Heróis também podem sangrar.

28 Cada lágrima que você derramou.


Notas iniciais
Tadam! Trago até vocês mais um capítulo emocionante (ou não) x_x!!!
Bom! Antes de tudo, peço que leiam com atenção para compreenderem a essência do sentimentalismo desse capítulo, sim! É um capítulo complexo para se ler apaixonadamente u.u ( ou não )!
Enfim, vou deixar postado o link da música que escutei escrevendo e se possível escutem-na enquanto leem também xD

Música: Utakata Hanabi (Supercell)

http://www.youtube.com/watch?v=AxzDqv8aslw

É isso aew meus leitores queridos, divirtam-se!

Boa leitura!

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Decifrando o silêncio de suas palavras mudas, ela havia descoberto muito mais do que ele podia imaginar, porém, como o teimoso persistente que era, em poucos segundos ele desapareceu na escuridão noturna em meio à rua vazia. Deixando mais uma vez uma enorme lacuna no coração da jovem derrotada que permanecerá calada na porta do hospital, fitando o nada enquanto aos poucos aquele fino chuvisco a molhava.

(...)

Há momentos que na vida necessitamos ficar sozinhos, afinal, mesmo que dolorosa, ainda assim a solidão é a melhor aliada da reflexão.

Ainda era noite, as luzes da sala estavam apagadas, a jovem sentada na cadeira assistia a sua própria sombra que se formava na parede por conta do clarão dos “relampejos” no céu que adentravam pelas vidraças da janela que vez ou outra iluminavam o cômodo.

Absorta, a garota refletia sobre sua vida e recordava-se do passado...

Estaria mesmo disposta a abrir mão daquele que ainda na infância já havia lhe roubado o coração?

Mesmo que as palavras proferidas há pouco por ela tivessem sido pronunciadas tão firmemente pela boca, agora que a cabeça havia esfriado, a alma ponderava sobre aquilo.

Desistir? Depois de todo esse tempo esperando por ele, chorando por ele, orando por ele... Quantas noites mal dormidas preocupada com aquele ser que tão pouco caso fazia de sua pessoa?!

Ah o amor...

O doce amargo sentimento abstrato que salva a vida de uns e desgraça a de outros. Sim! No fim ela sabia que por mais que doesse, o sentimento nutrido em seu peito era forte o suficiente para carregar todo aquele sofrimento em suas costas.

Naquele momento havia percebido que, mesmo cansado, seu coração clamava o nome dele. Sim, Uchiha Sasuke tinha tal poder sobre ela. Mesmo que tentasse não demonstrar, ainda assim era notável o quão atordoada ela ficava após ouvi-lo falar friamente, mesmo depois de tudo que o que acontecera.

No calor do momento aquelas palavras que saíram de sua boca, doloridas, nada mais foram que uma tentativa desesperada de arrebatar alguma reação, mesmo que fosse uma pequena demonstração de um pouco de sentimento por parte do Uchiha.

Mas não! Nada aquela pedra de gelo expressava, fosse tristeza, ódio, pena ou decepção... Nada aqueles olhos negros mostraram naquele instante em que ela dissera que desistente, estava cansada dele.

No final, ela havia compreendido que ele nada sentia por ela e que jamais sentiria, por isso sempre percorrera por um caminho tão oposto ao dela, provavelmente era para que ela nunca o alcançasse.

Pois então, se assim ele desejava, assim seria. Cansada, ela estava decidida a esquecê-lo, ignoraria tudo o que lembrasse ele, nunca mais pronunciaria o seu nome... Tinha fé que com o tempo aquele sentimento ficaria apenas nas suas lembranças e que até se daria ao luxo de, no futuro, rir do passado.

Em um momento, o clarão que adentrara a sala pelas vidraças da janela fez cintilar as lágrimas que caíram silenciosas dos olhos verdes que ainda observavam a sombra sobre a parede. Doía... Queria chorar descontroladamente, entretanto sequer tinha força o suficiente para fazê-lo.

Ergueu a cabeça, de vagar tentava secar as lágrimas que repetidamente insistiam em cair. Voltou-se para a mesa, acendeu a luz da escrivaninha, começaria a preencher algumas fichas, mesmo que fosse tarde da noite e pudesse deixar para o próximo dia, iria trabalhar. Usaria tudo o que pudesse para ocupar a mente e livrá-la de uma vez daquele homem.

