Hey Doctor

4 About two things I was absolutely positive


Notas iniciais
LEMBRETE ANTES DA NOTA: DÊ UMA OLHADA NO CAPÍTULO ANTERIOR PORQUE EU FIZ UMA MUDANÇA NA HISTÓRIA. É MAIS PARA SE ENCAIXAR MELHOR MAS É BEM NECESSÁRIA. FIZ UMA PASSAGEM DE TEMPO, JÁ FAZ ALGUM TEMPO QUE ELES SE CONHECERAM E CONVIVEM. HM
OLÁ CUTUCADORAS! Mais um capitulo de Hey Doctor saindo do forno diretamente para o saco do papai noel como presentão de natal ein? Já disse que adoro estar de férias? Dá mais tempo pra escrever é tão bom! Bem, esse capítulo é Bella's POV. Fiz primeiramente esse capítulo em Edward's POV mas mudei de idéia, se você estiver interesse no EDWARD'S POV que na minha opnião é muito fofo deixe bastante review nesse capítulo e eu posso como um bônus (não contando como um capítulo). Vamos relembrar: Edward foi na casa da Bella para visitá-la. A pergunta é: O que acontece? BOA LEITURA. Beijão para Zeina linda maravilhosa que está acordada em pleno dia de natal esperando a att s2

Bella’s POV

A noite estava fria ou talvez igual como qualquer outra noite na cidadezinha de Forks. Chovia forte lá fora então tudo estava molhado e gelado e isso era uma combinação não muito atraente para meus olhos, mas Charlie havia ligado o aquecedor no máximo então a casa e nem nós sofreríamos com o frio então estava tudo bem..ou quase. Eu estava um pouco irritada para ser franca, estava sendo obrigada a engolir o bolor da comida por recomendações do meu novíssimo e graduado médico Edward Cullen e isso estava me deixado irritada e entediada. Carlisle não fazia tanta questão que eu comesse tanto. Porque Edward tinha que fazer questão? Quantas colheradas a mais eu tinha que virar garganta abaixo para que Charlie parasse de olhar cada movimento que eu fazia?

– Muito bem. Estou feliz que esteja comendo direitinho, filha. – elogiou-me acariciando meu cabelo. Sorri sem graça para ele com um frango entre meus dentes e ele gargalhou. – Estou gostando desse novo doutor. Não via você comendo com tanto gosto há muito tempo. – Com tanto gosto? Não estava evidente que eu queria cuspir toda aquela comida? Aquilo tinha gosto de isopor e na pior das hipóteses. Fezes. Mas eu não estava tentando pensar nisso.

– É pai. Tudo está muito bom, fui eu que fiz né.- falei com sarcasmo e ele riu concordando.

– Tenho uma filha prendada, particularmente. – sorriu tomando mais um gole de sua cerveja. Olhei desaprovadora e seu sorriso de alargou bebendo mais um pouco. – Falou com sua mãe hoje?

– Não, ela disse que ia ligar daqui a pouco. – dei de ombros e ele concordou se levantando enquanto dava tapinhas em sua barriga que dia após dia ficava redondinha por causa da cerveja. – Você devia para de beber..pelo menos essa cerveja. Você está ficando redondo. — alfinetei tomando um gole do leite gelado tentando parecer indiferente. Charlie me olhou desconfiado e fez uma pose na frente do reflexo no vidro.

– Estou em ótima forma.- discordou e se atirou no sofá ligando a TV no canal da ESPN.Levantei da mesa jogando o resto de comida no lixo. Lavei minha louça, enxuguei e as guardei me espreguiçando. Subi as escadas apressada pegando meu pijama com minhas pantufas velhas do frajola e me tranquei no banheiro. A ducha foi rápida, vesti a roupa e fiz uma trança de lado meu cabelo que aparentemente não iria durar muito porque uns fios teimosos já estavam se rebelando * http://www.polyvore.com/hey_doctor/set?id=39137910 *Desci as escadas novamente e sentei ao lado de Charlie para ver o jogo ou qualquer outro programa qualquer. Eu gostava de fazer esse tipo de coisa entediante com ele, eu via que isso o deixava feliz. O telefone tocou assim que eu sentei e Charlie atendeu-o preguiçosamente.

