Hi, I'm Kat

28 I love you


Notas iniciais
Gente, nem sei como me desculpar pela demora. Primeiro eu tava sem inspiração, e quando ela veio, eu fiquei sem internet. Só podia entra no nyah pelo celular.
Desculpa pela demora, eu queria ter postado esse capítulo muito antes.
Mas ai ta ele, espero que gostem.

Os próximos vão ser mais animados e terão mais acontecimentos.
Beijos e até lá embaixo.

A porta se abriu num estrondo.

- Onde você pensa que vai garota? – Gritou a Luísa entre dentes. Ela estava furiosa, recuei alguns passos com o susto.

- Para BEM longe de você. – Retruquei, gritando no mesmo tom. Ela se manteve firme, com sua postura impecável. Ajeitou a blusa e disse calmamente:

- Entre agora mesmo nessa casa Katrina, você está sob minha responsabilidade, eu sou sua mãe! Faça o que eu estou mandando. – Disse. Meu sangue ferveu assim que ela pronunciou meu nome.

- Mãe? – Ri sem graça alguma. – Faça-me um favor Luísa. Você está longe de ser uma mãe. Ou sequer uma responsável. Eu não vou entrar nesse inferno que você chama de casa. Eu vou embora! – Falei lhe dando as costas. E fui andando, mas logo senti dedos apertando a minha pele. Ela segurou meu braço com muita força. Virei-me imediatamente.

- Você está me machucando. – Disse olhando para o meu braço. Aquilo com certeza ficaria roxo.

- Entre. Nessa. Casa. – Falou pausadamente.

- NÃO! – Explodi. – Me largar porra!

- Você só é uma pirralha, que não entende nada.

- O que eu tenho que entender? Que você é uma louca? – Disse revirando os olhos.

- Eu fiz de tudo, tudo para te agradar. E o que eu ganho? Desprezo, só desprezo. Eu tento Kat, eu tento, mas e você? Fica dando uma de durona, mas chora por causa do namorado. Cresce menina! – Eu estava incrédula. E mal conseguia formular uma frase.

- Você tenta? O que é tentar pra você Luísa? Dar casa, conforto, um motorista? O que é tentar pra você? Pedir pra eu ligar avisando aonde eu vou? – Sorri irônica. – A única que tem que cresce aqui é você. E se eu choro por causa do Adam, só significa uma coisa. Que eu me importo com ele. Diferente de você, em relação a mim, não é? – Puxei meu braço com força e ela o soltou. Sentir minha pele pulsar de dor. Pus minha mão sobre tentando amenizar a dor. Respirei fundo.

- Nunca mais encoste em mim novamente. – Disse e sai correndo dali. Senti as lágrimas caírem pelo rosto. Rasgando como facas bem afiadas. Eu não suportaria passar mais um segundo com a Luísa. Aquela discussão doeu mais do que eu imaginaria. Parei de correr, tentando recuperar o fôlego. Minha atenção foi para o meu braço que pulsava de dor. Precisava botar um gelo em cima logo. Olhei ao redor. Estava no centro, não muito longe da casa da Carlie. Respirei fundo mais uma vez e peguei o celular.

- Alô? Carlie?

- Oi flor, como você ta?

- Preciso da sua ajuda. – Disse séria.

- O que houve? – Falou num tom preocupado na outra linha.

Suspirei. – Briguei com a Luísa e sai de casa.

- Vem pra cá. Pega um táxi. – Disse rapidamente. Sorri, era bom ter minha amiga de volta.

- Tudo bem.

Ela suspirou. – Chega bem ok?

- Carlie...

- Oi.

- Eu te amo.

- Também te amo, vem logo, tem chocolate aqui. – Sorri e desliguei.

Não demorou muito para achar um táxi. Logo estava na casa da Carlie. Ela apareceu rapidamente na porta e sorriu.

Paguei o taxista e fui em direção dela. Dando-lhe um abraço forte.

- Foi horrível. – Choraminguei.

- Vai passar. – Ela disse alisando o meu cabelo com a mão.

Senti uma pontada de dor. – Ai! – Falei, pondo a mão no meu braço.

- O que foi isso Kat? – Disse olhando a marca roxeada.

- A Luísa...

- Eu não acredito que ela fez isso com você. – Falou com raiva na voz. Dei de ombros, sentindo mais lágrimas caírem no meu rosto. Ela me puxou para si de novo, tomando cuidado para não agarrar no machucado, me conduzindo logo depois para dentro da casa, como uma criança.

