Hi, I'm Kat
27 A confused moment
Notas iniciais
capítulo chocante!
Beeeijos e to esperando os comentários viu? s2s2
Ateé lá embaixo..
As imagens ficam vindo na minha mente como flashes. E vai ficando pior a medida que eu lembro. Eu lembro de acordar, morrendo de dor de cabeça, me lembro de ir ao banheiro, tomar um banho. E me lembro de descer as escadas lentamente. A casa estava silenciosa. Ouvi um bipe do meu celular. Alguém me mandou uma mensagem. Resolvi voltar para ver. Era do Adam. "Estou indo ai..". Ele estava vindo e eu não tenho a mínima ideia do que fazer. Estava de pijama, tinha resolvido ficar em casa vegetando o dia inteiro. Era um sábado. Me lembro de trocar de roupa. Ouvi passos. Alguém acordou. Suspirei e tomei coragem. A campainha tocou. Ele chegou. Eu estava descendo as escadas olhando para o chão. O que eu vou dizer a ele? "Eu surtei ok? Fiquei com ciúmes. Admito! Me desculpa, eu não queria brigar com você. Só estava incrivelmente nervosa por ela ter ido de moto com você. Tenta se botar na minha posição." Pedir desculpa, grande dilema. Mas o Adam valia a pena. Eu me sentia horrível pelo simples fato de discutir com ele. Desci de vez a escada. E as cenas voltaram a ser como flashes. Duas pessoas. Grudadas. Se beijando. A raiva tomando conta do meu ser a media que eu via. Alta, loira e de pijama. Alto, lindo e meu. A Julieta e o Adam. Meu deus. Ele a empurrou e gritou entre dentes. "ESTÁ LOUCA?". Ela não tinha me visto. Ela se virou e como se adivinhasse a minha presença, sorriu diabolicamente. Mordeu o lábio e deu de ombros. Indo para a cozinha. Eu virei uma estátua. Imóvel, sem reação ou emoção. Os olhos do Adam estava arregalados pela surpresa. Passos vindo na minha direção. Podia ver claramente a cor dos seus olhos. Verdes. Perfeitos e penetrantes. Senti raiva, mas estava imóvel. Por que eu não reagia? Por que sempre quando nos permitimos amar, sempre, sempre nos machucamos, nos decepcionamos e sofremos? Pois esse é o preço do amor! Precisamos passar por isso, só pra ter certeza que o amor é verdadeiro, que o amor vale a pena, vale o suor e todo o resto, essa certeza, vai trazer momentos maravilhosos. Não pense que o amor é fácil e que você sabe lidar com ele. Não, você não sabe. Acho que ninguém sabe. E se alguém souber, por favor, me explique. É tudo muito complexo e complicado. E eu tava sofrendo tudo isso por dentro. Me lamento por um segundo por me deixar amar e no outro penso as sensações, os sentimentos, as emoções que senti depois que amei. E quer saber? Eu não me arrependo. E quando vi o Adam beijar outra pessoa que não era eu, só me fez perceber o tanto que eu o amo, o tanto que eu o quero e o tanto que eu não posso perde-lo. Eu não vou aguentar perde-lo. Palavras e pensamentos intensos para uma adolescente rebelde de 17 anos? Sim, com certeza. Mas todo o ser humano sente algo intenso e inexplicável na vida. Esse é o meu. Quando o Adam empurrou a Julieta sem ela nem ao menos poder tocar profundamente em seus lábios, eu percebi que ele me amava. Atração é uma coisa passageira. Se o Caio Castro me beijasse, eu ia gostar por pelo menos um segundo, mas no outro eu me lembraria. Eu amo o Adam e não você. Eu entendo o Adam. Eu o compreendo, mas isso não quer dizer que eu não sofra. Eu sou um poço de ciúmes. E, poxa, ele é meu. E sim, eu sou egoísta. Não o divido e nem vou. Eu continuava parada, o Adam não sabia como agir.
E de repende tudo ficou escuro. E eu não lembro de mais nada.
(...)
Teto branco, tudo branco. Só ouvia o Bipe, bipe, bipe...Não queria abrir os olhos novamente. Não queria encarar tudo. Onde eu estava?
