciso ir numa editora importante amanhã. — Assim ela viu o Adam atrás de mim. — Olá querido, quer entrar?
– Não, obrigado. Estou indo para casa. — Só eu que não entendi o que bulhufas a Luísa estava fazendo acordada? — Depois a gente se fala. — O Adam falou se referindo a mim. — Beijo. — Falando isso se abaixou e me deu um selinho. E foi para casa, parecia desolado. E aquilo foi como várias pancadas no coração.
Bati a porta. Irritada. E vi que a Luísa estava escrevendo. Por isso não estava dormindo. A única coisa boa é que eu ainda tinha o sábado.
– Você vai comigo para Londres? — Perguntei perto da escada.
– Sim. Tenho coisas para resolver lá.
Sem dizer mais nada, subi e fui para o meu quarto. E não me lembro da última vez que eu chorei tanto.
Eu tive que passar o sábado todo arrumando minhas coisas e não tive tempo de falar com o Adam.
Fui na casa do André falar com ele, quando acabei de arrumar minhas coisas. O Felipe estava lá, para nenhuma surpresa. O Travis tinha saído com a Carlie. E agradeci mentalmente por os dois não estarem lá.
Os meninos ficaram bem tristes por eu tá saindo. Eles tentaram disfarçar, mas não me enganavam. Passamos o resto do dia jogando e comendo porcarias e brigando.
É nesse momentos que você realmente vê como as pessoas fazem falta. Uma falta que dói bem no fundo da alma.
E no momento que a gente se abraçou e eles me desejaram que o meu avião caísse e que era para eu ligar todo dia, eu soube, que eu os amava muito e desde que eu sai de lá, não consegui parar de chorar.
Cheguei em casa. Silenciosa e vazia como sempre. Assim que estava subindo as escadas ouvi passos e virei para trás.
– O Adam veio aqui. — Disse Luísa.
– Sério? O que ele queria?
– Ele veio conversar com você. Mas disse que tinha saído e nós tivemos uma conversa. Ele está no seu quarto, te esperando. Faz um tempo.
Nem respondi, subi correndo e abri rapidamente o quarto. A cena que eu vi não foi e nem nunca vai ser uma das melhores. Eles estava sentado na minha cama, os cotovelos no joelho e a mão tapando o seu rosto.
– D-dan? — Disse gaguejando.
Ele levantou o olhar para mim. A expressão do seu rosto era uma mistura de raiva e desconsolo. Ele estava derrotado. E parecia não ter pregado o olho aquela noite.
– Por que não me contou Kat? Por que não me contou nada sobre sua mãe? Por que não me contou sobre a Carlie ter vindo aqui? Por que eu sinto que não sei praticamente nada sobre você ou sua vida? Por que...
– Como assim Adam? Do que você está falando? Você foi a única pessoa que depois de 15 anos eu me abri de verdade.
– Então me explica por que você esta indo para Londres.
– Por causa daquele dia que eu passei a noite fora.
– E o que aconteceu naquele dia?
– A Carlie esteve aqui.
– Está vendo onde estou querendo chegar? Por que não foi me procurar? Eu iria te ajudar droga. — Disse agora em pé a poucos metros de mim. Ele me fitava com aqueles olhos, que agora pareciam perdidos.
– Eu não queria ajuda Adam, eu precisa pensar.
– E por que você nunca me contou sobre a sua mãe?
Silêncio. É essa eu não queria e não poderia responder. Acho que eu fico completamente frágil quando falo sobre ela. E esse não é o meu melhor lado.
– Eu sinto que não te conheço Kat. — Ele disse por final. Relaxando os ombros, como se desistisse, de tudo e inclusive de mim. Aquilo me matou.
– E enquanto a você Adam? Eu não sei nada sobre você. Só sei que você anda de skate e é o meu vizinho. E que gosta de Avenged Sevenfold. Você é um completo estranho. — Disse e me arrependi. Por que a expressão do rosto do Adam...meu deus, foi de partir o coração. Incluindo o meu.
– Então como eu sou um completo estranho pra você, to indo embora. Faça uma boa viagem para Londres, Kat. — Disse de um modo totalmente frio. Que nem eu mesma, consigo fazer.
E assim ele se foi. E eu fui incapaz de ir atrás dele. Acho que isso foi o que mais me doeu.
