Notas iniciais
Hi minna!
Trouxe mais um capítulo para vocês, espero que gostem.
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!

Ela então olhou para o garoto que segurava sua mão, notou o seu olhar distante, fingindo fitar o teto, então voltou a acariciar seus cabelos sem lhe dizer nada, assim sendo, o jovem fechou os olhos, apreciando interiormente aquele momento de carinho e silêncio, dormindo outra vez.

(...)

A chuva já havia cessado, os fracos raios solares da alvorada adentravam o lugar úmido e rochoso, a luz refletia-se nas águas clareando a área envolta do “lago” que se formava dentro daquela gruta.

A jovem ruiva, trajada apenas de seu curtíssimo “short” preto, dormia sobre o peito desnudo do rapaz:

— Hum? Hãn? — ela inquiria acordando por conta da claridade rumada em seus olhos. Olhou para o garoto ao seu lado. — Ahhhhhhhh! — gritou assustada, afastando-se rapidamente. Pegou a blusa jogada no chão e a vestiu.

— Hãn? O que foi... — acordou apavorado com o grito, sendo interrompido.

—“Você se aproveitou de mim cretino”! — acusou, enquanto ajeitava seus óculos com suas mãos trêmulas.

— Eu me aproveitei de quem? — ele indagou pasmo. — Aí, você que cedeu e não venha reclamar não que, na hora do "bem bom" tú tava gostando — retrucou irritado.

— Eu não acredito nisso, ahhh... — inconformada, pronunciava aos prantos.

— Aí! Para com esse drama, você nem era virgem mais — zombou.

— Não importa! Eu estava me mantendo abstinente para o “meu” Sasuke-kun — afirmou contendo o choro. — Eu te odeio seu monstrengo! — ela se levantou e caminho até a entrada de uma espécie de túnel dentro da gruta.

— Aff, aonde você vai? — inquiriu, se levantando e a seguindo.

— Não é óbvio? — ela perguntou impassível. — Vou procurar uma saída, não fico presa aqui contigo nem mais um minuto — assegurou, andando a passos rápidos.

— Aí! Se você me odeia tanto assim, tudo bem! — exclamou virando-se para outra entrada, pois naquela espécie de corredor escuro havia várias passagens que levavam a destinos desconhecidos para ambos Karin e Suigetsu. — Vou te livrar da minha presença insuportável — disse adentrando a abertura e sumindo na escuridão da mesma. — Vou procurar sozinho por outra saída.

— Humpf! Bom mesmo — bufou, seguindo pelo caminho à passos pesados, notavelmente irritada.

(...)

Dentro da caverna, ainda um pouco escuro por conta das árvores e plantas que bloqueavam a luz solar, a menina adentrava o local que ainda estava úmido devido à chuva da noite anterior, ela carregava consigo algumas “cumbucas” improvisadas, duas delas continham água e as outras, algumas frutas, em seguida colocando-as no chão:

— Hum? — o homem acordava, em seguida se sentando.

— Bom dia, nii-san! — saudou se aproximando dele. — Aqui! Toma — disse lhe entregando dois, dos recipientes ao seu lado —, seu café da manhã! — completou, alegre.

— Ah! Obrigado, mas e você? — ele perguntou preocupado sem reparar no restante.

— Está tudo bem! — ela avisou pegando a sua própria refeição. — Peguei o suficiente para nós dois — esclareceu num tom divertido, começando a comer.

— Hum, er... era eu quem deveria ter feito isso, me desculpe — o homem proferiu envergonhado e cabisbaixo.

— Não, não! Você está ferido. Por isso fique tranquilo nii-san, eu cuidarei de você! — a menina advertiu docemente. — E trate de comer "tudinho" para recuperar suas energias — ordenou, a voz infantil.

— Er... certo! Obrigado.

O mais velho também começou a comer, ambos continuaram conversando sobre diversas coisas.

(...)

O loiro deitado na cama da morena e abraçado à mesma dormia como pedra. A menina que a pouco havia acordado, tentava se soltar das “garras” do rapaz:

— N-Naruto-kun? — indagou, conseguindo empurrar um dos braços fortes dele. — Nossa! Que sono pesado! — ela concluiu se levantando delicadamente para não acordá-lo.

— H-Hina? — inquiriu a loira ao abrir a porta de supetão, arregalando os olhos, chocada ao ver Hinata se levantando e Naruto dormindo na cama dela.

— Ahhh! Ino-chan? Não é o q-que você tá pensando — ela explicou terrivelmente corada.

— N-Não Hina, eu é... Desculpe ter atrapalhado, eu... — dizia envergonhada se afastando da porta e tomando o rumo do corredor — até mais!

— E-Espera Ino, volta aqui, você entendeu errado... — esclareceu, correndo para alcançar a amiga que já havia entrado em seu quarto. — Ino-chan, preciso explicar direito!

