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23 Matar Ou Morrer


Notas iniciais
Olá meus amores, como estão? Espero não ter demorado muito rs Infelizmente estamos chegando ao fim :( Espero que gostem do novo capítulo.

—Senhor, o atirador está morto! — informou o jovem agente.

—Ryan, novamente entrando em meu caminho. Esse garoto já está começando a me irritar. — disse Edgar cerrando os punhos de raiva —Encontraram Connor?

—Sim senhor, eles estavam na casa da ex-agente Pamela. — respondeu ele de imediato.

—Até a Pamela se voltou contra nós. Era de se esperar ela enlouqueceu quando eu não expulsei o Blaine. E o que houve? — indagou ele observando o receio do agente em responder.

—Infelizmente James Connor o impediu de completar a missão.

—Impressionante!— gritou ele furioso —Quando Walker e Connor faziam parte da Fênix nenhuma missão jamais falhava e agora que eles saíram só me restou um bando de incompetentes. Se eu soubesse que eles eram tão invencíveis teria matado os dois assim que se rebelaram.—Edgar caminhou até sua mesa se sentando na cadeira refletindo por alguns segundos. —Pelo menos me restou alguns agentes capazes de acabar com aqueles dois e as pirralhas. Mande-a entrar.

—Sim, senhor. —obedeceu o agente imediatamente abrindo a porta para que ela pudesse entrar.

—O que você quer? —perguntou Fox cruzando os braços furiosa por ter sido obrigada a colocar novamente o uniforme da Fênix.

—Tinha me esquecido de como você fica linda com este uniforme. —observou ele especialmente para irritá-la ainda mais.

—Vai pro inferno. —disse ela revirando os olhos ao ouvi-lo.

—Você é igualzinha a sua mãe, até na grosseria. —suspirou ele apoiando os cotovelos sob a mesa de vidro. —Você sabe quem é Jack Walker?

—Um tio bêbado que não vejo há séculos. —respondeu ela com descaso.

—Ryan, foi atrás dele recentemente.

—Por que ele faria isso?— perguntou Fox o olhando surpresa.

—Talvez ele tenha se esquecido de você e resolveu encontrar um novo familiar. — disse Edgar dando um sorriso sarcástico.

—Eu não preciso dele para absolutamente nada. Me chamou até aqui só para falar dele? — indagou ela visivelmente irritada.

—Na verdade, você precisa muito dele. Você me traiu quando o ajudou a salvar a Kate. Nunca se perguntou porque eu não a matei? Você é a minha arma secreta que acabará com a cruzada do Ryan.

—Então você quer me usar para pegar o Ryan? Que palhaçada! Isso não vai dar certo. — respondeu ela indignada diante do plano de Edgar.

—Claro que vai. Mas eu vou te dar uma chance de salvá-lo, porque quando eu trouxê-lo de volta eu garanto que ele irá sofrer muito. Você tem uma missão, matar James Connor. — disse ele se levantando da cadeira e caminhando calmamente até ela.

—Mas...porque o James? — disse ela espantada.

—Porque eu errei em trazer para cá o filho de um traidor.

—Robert Connor não era um traidor. Ele sabia perfeitamente quem você é, mas você foi um covarde que a matou a esposa dele diante de seus olhos e depois o ameaçou para que ele se rendesse. — gritou ela com ódio e dando alguns passos para trás ao vê-lo se aproximar dela.

—Ele apontou uma arma para mim, no meio da agência. Tudo o que aconteceu com ele foi porque ele merecia. E como era de se esperar o filho dele também é um traidor. Então, você deve matar o James e eu prometo que Ryan terá uma morte rápida, caso contrário Ryan e James serão trazidos para cá e irão sofrer bem mais do que o Robert sofreu.

—E eu irei sozinha nessa missão?— perguntou ela contendo ao máximo a vontade que tinha de dar um soco em Edgar.

—Eu irei com você. — ao ouvir a voz familiar ela cerrou os punhos e respirou fundo antes de se virar na direção dele.

—Blaine! — suspirou ela com pesar.

—É bom te ver, Fox! — exclamou ele dando um sorriso irônico.

