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24 Nosso Fim


Notas iniciais
Hey meus amores e chegamos ao nosso penúltimo capítulo, com a foto que foi a grande inspiração para a fic toda. Espero muito que gostem.

— Como ele está? — indagou Ryan, entrando no quarto caminhando até Anne e lançando um olhar preocupada na direção do amigo inconsciente.

—Está bem melhor. — suspirou ela, sorridente. —Na verdade, ainda estão todos espantados com a rapidez em que ele está se recuperando. Não é muito normal acordar no mesmo dia em que foi baleado.

—Ser normal não combina muito com ele mesmo. — Ryan sorriu aliviado por James estar cada vez melhor. Ele observou atentamente na direção da porta, Kate ainda deveria estar conversando com o médico. — Anne, você conseguiu?

—Sim. Não foi nada fácil mas está pronto. — respondeu ela em tom baixo para não acordar James.

—Ótimo, lembra-se do plano?

—Claro. —afirmou Anne se levantando da poltrona ao lado da cama de James e se aproximando de Ryan parando diante dele. —Mas eu ainda acho isso muito arriscado. É perigoso demais, Ryan.

—As coisas só irão piorar enquanto formos caçados pela Fênix. Esse é o único jeito de acabar de vez com tudo isso. — suspirou ele.

—Tem que haver outro jeito, Ryan. Você vai se machucar. — disse Anne sem disfarçar sua extrema preocupação.

—Não se preocupe comigo. — sorriu ele —Você precisa se concentrar e fazer tudo o que combinamos.

—Está bem. — assentiu ela, relutante —Quando acha que vai acontecer?

—Quando menos esperarmos.

—Deveríamos dizer para a Kate e o James. — insistiu ela.

—Não. Quanto menos souberem melhor. —suspirou ele, pensativo.

—Então, vocês são amiguinhos agora? — indagou James repentinamente acordando e os assustando.

—Não precisa bancar o ciumento. — sorriu Ryan, observando o olhar desconfiado de James nos dois.

—Eu não tenho ciúmes de você, Ryan. Eu sou dez vezes mais bonito que você. — disse James dando um sorriso debochado ao ver Anne se aproximando dele e revirar os olhos.

—Se você acha isso, quem sou eu para discordar? — disse Ryan rindo ao cruzar os braços.

—Oi. — disse Kate, entrando sorridente no quarto. —Tenho boas notícias, você vai receber alta hoje.

—Finalmente! — exclamou James quase dando um pulo de alegria.

—Que exagero! Você só está aqui a três dias. — disse Anne o repreendendo-o.

—Tente ficar presa em uma cama sem fazer absolutamente nada por quatro dias. — resmungou ele, exasperado.

—Se você falar de novo comigo desse jeito eu vou te fazer ficar preso nessa cama pelo resto da sua vida. — retrucou ela o olhando desafiadoramente.

—Nossa! Vocês não conseguem ficar sem brigar nem um dia sequer? — suspirou Kate indignada fazendo com que James e Anne imediatamente começasse a rir.

—Coitadinha da minha amiga, ela fica tão assustada quando alguém briga. — disse Anne com uma voz infantil.

—Anne, suspeito que o seu sonho seja ser palhaça. — sorriu Kate.

—Agora vocês duas também parem de brigar. — disse James, impaciente por ainda não poder se levantar. — A propósito, Kate muito obrigado, se não fosse por você eu teria morrido.

—Não precisa agradecer. — sorriu ela.

— Anne, eu já te falei que quando o James conheceu a Kate ele dava em cima dela. —disse Ryan repentinamente, fazendo com que todos o olhasse surpresos.

—O quê?! — gritou Anne chocada.

—Não se preocupe, o Ryan está brincando. — respondeu James tentando conter o ciúme de Anne.

—Não estou. — disse Ryan de imediato.

—Está sim.

—Não. Não estou. —retrucou Ryan observando o olhar fulminante de James para ele.

—Ok. Talvez você não esteja brincando. — disse James se dando por vencido, voltando o olhar para Anne que o olhava desconfiada. — Mas isso foi antes de te conhecer.

—Sei. — murmurou Anne.

—Quem diria que o Sr. Walker seria ciumento. — disse James, ainda irritado pela revelação feita por Ryan a Anne.

— Eu não tenho ciúmes de você, James. Eu sou dez vezes mais bonito que você. — retrucou Ryan o fazendo rir.

ჯ

A Fênix estava um completo caos. O mau humor de Edgar estava afetando a todos, não havia um com quem ele não tivesse gritado. No confronto contra a outra agência eles saíram vitoriosos mas ele continuava indignado por Fox não ter conseguido matar James ou Ryan e principalmente por Blaine e Fox terem voltado feridos. Ele andava de um lado para o outro no amplo escritório a espera de Fox que havia sido buscada por um dos agentes.