¨ -Ela está aqui do meu lado. Só um minuto eu vou passar para ela. – respondeu carinhoso. Era evidente que meu pai ainda nutria algo por minha mãe. Tentei ignorar aquilo, não queria me meter naquele assunto. Já me bastava os MEUS problemas.

– Oi mamãe.

– Filha!!!- gritou- Ah, estou com saudades bebê. Como você está? Como está indo no hospital?

– Ok. – suspirei – Também estou mãe, quando você pode vir aqui me visitar? Ou eu posso ir aí, não sei. Eu estou bem, não se preocupe comigo e você?Ainda está dando aulas naquela escolhinha? Está diferente lá no hospital né mãe, sabe como é, médico novo. Diferente....- divaguei pensando em Edward como meu médico. Ainda não havia me acostumado com o fato de ele ser tão novo, mas parecer ser tão experiente e sério. Pergunto-me se ele também sofreu amadurecimento precoce e senti uma onda solidariedade me invadir. Eu não gostei de ter acontecido comigo, aposto que ele também se importou.

– Filha, agora está um pouco difícil, mas eu juro que quando der eu vou pegar o primeiro avião para Washington que eu vir pela frente. — riu humorada e eu a acompanhei. — Estou ótima, florzinha. Tenho dado aula no ensino médio também acredita? Meus alunos são tão divertidos e jovens. Adorei cada um deles. Mas esse médico.. Ele é legal com você Bella? Você sabe que não precisa ficar incomodada a toa filha. Eu ligo pra lá e o Cullen vai ter que ser seu médico de novo e pronto.

– Não precisa. Ele é legal sim. Talvez novo demais, mas..legal. Me conta mais como anda a casa ou o traba..- fui interrompida com batidas fortes na porta. Olhei para Charlie sugestivamente e ele deu de ombros voltando sua atenção para o jogo que acontecia no momento. Era final de algum campeonato de futebol americano e nem se a casa toda pegasse fogo ele sairia dali. – Mãe, você pode esperar um pouco..- ela esperou e eu apoiei o fone na orelha para conseguir destrancar todos os cadeados. Finalmente consegui abrir a porta e fiquei em choque.

‘’ Filha ‘’ ouvi minha mãe murmurar no telefone mas só continuei segurando perto da orelha feito idiota. ‘’Bella?’’

O que diabos Edward Cullen fazia as 11pm na minha casa? Eu estava de pijama e falando no telefon.. Olhei para minhas pernas descobertas e minha pantufa preferida. Levantei meu olhar para o médico e ele sorria torto, amistoso. Eu podia apostar que meu rosto havia atingindo um novo patamar de vermelho porque senti minha bochecha em chamas.

‘’Bella! Pode me responder por favor’’ – Renée gritou no fone e eu me atrapalhei derrubando-o no chão aos pés de Edward. Abaixei-me rapidamente para pegar mas ele também abaixou e me entregou perto do chão sorrindo divertido. Nada como rir da minha cara. Perfeito.

– De-desculpe. – sussurrei pegando o fone colocando-o na orelha.- Mãe, posso falar com você amanhã? Estou com uma visita. – falei sem graça enquanto Edward ainda sorrindo torto na soleira. Pedi para ele entrar silenciosamente e ele entrou na casa devagar, como se pedisse licença.

– Quem tá aí? – Charlie perguntou levantando a cabeça para olhar a porta. – Doutor? Que..surpresa! – falou finalmente levantando do sofá enquanto eu ainda escutava minha mãe choramingar no telefone por eu querer desligar. Virei de frente para a parede do telefone e tentei persuadir Renée.

