Hero - The blue Sparks
3 Capítulo 3: Em busca de Respostas
Notas iniciais
Pov. Jason
“Eu estava naquela cápsula há uns três dias, estava farto daquela decoração de cela estranha, era quase como um calabouço, mas ao invés de grades tínhamos escotilhas de vidro e um painel onde mostravam coisas como: Meus batimentos cardíacos, nível de açúcar no sangue e até media a testosterona... Como sempre, eu sentei numa cadeira que fica em um dos cantos da cela, pensando coisas como ‘onde está a comida’? Então como se estivessem lendo minha mente, alguém finalmente entrou na cápsula trazendo uma bandeja de café com torradas, uma barra de manteiga e uma faca de plástico, eu não havia comido nada há três dias e então qualquer coisa já servia. Eu reparei na pessoa que me trouxe a refeição, ela era ruiva e tinha um cabelo ondulado e usava um jaleco branco, sua pele era branca e seus olhos negros, ela possuía um ar sarcástico, como se eu estivesse de frente para um ”Sheldon Cooper¹ fêmea”, que me observava comendo por debaixo de seus óculos de armação escura e grossa. Ela não me parecia estranha, então, com a boca um pouco cheia eu perguntei”:
– Quem é você?
– nossa... Devo admitir que seus modos para com seus anfitriões e damas ficaram na pré-história... – disse ela recompondo seus óculos com o dedo indicador
Logo eu tomei um gole do café e respondi – desculpe, ainda estou em choque... Se estivéssemos nos encontrado em outra ocasião, o tratamento seria completamente diferente.
Ela ficou de frente para a porta e então se apresentou a mim – eu sou a Dra. Rubbin, fui eu quem acompanhou e executou a experiência em você, Jason. – então eu engasguei com o pedaço de torrada que eu tinha acabado de mastigar, caí no chão numa posição nada confortável para mim, logo, ela olhou para a cadeira com uma expressão de “What The Fuck²?” estampada no rosto. Eu me levantei e me recompus, sentei na cadeira me perguntando “que diabo de experiência é essa?”, então ela continuou a falar – bem... Eu vou esclarecer algumas coisas a você. Em primeiro lugar, esse raio de experiência já tem me dado no saco, mas refiz minhas expectativas quando você sobreviveu à extração de moléculas – ela fez uma pausa e retomou a prosa – Não daria certo se eu não tivesse dado uma pausa antes de apertar “A chupeta do Satã”, caso eu tivesse apertado sem uma pausa de 2.30 segundos, bem, não estaríamos tendo essa conversa. – Ela olhou para mim, então perguntei:
– O que exatamente essa experiência fez comigo?
– Fundimos suas moléculas com um elemento da natureza, apenas eu pude revelar isso a você. Eu sei que aquele brutamonte que está ali do lado de fora não lhe disse nada... – ela respondeu uma pergunta, mas, criou várias ouras em minha cabeça. Ela prosseguiu –... Nós lhe unimos com a eletricidade, a propósito, já tentou estalar os dedos?
Não entendi nada do que ela disse sobre estalar os dedos, mas tentei fazê-lo. Uni o polegar com o dedo médio e aproximei minha mão pra perto dos meus olhos e deslizei os dedos um no outro devagar... Não houve resultado, então resolvi fazer de novo e mais rápido. Uma pequena fagulha azul saiu do meio dos meus dedos, a Doutora me observava com o mesmo olhar de sarcasmo. Por fim eu estalei meus dedos e o resultado foi: uma pequena descarga elétrica saiu dos dedos e m direção à bandeja de metal fazendo a mesma dar piruetas no ar e cair no chão.
Eu viciei em estalar os dedos! Testei estalar os dedos com ambas as mãos próximas uma das outras, o resultado foi que eu consegui criar uma corrente elétrica em minhas mãos e brincar de “cama de gato” com ela. A doutora então me disse:
– Jason, vamos adapta-lo aos seus novos poderes. Treinaremos você para que... – antes que ela terminasse de falar, a corrente elétrica explodiu perto do meu rosto, então ela acrescentou: –... Acidentes não aconteçam.
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