(...)
Já eram 8:40. Meu voo partia as 9:00h. Acho que já roí todas as minha unhas e nada do Adam. O André, o Felipe e o Travis apareceram. Falei com eles, abracei até e então eles se foram. E a Luísa foi comprar revistas. E eu aqui sozinha. Me matando por dentro sem saber se ele vinha ou não. E a cada minuto era pior.
Será que ele desistiu? Será que ele desistiu de mim? Deve ser ótimo isso, já que todos fazem. Tá, vou parar de generalizar. O André e o Felipe, provavelmente, não me abandonariam. Já a Carlie. Não sei o que pensar em relação a ela.
8:56. Nada dele. A voz sedutora da aeromoça soava pelo aeroporto, em várias línguas. E nada dele.
9:00h. Todos em fileiras, entregando o passaporte. E nada do Adam.
Eu não sei o que eu estava esperando. No fundo, bem no fundo, eu queria aquelas cenas super românticas, o menino enfrenta várias coisas para chegar no aeroporto, então a menina está quase entrando no avião até que ver ele. Eles se beijam e ela fica.
Só que isso não é um filme, ou um livro. E eu odeio romances.
Não demorou muito e já estávamos no avião. Eu segurava o choro com todas as minhas forças. Não iria chorar na frente da Luísa. Não mais.
Ultimamente tenho chorado muito. E isso é depressivo. Nunca em toda a minha vida eu tinha sofrido por um menino. E nesse ano eu já estou sofrendo por dois. Ah, onde minha vida veio parar?
Eu odeio aviões. Primeiro por que eu assisti todas aqueles filmes trágicos onde o avião cai e todos morrem. Sério, você fica com alguns traumas. Segundo, não tem comida decente (sem mais explicações.) Terceiro, tem aquelas aeromoças super lindas, bilíngues e com vozes sedutoras que faz você se sentir uma barata burra. Se é que isso tem lógica.
A Luísa ficava ora folheando a revista, ora pegava o celular, ora começava a escrever num caderninho. Ela até tentou puxar papo, mas vocês já devem saber o que aconteceu.
Desistir de lutar contra o choro. Então fui dormir. Botei meus fones e fui ouvir as músicas mais violentas do meu celular.
E no entanto, não deu certo. Quando abri os olhos a Luísa estava dormindo. Eu acordei por que uma infeliz de uma aeromoça ficou me cutucando.
– Desculpe acordar senhora. Mais, você estava cantando muito alto e incomodando os passageiros. — Depois que ela falou abriu um sorriso. Mais eu juro que ela estava querendo voar no meu pescoço.
– Ops, foi mal! — Disse. Ela devia agradecer por eu estar me desculpando. Eu tô em depressão aqui. Podem me deixar cantar pelo menos?
Depois disso, decidi ir desligar a música e ir dormir de vez.
(...)
Meu pai estava me esperando quando sai do avião. Eu estava morrendo de fome.
E a Luísa estava com um espelhinho na mão para poder passar batom. Pode isso?
Meu pai me recebeu com um sorriso e antes que ele pudesse dizer algo, eu falei:
– Tô com fome pai. — Disse e ele riu.
– Também estou com saudades filha. — Disse e me abraçou. E cara, quanto tempo meu pai não me abraçava. É, eu estava com saudade do velho.
Sorri logo que ele me soltou.
– Pai eu to MORTA de fome. Aquelas aeromoças não me alimentaram, vê se pode? Não pode. Eu preciso de um banho urgentemente. Onde a gente vai ficar? Que colégio eu vou estudar? Pelo amor de Deus, um que não tem um uniforme tão ridículo, por que né. Já basta. — Meu pai sorriu de toda a minha falação.
– Olá Luísa. — Ele disse. E eu podia jurar que vi seus olhos brilhando. Como se lembrasse de várias memórias ao mesmo tempo.
– Oi, como você está?
– Bem, bem..Vamos filha? — Disse se dirigindo á mim.
– Ah, agora me notou? — Disse e revirei os olhos.
Meu pai foi carregando minhas várias malas. Muito pesadas, só pra constar. Passamos no supermercado para comprar comida. Por que na casa do meu pai não tinha nada comestível. Sério, eu aposto que nem água gelada deve ter.