- Minha mãe está no trabalho. – A Carlie era filha única e morava com a mãe. Seus pais eram separados.

Fomos até a cozinha e ela botou no balcão as barras de chocolate, pipoca e refrigerante. E botou três filmes de terror. Escolhei um e fomos até a sala. Ela trouxe gelos para eu por no meu braço.

Logo estávamos vendo o filme e comendo tudo o que geralmente não era recomendado comer. Como nos velhos tempos. Eu sentia falta daquilo.

Gritamos com os personagens idiotas e ficamos com medo na hora do suspense.

- Pode ficar aqui o tempo que precisar, está bem? – Falou docemente. Sorri em agradecimento.

(...)

Fiquei o resto do dia no quarto. Precisava retornar as ligações do meu pai. Ele tinha me ligado mais de dez vezes. O Adam também ligou para mim. A Luísa até ligou para a Carlie, mas eu pedi que ela não falasse que eu estava aqui.

Desliguei o celular e peguei no sono um pouco depois.

- Kat, acorda... – Disse uma voz doce. Alguém me balançava devagarinho. – A gente tem colégio.

Abri os olhos. Eu dormi o sábado e o domingo todo?

- Já é segunda? – Perguntei, me sentando na cama e esfregando os olhos.

- Sim e você precisa comer. Vamos, vou te emprestar minha outra farda. Tenho certeza que você não trouxe a sua. – Sorri e me levantei. Indo até o banheiro.

Tomei um banho quente e bastante relaxante. Ajeitei meu cabelo e fiz minha higiene. Depois vesti a farda ridícula, pondo uma meia calça que tinha trazido. Desci e fui tomar café. A mãe da Carlie já tinha ido para o trabalho.

- O que sua mãe falou sobre eu ficar aqui? – Perguntei enquanto enfiava várias torradas na boca de uma vez só. Eu estava faminta.

Ela riu do meu desespero. – Ela achou ótimo. – Disse tomando um gole do seu Nescau.

Logo terminamos de tomar café e fomos para a escola. Pegamos o ônibus. Lembrei que o meu celular ainda estava desligado. Aproveitei e liguei-o. Várias chamadas perdidas. Do Adam, do meu pai, da Luísa e até do Dré.

Puta que Pariu.

O Adam ia me matar, o André ia me matar e o meu pai iria me deserdar.

Perfeito!

Entramos no colégio e fomos direto para a minha sala. Assim que entrei senti quatro pares de olhos me fuzilarem. Senti a morte. – É sério.

Dei um sorrisinho de anjo. – Se é que eu consigo fazer isso. – E fui na direção do Adam e do André, que alias, pareciam furiosos.

- Oi meninos. Bom dia. – Disse

- Onde você estava esse tempo todo Kat? – Falou os dois. Ri e eles me fuzilaram com os olhos.

E depois eles olharam em direção da Carlie.

- Eu estava com ela. – Disse dando de ombros.

- E por que quando eu liguei para a Carlie, ela disse que você não estava lá? – Perguntou o Adam, num tom de raiva e preocupação.

- Por que eu pedi, ora. – Falei num tom natural e sem preocupação. Mas, a verdade, era que eu não queria contar o que aconteceu. Suspirei, a Carlie já estava indo em direção do Travis, me deixou na mão. Os dois me olhavam esperando uma resposta.

- Todos sentem, a aula vai começar. – Disse o professor. Eles reviraram os olhos e foram para seus lugares. Certifiquei-me de sentar um pouquinho longe deles.

Às vezes, os dois me lançavam olhares. Eu teria que explicar por que sumi e por que a doida da Luísa estava ligando para eles, preocupada. Se isso é possível.

Eu já estava exausta de tudo isso.

O sinal bateu. Tentei correr. Só tentei mesmo. Os meninos me alcançaram.

- Onde pensa que vai, mocinha? – Falou André, me virando. O Adam segurou meu braço e na mesma hora sentir dor.

- Ai, ai, ai.. – Falei me afastando e sentindo novamente pontadas de dor onde a Luísa pressionou. O Adam e o André me olharam sem entender nada. Eu estava com um casaco e eles não viram a marca roxa no meu braço.

Mas na mesma hora, o Adam abaixou a manha do casaco e viu.

- O que diabos aconteceu com você, Kat? – Perguntou, sério.

Eu não conseguia falar. E nem sei o porquê.

- Eu discuti com a Luísa, ela ficou com raiva e me segurou. Uma coisa levou a outra e eu sai de casa. Então fui para a casa da Carlie. Foi isso que aconteceu, está bem? Me deixem em paz. – Falei com a voz trêmula e fui indo em direção ao banheiro.

