Hero - The blue Sparks
2 Capítulo especial: "Mais uma morte?"
Notas iniciais
Pov Dra. Rubbin
“Era um dia como qualquer outro naquele laboratório clandestino, eu não estou lá por que amo minha profissão de cientista maluco, mas porque sou obrigada a fazê-lo. Fui tirada do sossego do meu escritório por um idiota que queria continuar com a experiência de fusão de elementos com células humanas, não fiquei animada, pois os últimos resultados não foram bons para ninguém, aliás, perdemos várias cobaias nessa experiência, segundo meus cálculos, foram mais de cinquenta pessoas.”
– Doutora, temos uma novidade – disse o cretino que ousou me atrapalhar o sossego, ele me parecia feliz.
– Hm... Vamos lá, estou ouvindo – respondi com um ar sádico.
– Achamos uma cobaia perfeita para a nossa...
– Não comece! – soquei a mesa com força – essa experiência sempre foi um fracasso! Você sabe quantas vidas perdemos aqui nessa... – ele interrompeu meu ataque de pelancas e disse:
– acalme- se, acho que dessa vez vai dar certo, dessa vez escolhemos cautelosamente, e lembre-se, sua vida depende disso – Então ele apontou para um canto da sala quase escura e eu logo percebi o que ele quis dizer. Eu havia me esquecido que estava sendo vigiada pela câmera do Dr. B., meu chefe, o qual ninguém sabe ou não quer dizer quem na verdade é e então me recompus baixando o tom da minha voz.
– Então... A cobaia está aguardando... Vamos logo... – aceitei o convite e me dirigi à sala do “paciente que me esperava voluntariamente no leito”.
Eu já estava farta daquele lugar, as mesmas paredes de pedra, as luzes do teto davam a impressão de que estávamos num ambiente de conforto, e não numa caverna onde morcegos poderiam surgir do nada e te atacar. Entrei na sala, peguei uma prancheta e li os dados da cobaia. Olhei para a mesa e mexi nos meus óculos então pude reconhecer a face do garoto, ele era branco, cabelos loiros e uns 1,69m de altura. Não consegui ver os olhos, mas a julgar pelo tom de pele e cabelo, era provável que sejam azuis ou verdes.
– nossa cobaia está consciente? – perguntei mexendo nos óculos
– parece que sim, mas não se preocupe, irei seda-lo agora mesmo! – disse o doutor que me aguardava na sala.
Então o paciente adormeceu. Tratamos de levá-lo para a câmara de fusão e extração molecular, que nada mais era aos olhos dos leigos, um “grande tubo” rodeado por computadores. Sedado e inconsciente, colocamo-lo dentro do tubo gigante e iniciamos o processo de extração, fiquei tensa, pois é geralmente nessa hora que a merda acontece, mas para a minha surpresa deu certo, então tentamos fundir eletricidade ao paciente, olhei para um botão que todos apelidaram de “A Chupeta do Satã”. O que ele faz? Seu cérebro não desenvolvido não iria prestar atenção na explicação toda, resumindo, ele dá a partida no processo de fusão. Eu congelei na hora de apertar, pois pra mim foi um milagre que ele tenha sobrevivido a tanto, e se desse errado? Eu veria mais uma morte acontecer por minha causa! Isso não seria legal... Fechei os olhos e então apertei o botão, o processo iniciou, descargas elétricas correram pelos fios e entraram no tubo. Eu consegui ver o corpo absorvendo eletricidade e eu senti o orgulho correndo pelo meu corpo. Peguei o comunicador que estava ao lado do botão e falei com um prazer imenso: “– O processo foi bem sucedido! Conseguimos senhoras e senhores!”. – Então ouvi um ruído que parecia um zoom de máquina fotográfica, olhei para trás e vi a câmera apontada para mim. A porta que estava à direita do tubo abriu, eu vi dois cavalheiros se aproximarem e abrirem o tubo, tirando a cobaia de lá e a levando para outro lugar. Estava feliz que ele estivesse vivo, e que pela primeira vez eu não matei ninguém.
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