Assim que a morena entrou no cômodo fechou a porta e escorou-se na mesma:

— Explicar o que, Hina? Você não me deve satisfações, amiga!

— Mas eu não gosto de mal entendidos! — ela disse séria e logo contou tudo o que havia acontecido na noite passada, que os dois apenas se beijaram e dormiram abraçados.

(...)

A jovem de cabelos róseos na cozinha, preparava um chá para o rapaz:

— Hum, aish... Que dor nas costas — resmungou baixinho.

Ela havia passado a noite toda dormindo debruçadamente sentada ao lado do rapaz, por conta disso, seu corpo estava dolorido, sentia-se “quebrada” no amplo sentido da palavra.

Terminou o preparo da bebida, colocou-a em uma caneca sobre a bandeja, pegando a mesma e seguindo pelo pequeno corredor rumo ao quarto:

— Bom dia! — saudou, adentrando o cômodo, notando que o jovem já estava acordado, como sempre, fitando o nada na direção do teto. — Aqui! Você precisa tomar — falou pegando a caneca. — Você consegue se sentar?

— Hum...

Ele tentou se levantar, porém antes mesmo de conseguir elevar-se a poucos centímetros da cama, se rendeu à dor, que o invadiu com violência, fazendo-o ceder ao peso de seu corpo.

O Uchiha então fechou os olhos, se esforçando ao máximo para não expressar nenhuma reação facial, permanecendo calado.

— Ah, desculpa! Deixe-me ajudá-lo — disse, se dando conta da dificuldade dele.

Sakura então colocou a bandeja sobre a mesinha ao lado, ajudou o moreno a se erguer e ajeitou os travesseiros encostando-o nos mesmos, em seguida pegando a bebida sobre a bandeja:

— Pronto! Aqui — aproximou a caneca de cerâmica, dando-lhe na boca, pois percebeu que ainda, ele não tinha forças nos braços.

O jovem então começou a tomar o líquido desesperadamente, pois sentia muita sede.

— Calma! — ela pediu afastando o chá. — Beba devagar! Eu sei que está sem tomar nada desde quando chegou aqui, mas tomar depressa só lhe fará mal — ela aproximou novamente.

— Uhum... — ele pareceu entender, voltando a beber vagarosamente.

— Isso! Muito bom! — exclamou apartando a caneca vazia e colocando-a sobre a bandeja novamente, pegando-a. — Bom! Eu sei que deve estar faminto, porém, ainda não está bem o suficiente para ingerir sólidos, então começaremos com os líquidos primeiro, ok? — perguntou indo rumo à porta.

O jovem em silêncio, apenas assentiu com a cabeça.

— Olha! Descanse, não force nenhum movimento. Eu volto mais tarde! — ela avisou obtendo sua resposta com o menear sutil de olhos do rapaz em sinal positivo. — Ai, ai... Incrível como ele não dá o braço a torcer de jeito nenhum, teimoso como sempre! — a garota pensou, recordando-se do momento que, sentindo dor, ele fechara os olhos buscando evitar caras e bocas na frente dela, enquanto seguia pelo corredor.

(...)

Enquanto isso, nas profundezas do buraco do diabo... digo, gruta, em uma passagem rochosa, úmida e escura, caminhava a jovem de cabelos vermelhos, já há algum tempo:

— Nossa! Como está escuro aqui, eu... eu já nem sei mais por onde entrei — constatou, tentando manter a calma.

Mais alguns passos adiante, ela escutou um barulho que se parecia com o de algo voando, logo se deparou com outra área alagada da caverna, estava um pouco mais claro graças à água que refletia a luz que entrava por pequenos orifícios situados no teto e quando olhou para cima pôde ver um bando de morcegos dormindo e alguns poucos sobrevoando aquele local:

— Ahhhhhhh! — ela gritou voltando para o túnel desesperada.

Corria sem rumo em meio à escuridão daquele caminho subterrâneo que mais parecia um labirinto cheio de aberturas e quando se deu por si, tinha adentrado ainda mais o lugar. Não tinha ideia de onde estava, só sabia que estava muito escuro, então resolveu parar, sentou-se no chão úmido abraçando as pernas e começou a chorar:

— Aí! Na boa, tú é uma ninja mesmo, é? — perguntou incrédulo, o rapaz aparecendo de repente.

— “Suigetsu” — ela gritou o nome dele pulando em seu colo e o agarrando ainda aos prantos. — Eu quero sair daqui!

— Aff! Que seja — desdenhou entediado, a colocando no chão. — Eu achei a saída, vamos! — contou, começando a andar.

— Espera eu — ela correu atrás dele e se agarrou em seu braço.

— Humpf... — bufou, olhando para o lado. — Mulheres! Quem consegue entendê-las?

Notas finais
E aí? Gostaram? Odiaram? Elogios? Críticas? =D
Beijocas e até a próxima./