Heróis também podem sangrar.

10 Você não conseguirá me persuadir.


Notas iniciais
Olá pessoal!
Eu disse que postaria logo logo e cá estou *0*, fiz com carinho e espero que esteja bom!
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!

A-Amor? Não pode ser! Será? — indagou a si mesmo incrédulo com o que havia acabado de dizer.

(...)

Havia acabado de amanhecer, a luz solar já começava a refletir nas vidraças da janela e adentrar o cômodo clareando-o.

O loiro deitado na cama agarrado a seu travesseiro, já acordado, fitava o nada com os pensamentos bem distantes dali.

Na noite anterior:

Ainda na fonte termal, Neji continuava a discutir com Naruto por causa de sua prima:

— Vamos, vai ficar aí me olhando com esses olhos arregalados para sempre? Me responda, o que você pensa que está fazendo se aproximando da Hinata-sama? — inquiriu exaltado.

— Ora seu... — disse com o sangue fervendo e logo apontando para o outro. — Eu “amo” a Hina-chan, eu não tô afim de brincar com ela, eu irei protegê-la custe o que custar, ela corresponde aos meus sentimentos e não é você que irá interferir entre nós dois — afirmou irritado.

— Hum... então espero que você cumpra com o que acabou de dizer, porque já vou logo avisando, se você machucá-la, farei com que você se arrependa de ter nascido — o moreno ameaçou com olhar maligno.

— Humpf... pode ficar tranqüilo, não permitirei que algo assim aconteça — ele avisou entediado olhando firme nos olhos do outro que o fitava com raiva.

— Vish! O clima aqui ta tenso, vou indo nessa pessoal — disse o jovem saindo d’água.

— Calma aê Kiba, vou contigo! — Lee falou seguindo o outro.

— Er... acho que o Chouji já deve ter terminado o rango... até mais! — despediu saindo também.

— Acho que o preguiçoso tá certo, também vou lá ver se o jantar está pronto — disse Sai dirigindo-se ao vestiário com os outros.

— Tá vendo só o que você fez? — inquiriu o loiro zombeteiro.

— Eu não fiz nada demais... só estou assegurando a segurança da minha prima.

— Hehe... na boa, não consigo mais ficar aqui também não, tô... indo nessa! — avisou se levantando e deixando o local.

— Aff... será que eles não entendem? Não precisavam terem saído e me deixado aqui sozinho, poxa — murmurou chateado.

— Na realidade você não ficou sozinho Neji-kun, eu ainda estou aqui!

— Ahhhhhhhhhhhhhh! Shino?! — perguntou com os olhos arregalados. — Er... desculpa, não tinha te visto aí.

— Normal! — suspirou entristecido e afundou-se dentro d’água.

***

— Eu amo a Hinata?! — indagou a si mesmo apertando o travesseiro ainda mais contra si. — Sim! Tenho certeza de que a amo — afirmou com confiança.

(...)

O homem observava ao redor pensativo analisando cada detalhe da mata verdejante que o cercava.

A cada dia que passa, diminuem as minhas esperanças de encontrá-los sãos e salvos! — pensou interrompendo sua análise para admirar um pássaro que cantarolava pousado num galho.

Sonolenta, a menina surgiu na abertura da caverna caminhando para fora na direção do mais velho.

— Hum... “Ohayou” nii-san — ela saudou, bocejando e coçando o olho esquerdo.

— Ohayou Yuki-chan! Eu já peguei o nosso café da manhã — ele disse apontando para algumas frutas dentro do “pote” improvisado.

— Arigatou! Mas você não precisava ter se preocupado, eu é... — foi interrompida.

— Não é assim que funcionam as coisas! Sou seu “nii-san” certo?

— Uhum.

— Devemos nos ajudar — ele advertiu alegre.

— “Wakatta” — ela acatou tomando um gole d’água. — Já faz dias que estamos procurando pelos seus amigos nii-san, será que vamos achá-los?

— Hum, não sei... mas não posso desistir — ele falou determinado.

— Hehe... o nii-san tem razão, afinal, se desistir agora, nunca irei conhecer o meu futuro marido — ela disse com os olhinhos brilhando referindo-se ao Uchiha.

— Hahaha... você ainda não esqueceu isso? — ele perguntou contendo a risada.

— Ora... claro que não, estou vivendo o meu conto de fadas — ela explicou emburrada.

— Hahaha... ok, ok! — ele se rendeu tomando um gole de água também.

