Notas iniciais
QUERIA AGRADECER AOS 19 LEITORES DESSA FIC! OBRIGADA, SE NÃO FOSSE VOCÊS, 5 CAPÍTULOS DESSA FIC JÁ NÃO ESTARIAM PRONTOS! AUSHAUHSUHA SIM, JÁ TEM CAPÍTULO PRONTO!
APROVEITEM!

Estive nas nuvens desde o sábado seguinte. Eu tive bons sonhos até o final da semana. Jason e eu conversávamos por mensagens toda hora, e ele veio na minha casa duas vezes. Leo e Bianca diziam que eu e ele estávamos namorando, e diziam que eu era a “garota do Jason”. Eu ria, porque eu queria que tudo isso fosse verdade.

Eu tinha muita sorte. Não querendo me gabar, mas não fazia nem quatro dias naquele lugar é eu já tinha amigos e alguém para sonhar. Eu me sentia aceita pelas pessoas, e todos os meus medos do início começavam a me deixar.

Ainda era cedo, 10 horas da manhã. Eu estava sentada na mesa da cozinha, lendo um livro novo e sentindo o cheiro de panquecas doces. Minha mãe começava a melhorar; ela não estava tão em cima de mim, estava me fazendo uma pessoa independente e se comportava como aquela mãe que não desgrudou de você desde o momento em que você veio ao mundo. Era esse tipo de comportamento que eu desejava, mesmo sabendo que as típicas adolescentes da minha idade choram por não ter.

-Devo me preparar para outra visita de Jason? — ela disse, e eu pude perceber que essa era a nossa nova piada interna oficial.

-Talvez – eu disse, sorrindo.

-E ele é o seu namorado? — ela disse, tentando parecer preocupada.

-Não! – eu disse, sorrindo, porque eu adorava quando “Jason” “Annabeth” e “namoro” ficavam na mesma frase. – É um amigo.

-Você pode me contar, se quiser – disse minha mãe, colocando dois pratos na mesa e logo em seguida trazendo uma bandeja cheia de panquecas.

-Ele é legal, mãe... E eu não conheço ele há muito tempo pra dizer que eu gosto. – eu disse, começando a pensar bem nesse assunto.

Por enquanto eu sabia diferenciar do “me sinto bem com ele” do “eu o amo”. Mas meus sentimentos estavam entre esses dois, porque eu me apego fácil demais quando alguém dá uma brecha.

Minha mãe riu, baixinho.

-Que foi? — eu disse, franzindo a sobrancelha.

-Acho que ele gosta de você – ela disse, com toda a certeza que uma voz pode ter.

-Como você sabe? — eu disse, só para deixa-la sem fala.

-Porque isso chegou ontem – ela disse, indo até a sala e trazendo uma carta amarrada junto a uma rosa vermelha.

Ela colocou na mesa, na minha frente, e eu abri.

“Annabeth,

Precisei de muito tempo para escrever essa carta. Sei que eu pareço um louco, e apesar desses poucos dias de convivência, quero ter você por perto. Vou deixar espaço para que você decida seus sentimentos, mas, por favor, não me deixe fora de cogitação. Acho você incrível e odiaria ver você com outra pessoa sem me dar ao menos uma chance.

Só quero que você saiba quê, sou um namorado incrível e beijo bem (eu acho!). “

Comecei a rir muito depois de ler essa carta. É mais do que um fato de que ele não sabe escrever, mas quem liga¿ Foi lindo. Passei a carta para minha mãe, que começou a rir também.

-Você vai dar uma chance? — ela disse, um pouco séria.

-Preciso pensar! Quem sabe daqui a um mês – eu falei, começando a ter pensamentos fixos.

Eu nunca namorei ninguém e nunca fiquei apaixonada. É claro que, o meu primeiro beijo foi incrível, mas só entre dois amigos que se sentiam com dúvidas em relação ao relacionamento; hoje ele nem fala mais comigo.

-Vou mandar uma mensagem pra ele – eu disse.

Peguei meu celular e comecei a pensar em algo para dizer.

“Recebi sua carta. Eu a amei, e a flor também. ♥.“

Antes que eu pudesse terminar a primeira panqueca, meu celular soou aquele toque de mensagens.

“Sério? hahaha Já que você gostou, quer vir ao cinema comigo?”

-Ele quer ir ao cinema – eu disse, para a minha mãe.

-Você pode ir, mas vou te levar e buscar – ela disse, tentando se fingir de séria, mas o sorriso estampado em seu rosto desmanchava tudo. Eu acreditava que ela estava orgulhosa de mim. Um motivo bobo para ter orgulho, mas me senti feliz.

-Tudo bem – eu disse, sorrindo.

“Claro! Que horas?”

E logo a resposta veio.

“Ás 8h. Vou ir te buscar.”

“Não precisa! Minha mãe quer me levar. Mas eu agradeço.”

Bebi um pouco de suco e fiquei olhando ansiosamente para o meu celular, que acabei esquecendo-me das minhas panquecas. Mas quem precisa de panquecas quando se sente o doce sabor do amor¿

Credo! Como estou melosa!

“Tudo bem :) Vejo você a noite, então!”

Sorri ao ler a mensagem e voltei ao meu café da manhã. Mal podia esperar para contar ás meninas o que aconteceu comigo, e pedir dicas para elas, porque eu não era nada experiente.

Depois de terminar o café da manhã, fui tomar banho e me arrumar. Quase meia hora depois eu já estava saindo pela porta da frente, mandando mensagem para todas elas.

Mais antes que eu pudesse mandar qualquer uma das mensagens, vi Percy sentado na calçada. Seu rosto estava vermelho, e ele parecia muito bravo.

Pensei em voltar, mas era tarde demais. Ele já tinha me visto e vinha na minha direção.

-O que aconteceu? — eu disse, cautelosamente.

-Briguei com a minha mãe – tentei acreditar, mesmo sabendo que a sua voz tinha 90% de mentira.

-Você quer dar uma volta? — eu perguntei, sem saber o porquê. Porque eu tinha que ser tão impulsiva?

Mas eu sentia que precisava distraí-lo. Mesmo sem saber o motivo, mesmo sabendo que eu tinha que conversar com as meninas, mesmo sabendo que era um pouco estranho e constrangedor para mim conversar com ele.

-Tudo bem – ele disse, com um leve sorriso.

Começamos a caminhar. Uma, duas, três quadras já haviam passado e ele continuava em silêncio, olhando para a linha do horizonte.

-No que você está pensando? — ele disse, de repente.

-Ah – eu disse um pouco nervosa. Eu estava pensando no Jason, não podia evitar, mas não queria falar nada sobre isso.

-Jason – ele pareceu adivinhar.

Fiz que sim com a cabeça.

-Você vai ver ele hoje, suponho – ele falou, sério.

-Você é bom com advinhas – eu falei, com um sorriso bobo no rosto.

-Você é previsível.

-Como assim? — eu disse, um pouco confusa.

-Toma cuidado com o Jason – ele disse, um pouco sombrio.

-Porque? — eu falei.

-Nada não. Só to falando pra você ser prevenida.

-É por causa da Piper, né? — eu falei um pouco irritada com ele. – Jason me disse que não gosta dela!

-Ah, Annabeth, você quem sabe – ele ficou sério.

Nós não conversamos mais.