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Kate bateu na porta impaciente. Ela não havia tido nenhum momento sequer de tranquilidade desde que recebeu a ligação e não conseguia entender de maneira alguma porque eles estavam no antigo quarto delas na faculdade, mas para Anne ficar daquele jeito algo realmente sério tinha acontecido. Ela estava prestes a bater novamente quando a porta foi aberta por James.

—Finalmente vocês chegaram. — suspirou ele dando um sorriso de alívio enquanto eles entravam.

—O que aconteceu? — perguntou Ryan tão confuso quanto Kate.

—Eles nos acharam. Foram até a casa da Pamela atrás do Pen drive. — explicou James.

—O quê? E como ela está? — indagou Kate receosa por notar que Pamela não estava no quarto.

—Ela teve que viajar assim que vocês foram, e eu não estava na casa. A Anne estava sozinha. —Murmurou James passando as mãos pelos cabelos aflito.

—Meu Deus! Cadê ela? Anne! Anne! — gritou Kate saindo do quarto e procurando por Anne que andava pelo corredor se aproximando do quarto. Ao vê-la Kate correu até ela a abraçando. —Como você está? O que houve com o seu pulso? — Kate olhou horrorizada para o pulso enfaixado da amiga.

—Eu me machuquei. — murmurou Anne visivelmente abatida.

—Me perdoa, eu não devia ter te envolvido em tudo isso. — lamentou Kate, se sentindo culpada pelo que havia acontecido com Anne.

—Sem drama, Kate. Então conseguiram? — perguntou ela dando um rápido sorriso.

—Conseguimos. — sorriu Kate entregando o pequeno aparelho à Anne.

—Agora vamos poder curar o Ryan. — disse Anne ao pegar o objeto. — Você tem que me contar tudo o que aconteceu.

—Ok, eu vou contar tudinho. — disse Kate caminhando com Anne pela faculdade.

—Ela foi torturada e mesmo assim não disse a onde o Pen drive estava. Eu não devia ter deixado ela sozinha. — suspirou James as olhando se afastarem.

—Essas garotas são mais fortes do que parecem. Eles vão se arrepender amargamente pelo que fizeram a nós. — Afirmou Ryan tranquilizando o amigo.

—Quando isso vai acabar? — perguntou James.

—Logo, eu prometo. — disse Ryan dando um sorriso confiante.

—É bom te ter de volta, meu amigo. — murmurou James dando um rápido sorriso.

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—Então, Anne conseguiu? — perguntou Ryan impaciente. Anne havia insistido para que eles fossem ao centro da cidade e obviamente todos acharam uma má ideia mas ela afirmava incessantemente que esse era o único modo dela conseguir desativar o chip e eles não tiveram outra escolha a não ser aceitar.

—Ainda não. Eu não sou a Felicity Smoak, queridinho. —Respondeu ela em tom irônico caminhando a frente de todos mexendo em seu tablet.

—Que horror! Até parece que o meu mau humor passou pra ela. — disse Ryan surpreso fazendo com que James risse.

—Ela sempre foi assim. Na verdade é você que está completamente diferente, quem diria que a Kate iria te mudar tanto. Se fosse há alguns meses atrás você jamais cederia a um capricho.

—É, eu estou começando a me arrepender. Estamos sendo caçados pela Fênix há meses e agora eles resolvem nos atacar de verdade. Se eles quisessem poderiam nos matar facilmente neste momento. — disse Ryan olhando atentamente em todas as direções.

—Eu também achei uma péssima ideia sairmos. Mas não podemos nos esconder para sempre. — concordou James, assim com Ryan ele também se mantinha atento.

—Nossa! Parece que faz anos desde a última vez em que estive aqui. — disse Kate olhando com admiração tudo ao redor. Mas um alto barulho próximo foi o que realmente chamou sua atenção, ao olhar para cima ela pode constatar o que era. —Pessoal, tem um helicóptero acima de nós.

Os três imediatamente olharam para cima e se surpreenderam. Aquele não era um ataque da Fênix, provavelmente souberam do Pen drive e estavam atrás dele. Alguns dos agentes que estavam no helicóptero pularam dele para atacá-los frente a frente enquanto outros permaneceram dentro dele apontando suas armas na direção deles.