Fui comendo. Entrei na casa dele comendo. E fui para o meu quarto comendo. Ele era legal, o meu quarto temporário. Ficaria melhor com alguns pôsteres e o meu toque especial.
Ultimamente tem ficado em muitos quartos temporários.
A Luísa ficou num hotel. Graças a Deus.
Tomei um longo banho e depois fui dormir. O que eu menos queria agora era pensar.
(...)
ADAM POV
Ela se foi. Eu fui incapaz de ir atrás. Eu não consegui ir atrás do que eu mais queria, eu não consegui ir atrás do meu amor. Aquela conversa (ou briga) que tivemos continua se repetindo na minha cabeça várias e várias vezes.
Como eu pude deixa-la ir? Eu sou um idiota. Ela deve ta me odiando uma hora dessas. Pra falar a verdade, eu não me importava de conhecer pouco a Kat, ou as relações dela. Eu só amava, amava o jeito como ela via o mundo, amava o jeito como ela lidava as coisas, amava o jeito como ela me olhava, aqueles olhos cor de água que sempre que eu via pensava que conseguiria me afundar lá dentro. Eram tão sombrios e perfeitos. Eu amava o tom da sua voz e a suavidade dos seus beijos. Não tem nem um dia que ela se foi e eu já sinto saudades.
Não sei se irei aguentar ficar sem ela por três meses. Ela vai me esperar? Mesmo depois de não me despedir? Mesmo depois da briga?
Eu não vou aguentar vê-la com outro. Não vou. Eu precisava da Kat.
Mas ela se foi, sem nem ao menos dizer que me amava. E no fundo, isso estava doendo muito.
Eu só não sabia como lidar. Os meninos vieram aqui em casa. Andamos um pouco de Skate e conversamos. Mas minha cabeça continuava pensando em uma só pessoa, a Kat.
(...)
As aulas voltaram normal. Como se ninguém se importasse com a pessoa mais importante que tinha naquele colégio. Fiquei com o André, o Felipe e o Travis. Eles sentiam falta dela também.
Quem não sentiria?
Só são três meses. Não vai demorar tanto. Pelo menos, é nisso que eu quero acreditar.
KAT POV
Já falei como eu odeio escolas? Não? Pois é, eu odeio escolas. Principalmente quando a escola, não tem um Adam, nem um André e nem um Felipe.
Se já era ruim lá, imagine aqui. O uniforme. Eu quase matei meu pai quando ele me trouxe o uniforme. Adivinha? Saias! YUPI! Só que não.
São saias xadrez vermelhas. VERMELHAS. Eu tinha ido para o colégio dos Rebeldes. Não é possível!
O que posso dizer do meu colégio. Pessoas bonitas e mais altas do que eu. Isso é deprimente. Aulas chatas, como qualquer uma.
É, não tem muito o que falar disso daqui. Eu venho falando com os meninos desde a hora que cheguei.
Mas nada do Adam. Nenhuma mensagem ou ligação. Eu também não fiz nada. Ele deve estar me odiando agora por ter te deixado.
E eu me odeio por isso.
Mais agora que eu estou aqui vejo que é melhor. Tem pensado muito sobre a Carlie. Coisa que eu nunca conseguiria se estivesse lá.
Pode me chamar de idiota, mas eu entendo ela.
Eu faria a mesma coisa se estivesse em seu lugar. Ela deve ter sofrido muito mais do que eu. A Patty vai ter o que merece quando eu voltar, ah vai.
Eu só não entendo por que ela não me contou nada. Ela podia ter feito, mas não fez. E isso é o que mais dói.
Agora sempre quando eu saio do colégio ando de Skate pela grande Londres.
E não me pergunte quantas vezes eu me perdi, porque foram muitas.
Um mês de passou.
O Adam não me deu sinal de vida desde agora. Só sei sobre ele através dos meninos e só. E eu me sinto horrível e destruída por dentro. Não fiz nenhum amigo no colégio e nem vou fazer.
É desperdício de tempo, já que irei embora daqui a dois meses. Meu pai ta sempre ausente. Agora entendo por que ele não queria que eu viesse com ele. Eu realmente estou me sentindo sozinha aqui.
Vocês que pensam que estou passando fome...Estão enganados. Meu pai sempre almoça na rua, então eu tive que me virar sozinha. Ou seja, eu descobrir um restaurante muito perfeito, que é tipo atrás da minha casa.
