Notas iniciais
"Nossa, Taysheeran, você não tem coração?", é o que você vai pensar quando ler esse capítulo. Eu sei que vocês odeiam o shipp Jason e Annabeth, mas eu tenho certeza de que vocês vão gostar, no final das contas! haahahhaha

Obs.: Vou responder depois TODOS os comentários. Sinto muito por não ter feito isso antes, mas é que eu fico envergonhada e nunca sei como responder (é hahahahha :s).

Obs.2.: "continua", porque quero deixar todos vocês curiosos! hahaha

Fiquei totalmente irritada com o Percy. Eu esperava que ele ficasse feliz por mim, não atirar 5 mil pedras e tentar me fazer pensar duas vezes antes de me atirar.

Todo mundo concordava que o Jason era bom e que eu deveria ficar com ele. Percy deveria pensar assim, mas eu começava a perceber que eu deveria ser mais cautelosa em relação a ele, porque uma hora ou outra eu poderia me deixar levar e acreditar que Jason só estava me usando — porque era isso que Percy estava insinuando.

Voltei para a minha casa tão aborrecida que até me esqueci de mandar as mensagens para as meninas. Seria bem melhor desse jeito, porque agora eu nem estava a fim de comemorar.

Fiquei o resto do dia arrumando algumas roupas, lendo meu livro e ouvindo música. Tentava me distrair ao máximo para que aquela conversa não voltasse a tona e eu mudasse de ideia em relação ao encontro. Porque, talvez, ele só quisesse me alertar. Só quisesse ser meu amigo.

Tá vendo? Já estou com medo.

Não é de se espantar. Eu passava boa parte do meu tempo tentando entender o relacionamento da minha mãe e do meu pai. Ficava analisando fotos antigas, cartas que eles mandavam um para o outro na época do colégio e alguns presentes. Eu tentava imaginar o porquê de tudo o que aconteceu. Eles pareciam tão felizes juntos!

Mas ás vezes as coisas não dão certo e nós precisamos nos acostumar com isso. Nem todo mundo consegue o "felizes para sempre", mas conseguem ter uma vida boa com alguém bom.

Eu acabei tendo medo de gostar de alguém e ver essa pessoa indo embora. Eu acabei criando, de um certo modo, uma barreira defensiva, mas frágil. Quando eu percebia ou sentia que era perigoso, eu me afastava. E não voltava atrás.

Quando era por volta das 6h30 recebi uma mensagem de um número desconhecido.

"Sinto muito."

Eu, de fato, não sabia quem era.

"Quem é?"

E como se eu estivesse conversando com o Android do meu celular, a mensagem foi instantânea. A pessoa realmente esperava por uma resposta minha.

"É o Percy."

Meu coração gelou — e eu não sabia o motivo. Como ele conseguiu o meu número?

"Ah."

E isso foi tudo o que eu consegui dizer. Esperava anciosamente por uma resposta.

"Sinto muito, de novo. Eu não tinha o direito de dizer para você o que fazer. Se você quer sair com o Jason, não vou te impedir. Eu nem tenho o direito de fazer isso..."

Ele parecia tão determinado que não percebeu que escreveu praticamente a mesma coisa em todas as orações. Mas tudo bem. Achei boa a intenção dele, mas eu não conseguiria esquecer tão fácilmente.

"Hum, tudo bem. Você estava sendo o meu amigo. Amigos fazem essas coisas, né? Tá perdoado."

Não fui sincera, mas não queria prolongar a conversa. Basta fazê-lo acreditar que eu havia perdoado que ele me deixaria em paz e nunca mais faria isso de novo.

"Que bom. E, divirta-se hoje"

"Eu vou... Obrigada."

Sem chances de eu responder mais. Coloquei o meu celular o mais longe possível e continuei arrumando as minhas coisas, e logo em seguida tentando pensar no que vestir.

Eu tinha bastante roupa, mas todas elas eram simples demais. Eu tinha mil regatas, várias camisetas polo, vários shorts jeans. Mas nada que eu pudesse usar em um primeiro encontro.

Depois de procurar muito, consegui achar — e isso era o máximo. Uma saia jeans e uma blusa xadrês. Eu comprei essas duas peças depois de assisistir um episódio de Awkward — minha série favorita — e ver a roupa que a "Jenna Plus", Olívia, estava usando, e por sorte eu consegui achar as roupas iguais a dela.

Agora eu seria a Annabeth Plus.


Eu estava caminhando nervosamente até a porta de entrada do shopping. Jason estava me esperando perto do cinema, e eu estava não nervosa que nem percebia que eu pisava como se meus pés fossem jumbo. parei antes que eu pudesse entrar e respirei fundo.

"Você já fez isso, Annabeth!", eu pensei. "Com seus amigos perto, mas já fez."

Respirei fundo, de novo, e contei até dez. Antes que eu pudesse perceber, eu já estava a quase dez passos de distância até Jason, que via em direção a mim.

Ele me deu um beijo na bochecha, depois de um longo momento constrangedor de indecisão, e então nós fomos nos sentar em um banco que ficava ali perto.

Ele já tinha comprado os ingressos. Começamos a conversar sobre um grupo de pessoas estranhas que estavam passando á nossa frente, até que eu comecei a lembrar dos grupinhos da minha antiga escola; e senti saudades.

–Eu adorei a flor — eu disse, depois de um pequeno intervalo de silêncio.

Um sorriso projetou-se no rosto dele e eu vi como ele era lindo e como eu era sortuda por tê-lo.

–E a carta — eu completei.

–Eu não sei escrever — ele disse, sem jeito. — Mas espero que você tenha entendido e...

–Eu entendi! — eu disse, observando as cores do olho dele; não eram apenas de uma. Tinham uma combinação perfeita, incrível. Eu poderia casar com eles.

–Então...? — ele disse, parecendo ancioso.

Depois de pensar um pouco e entender o que ele queria dizer, respondi, sem exitar.

–Sim — eu disse, tentando parecer o mais natural e apaixonada possível; o que não era difícil. — A resposta é sim!

–Tem certeza?! — disse ele, tentando se conter.

–Sim! – eu disse, com toda a sinceridade. Eu tinha certeza sobre isso.

Sabe aquelas cenas românticas, de filmes, quando o mocinho da história vai beijar a protagonista? Pense dessa seguinte maneira.

Como se fosse tudo ensaiado, Jason e eu estávamos a quase um centímetro de distância quando nós ouvimos algumas risadinhas e nossos nomes sendo citados. Em seguida, uma bolinha de papel — do subway, por sinal — nos acertou, fazendo-nos parar e ver o que estava acontecendo.

Arg! Por que essas coisas sempre acontecem comigo?

(Continua...)