Fox e Blaine haviam seguido os quatro o dia inteiro sem serem notados, ela ainda tentava tomar a difícil decisão, ela não queria de maneira alguma matar James mas não fazer isso condenaria ele e seu irmão a um cruel destino. Enquanto se perdia em seus pensamentos ergueu os olhos se deparando com o ataque que acontecia mais a frente.

—Acho que todos vão acabar morrendo. — disse Blaine olhando sorridente para a cena.

—Agente Fox pedindo reforço. A missão foi comprometida, outra agência entrou em nosso caminho. — Informou Fox pelo comunicador.

—Estamos mandando reforços. Vocês tem permissão para agirem. — respondeu a agente.

—Então nós vamos salvá-los para depois matá-los. Devíamos deixar todos eles morrerem de uma vez. — resmungou Blaine, extremamente irritado por ter que ajudá-los.

—E assim a localização do Pen drive morreria com eles. — disse ela pegando sua arma e saindo do carro. —Você ainda sabe atirar?

—Engraçadinha. É claro que sei.

—Atire no piloto e eu atiro nos outros agentes. Nós vamos derrubar esse helicóptero. — ao ouvi-la Blaine assentiu animado.

Ambos miraram nos passageiros do helicóptero que não haviam notado a presença deles. Fox atirou quatro vezes acertando os quatro agentes, os matando. Blaine fez um único disparo e acertou o piloto, fazendo a aeronave perder o controle.

—Ryan!-Gritou Fox fazendo com que Ryan notasse o helicóptero prestes a cair. Ele só teve tempo de puxar Kate para um lado enquanto James protegia Anne do outro.

Em fração de segundos ele se chocou contra o chão, alguns dos agentes foram atingidos. A queda violenta resultou em uma explosão empurrando Ryan e Kate contra a parede de vidro de um banco. Todos que passavam se horrorizavam ao ver o helicóptero entrar em chamas em pleno centro de Nova York. Ryan abriu os olhos lentamente o impacto contra o vidro o havia feito perder a consciência por alguns segundos. Ao recobrar a consciência ele sentiu uma dor aguda ao levar sua mão a testa ele percebeu que tinha sido ferido mas não deu importância, ao olhar para o lado notou que Kate não estava ao seu lado. Ele imediatamente se levantou e a avistou correr em sua direção.

—Por sorte ninguém se feriu, todos já saíram do banco. Ryan, você está sangrando. — observou ela, preocupada.

—Não se preocupe comigo, eu vou ficar bem. Temos que encontrar o James e a Anne e sair o mais rápido daqui.

Eles saíram do banco passando pelo helicóptero e os corpos dos agentes mortos. Rapidamente se encontraram com James e Anne que também estavam a procura deles. Um dos agentes que eles presumiam estar morto repentinamente se levantou e tentou atacar Ryan mas foi atingido por uma bala na cabeça.

—É a Fox. Ryan, ela está do nosso lado? — perguntou James.

—Ela ser minha irmã não significa que eu sei se ela quer me ajudar ou me matar. — disse Ryan desviando o olhar da direção da irmã e observando vários outros agentes se aproximarem. Porém outros agentes também chegavam e uma briga entre eles começou.

—A Fênix está nos ajudando. — disse Kate completamente confusa com a situação.

—Não. Eles estão nos encurralando. Temos que sair daqui o mais rápido possível. — disse Ryan pegando as armas dos agentes mortos.

— Então, qual deles vai morrer? Sabe, Edgar me disse que caso você hesitasse deveria te falar sobre a terceira opção. Se você matar o Ryan os outros três irão sobreviver. — suspirou Blaine rindo da expressão angustiada de Fox. —Quem é mais importante para você, James o amor da sua vida ou Ryan seu adorado irmãozinho?

Blaine ficou surpreso ao ver Fox apontando sua arma na direção deles, ele observava ansioso para ver quem seria assassinado. Ela respirou fundo, observando fixamente na direção dos dois e fez sua escolha, com pesar ela apertou o gatilho e realizou dois disparos. Ryan ouviu o som ensurdecedor e pode sentir as balas atravessarem seu peito.

Mas não era ele quem havia sido atingido. James caiu de joelhos sentindo a imensa dor das balas se alojarem em seu peito. Havia sido tão rápido que levou alguns segundos até que Anne e Kate notassem que ele estava ferido. Ryan se mantinha completamente imóvel ele sentia que aquela bala era para ele, ao virar para trás viu que quem havia feito os disparos era Fox.

