Hey, Brother!

6 Misguided Ghosts, Travelling Endlessly


Notas iniciais
Bom, demorei séculos para postar, mas enfim, está ai. Eu gostei de fazer esse capítulo... Espero que gostem de lê-lo!

P.O.V Lucy

Depois que almoçamos, pensei em chamar Luke para ir ao meu quarto e conversar um pouco, mas minha mãe disse que era arriscado, pois alguns espias poderiam estar escondidos, e nos levou para o porão, porque também queria falar conosco.

Eu mesma tinha muitas perguntas, sobre o que aconteceu, o porquê de eles esconderem isso por tanto tempo e mais outras, e nem imaginava quantas o Luke teria, provavelmente mais que eu.

Descemos ao porão, e por algum momento, houve total silêncio, e ninguém disse sequer uma palavra.

– Bom, estou atrapalhando algo? Vocês disseram que iam conversar lá em cima, e por eu estar aqui, não disseram nada. – resmungou minha mãe, como se também tivesse muitas dúvidas.

– Claro que não, er, mãe, sei lá, só acho que todos nós temos dúvidas, mas nenhum queria começar a falar. – disse Luke, tentando “melhorar” as coisas.

– Tá, então, primeiramente, o que aconteceu? – perguntou ela.

– Bom, estávamos eu e o Luke sentados esperando o pai do Luke, ou nosso pai, sei lá, quando ele chegou e surgiram dos homens vestidos de preto, pegaram-no e ele mandou Luke vir pra cá comigo, ah, e disse alguma coisa sobre alguém já ter consciência de nosso encontro. – respondi num tom neutro, como quem não estava nem feliz nem triste com aquilo. Talvez um pouco triste, mas não quis demonstrar fraqueza na frente dos dois.

– Faça das palavras de Lucy as minhas. – disse Luke.

– Só isso? Nada mais? Não esqueceu nenhum detalhe?

– Hmm, ah, ele disse que você saberia o que fazer.

– Bom, Lucy, Luke, vocês realmente são irmãos, sim. Aposto que estão se perguntando o porquê disso tudo acontecer, o porquê de escondermos isso de vocês por tanto tempo... Mas foi para as suas próprias seguranças, sério. Quando vocês nasceram, eles disseram que vocês não poderiam ficar juntos, seria uma ameaça para eles...

– Quem são “eles”? – Luke perguntou.

– Eu não posso dizer vocês. Mas um dia vocês entenderão tudo, então, por enquanto... – Minha mãe estava explicando algo, mas não prestei muita atenção nisso, pois estava vendo algo MUITO estranho atrás dela e de Luke. Parecia um vulto, ou algo do tipo, e ele ficava me olhando fixamente, mas eu não sabia o que fazer.

– Lucy? Você está aí? – perguntou minha mãe.

– Sim, ahn, estou com um pouco de dor de cabeça. Posso ir me deitar e depois Luke me explica tudo? – perguntei, com a voz mais pidona que consegui fazer naquele momento.

– Ah, sim, claro. Quer algum remédio?

– Não, estou bem, obrigada. – depois disso, subi as escadas do porão e fui para o meu quarto.

P.O.V Luke

– Eu vou lá ver se ela está bem... – Disse para a mãe de Lucy, que na verdade, é minha mãe também. Na minha opinião, para alguém ser realmente da minha família, não basta apenas fazer parte dela, tem todo aquele lance de abraçar, visitar, perguntar “E as namoradinhas?” (por mais chato que seja). Enfim, esta mulher não fez nada disso, ela simplesmente apareceu lá do nada. Quem sabe um dia eu começo a chamá-la de mãe?

Subi até a entrada da casa e corri para o quarto dela quando me deparei com uma coisa no meio das duas escadas, era tipo uma sombra, mas era clara e a casa estava escura, ela não fazia nada, apenas ficava me olhando. Estava morrendo de medo, o que era aquilo? Me aproximei para tocá-la, mas ela virou apenas uma fumaça e foi desaparecendo com o tempo.

Decidi ignorar isso por enquanto e entrei bati na porta do quarto de Lucy. Ela disse “Entra!”. Eu abri a porta e vi ela deitada, peguei uma cadeira e sentei ao lado da cama dela.

– O que foi? – Disse ela em um tom meio arrogante.

– Eu que lhe pergunto... Por que subiu assim do nada?

– Eu... Eu vi ele, ele estava lá parado de novo, olhando para mim.

– Ele quem? Só havia nós três naquele porão.

– Ah, deixa pra lá, você não vai entender. – Ela virou o rosto para a parede.

Cheguei perto dos ouvidos dela e sussurrei:

– O que você viu... Parecia um vulto ou coisa do tipo?

– Hã, sim... Como você sabe?

– Vi a mesma coisa enquanto estava vindo para cá.

Ela se virou e nos abraçamos, meu ombro começou a ficar molhado, acho que são lágrimas dela.

– Luke, desde criança, eu ouço coisas, muitas vezes choros de bebês e também vejo essas coisas, presumo que são fantasmas. Eu, normalmente, vejo-os em lugares que ocorreram bastante morte, eles ficam parados, olhando para mim, sem falar nada, sem fazer nada. E, por algum motivo, não faço ideia do porquê eles aparecem aqui em casa... Tipo, quem poderia ter morrido aqui?

Ficamos pensando por um tempinho, foi quando a porta do quarto bateu e o barulho me derrubou da cadeira. Ela começou a dar risada de mim, até que ouvimos o som de uma mulher, possivelmente a mãe de Lucy, parecia que estava implorando, depois disso, o grito começou.

Notas finais
Acabar o capítulo com suspense, amo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.