– Mãe. Eu ligo pra você amanhã, prometo. Fique bem, tá. Boa noite. Eu te amo. – falei baixinho e ela riu alegre no fone e desligou. Coloquei o telefone no lugar e me virei para o recém chegado visitante que agora conversava alegremente com meu pai sobre o jogo.

Repito: O que diabos Edward Cullen fazia aqui?

– Bem doutor!É uma surpresa. O que trouxe você aqui?

– Me chame de Edward por favor. – ele riu.- Eu vim..visitar Bella.- falou sorrindo para mim. Eu devia estar muito idiota encostada na parede ou com uma cara de surpresa e minhas bochechas muito vermelhas porque Edward alargou seu sorriso ainda mais.

– Boa noite, Bella. – murmurou caminhando até mim. Eu estendi minha mão para ele e ele me olhou curioso e pegou-a me cumprimentando.

– Oi. – falei ainda balançando sua mão desengonçada. A mão dele era mais quente que a minha e era macia e confortável. Corei ainda mais ao me pegar analisando seu aperto firme e isso pareceu ser um fator divertimento porque ele tossiu encobrindo uma risada.

– Ok então.- meu pai falou prestando atenção a TV mais uma vez.

– Bem.. você quer beber ou comer alguma coisa? – andei até a cozinha evitando virar piada pelas minhas bochechas teimosas e senti seus passos firmes atrás de mim.

– Eu estou com um pouco de fome sim...- murmurou envergonhado coçando a nuca. – Obrigado.

– Não há de quê. – respondi pegando o jantar dentro da geladeira tentando ignorar o vento gelado em minhas pernas descobertas. Porque eu tinha que colocar aquele pijama justo NAQUELE dia? Coloquei tudo dentro do microondas e ajustei o tempo necessário.

– E então... — comecei vendo a comida rodar no microondas. – Você veio me fiscalizar?- não pude me repreender de rir amargamente. Como se Charlie não fosse o suficiente.

– Hm..na verdade não.- respondeu sério e depois riu. – Sério Bella, não queria que você me visse como um inimigo ou uma pessoa mandona. Eu não quero parecer assim pra você.

Olhei para ele e ele olhava seus pés sem jeito. Lembrei-me de novo sobre como ele parecia maduro e parecia ser como eu: estar na meia idade ou ter tido a adolescência arrancada pelas condições. Senti a onda de solidariedade me abater de novo e mordi meu lábio por não ter nenhuma experiência com pessoas da minha faixa etária. Eu não sabia consolar ninguém, muito menos a mim mesma ou a meu próprio médico.

– Não é isso...- comecei puxando meu vestido para baixo. – É que..eu tenho muito olheiros..se você me entende bem..É desconfortável ser observada todo tempo.

– Ok..sem observação. – falou colocando as duas mãos nos olhos sorrindo me fazendo rir. O microondas apitou e o cherio de frango, arroz e purê de batatas preencheu a cozinha. Coloquei o prato na mesa e peguei uma lata de refrigerante ao lado.

– Boa apetite.- murmurei educadamente. Edward agradeceu e logo começou a comer. Sentei no braço do sofá de Charlie e o espiei pelo rabo do olho. Ele comia feito criança, mas não do tipo que se sujava e mastigava de boca cheia. Ele comia fazendo uns barulhinhos engraçados e sorria para comida feito idiota. Ri silenciosamente e mordi minhas bochechas para não ser indelicada. Desviei meu olhar para dar mais privacidade a ele encontrando Charlie que me olhava curiosamente.

– Que foi? – sussurrei.

– Nada. – falou analisando meu rosto. Dei de ombros e olhei Edward de novo que já havia terminado o prato.

– Puxa Bella! Você deve ser a melhor cozinheira do mundo.- falou animado caminhando em direção à sala. Sorri envergonhada e agradeci. – Esme iria me matar se me ouvisse isso, mas é a verdade. – Charlie riu um pouquinho mas o jogo prendeu sua atenção novamente.