—Ryan! Ryan! — gritou Kate desesperada enquanto Anne estava em pânico ao ver James naquele estado.

—Tome. — disse ele entregando uma arma a Kate. —Você fazia medicina, então deve saber fazer os primeiros socorros, não é?!

—Sim, claro. — assentiu ela sem entender o que ele planejava.

—Leve-os para um lugar seguro. Se alguém aparecer atire.

—Espera, você vai nos deixar ? — indagou ela ao vê-lo se afastar.

—Eu preciso resolver uma coisa. — respondeu ele a observando imóvel. —Kate, saia logo daqui ou todos nós vamos acabar morrendo por sua culpa.

Ao ouvi-lo Kate ficou extremamente surpresa com a grosseria dele, mas ele tinha razão, a vida de James e Anne estavam nas mãos dela. Ela correu até Anne a ajudando a levar James para um lugar mais afastado daquele caos. Ryan suspirou aliviado ao ver que eles haviam saído, a alguns metros dele a Fênix e outra agência guerreavam e a sua frente estavam Blaine e Fox e ele estava entre eles completamente sozinho, por mais louco que parecesse era exatamente o que ele sempre quis. Sem receio algum ele começou a caminhar na direção dos dois, cerrando seus punhos de raiva ele sentia seu corpo inteiro tremer de ódio, desta vez ele não poderia dar uma de herói e perdoá-los. Naquele momento ele não via Fox como sua irmã mas sim uma inimiga que estava prestes a ser morta por ele.

—Eu nunca pensei que quando ele perdesse o amigo iria ficar louco. — disse Blaine dando um sorriso de canto ao ver Ryan se aproximando.

—Droga! Estamos com problema. — murmurou Fox.

Ryan ainda possuía outra arma que passou despercebido pelos dois, ele rapidamente a pegou e fez inúmeros disparos contra Blaine que estaria morto se não estivesse usando um colete a prova de balas, mesmo assim ele caiu inconsciente.

Antes que Fox pudesse agir sentiu algo atravessar sua perna e caiu de joelhos sentindo a dor do tiro enquanto Ryan caminhava até ela parando diante dela levando a arma até sua cabeça.

—Atira! — gritou ela ainda desafiadoramente segurando sua arma e a apontando para ele. —Ou eu vou atirar em você.

–O que houve com você? Eu pensei que você tinha mudado, mas continua a mesma pessoa fria e sem coração de antes. — lamentou ele a olhando com desprezo.

—Ter coração é uma fraqueza terrível. Graças a isso você se tornou fraco e é por isso que vai acabar morrendo.

—Eu não me importo de morrer, mas não vou permitir que ninguém os machuque.

—Você se importa muito com eles. — murmurou ela, ainda apontando sua arma para ele, porém temendo que tivesse que puxar o gatilho.

—Eu me importava também com você, mas agora eu só consigo te odiar. — disse Ryan sendo completamente dominado por seu ódio prestes a atirar.

—É uma honra ter o seu ódio. Mas saiba que eu não irei para o inferno sozinha. — sussurrou ela mantendo a arma mirada nele. —Mas tem um porém, se você e o James morrerem quem vai salvar aquelas duas da terrível ira da Fênix?

Assim que ouviu aquelas palavras retomou a consciência se ele e James morressem Kate e Anne estariam condenadas, ele não podia fazer isso, não podia deixa-las sozinhas e James precisava dele naquele momento. Por mais furioso que estivesse abaixou a arma e Fox fez o mesmo.

—Da próxima eu te mato. — disse ele lhe dando as costas.

—Eu espero que sim. — sussurrou ela secando as lágrimas que passaram a escorrer por seu rosto.

Ryan correu até onde ela haviam se escondido, elas estavam na parte de dentro de uma farmácia abandonada que havia sido atingida pela explosão. Ao entrar quase foi recebido com um tiro de Anne que estava de guarda enquanto Kate cuidava do ferimento de James.

—Como ele está? — perguntou Ryan, ficando ao lado de Kate que estava cuidando dele.