Sem andar muito, ou pegar táxi ou fazer qualquer esforço. Perfeito.
Eu também descobri um mercado perfeito. Que só vende coisas boas. Nutella, doritos, Coca-cola, balas... E por ai vai. Eu não sei como eu não engordo. Acho que é por que eu sempre to andando de Skate por ai.
Por uma semana inteira eu chorava de noite. Mas com o tempo minha cota se esgotou. Eu falo raramente com a Luísa. Quando ela lembra que tem uma filha, ela liga. Mas não conversamos menos que quatro minutos. O recorde foi seis minutos.
A Carlie não tentou contato comigo. E agradeço por isso todos os dias. Menos pressão, mais compreensão.
Ta cada dia mais difícil ficar sem ver, ouvir ou tocar no Adam. Eu não sei como ele esta se sentindo em relação a mim.
Não ter notícias é a pior parte.
Dois meses se passaram.
Se acha que ele deu sinal de vida. Desista. Faz dois meses que eu cheguei em Londres e nada do Adam. Nada de noticia, nada de nada.
Eu tenho certeza que ele desistiu de mim. Mas eu só precisa ouvir uma despedida concreta sabe? O silêncio dele é torturante.
Eu não consigo botar em palavras o tanto que sinto saudades dele. Mas se você já sentiu saudades de alguém, pense nisso e tente multiplicar por 100. É, com certeza, o que eu estou sentindo. E não é fácil de lidar.
Eu briguei algumas vezes com o meu pai. Me revoltei querendo voltar para o meu lugar. Passei dois dias sem dar nem um sinal de vida para ele. Foi a maior confusão. Acabou que eu estava num hotel.
E quem pagou a conta? Ele, é claro.
As comidas saíram mais caras que as diárias. Mas deixa em Off.
Meu pai me disse hoje de manhã que queria conversar comigo hoje quando chegasse.
E eu estava sem o mínimo interesse de ouvir suas broncas sobre minha bagunça na casa ou sobre os diários shows de música que eu dou aqui em casa. Que foi? É para espantar a tristeza.
Assim que ele chegou, veio direto falar comigo.
– Falei com a sua mãe. Ela está com saudades.
– Problema dela. Ela nem lembra de ligar para mim, pai. Duvido muito que esteja com saudades. — Disse friamente. Meu pai soltou um suspiro, já tivemos essa conversa várias vezes e eu sempre acabo ganhando.
– Você vai voltar.
– O que?
– Ira voltar a morar com ela. Não foi uma boa ideia te trazer aqui. Você vive chorando e sumindo e causando problemas. Ela quer conviver mais com você Kat. Permita a sua mãe isso. — Um sorriso foi brotando no meu rosto. Não pela parte da convivência. E sim da minha volta. Eu não acredito que irei voltar.
– Mais eu só fiquei dois meses pai.
– Eu sei, mas já comprei as passagens. Você viaja semana que vem. Logo depois que eu pegar a transferência.
Eu comecei a gritar e sair pulando pela casa e indo para o meu quarto arrumar as malas. É, eu estava doida para sair dali.
(...)
Faltavam apenas três dias para eu voltar. Eu precisava ligar para os meninos.
– Alô, dré?
– Oi Kat, como ta?
– To ótima, melhor impossível. — Disse animada.
– Posso saber por que? — Disse num tom divertido.
– Eu vou voltar dré. Daqui a três dias. Vou voltar.
– TA DE BRINCADEIRA? É SÉRIO?
– SIMMM!
E foi assim que eu avisei a ele. Conversamos muito tempo. Logo depois liguei para o Travis e o Felipe e contei a eles.
Pedi para guardarem segredo. Eu queria fazer uma surpresa.
Um surpresa para o Adam. Eu só estava com medo dele não gostar. Mas espero no fundo do meu coração que ele goste. Eu ainda tinha esperanças dele me amar.
Por que eu o amo, muito.
E tinha a Carlie. Com esse tempo que tive, pude avaliar abertamente a situação. Eu sei o que irei fazer. E não poderia estar menos ansiosa.
Eu só espero que tudo dê certo.
Notas finais
Beijos e espero que comentem.
tchau s2s2
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