– Bem, eu queria medir sua pressão e checar seus batimentos e respiração só por precaução. – falou seriamente e eu vi que ali era o doutor Edward Cullen e não só Edward.

– Tem aparelhos lá no meu quarto, você pode ver lá. – suspirei emburrada. Subi as escadas com Edward em meu encalço e abri a porta que pertencia ao meu quarto. Meu quarto não era grande nem pequeno. Era de um azul claro meio enjoativo parecido com o do hospital, mas um pouco escuro e os móveis eram de madeira assim como o resto da casa. Não gostava de televisão então não achei motivo para ter uma. No canto dele tinha minhas telas e minhas aquarelas com tintas. Eu amava pintar. Ao lado da minha cama ficava minha bateria de remédios e os aparelhos que eu precisava. Sentei na cama e observei Edward pegar um estetoscópio e o aparelho de pressão. Ele colocou no meu braço e ajoelhou na minha frente.

– Fica bem quietinha tá?- falou colocando o aparelho em meu braço, escutando ao mesmo tempo. Olhei para sua feição concentrada e me admirei. Era como um dejavú do dia em que eu o conheci só que na ocasião eu estava com muita raiva por ter perdido Carlisle e agora era somente Edward e eu, calmos e acostumados um com o outro. Havia passado algum tempo desde o dia em que nos conhecemos e eu já me acostumara com seu jeito tímido e divertido e se eu pensava sobre porque ele tinha que ser meu médico era algo passageiro. Eu já estava acostumada mesmo. Analisei bem seu rosto e suspirei involuntariamente. Edward era muito bonito, isso eu tinha que concordar. Seus olhos verdes penetrantes estavam no aparelho de pressão e ele movia seus lábios vermelhos como se contasse algo, provavelmente em relação à pressão. Analisei a textura de sua pele como parecia macia e firme e tive um súbito desejo de testar se o que eu pensava estava certo. Reprimi fechando meus olhos e minhas mãos evitando não trair a mim mesma.

– Pronto. — sussurrou em sua voz rouca. Abri meus olhos devagar e Edward olhava para algum ponto acima da minha cabeça, seu cenho franzido como se estivesse pensando ou assustado com algo.

– O que foi?-falei também franzindo o cenho

– É que.. -ele balançou a cabeça e riu sem humor – Aqui cheira a morangos. Na verdade, acabei de perceber que você cheira a morangos. – Ri e ele me olhou sorrindo torto sem graça.

– Espero que isso seja uma coisa boa. – brinquei ainda rindo. Ele riu comigo, mas ficou sério novamente olhando para baixo.

– É sim. — falou ainda com o cenho franzido fitando o piso do meu quarto. Sua mente estava distante, isso eu podia observar. Olhei para seu rosto tentando decifrar sua preocupação evidente, era como se estivéssemos ligados: A preocupação dele era a minha preocupação. A questão era: Porque era assim? Também ficava preocupada com Carlisle, mas era algo totalmente pai e filha. Ele estava mais lá para segurar a minha barra e não eu a dele e de repente eu me via sofrendo pelo sofrimento silencioso de meu mais novo médico e isso parecia ridículo, mas totalmente compreensível para o meu subconsciente que não me deixava livre da preocupação, do instinto que eu sentia em consolar, mas como consolar? Eu não sabia mais uma vez.

– Há algo de errado acontecendo, Edward?- sussurrei em um sopro quase inaudível e ele levantou seus olhos até os meus. Um profundo mar verde cheio de desejos e segredos.

– Não.. sei..- olhou dentro dos meus olhos como se pudesse ver dentro da minha alma. Ele suspirou pesado e guardou o estetoscópio e o aparelho de pressão na gaveta. — Acho melhor eu ir embora. – levantou apoiando suas mãos na beirada da cama. Levantei rápido demais e claro que eu acabei esbarrando no peito de Edward que me impediu de cair madura no chão com suas mãos em minha cintura. Ele pareceu firmar suas mãos ali antes de retirar como se levasse um choque ou como se minha pele fosse feita de espinhos e ele tivesse se machucado.