—Bom, por sorte ele não perdeu muito sangue e estou ao máximo tentando estancar o sangramento mas isto está longe de ser uma tarefa fácil. — suspirou Kate, enquanto Ryan passou a ficar de guarda no lugar de Anne que começou a ajudar Kate. —Você ligou para a ambulância?

—Sim, eles...já...estão vindo. — gaguejou Anne sem conseguir disfarçar seu nervosismo.

—Oi. — murmurou James abrindo com dificuldade os olhos.

—Ele acordou, isso é ótimo. Anne o mantenha consciente. — disse Kate.

—Oi, como você está? — perguntou ela dando um sorriso de alívio.

—Tirando o fato de quase não conseguir respirar eu estou ótimo. — suspirou ele dando um gemido de dor ao sentir uma pontada no peito.

—Calma, James, vai ficar tudo bem. — disse ela tentando tranquiliza-lo e não deixar transparecer seu pânico diante da situação.

–Eu duvido, eu estou morrendo. — disse ele num tom baixo a ponto de fechar os olhos.

—Não ouse dizer uma besteira dessas, eu te proíbo de morrer. -Gritou ela brava o fazendo despertar.

—Eu sei que esse não é um momento romântico, mas eu não sei se terei outra chance então gostaria de te perguntar uma coisa.

—Claro, qualquer coisa. — sorriu ela passando a segurar a mão dele.

—Você aceita ser minha namorada? — perguntou ele repentinamente, atraindo os olhares surpresos de Ryan e Kate.

—Sim, sim, sim, é claro. — respondeu ela de imediato, acariciando o rosto dele que se empalidecia aos poucos.

–Serio?Então acho que agora eu posso morrer feliz. — murmurou ele fechando os olhos.

—Não, por favor James, não. — gritou ela desesperada.

ჯ

Anne levou os olhos na direção da cama em que James repousava. Ela estava ali há horas, em silêncio apenas o observando. Não tinha reação alguma, nem sequer havia pronunciado uma palavra desde que chegaram ao hospital. Ela se levantou da poltrona e caminhou alguns centímetros se aproximando dele.

—Você não faz ideia de como é estranho te ver tão quieto. Eu até estou sentindo falta de você falando sem parar ou me pirraçando. — murmurou ela o observando com tristeza —A verdade é que eu não teria chegada tão longe sem você, provavelmente eu teria morrido há muito tempo, mas você sempre estava lá para me salvar. Você nunca me abandonou em momento algum, sempre fazendo com que eu me sentisse melhor. Eu sei, sei perfeitamente que deveria ter te dito isso antes, mas você sabe como eu sou teimosa. — ela parou por alguns segundos secando as lágrimas que começar a cair compulsivamente de seus olhos. — Eu amo você, James. Eu quero que você acorde para eu te dizer isso pelo resto de nossas vidas. Não me deixe, por favor, eu preciso de você. — ela se inclinou depositando um leve beijo nos lábios dele e acariciou seu rosto.

Ryan estava diante do quarto, observando o amigo ainda inconsciente pela grande janela de vidro. Ele não conseguia em momento algum esquecer o ódio que sentia por terem feito aquilo com James, ele sabia que era incapaz de perdoar Fox. Kate caminhou até ele, notando que ele parecia extremamente preocupado.

— O médico disse que ele está reagindo bem, tem grandes chances dele acordar em breve. — sorriu ela esperançosa.

—Eu espero que ele fique bem. Aquele tiro era para ter me acertado e não ele. — disse Ryan se sentindo culpado.

—Aquele não deveria ter acertado ninguém, Ryan você precisa entender nós quatros estamos nisso juntos, nem tudo que acontecesse é culpa sua. — disse ela, o observando repentinamente olhar para ela e lhe dar um sorriso.

—Você acabou de falar exatamente como o James. — suspirou ele, segurando a mão de Kate, ela repousou a cabeça sobre o ombro dele.

—Todos nós vamos ficar bem, Ryan.

—O James me perguntou quando tudo isso iria acabar.

—E quando vai acabar? — indagou ela.

—Logo, acho que já está mais próximo do que nós imaginamos. — respondeu ele.

Notas finais
E o capítulo de hoje foi meio tristinho rs Mas a Anne finalmente confessou.