Heróis também podem sangrar.

27 Decifrando o silêncio de suas palavras mudas.


Notas iniciais
Olá pessoal! xD
Bom! O capítulo demorou um pouquinho, mas eu posso explicar x_x!!! Eu tô com dengue, então tem hora que não me sinto bem e por isso eu tava escrevendo o capítulo aos poucos, mas agora tô melhorando então vou aproveitar para escrever os próximos capítulos mais rápido =D
Ahhh... E hoje eu tô feliz, muito feliz *-* (por causa do capítulo dessa semana do mangá/ quem acompanha o mangá Naruto me entenderá xD)
Enfim, vamos ao que interessa...
Ahhh e já vou avisando, leiam com bastante atenção e não me matem x_x!

Eu escrevi escutando a música Can you do it da banda Nightmare e deixarei o link dela postada aqui para vocês escutarem (se quiserem xD).

http://www.youtube.com/watch?v=DYTbIRWdZ84

Boa leitura!

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Com a chegada de um novo dia, ela almejava que tudo voltasse a ser como nos velhos tempos, afinal, não há nada que o amanhã não sane. Entretanto, mesmo que o coração de Sakura estivesse calmo naquele momento, pois nenhuma tragédia havia ocorrido para com os dois, ela não tinha ideia de como seria o desfecho daquela história, tampouco o que o futuro lhe aguardava.

(...)

Havia amanhecido e a forte chuva ainda persistia cair sobre a vila, no entanto, cada vez mais perdendo sua força. Dentro do quarto, a diminuta claridade que adentrava pelas vidraças da janela, seguia de encontro aos olhos fechados que logo se fizeram franzidos por conta do incômodo, tanto da luz quanto dos gritos ao lado, fazendo-o despertar.

Os olhos negros vagarosamente abriram-se, observando que ali no leito ao lado uma jovem morena lutava para enfiar uma simples colher na boca do jovem loiro:

— NÃO! RÁMEN! Eu quero RÁMEN! Sai pra lá com essa água salgada... — repudiou a sopa que a garota lhe dava.

— M-Mas Naruto-kun... Rámen é muito pesado! Sakura disse que você devia comer essa daqui... — foi interrompida.

— Não dê ouvidos a ela, Hina... Sakura-chan conspira contra mim! — acusou a outra que sequer estava presente.

Quando deu por si, o jovem Uzumaki olhou para o lado e notou que o Uchiha já estava acordado e assistia àquela cena, com cara de tédio:

— Hehe... A bela adormecida resolveu acordar?! — zombou, com uma expressão sarcástica.

— Humpf! — o moreno bufou de cara feia, virando o rosto para o velho amigo.

— Teme... Não me ignore! Maldito... — tentou se levantar da cama para avançar no rapaz.

— Menos, Naruto-kun... Menos! — advertiu a morena segurando o loiro. — Bom! Sasuke-san já acordou... — ela soltou o jovem e se levantou. — Irei chamar a Sakura e... Naruto-kun, se comporte! — pediu saindo do quarto.

— Tá, Hina... Tá! — obedeceu contrariado. — E aí teme?! Vai ou não dizer alguma coisa? — indagou novamente.

— Humpf! — outra vez o moreno virou a cara ignorando o loiro.

— Ah, então é assim?! Também não quero falar com você! — virou o rosto para o outro lado e calou-se.

Alguns minutos depois...

— Ahhh! TEME, diga alguma coisa pelo amor de Deus! Eu não aguento mais ficar quieto... — desabafou se levantando da cama e se aproximando do outro.

— NARUTO! — gritou a garota que havia acabado de adentrar o quarto.

— Kyahhh! — o loiro se assustou notando ela. — S-Sakura-chan?! Como vai a saúde? Sua mãe tá boa?! — desconversou, indo de “mancinho” se sentar em sua cama novamente.

— Eu tô ótima, ela tá ótima... E que história é essa de água salgada?! Tá criticando as minhas habilidades culinárias, hein, bastardo?! — ela inquiriu estralando os dedos e fuzilando o rapaz com os olhos.

— N-Não... C-Claro que não, eu... — engoliu seco olhando para o lado.

— Hum, que bom que não, pois mandei a Hinata trazer mais uma vasilha cheia até a boca daquela sopinha para você comer “tudinho”, Mwahahaha!

A risada maléfica escapou sem querer deixando o loiro com os olhos arregalados. Quando ela percebeu, disfarçou pigarreando e então virou-se para o outro:

— Bom! Sasuke-kun, você consegue se levantar? — perguntou observando-o.

O moreno nada respondeu, apenas pôs-se de pé e encarou a garota a sua frente.

— Hum... Venha comigo! — ela seguiu até a porta atravessando a mesma.

— Hey... Aonde vocês vão?! — indagou o garoto curioso.

— Yo Naruto-kun, trouxe mais sopinha pra você! — avisou a jovem adentrando ao quarto.

— Ahhhhh! H-Hina-chan você é do mal! — acusou olhando assustado para ela.

— Que nada Naruto-kun, isso é para o seu bem... Mwahahaha! — riu maleficamente e quando deu por si corou de vergonha, olhando para o lado.

O loiro nada proferiu, a cara de tacho e os olhos novamente arregalados falaram por ele. Aquela risada vinda de sua doce amada havia sido demais para o frágil psicológico do rapaz.