– Cuidado. – murmurou endireitando-me. Corei e olhei para baixo enquanto nós descíamos as escadas. Ele ao contrário do que eu gostaria ficou quieto demais, pensativo demais. Não era do seu jeito característico, ele falava sempre, ou sempre implicava comigo quebrando o gelo.

FLASHBACK

– Não é nada. — suspirei cansada pela décima vez naquele dia. Mas é que era a décima primeira vez que Edward perguntava se eu estava bem e eu não sabia o que fazer para fazê-lo acreditar na minha pequena mentira. Talvez eu devesse aprender a mentir só pra começar.. Eu estava triste sim naquela manhã porque eu havia sonhado com Renée e o sonho me fez perceber o quanto eu sentia falta dela por perto, da sua atmosfera de alegria contagiante. Eu parecia não ter mais isso.

– Qual é Bella! Pode me contar. – suplicou fazendo um beiçinho emburrado. Ri levemente e ele relaxou quando viu que eu sorria. – Viu até fiz você rir, vamos lá me conte.

– É que.. -comecei e vi que ele alargou o sorriso. – estou com saudade da mamãe, só isso. – suspirei me atirando na maca em que eu estava sentada. – algumas lágrimas teimosas escaparam silenciosamente e rolaram por meu rosto. Sequei-as sem graça e sentei de novo. Edward tinha uma expressão pensativa e depois sorriu abertamente para mim.

– Vem comigo. – falou puxando minha mão me rebocando da maca.

– Aonde vamos?-perguntei desconfiada.

– Vem logo. – falou me puxando do consultório. Caminhamos até os armários dos médicos e Edward pegou uma chave de carro moderna e tirou seu jaleco colocando-o em um cabide. – Vem. – puxou minha mão pelo corredor até sairmos do hospital até o estacionamento. Edward acionou um carro que eu reconheci ser uma BMW e eu arregalei os olhos.

– Aonde vamos?- perguntei entrando no carro desconfiada. Edward negou selando os lábios e começamos a correr pelas estradas ensopadas de Forks. Estávamos indo mais e mais longe e não saber para onde ele estava me levando era estressante. Passamos por uma placa ‘Você está deixando Forks` e arregalei meus olhos para Edward que gargalhou.

– Desculpe, mas é fora da cidade. – falou mordendo o lábio. Ainda partimos em uma direção desconhecida até que eu avistei uma casa. Não era só uma casa. Parecia mais um castelo ou sei lá, mas casa não era. Devia ter uns quatro andares e tinha algumas ornamentações góticas que pendiam ao redor da casa. Não era assustador nem nada, parecia uma casa de conto de fadas. Daqui a alguns minutos a Rapunzel poderia jogar suas tranças da janela mais alta e não seria de surpreender.

– Wow.- murmurei admirada. Edward sorriu ao meu lado e estacionou na garagem. Sai do carro em silêncio atrás dele e caminhei timidamente enquanto entrávamos na casa sem mais nem menos. Eu nem sabia o que era ali ou porque ele havia me levado ali.

– Esme?- falou alto o suficiente para ouvirmos passos apressados no andar de cima. Esme? Eu me lembrava deste ser o nome da mulher de Carlisle, mas não a conhecia muito. Havia falado com ela apenas algumas vezes em raras ocasiões. Deduzi que nunca havia ido à casa de Carlisle.. ou pior que aquela mansão devia ser dele e de Esme e eu boba não sabia de nada.