Abri os olhos. Estava num hospital, que ótimo. Não tinha ninguém no quarto. Estava sozinha. E tinha uma agulha enfiada no meu braço. Revirei os olhos. Não vou ficar aqui.
Tirei a agulha, pressionando os olhos, com a pequena dor que tive. Botei um algodão que vi e fechei braço para pressionar o sangue. Estava com a mesma roupa que botei na manhã. Fui ao banheiro que tinha dentro do quarto. Odeio hospitais. É tudo tão branco, com cheiro de álcool e mais alguma coisa. Me olhei no espelho. Meu cabelo estava horrível. Mechas azuis embaraçadas e num penteado Black Power. Meus lábios rachados e secos. Olheiras enormes e estava mais pálida que o normal. Que merda aconteceu comigo?
Lavei meu rosto e o sequei. Fui para a cabeceira que tinha do lado da cama e bebi a água que tinha no copo. Respirei fundo. E sai.
Umas enfermeiras passando aqui e ali. Não vi ninguém conhecido. Fui até a recepção, tinha tirado o algodão e jogada numa lata de lixo.
- Com licença, tem alguém acompanhando a Sra. Evans do quarto 102? — Perguntei fingindo não ser a paciente. Quem me trouxe aqui? A recepcionista parecia sem nenhuma disposição de digitar algumas palavras no teclado do computador. Estava no telefone, conversando animadamente e assim que me viu, sua cara parecia com a do Lula molusco quando o bob esponja lhe enche o saco.
- Um rapaz trouxe ela aqui. — Coração acelerando. — E depois veio várias pessoas que deram os nomes. André e Travis, Carlie, Adam que foi o que te trouxe, Luísa Evans e Paulo Evans. — Ela foi falando sem interesse nenhum, sem nem se dar o trabalho de falar os sobrenomes. Meu pai estava aqui?
- E cadê eles? — Perguntei.
- Foram embora. Ela está aqui á dias. Só um momento. — Tec, tec, tec.. Ela digitava lentamente. — Ela chegou aqui no sábado.
- Que dia é hoje?
- Sexta.
- Meu deus, o que a paciente teve? — Perguntei.
- Quem é você senhorita?
- Uma amiga. Sófia. — Disse rapidamente, ela me olhou desconfiada, mas me falou.
- Ela chegou aqui inconsciente. E dormiu por uns dois dias. Durante essa semana, ela acordou algumas vezes, meu zonza, mas devido aos remédios e medicamentos adequados, ela ficou bastante sonolenta. Quer visita-la, Sófia? — Perguntou. Meu.Deus.
- Não é preciso. Mas, o que causou?
- Geralmente isso acontece quando sofre algum baque emocional, ou falta de alimentação saudável. Essas coisas.
-O-ok, Muito Obrigada. — Disse, me virando para sair dali. Tudo parece tão confuso. Como se eu fosse outra pessoa, de fora, que estava vendo a vida da Kat detalhadamente. Me virei novamente e fiz a última pergunta:
- Que horas são?
- 23h. — Disse sem me olhar. Estava saindo do hospital quando vi na lanchonete um menino sentado com a mão no rosto. Era o Adam. Ele parecia derrotado e muito cansado. Fiquei olhando parada. Até que ele tirou a mão do rosto. Profundas olheiras, parecia que não dormia direito a dias.
Ele virou o rosto e me viu. Piscou algumas vezes e levantou de imediato. Eu sei, deveria ter esperado e conversado com ele, mas sabe o que eu fiz? Eu corri, como se não houvesse amanhã.
- KAT! PARA! — Gritava o Adam atrás de mim. Para o meu azar, ele era mais rápido.
- KAT! KAT! — Eu corria pelo passeio, evitando atravessar as ruas. Acidente de carro não né!
Mas como eu tinha previsto, ele me alcançou. Segurando forte meu braço e me virando. Batemos nosso corpos.
- Você. — Respira. - Corre. — Respira. — Rápido garota. — Disse o Adam, com um sorriso cansado.
- Você ficou louca amor? E se um carro... nem quero pensar. — Disse me olhando com preocupação e me abraçando em seguida. Eu ficava parada. Sentia a minha respiração e a dele.
