Hey, Brother!

5 I Am Not Afraid to Keep on Living...


Notas iniciais
Bom, demorei novamente, mas...

P.O.V Lucy

Nos sentamos em um banco perto da saída e esperamos minha mãe... Passou um tempo e vi Luke esconder seu rosto em suas mãos, quando ele retirou, vi lágrimas escorrendo de seu olho e descendo ao lado de seu nariz, ele estava chorando.

Quem diria... Luke Campbell, o “engraçadão” da turma chorando... queria gravar e colocar no YouTube... Mas eu não posso pensar assim, agora ele é meu amigo, ou melhor, agora ele é meu irmão. Só agora havia percebido que ele tinha o mesmo sobrenome que eu. A família Campbell Fisher, o garoto popular sem o pai, que tem uma irmã anti-social que mora apenas com a mãe, isso não vai dar certo.

Cheguei mais perto dele, e disse:

– Ei, Luke, olhe para mim. Não fique assim, minha mãe saberá o que fazer...

– Como você pode dizer para eu não ficar assim? Meu pai era a única coisa que eu tinha, e acabei de vê-lo ser sequestrado na minha frente! – Disse ele, ainda tampando o rosto com as mãos.

– Luke, eu vou te ajudar, se você quiser procurar seu pai e fazer de tudo para salvar ele, eu vou com você até o final... Tudo vai ficar bem!

O garoto tirou as mãos do rosto, olhou para os meus olhos e perguntou:

– V... Você acha?

– Não, eu tenho certeza! E agora que eu tenho certeza que ele era meu pai, eu preciso falar algo importante para você, algo que ninguém saiba, nem mesmo minha mãe: Desde pequena... – Comecei a falar, mas minha mãe estacionou na nossa frente, entramos no carro.

Assim que minha mãe olhou nos olhos de Luke, ela disse para nós:

– Sabia que este dia chegaria, vocês tem muito para me contar...

Então, a viagem toda, contei tudo para minha mãe, desde o dia da mochila até hoje.

– Lucy, vejo que conheceu seu irmão... – Disse ela olhando para Luke – Vocês dois tem muito trabalho a fazer!

P.O.V Luke

Lucy era meio que largada, não se importava com a aparência, usava roupas amassadas, uma garota comum, diferente de sua casa, essa casa era enorme. Assim que sua mãe abriu as portas, eu fiquei boquiaberto com o tamanho daquela casa.

– Bom, eu sei que não é muito, mas é o que eu chamo de lar. – disse Lucy.

– Você está brincando?! Essa casa é enorme, Lucy, você nunca me contou que era rica.

– Eu não sou rica, isso tudo é herança, meu avô era muito rico, mas ele perdeu tudo, literalmente tudo, apenas deixou essa casa para minha mãe morar.

– Ele trabalhava com que? Na máfia? – Disse eu, rindo. Agora que percebi, essa á primeira vez que sorrio desde que saí da escola, desde que meu pai... Meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu não podia chorar, não queria demonstrar essa fraqueza para minha irmã.

– Minha mãe nunca me disse, ela disse que “ainda não chegou a hora” – disse Lucy, fazendo sinal de aspas – Dá pra acreditar?

Na frente da porta da frente, há um espaço circular com uma porta trancada no final dele, dos dois lados dessa sala, haviam escadas curvadas que se encontravam no centro, formando um corredor para frente. Do lado da escada da esquerda, tem uma sala com uma televisão ligada, suponho que seja a sala de estar, no centro da sala em que estou, há um grande lustre no teto, iluminando cada espaço daqui.

– Venha no meu quarto, minha mãe já vai preparar o almoço – Disse Lucy.

– Ok.

Subimos a escada e entramos na segunda porta do corredor. O quarto dela é fantástico, têm pôsteres de bandas em todos os cantos, uma pilha gigante de livros em um canto, e um gato acinzentado sobre a cama. Sou alérgico a gatos.

– Filha, Luke, venham comer!

Descemos a escada até a cozinha, que ficava uma sala depois da sala de estar, sentamos na mesa e ninguém falou nada até o fim da refeição.

Notas finais
Comentem, mostrem pros amigos, sei lá, façam o que quiser. kkk