Onde a minha vida foi parar? Eu virei uma pessoa que eu tenho fugido de virar a muito tempo. Eu não queria ser frágil, não queria ter esses sentimentos confusos. Eu consegui fugir disso tudo por tanto tempo. E por que só agora, eu fui sentir?

A gente não pode fingir por tanto tempo.

Sentir as lágrimas caírem pelo meu rosto. Eu tava cansada de sofrer.

Então um corpo alto parou na minha frente. Segurou em meus ombros e me abraçou fortemente. Passando tudo o que eu precisava naquela hora. Foi então que eu percebi... Eu não estava sozinha.

- Eu te amo baixinha, tudo vai ficar bem ok? Eu te prometo. – O Adam disse num sussurro e depois só pude sentir o som do meu choro e o coração do Adam batendo forte, era como se ele pudesse sentir toda a minha dor.

Fomos para a árvore, perto da cantina. Ficamos lá, em silêncio, por algum tempo.

- Por que não me procurou quando tudo aconteceu? – Ele falou, finalmente.

- Eu sai correndo assim que eu parei de discutir com ela. Eu não podia ir para a sua casa. – Ele suspirou.

- Eu fiquei preocupado.

- Eu sei. Desculpa. – Disse abaixando o olhar.

Ele segurou no meu queixo e fez questão de que eu olhasse para o seu olhos. E logo estávamos próximos. E nos beijamos.

- Vamos resolver isso.

- Eu sei que vamos.

(...)

- Você precisa ligar para o seu pai. – Disse enquanto trazia um copo de suco para mim. Eu fui para a casa dele assim que sai do colégio.

- Preciso mesmo? – Falei pegando o copo em seguida e dando um gole. O Adam se sentou ao meu lado e ligou a TV.

— Você sabe que tem. Meu celular está ali. – Falou, apontando com o controle o seu celular que estava em cima da cama. Suspirei.

- Está bem. – Disse por vencida. Disquei os números e fui até o corredor. Ele atendeu imediatamente.

- Katrina! Graças a Deus. Onde você se meteu?

- Eu estava com a Carlie. Pode para de me chamar de Katrina, pai? – Disse revirando os olhos logo em seguida.

Ele sorriu do outro lado da linha. – A Luísa me ligou. Vocês brigaram.

- Ela é uma louca.

- Ela é a sua mãe.

- Eu não vou ficar com ela, pai.

Ele suspirou e prosseguiu. – Uma semana. Eu posso ir para ai em uma semana. Ate lá, você vai ter que ficar com ela ok? Tenta se resolver com ela filha. Vai te fazer bem! – Disse num modo exausto.

- É quase impossível pai! Ela trouxe um cara e uma vadia para morar com a gente. E ainda me deu um tapa na cara, depois que a mini vadia beijou meu namorado. Você tem noção?

- Eu sei querida, sinto muito. Mas, ela te ama. A Luísa, ela só...Ela só não sabe lidar com você entende? Quando ela tinha a sua idade, era exatamente como você é. Tente entende-la, ok?

- Ok. – Disse, para dar um fim no assunto.

- Tenho que desligar, se cuida. Eu te amo. Em uma semana estarei ai.

- Tudo bem, também te amo.

- Não tente matar a sua mãe, está bem?

- Irei tentar. – Disse e ele riu. Desligando logo em seguida.

Fui até o quarto do Adam. Jogando seu celular em sua cama e me sentando ao seu lado.

- E então?... – Ele perguntou, olhando para a TV.

- Ele virá aqui daqui a uma semana, até la, vou ter que ficar com a Luísa.

- Pode ficar aqui, se quiser.

- Acho melhor não.

- Tudo bem. – Ele disse um pouco decepcionado.

- Eu só tenho que conviver com ela.

- Eu sei. – Disse virando o rosto e depositando um beijo nos meus lábios.

- Já vou. Te ligou depois.

- Ta bem. – Disse e se levantou. Puxando-me para perto de si. Nossos corpos estavam colados e nos beijávamos com ferocidade e desejo. Suas mãos iam para a minha cintura e costas. E a minha brincava com os seus cabelos. Assim que nós separamos, selamos nossos lábios com um selinho.

- Eu te amo.

- Eu te amo baixinha. – E eu sai. Indo para casa.

Notas finais
O que acharam? Vou esperar os comentários s2s2

2bjs, acho que sexta to postando o outro. Sério!