Enquanto isso os dois caminhavam pelos corredores do hospital, a garota seguia um pouco mais a frente, o garoto calado apenas andava os mesmos passos que ela. Aproximaram-se de uma sala, ela levou a mão à maçaneta abrindo a porta e gesticulando para que ele adentrasse:

— Sente-se aí! — ela indicou uma cadeira.

Ele obedeceu, sentando-se na mesma. A jovem então entrou e fechou a porta:

— Sasuke-kun! — ela proferiu puxando uma cadeira e sentando-se de frente para ele. — A Hokage já sabe de sua estadia aqui! — ela contou. — Eu conversei com ela hoje mais cedo, tive de dar-lhe detalhes de tudo o que aconteceu... — confessou ao moreno. — Então, ela me disse sobre sua atual situação para com a vila e que mesmo que seja condenado, como um agradecimento por sua contribuição na guerra, ela fará o máximo para intervir em sua pena... Sendo assim, eu te peço para que pense bem antes de partir, eu sei... — ela foi interrompida observando o rapaz se levantar.

— Não! Você não sabe! — ele alertou. — Você não sabe nada, Haruno Sakura! — repetiu, cuspindo rudemente as palavras na cara da garota.

— Sasuke... — ela abaixou a cabeça e em seguida, enfurecida ergueu o seu olhar fuzilando o rapaz com toda sua ira. — Ótimo Uchiha Sasuke! Como sempre você sabe de si mesmo, certo? Não compartilha nada com ninguém, não precisa de ninguém! — argumentou, irritada. — Custa você ser uma pessoa mais aberta?! É tão difícil assim ser sociável?

— Hum... Você não entende! — ele deu de costas e seguiu até a porta. — Por um momento eu realmente acreditei que ela pudesse me compreender, no entanto, me enganei... — pensou.

— Se você me contasse, tenho certeza de que eu te entenderia! — reforçou se levantando e seguindo-o, quando o alcançou pegou em seu braço o forçando a parar. — Aonde você vai?! — perguntou firmemente.

— Vou caminhar por aí! — ele se desvencilhou da garota, soltando-se dela. — Preciso refletir... Deixe-me sozinho!

— Hum, entendo! Apenas não tente fugir, ainda está chovendo! — ela pediu dando de costas para o jovem e seguindo a passos rápidos pelo corredor.

As horas passaram, havia chegado à noite. A chuva que outrora caía forte, naquele momento era apenas um chuvisqueiro. Os passos sorrateiros em meio à escuridão do corredor caminhavam em direção à saída daquele lugar. Seguido por outros passos que ao contrário, esses não eram nenhum pouco discretos. Eram pesados, amargos, descontentes... Apenas queriam ser notados.

O rapaz seguiu em frente sem se incomodar com o que ou quem vinha mais atrás. Logo saíram do prédio e ela parou na porta, abrindo o guarda chuva:

— Sasuke... — ela finalmente quebrou o silêncio fazendo com que o garoto parasse sob o chuvisco ainda de costas para ela. — Você vai mesmo embora... — concluiu mais para si do que para ele.

— É...

— No fim, você é um caso irremediável! E eu já estou cansada... Eu desisto, Sasuke! Eu desisto de você! — suspirou pesadamente, fazendo com que o moreno a olhasse pelo canto dos olhos, pálido. Ela deixou o guarda chuva cair.

— Entendo... — ele deixou de fitá-la, olhando para o chão a sua frente. Respirou fundo, seguiu até a ela e tentou levar a mão ao rosto frágil da mesma, no entanto, desistiu rapidamente após tocá-lo — Desculpa... Obrigado... Adeus!

Com poucas palavras proferidas, ele a deixou para trás mais uma vez e seguiu em frente rumo a um destino que desconhecia, porém, não se importava com qual fosse, desde que não tivesse elos com o passado e que lhe desse um novo horizonte, o seguiria.

Algumas vezes a falta de diálogo ocasiona o desentendimento e a partir desse vem a falta de compreensão.

Mesmo que suas verdades não fossem ditas, a garota de certa forma o compreendia, entretanto, negava a si mesma a dura realidade do rapaz. Por mais que soubesse a dimensão das feridas não cicatrizadas em seu coração, ela torcia para que as mesmas pudessem sumir da vida dele, tornando-o num ser mais amável, no entanto, ela sentia-se cansada demais para continuar dando murros em ponta de faca. Não queria mais, não naquele instante!

Decifrando o silêncio de suas palavras mudas, ela havia descoberto muito mais do que ele podia imaginar, porém, como o teimoso persistente que era, em poucos segundos ele desapareceu na escuridão noturna em meio à rua vazia. Deixando mais uma vez uma enorme lacuna no coração da jovem derrotada que permanecerá calada na porta do hospital, fitando o nada enquanto aos poucos aquele fino chuvisco a molhava.

Notas finais
E aí? O que acharam? Eu sei... eu sei... Tá demorando pra esses dois se acertarem, mas sinceramente... Por mais que eu seja apaixonada pelo casal SasuSaku eu não consigo enxergar um futuro brilhante para os dois ou pelo menos isso não será tão fácil assim '-', enfim, o que será que reserva o final da Fanfic u.u???

Bom! Espero que vocês tenham gostado do capítulo... >.<''
Kissus de chocolates pra todos!!!
Nos vemos no próximo xD