Hey, Soul Sister
5 Capítulo 5 - Verdades
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=pLkmSaHYSmk
Deixem ela tocando e botem para repetir
Espero que gostem :D
– Bem, Micaela quando eu conheci a sua mãe – ele sorriu ao pronunciar “sua mãe” e lágrimas escaparam pelo seus olhos
– continua pai – falei me segurando para não chorar
– Ela sempre foi aquela linda mulher, a qual o bobo aqui nunca teve coragem de conversar, só tive quando ela estava sendo excluída por todos por um motivo no qual na época era terrível – ele falou como se não quisesse terminar de falar mas precisava
– Não consigo – ele disse chorando ainda mais e colocando a mão no rosto tentando esconder a dor que escapa por seus olhos, mas em formato de lágrimas.
Ashley já chorava ao meu lado e eu já não era forte, chorava também
– Fala por favor – disse lhe olhando firmemente
– Não dá, não consigo – ele dizia socando o criado mudo que estava ao seu lado
– FALA! – gritei com ele
– Ela estava grávida, quando fui falar pela primeira vez com ela, eu dei todo meu apoio nos apaixonamos em pouco tempo e.. – ele estava tentando terminar
– Você não é meu pai, é ? – falei chorando intensamente, mas não deixei que isso embargasse minha voz, que saiu muito firme para quem a cada palavra do meu “pai” estava sendo destruída por dentro completamente.
Ele chorava e fitava o chão, apertava agora o criado mudo com a ponta dos dedos e a outra mão no rosto na tentativa frustrada de esconder suas lágrimas e sua aparente dor ao tocar no assunto.
– RESPONDE , RESPONDE, RESPONDE, DROGAAAAAAAAAAA ! – gritei o mais alto que conseguia, eu não aguentava mais aquilo, aquele silêncio me destruía
– Não, não sou – ele disse chorando fortemente e não conseguia tirar os olhos do chão o qual era o grande refúgio para ele não olhar nos meus olhos.
Eu chorava forte sentada no chão, ele nunca conseguiu ser ligado a mim por mais que ele quisesse e agora eu entendi os seus motivos
– Agora eu entendo o motivo da sua distância comigo, você podia tentar me amar pelo menos uma vez sabia? – falei levantando do chão e olhando para ele
Ele ainda se recusava a olhar para mim e isso estava acabando comigo
– OLHA PRA MIM! – ele levantou o olhar devagar e olhou nos meus olhos
– Quem é meu pai? – perguntei, foi a única coisa que veio a minha mente agora
– Eu não sei – ele disse olhando novamente para o chão
– Nem mentir pra mim você sabe não é? – falei chorando
– Não dá, não consigo ser feliz nessa casa, eu juro que tentei – falei chorando e com raiva na voz e me virando para sair dali
– Eu não terminei – ele disse me olhando
– Ah sua mãe... ela... – ele falou chorando
– FALA! – gritar com ele agora estava sendo uma coisa constante
– Sua mãe foi estuprada, engravidou de você, ela tentou se superar tinha pesadelos horríveis, e acredite em mim ela te amava como se nada tivesse acontecido ela sabia muito bem lidar com isso, sabendo que você não tinha culpa de nada, mas toda vez que ela te olhava crescer ela lembrava dele, até um dia ele a achou e a seguiu e falou coisas que até hoje não sei, sua mãe deixou um bilhete de despedida para mim que não falava muitas coisas, eu a achei na cama morta, ela cometeu suicídio com remédios, que tinha em casa forte para dormir por causa de seus pesadelos – Ele falou tudo como se aquilo estivesse o matando por guarda consigo tanto tempo
– Eu nunca soube como lidar com você, em pensar que você é filha dele e pode ser parecida com ele, sempre travou meus sentimentos por vocês, mas nunca meu carinho, eu não sei lidar como ela sabia, eu não consigo – ele disse chorando muito e fitando de novo o chão
Minha cabeça estava a mil, coisas e coisas em minha mente de uma só vez, estava ficando tonta com tanta informação, meu coração doía tanto... Me apoiei na parede com uma das mãos enquanto chorava, Sai em disparada dali, pegando a minhas coisas que ainda tinham ali e minha mochila que trouce da casa dos menores infratores e sai porta a fora, mesmo ouvindo Ashley me gritar, eu tinha que ter esse momento meu.
Sai chorando, por hoje cansei suportar meus sentimentos dentro de mim, deixe-os livres andando sem rumo, eu entendi anos e anos de descanso por parte dele, ele nem ao menos tentou me amar como filha dela, será que isso era pedir muito? Para uma criança sem ninguém a não ser um pai que era um mostro, estava vendo tudo turvo por conta das lágrimas e ouço uns barulhos estranhos, uma luz forte perto de mim e gritos vindo de algum lugar, eu estava completamente desnorteada
– EEEEEEEEEEEEI, CUIDADO ! pela voz soube que era um menino ele estava casaco de capuz e isso me impediu de ver o seu rosto, me empurrou para longe e um carro em disparada passou perto de mim, espera aquele carro... Era Igor na janela, reconheci aquele sorriso mesmo não estando nada bem naquele momento
Minha cabeça doía, bati ela eu acho, o certo é que não estou entendendo nada, só me importei em dizer um lugar que eu sabia que estaria bem, eu sabia muito bem do jeito que eu estava que eu ficaria sem consciência logo e a minha única saída era se essa pessoal a qual acabou de me salvar fosse boa para me ajudar pelo menos eu esperava por isso, ele era a minha única esperança
– Rua Charles Nunes, 45, An.. Ana... Ana ali... – Meu olhos estavam se fechando sozinhos e minha voz falhando.
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