(...)

A garota seguia pelo corredor rumo ao quarto do Uchiha.

— “Ohayou”! Tá na hora da bela adormecida levantar — disse ela num tom divertido adentrando o quarto. — Sasuke?! — chamou, deixando uma bandeja com um copo d’água e alguns remédios em cima da mesinha e colocando as mãos sobre os ombros do garoto o chacoalhando levemente.

— Hum?! — ele indagou abrindo os olhos inchados com dificuldade por causa da claridade.

— Nossa! Parece que hoje você dormiu bem hein? — ela perguntou notando a expressão do jovem: a cara amassada do lado esquerdo e um vestígio de baba no canto da boca.

— Aham! — ele concordou caindo deitado e dormindo novamente.

— Ei Sasuke! Levanta — ela pediu o chacoalhando outra vez. — Você precisa tomar os medicamentos!

— Só mais cinco minutos... — ele pediu sonolento ainda com os olhos fechados.

— Ai ai... — ela sentou-se na beirada da cama. — Anda Sasuke, vamos, só tome o remédio pelo menos, daí você pode voltar a dormir.

— Hum... ok! — ele obedeceu sentando também, com os olhos semi-fechados pegou o comprimido sobre a bandeja, colocou na boca, pegou o copo d’água e tomou um gole rápido, colocando-o de volta no lugar e caindo deitado.

— Er... bela tentativa Sasuke, mas não foi dessa vez... — ela disse sarcástica. — Eu sei que você viu o xarope aqui junto com os outros remédios e... hehe — ela falou olhando para o rapaz que já parecia estar dormindo. — Não adianta fingir que está dormindo Uchiha Sasuke!

— Nãaaao! — ele proferiu alto sentando-se, se encostando na cabeceira da cama e tapando a boca.

— Anda, vamos! Abra a boca — ela pediu aproximando a colher preenchida com o líquido amarelado sendo impedida pela mão que bloqueava a passagem. — Aff Sasuke, tire a mão daí! — ela ordenou irritada.

— Eu não quero tomar essa porcaria, é muito ruim — ele olhou com nojo para a colher e fez carinha de cão abandonado para a rosada, certamente implorando por clemência.

— Hehe... mesmo fazendo essa carinha não vai me convencer — ela afirmou segura de si.

— Ar... ok! — ele finalmente acatou destapando a boca e abrindo a mesma. — Cof... cof... arghhh que nojo! — ele reclamou fazendo careta após tomar, logo esfregando a mão na boca.

— Sem drama Sasuke-kun! — ela pediu com deboche. — Logo passa.

— Aff... você diz isso porque não tem que tomar essa coisa — ele falou olhando pro lado.

— Ai ai... tú reclama hein? Hehe... porde voltar a dormir, vou lá preparar o café — ela avisou se levantando.

— Humpf... perdi o sono! — bufou irritado.

— Ora... ora, nervosinho, tô indo lá — ela disse passando pela porta e a fechando.

(...)

Suigetsu e Karin já haviam começado a procurar pelo Uchiha novamente, o que já estava se tornando um hábito.

— Óh céus! Onde será que o meu Sasuke está? — inquiriu preocupada enquanto caminhava.

— Aí, eu já tô ficando cansado disso! Olha só pro tamanho dessa floresta meu, na boa... — ele dizia olhando ao redor. — O pior nem é saber onde o Sasuke está mulher! Triste mesmo é nem sabermos onde estamos — concluiu irritado.

— Vai se ferrar seu cretino, minha prioridade é o meu futuro marido, seu babaca! — ela vociferou impaciente.

— Haha sei... futuro marido? Faça-me rir — debochou, olhando pro lado.

— Espera aí... Suigetsu, corre aqui — ela chamou o garoto que estava mais atrás.

— O que foi? — ele indagou se aproximando dela.

— Olhe ali adiante! — apontou.

— O que? Não tem nada ali... espera! — pediu ele notando algo.

— Hehe... vamos chegar mais perto! — ela falou seguindo até o local. — Hoho... tô até emocionada.

— Uma casa! — ele disse analisando o local.

— E parece que tá abandonada! — falou adentrando a mesma e notando que parecia não ser habitada há anos.

— Aí, será que é seguro?

— Já é cara, não volto para aquele “buraco” que você chama de abrigo nem arrastada — a garota se apossando da sala, se aproximou do sofá e na hora que se sentou fez com que levantasse muita poeira. — Cof... cof... cof... — tossiu.

