Hexe

7 6. Conversa


Notas iniciais
Um capítulo mais descontraído (acho que posso dizer assim), Boa leitura!

Esperar: Uma das coisas mais agoniantes que você tem que fazer na vida. Era agoniante porque te fazia pensar, pensar que tudo poderia dar errado, esperar te deixa nervoso e ansioso tudo ao mesmo tempo. Eu não gosto de esperar.

Eu fiquei dando voltas pelo colégio, depois voltas pelo quarteirão e assim duas horas se passaram. Ainda faltava uma hora pra ele sair e eu estava cansada de andar. Resolvi sentar na escadaria do colégio, que estava deserta aquela hora, e esperar ali mesmo.

Fiquei alguns minutos pensando em tudo que estava acontecendo, pensando no Peter e em um momento de nostalgia eu acabei pensando na Amanda.

Como eu havia a amado, mesmo sem ter dito isso a ela.

E ela havia dito que me amava milhares de vezes e eu só sorria como resposta. Espero que não aconteça isso comigo e com Peter, quero que ele diga que me ama, pelo menos as vezes, e eu tentarei dizer o máximo de vezes possíveis.

O que teria acontecido se eu tivesse corrido pra sua casa ao invés da minha no dia do enforcamento Amanda?...

— Moça? — Uma voz proferiu — Oi? — Uma voz grave proferiu.

Levante a cabeça e vi um homem que parecia ter seus cinquenta anos, ele estava com aquelas roupas de gari e estava com uma vassoura na mão. O cabelo dele era bem loiro (tintura provavelmente) e os olhos eram bem azuis, era magro (tão magro quanto a Christine), era aquele tipo de pessoa que você imagina usando um terno chique, esse não era bem o caso.

— Oi... — Disse, mesmo estando mais absorta em meus pensamentos do que realmente ouvindo o que ele dizia.

— Você esta bem? você está sentada ai a mais de meia hora — Ele parecia estar realmente preocupado.

Abaixei a cabeça antes de dizer:

— Eu estou esperando.

— E o que uma moça tão bonita como você está procurando nesse colégio? — Disse e sorriu em seguida.

Ele estava flertando comigo?

— Se eu tivesse dezessete anos o senhor estaria bem encrencado — Disse, mas não pude deixar de sorrir.

— Mas você não tem dezessete anos, certo?

— Acertou em cheio — Disse.

Ele sentou ao meu lado na escadaria.

— Você ainda não respondeu a minha pergunta, o que está esperando? o que tem de tão importante ai — Ele apontou pro colégio — Que faz uma mulher esperar mais de meia hora sozinha?

— Um professor — Respondi.

Ele começou a sorrir.

— Então você era aluna dele? E esperou completar a maioridade para vim se declarar?

Pensei um pouco antes de responder.

— Ah... não e sim.

Ele pareceu confuso.

Era melhor eu explicar:

— Não eu nunca fui aluna dele e sim eu pretendo me declarar, mas não agora.

— Ah — Ele parecia ter finalmente entendido.

Ele se levantou e começou a varrer o local, tirando toda a imundice que o ser humano adorava jogar nas ruas. Depois de alguns minutos só o observando varrer e ele calado todo aquele tempo o local ficou limpo. Ele depositou toda aquela sujeira em sacos de lixo e antes dele ir embora ele disse:

— Se o que você está procurando não der certo — Ele colocou um pedaço de papel amassado em minha mão — Me ligue daqui a dois anos. Eu estarei aposentado e irei para Las Vegas, eu sou bom com jogos e adoraria uma companhia lá.

"Se não der certo daqui a dois anos eu já estarei morta" pensei. Mas não deu tempo de dizer qualquer coisa a ele, ele já havia virado a esquina e partido.

Desamassei o papel em minhas mãos e li:

"85**-9***

Thomas Grayer"

Espero que você não perca todo o seu dinheiro em Las Vegas Thomas.

O sinal do colégio apitou, crianças começaram a sair correndo pela porta e eu levantei da escadaria e dei passagem a elas. Após alguns minutos ele também saiu. Peter.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Sigam o exemplo da Samara e da Whatever: Comentem! (Whatever voltou!!)