Heróis também podem sangrar.

3 A luz que emana dos olhos teus, está me cegando.


Notas iniciais
Yo minna-san!
Deixo mais um capítulo para vocês, espero que gostem *-*.
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!

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Sasuke nade disse. Continuou de olhos fechados, no entanto, o Uchiha não pôde evitar de dar um breve sorriso tranquilo lembrando-se do beijo em sua testa.

O destino e suas ironias, não? Seria esse o recomeço de um sentimento positivo na vida do nosso bravo herói às avessas?


(...)

Não muito distante da pousada, o jovem seguia pelas trilhas segurando na mão da menina de olhos perolados, guiando-a até um riacho que havia ali por perto. Chegando lá, debaixo de uma enorme árvore, ele ajudou-a a se sentar sobre o gramado, em seguida sentando-se também. Apesar de ser noite, não estava tão escuro por conta da luz da lua que refletia nas águas e clareava a área ao redor:

— B-Bem! Já estamos a-a sós, é... — ela comentou com o rosto levemente enrubescido.

— Eh... H-Hinata, eu te trouxe aqui é p-por que o que tenho a dizer é realmente importante — ele explicou com dificuldade. — Eu, é... bem — buscava palavras para se expressar.

— V-Você? — indagou acanhada.

— Você já g-gostou de alguém? — perguntou, seu rosto ruborizou.

— Hãn? Eu é, eu... — notavelmente abalada, tentava achar alguma resposta.

— “Hinata”! — o loiro proferiu o nome colocando suas mãos nos ombros na garota e a virando para si. — A luz que emana dos olhos teus, está me cegando — ele disse tudo de vez, olhando-a nos olhos.

— Hãn?! Eu... cegando? — ela inquiriu terrivelmente vermelha devido à proximidade, sem entender o que o rapaz quis dizer.

— Estou ficando “cego”... de amores por você! — confessou tentando manter seu auto-controle. Seria constrangedor se empolgar e acabar beijando-a.

— Hãaaan?! — a garota com o rosto completamente invadido pela vermelhidão, desmaiou não mais suportando o impacto daquelas palavras.

— H-Hina... Hinata? — ele a chamava enquanto a chacoalhava tentando acordá-la. — Será que foi tão ruim assim? Justo quando eu achei que tinha inventado um frase decente para dizer a ela — indagou-se pegando-a no colo.

(...)

Ainda caminhando ao lado da pequena menina em meio àquela enorme floresta, o homem continuava procurando por seus companheiros:

— Acho melhor procurarmos algum lugar para nos escondermos — falou preocupado fitando a menina, em seguida olhou ao redor e para cima —, está muito escuro e parece que logo começará a chover! — concluiu observando alguns pássaros agitados.

— Hum... então venha comigo, nii-san!

A menina pegou na mão do rapaz e começou a guiá-lo a passos rápidos pela mata. Andaram por algum tempo, até chegarem numa brenha de difícil acesso, que formava um tipo de proteção àquela espécie de caverna que se situava ali:

— Chegamos! — ela avisou arredando algumas plantas enormes que interditavam a passagem.

— Nossa... — ele adentrou a caverna após a menina. — Que lugar enorme! — admirou-se.

— Eu achei esse lugar há alguns dias e desde então passei a dormir aqui — comentou.

— Hum! Eu sei o quanto é triste ficar sozinho — ele confessou um pouco angustiado.

— Ah! Não importa mais, agora que eu tenho o nii-san — ela esboçou um sorriso sincero. — Agora sente-se aí que eu vou limpar esses machucados! — ordenou pegando uma peça de roupa qualquer, que estava jogada num canto, rasgando-a e seguindo até o mais velho.

O homem sorriu e obedeceu à menina, após alguns minutos, uma forte chuva começou a cair lá fora e os dois adormeceram.

(...)

Na pousada, no quarto de Hinata, a mesma sentada na cama, segurava um copo d’água com açúcar enquanto fitava o chão:

— Está melhor agora? — o loiro perguntou preocupado, se sentando em frente à garota.

— S-Sim, eu... — tomou mais um gole do líquido adocicado, evitando o contato direto com os olhos azuis do rapaz.

— Eh... Hina-chan?! — ele chamou-a, acanhado. — Tem algo a me dizer?

— Eu, é... também te a-a... te a-amo! — gaguejou, a morena com o rosto enrubescido.

— Sério? — perguntou chocado. — Que bom que você corresponde aos meus sentimentos — ele desabafou aliviado.

— Mas v-você não gostava da Sakura-chan? — indagou entristecida.

— Ainda gosto dela — disse notando a decepção no olhar da morena —, como amiga é claro! — completou. — Sakura-chan foi um amor de infância que ficou no passado, era um sentimento nutrido apenas por minha parte... e com o tempo comecei a sentir coisas estranhas por você, até que cai na real — esclareceu fazendo os olhos de Hinata se encherem de lágrimas. — Eu te amo!

— N-Naruto-kun? Eu, eu s-sempre te amei — revelou aos prantos. — Mas sempre pareceu um sonho tão distante de mim, eu sofri muito te vendo morrer de amores por outra e eu... é — confessou tudo de uma vez entre soluços —, você não imagina o quanto estou feliz neste momento!

— Me desculpe se te fiz sofrer Hinata! Não foi a minha intenção — disse, cabisbaixo.

— T-Tudo bem! O importante é que esteja tudo bem agor... — foi interrompida por um beijo calmo, que logo tornou-se voraz, logo cessando-se por conta do fôlego. — N-Naruto-kun? — ela inquiriu assustada, ficando corada ao ser deitada na cama pelo rapaz que voltou a beijá-la.

(...)

A rosada lia tranquilamente, sentada na poltrona ao lado da cama na qual o moreno repousava. Pouco tempo depois a janela do quarto, que estava apenas encostada, devido a uma forte ventania foi aberta com violência, assim, permitindo que alguns pingos da chuva invadissem o cômodo:

— Nossa! Que temporal é esse? — perguntou-se espantada. Levantou-se deixando o livro sobre a mesa e dirigiu-se até a janela. — Pronto! — trancou. — Acho melhor ir checar às outras janelas — concluiu saindo do cômodo.

Algum tempo depois ela retornou ao quarto, sentou-se novamente e voltou a ler. No meio da madrugada o rapaz estava inquieto na cama:

— Hãn? Você está bem? — indagou levantando-se e se aproximando dele.

— Acho que sim, só sinto um pouco de falta de ar! — contou, com notável dificuldade respiratória.

— Hum... entendo! — ela foi até o armário, pegou alguns travesseiros e voltou para perto do jovem, acomodando os mesmos debaixo do moreno o deixando mais alto. — Assim está melhor?

— Uhum — assentiu levemente com a cabeça.

— Que bom! — ela exclamou sentando-se na beirada da cama, afagando-lhe os cabelos negros por alguns segundos. Quando ela ia se levantar para novamente sentar-se na poltrona, sentiu sua mão ser puxada levemente pela do Uchiha, como uma tentativa de impedi-la de sair dali.

Ela então olhou para o garoto que segurava sua mão, notou o seu olhar distante, fingindo fitar o teto, então voltou a acariciar seus cabelos sem lhe dizer nada, assim sendo, o jovem fechou os olhos, apreciando interiormente aquele momento de carinho e silêncio, dormindo outra vez.

Notas finais
E aí? Gostaram? Odiaram? Comentários?
Até mais./