- O que eu faço com você hein? — Ele disse como num sussurro. — Vem, vou te levar de volta pro hospital!. — Disse segurando a minha mão e me conduzindo. Parei.
Ele se virou e me olhou. — O que foi baixinha?
- Odeio hospitais! — Falei fazendo careta logo depois.
Ele riu. — Vai ter que ir do mesmo jeito. — Disse, se abaixando e me dando um selinho logo depois.
(...)
Estava deitada na cama do hospital e todos envolta me encarando. Sério! Estava todo mundo e não sei como os enfermeiros deixaram essa gente toda entrar. A Carlie, meu pai, a Luísa, o André, o Felipe e o Travis.
- Ta, eu to perdida. O que houve? — Perguntei e todos começaram a falar ao mesmo tempo. Já tava ficando doida com tanta falação.
- PARO! — Gritei revirando os olhos.
O Adam se pós a dizer. — Você desmaiou quando eu fui te ver e desde sábado que você não ficou consciente por completo.
- Ta bom. Pai, o que você esta fazendo aqui?
- Minha filha, desmaiada por uma semana, não sei. Acho que vim pra tomar um sorvete. — Falou irônico. Mas não pude rir dessa, ele aprendeu muito comigo.
- Ta e o que você está fazendo aqui? — Falei apontando para a Luísa.
- Eu vim te ver, ora.
- Você botou aquela vadia morando comigo e ainda vem me visitar? Você é louca. — Falei irritada.
- Katrina! — Falou me reprimindo pelas palavras. -Não fale assim da Julieta! Ela é uma moça ótima.
- Eu vi, tão ótima que sai agarrando namorado dos outros. — Todo mundo olhou para mim, depois para a Luísa e por último o Adam.
- Gente, podem sair, eu preciso falar com o Skatista ai! — Falei, ainda irritada com a Luísa. Todo mundo saiu em silêncio. Ficando só eu e o Adam.
- O que aconteceu? — Perguntei mais calma.
- Eu fui te ver por que você tava muito retada comigo e quando abriram a porta a Julieta olhou para trás e depois me agarrou. Então ela saiu e eu te vi na escada. Quando fui falar com você, de repente você desmaiou e eu te segurei. Eu fiquei tão preocupado baixinha. — Disse se sentando ao meu lado e botando meu cabelo atrás da orelha. Respirei fundo.
- Tudo bem, eu acredito em você. Mas, se eu tiver perto daquela idiota, não me responsabilizo pelos meus atos. — Falei e logo depois ele me beijou.
(...)
Tinha chegado em casa, tomando um banho demorado e desci para conversar com a Luísa. A Julieta não estava no quarto.
- Eu quero ela fora daqui. — Disse direta.
- Ela não vai sair!
- Como é? — Perguntei nervosa. — Ela agarra meu namorado e eu ainda tem que ver a cara dela?
- Eu não me importo. Ela é a filha do homem que eu amo. Com certeza o Adam a agarrou. Vou conversar com ela depois. — Eu estava tão chocada que mal podia responder.
Me levantei. — A Julieta é uma vadia! — Disse entre dentes.
- CALA A BOCA KATRINA!
- VOCÊ VAI FICAR DO LADO DELA? — Gritei nervosa.
- VOU!
- VOCÊ É UMA IDIOTA, EU TE ODEIO! — Gritei de volta e depois só senti um ardor da bochecha direita do meu rosto. Meu rosto esquentou aos poucos. Ela me deu um tapa. Eu estava incrédula e não podia ficar mais ali.
- Fica. longe. de. mim. — Disse e fui correndo para o meu quarto.
- Kat, volta aqui, me desculpa. — Ouvi ela dizer. Entrei no quarto e peguei uma mochila que estava dentro no armário e joguei várias roupas e coisas dentro e sai. Descendo rapidamente e passando pela Luísa que estava sentada.
- Onde você vai? — Perguntou enquanto estava indo para a porta. — Kat, volte aqui! — Já tinha batido a porta.
Respirei fundo. Kat, Kat. O que você vai fazer?
Notas finais
Tchauzinho e não vou demorar o próximo ta?
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