— Cof... cof... cof... que lugar imundo! — ele reclamou tossindo também.

— Er... nada que uma boa limpeza não resolva! — ela disse radiante.

— Hihi... por essa eu não esperava, serviço doméstico?! Karin dona de casa? — ele inquiriu zombeteiro.

— Hahahaha... eu não disse que limparia! — exclamou indo até a cozinha.

— Hãn? — ele indagou com cara de “não entendi”.

Dez minutos depois.

— Aqui! — ela disse entregando um balde, com alguns restos de produtos de limpeza e buchas.

— Onde você conseguiu isso? — ele perguntou incrédulo.

— Fui bisbilhotar a cozinha, cê acredita que ainda tem até arroz empacotado? Tá certo que parece que está ali a mais de anos, mas essas coisas não estragam fácil — ela concluiu pensativa.

—Er... e porque você tá me dando isso? — inquiriu temendo a resposta.

— Ora, porque obviamente quem limpará será você! — ela disse soltando o balde nas mãos do rapaz.

— E porque eu? — perguntou nervoso.

— Eu não sei limpar e você é feito de água! Não tem ninguém melhor que você para acabar com essa poeira! — explicou entediada.

— Mas e você? Ao menos vai cozinhar né?

— Se eu soubesse até poderia, mas... — ela falou olhando para o lado.

— Affs... você é uma inútil — ele concluiu emburrado indo limpar.

Hihihi... eu tenho que achar logo o meu Sasuke-kun, agora que achamos essa casinha abandonada, poderemos fazer dela o nosso ninho de amor! Isolados do resto do mundo, só nós dois — ela pensou com os olhos brilhando e logo seguindo para o interior da casa conhecer os outros cômodos.

(...)

A jovem observava o rapaz que havia começado a comer, logo ela quebrou o silêncio:

— E aí? Tá ruim? Muito salgada? Ou sem sal? — inquiriu curiosa.

— Está normal! — ele disse enquanto enchia outra colher.

— Hum, que bom! — exclamou sentando-se na poltrona e pegando o livro sobre a mesinha para ler.

Dez minutos se passaram.

— Pronto!

— Hum... — ela disse se levantando e pegando a bandeja sobre o colo do rapaz, já se aproximando da porta: — Você quer mais?

— Não!

— Ok! — ela saiu do quarto.

Alguns minutos depois ela retornou para o cômodo e sentou-se outra vez:

— Sasuke?!

— Hum?

— Eu sei que não é da minha conta, mas quando você melhorar, er... você irá sumir novamente? — ela perguntou com o olhar opaco não obtendo resposta. — Entendo! — ela disse ao compreender o silêncio do garoto, afinal, quem cala consente.

— Até mesmo “você não conseguirá me persuadir”.

— Eu não sou mais ingênua como fui no passado, não tentarei lhe impedir outra vez — ela afirmou seca. — Só gostaria de lhe pedir que me prometesse uma coisa.

— Hum?

— Não “morra”!

— Porque não? Não seria o melhor para todos aqueles que você ama?

— Exatamente por isso. Pelo bem da pessoa que eu mais amo, você deve permanecer vivo.

— Hum... Com o tempo tenho certeza que isso não faria diferença ao Naruto! — ele disse indiferente.

— Não se trata do Naruto, a pessoa a quem me referi foi você Uchiha Sasuke.

— Hum... achei que você já tivesse superado isso!

— Não é questão de superar ou não, é que com o tempo, eu descobri que o que eu sentia não era paixão!

— Hãn?

— Éh! Esse “amor platônico”, me fez passar todo aquele tempo te procurando e sofrendo com medo de que algum mal lhe acontecesse.

— Hum...

— Eu não preciso da sua reciprocidade, muito pelo contrário, pouco me importa se você gosta de mim ou não — ela falou com os olhos ficando marejados. — Eu só não quero que nada de ruim lhe aconteça, eu quero te ver bem, são e salvo! — explicou com o choro embargado na voz.

Hãn? Ela continua tão ingênua... Eu não sou digno de um sentimento tão forte como esse, eu...— ele pensou. — Entendo, sinto muito por ter lhe preocupado — disse para a jovem.

Notas finais
E aí? O que acharam? Gostaram? Odiaram? Sintam-se a vontade para comentarem =D.
Eu já tenho o próximo capítulo em mente, logo logo eu posto ^.
Beijocas e Ja ne./