Ia ajuntar a pilha de papéis para colocá-la em ordem alfabética quando notou uma folha dobrada sobre sua mesa, estava amassada, parecia uma carta. Ela pegou a abriu, estendendo o papel frente aos seus olhos e começou a ler.

Naquele instante, a morena que vinha pelo corredor abriu a porta da sala:

— Sakura?! — indagou a garota de olhos perolados não obtendo resposta. — Saku... — ela calou-se.

A garota de cabelos róseos sequer piscava enquanto lia a carta que tinha em mãos, a outra então se aproximou e permaneceu observando a amiga até que ela terminasse de ler e lhe notasse.

***

Sinto muito!

Bom! Em toda a minha vida eu jamais pensei que algum dia escreveria para uma garota...

Porém como não sou bom dizendo palavras, resolvi escrevê-las... Para você!

Sei que sempre fui um problema em sua vida, um peso que suportou por tanto tempo sobre os teus ombros...

Realmente, sou ciente de que não sou uma pessoa fácil de se lidar, aliás, confesso que na maioria das vezes nem eu sei lidar comigo mesmo... É complicado!

Todo esse tempo estive brigando com minha própria mente, por um momento até cogitei aceitar a minha punição e voltar para Konoha, por vocês, os amigos que nem por um segundo perderam a fé em mim, mesmo depois de tudo...

No entanto, eu percebi que no fim, não apenas por causa da aceitação da sociedade, mas também por mim mesmo! Eu jamais serei parte dessa vila novamente... Isso é da minha natureza, sou muito egoísta, insensível... No fundo, sou um idiota irremediável!

Por isso, resolvi escrever este bilhete para você...

Peço perdão por cada lágrima que você derramou por mim, por toda a preocupação e os problemas que lhe causei.

Desejo que alcance os seus sonhos, acredito que você será uma ótima iryou-nin!

Fique tranquila, nunca mais lhe trarei sofrimento novamente, porém deixarei escrito aqui nesse papel o que há muito eu tinha vontade de lhe dizer, no entanto, confesso que me faltou coragem para tal...

Mesmo que os teus sentimentos não sejam mais os mesmos...

Quero que saiba que a única mulher que amei em toda minha vida...

Foi você, Sakura!

Espero que seja feliz e aonde quer que eu esteja, saiba que estarei pensando em ti!

Abraços!

***

As lágrimas desabaram dos olhos verdes que mais uma vez tremulavam ameaçando o choro. A jovem de olhos perolados, confusa, se aproximou um pouco mais da outra:

— Sakura-chan?! Tudo bem? — indagou puxando uma das cadeiras ao redor da mesa e se sentando de frente para a Haruno.

— H-Hinata... — ela deixou de olhar para o papel e passou a fitar a amiga. — Eu... — faltaram-lhe as palavras.

Reconheceria aquela letra elegante até mesmo depois de mil anos, era dele... Aquela maldita caligrafia, perfeita, modelando aquelas palavras amaldiçoadamente dolorosas, pertencia a ele...

Incrível como aqueles poucos segundos lendo aquele bilhete havia destruído toda a determinação que levará anos para cultivar dentro de si mesma, para esquecê-lo.

Ela direcionou o seu olhar novamente para a carta, precisava reler aquelas palavras para ter a certeza de que não estava delirando:

— Sakura?! — chamou-a outra vez. — Aconteceu alguma coisa?

A garota lia e relia a carta que tinha em mãos, enquanto era assistida pela outra confusa. Buscava naquelas doces amargas palavras escritas naquele papel, as suas próprias respostas... O que ela faria daquele momento em diante.

Notas finais
Pra quem não entendeu a carta, vamos aos fatos...
Uchiha Sasuke é um cara meio doido mas tem boa memória, então pra quem lembra da fanfic inteira, no cap. 10 numa conversa a Sakura deixa claro que não é mais apaixonada por ele... Daí por isso ele escreveu dessa forma^^
Bom, meus bombons, espero que tenham apreciado a leitura! *-*
Como sou malvada, deixarei o nome do próximo capítulo só pra que imaginem como será u.u

Capítulo 29: Abraça-me... Bem forte!

TADAM
O que acharam?
Báh! Chega de falar!
Kissus!