– Querido!- Esme apareceu no topo da escada saltitando e por um minuto eu me senti uma criança. Eu só havia estado com ela quando criança, já se passara tantos anos e ela não pareceu mudar nada. Ela correu as escadas e abraçou o filho apertado. – A mamãe sentiu tanta falta!- choramingou. — Você não sai daquele hospital, Edward. Você precisa viver sabia? – ralhou apertando os braços e a barriga dele. Ri baixinho e Edward corou. – Você tá tão magrinho Edward? Tem se alimentado direito ou só come comida de hospital e porcaria e..- ela finalmente me notou parada feito um dois de paus atrás do braço de Edward e eu corei olhando para baixo.

– Bella Swan?- falou com seus olhos arregalados. Senti que ela me analisava dos pés a cabeça e abriu a boca como se estivesse assustada.

– Oi Esme. – murmurei em boas vidas. Ela abriu mais a boca e olhou para Edward e para mim.

_ Bella?-falou mais uma vez. Olhei para Edward que olhava a mãe rindo. – MEU DEUS DO CÉU! Como você tá grande..e tão bonita!- falou em uma voz fininha estranha empurrando Edward para me abraçar. Abracei-a grata por ficar tão animada em me ver. Eu havia entendido. Ele havia me emprestado a mãe dele porque eu estava sem a minha no momento. Esme me largou de seu abraço e deu um murro no de Edward. – Porque não me contou que você estava namorando? Seu desnaturado. E uma garota tão linda! Bella Swan, oh meus deus! Eu vou matar Carlisle por não ter me falado nada...e..

– Nós não..-falei gesticulando. Edward pos a mão no meu braço e eu o deixei falar.

– Mamãe, você pode respirar, por favor. – Edward falou sem graça. — Bella e eu não estamos namorando. Ela é minha paciente agora.- falou coçando a nuca. Assenti para Esme e ela pareceu ter murchado.

– Desculpe..é que eu pensei que vocês..deixa pra lá então... – Nós passamos a tarde conversando e falando coisas de mulher. Edward ao contrário de qualquer homem estava rindo de Esme contando como eu era atrapalhada quando criança e a partir dali eu sempre ia visitar Esme e conversar. Não só porque ela era mais velha, mas porque era uma mulher e me dava conselhos bons além de cozinhar maravilhosamente bem. Era bom ter com quem discutir receitas.

FLASHBACK OFF

– Já vai Edward?- Charlie perguntou surpreso quando nos viu descendo a escada.

– Já sim senhor, está meio tarde. Preciso dormir um pouco. Desculpe vir aqui sem ser convidado.

– Nada disso! – Charlie falou sorrindo. – Você é sempre bem vindo em minha casa, sabe disso. – assenti ao lado de Charlie e Edward sorriu para nós dois, seus olhos, porém não sorriram e aquilo me incomodou. Eu havia feito algo errado?

– Bem, tchau.- falou caminhando até a porta. Abri os cadeados para ele e Charlie se jogou no sofá novamente nos deixando a sós . Encostei minha cabeça na porta ignorando o vento gelado que fazia tremer minhas pernas, mordiscava minhas bochechas e a ponta de meu nariz.

– Tchau Edward. – sussurrei melancolicamente para que ele não escutasse e ele parou no fim da pequena soleira ainda de costas para mim e se virou devagar. Seu rosto estava quase torturado quanto ele virou seu corpo totalmente para frente do meu e começou a subir as escadas parando na minha frente. O espaço era tão mínimo que eu sentia sua respiração pesada em meu rosto e por um segundo só conseguia pensar naquilo. Na respiração, na boca que respirava. Olhei para seus olhos verdes e ele os fechou abaixando a cabeça.

– Tchau Bella. – sussurrou beijando minha bochecha em um estalo longo. Senti um calor insuportável migrar para aquela área e então Edward havia partido para seu carro. Toquei minha bochecha para testar o calor e ele ainda estava lá, vivo, fluindo para a ponta dos meus dedos e me aquecendo inteira, de dentro para fora. Eu não era de mentir para mim mesma, sempre menti muito mal para os outros, mas sempre tentava ser diplomática comigo mesma. Era aceitar os fatos e tomar uma decisão. Era justo. Mas eu tinha um impasse em minhas mãos. Eu me sentia tão estranha tão irreconhecível que queria sorrir para o vento só por ele estar soprando, queria cantar pelos cantos e eu não podia negar que me peguei assoviando enquanto fazia uma trança para ir ao hospital. Era tão diferente de tudo o que eu já havia passado e isso era novo e apavorante. Eu também não podia negar duas coisas: 1) Essa mudança não ocorreu por acaso e 2) ela ocorreu justamente por eu ter conhecido meu mais novo médico. Abracei meu corpo molenga e entrei em casa subindo diretamente para meu quarto. Apoiei-me em minha mesa de carvalho e tentei raciocinar. Eu..não podia me sentir assim pelo meu próprio médico, era tão doentio, tão ridículo, ele nunca iria querer nada comigo. Uma pessoa tão inválida como eu, e ele.. Um médico. Um ser tão bom em salvar pessoas. Apertei um pouco mais meu tronco para não me despedaçar em pedaços. Eu me sentia fraca como se estivesse lutando contra algo muito forte, uma maré ou um tsunami que me dominava sem me deixar escapatória. Eu nunca seria boa o bastante. Nunca o faria feliz. Gemi com o peso e a verdade daquele fato. Eu nunca seria suficiente, ele não merecia ter alguém como eu. Minha mente como se não fosse torturante o bastante projetou um futuro muito previsível.

NARRAÇÃO TERCEIRA PESSOA

Aos 25 anos, Bella estava sentada em sua cadeira de balanço no meio de seu eterno consultório médico. Não tinha mais força nas pernas então Alice a ajudava a levantar da cama para cadeira de rodas e da cadeira de rodas para a cadeira de balanço quando ela se entediava. Havia lido todos os Best Sellers que Alice conseguira trazer da biblioteca e aquilo já não a fascinava mais. Ela queria a morte, a fácil e indolor. O tratamento havia falhado, não respondia mais devido a uma mudança brusca no emocional dela. Uma forte depressão: um amor não correspondido. Eles tentaram outros métodos mas nada dera certo. Era um estágio final. Ela já estava preparada mas a dor ainda estava ali, o buraco no peito ainda não havia sarado e ela ainda sangrava. – Você quer alguma coisa Bella? – Alice perguntou em sua voz de sino. Bella apenas mexeu a cabeça devagar e fechou os olhos. No mesmo estante Edward entrou com Charlotte nos ombros. A bebê pálida e loirinha que mais parecia uma boneca segurava seu dedo o mais forte que podia e colocava-o na boca de vez em quando, enquanto puxava os cabelos cor de bronze revoltados do pai. Pai. Sim ele era pai e tinha uma esposa também: Tanya Denali. Bella abriu os olhos mais uma vez e encarou o que deveria ser o padrão de família feliz. Algo que ela sonhou em ter mas não podia. Um soluço silenciou-a para sempre, junto a uma lágrima silenciosa que escorreu por seu rosto pela última vez.

FIM NARRAÇÃO TERCEIRA PESSOA

Segurei meu peito mais uma vez para me manter inteira, era como um pesadelo, mas era tão inevitável que duvidei que houvesse algum anjo da guarda que realmente gostasse de mim. Pra que mais sofrimento? Já não era o suficiente o que eu já tinha? Encolhi-me debaixo do cobertor e fechei os olhos com força. Eu não sabia o que eu estava sentindo mas aquilo com certeza seria o meu fim.


Notas finais
BEEEEEEEEEEEEM o que acharam? Digamos que é aí que a história começa a rolar com mais emoção digamos.. chega de abstinência para esses dois. Somente. DEIXEM MUITAS REVIEWS POR FAVOR. Ps: essa fanfic pode ser publicada no site ao qual sou staff..então não sei se continuarei fazendo att aqui, aviso antes de qualquer coisa. Beijos. Steph