— Finalmente! — exclamou Edgar irritado. — Deixe-nos. — ordenou ao agente que de imediato se retirou fechando a porta.

— Algum problema, Sr. Mitchell? — indagou Fox, não fazendo mais questão de disfarçar o ódio que sentia por ele.

—É claro que há um problema, na verdade estamos com incontáveis problemas, Isabela. — gritou ele — Sua incompetente, eu mandei você mata-lo e nem isso você foi capaz de fazer.

— Eu atirei nele, se ele não morreu a culpa não foi minha. —retrucou ela se mantendo indiferente.

—Sim. A culpa é sua. — suspirou ele tentando se acalmar — Se fosse menos inútil talvez tudo já estivesse resolvido. Eu me enganei com você Fox, pensei que você fosse a salvação da Fênix, mas não. Você não passa apenas de uma isca. — de repente Fox sentiu sua cabeça latejar a ponto de não conseguir se manter em pé, caiu de joelhos diante de Edgar que caminhava até ela com um sorriso no rosto.

—O que você…Ah! — gritou ela não conseguindo suportar a imensurável dor que a dominava.

—Eu sei que tentou fazer com que Ryan te odiasse. Mas por mais desprezível que você seja, minha querida, ele ainda te ama e virá te salvar. — sorriu ele, enquanto dois agentes entravam na sala e seguraram Fox.

—Não, você não pode. —murmurou ela quase sem forças para conseguir falar.

—Eu posso tudo. Hoje Ryan irá voltar para Fênix e ele vai se arrepender amargamente por ter entrado no meu caminho. — disse ele se aproximando dela, fitando seu olhar repleto de ódio. —Eu vou matá-la na frente dele. Levem-na. —ordenou ele aos dois agentes que a retiraram da sala. —Hoje você não escapa, Walker. —sussurrou ele a si mesmo, dando um sorriso perverso.

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Ao anoitecer James finalmente recebeu a sua tão esperada alta. Ele infernizou os três para que o levasse o mais rápido possível do hospital. Eles sabiam perfeitamente que não havia mais nenhum lugar seguro, era impossível fugir ou se esconder da Fênix agora, por isso nem sequer tentaram escapar dela, eles decidiram voltar para a universidade. Ryan estacionou o carro no estacionamento próximo ao campus, um alto som saia da universidade e todo o campus estava iluminado.

—Estão fazendo uma festa? — indagou James saindo do carro.

—É meu óbvio que sim, James. — respondeu Anne com seu tom sarcástico, logo em seguida se aproximou dele e lhe deu um rápido selinho e passou a caminhar ao lado de James em direção a universidade.

Ao entrarem se depararam com a multidão, dançando a alta música eletrônica que tocava. As luzes florescentes iluminavam tudo ao redor, essa era uma visão que a muito Kate não tinha, uma festa normal, com pessoas normais se divertindo, ela havia sentido saudade daquilo, ao observar um pouco mais notou uma gigantesca faixa, com a escrita: Feliz Aniversário, Kate.

De repente a música foi abaixada e todos se viraram para ela e começaram uma canção de aniversário para ela. Ela ouvia boquiaberta a música cantada a ela. Nem mesmo Kate se lembrava que hoje era seu aniversário, com tantos problemas ela mal se recordava de algo a seu respeito.

—Parabéns, minha vida! — exclamou Anne lhe dando um forte abraço.

—Sério, uma festa de aniversário? Poderia ter me avisado para eu me arrumar. — murmurou Kate um pouco envergonhada por tantos olhos estarem direcionados a ela.

—Não sei porque está reclamando, você está uma gata. Quem me dera estar tão bem quanto você quando tiver a sua idade. — disse Anne rindo ao ver a expressão de raiva de Kate. — Eu tenho uma surpresa para você. — Anne fez sinal para o DJ e a música eletrônica foi substituída por Demons de Imagine Dragons.

—O que está fazendo? — perguntou Kate olhando confusa para amiga. Porém Anne não a respondeu e simplesmente a virou fazendo-a ficar de frente para Ryan.

—Aceita dançar comigo? — disse ele lhe estendendo a mão.

—Pensei que você não gostasse de dançar. — murmurou ela segurando sua mão e caminhando com ele em direção a pista de dança.

—Eu resolvi abrir uma exceção para você. — sussurrou Ryan, deslizando uma mão até sua cintura e com a outra segurando a mão de Kate. —Parabéns, Kate.

Eles passaram a dançar lentamente ao som da música que ecoava por toda a universidade, tudo de repente parecia tão calmo, tão simples. Kate se sentia como antes de tudo isso acontecer, ela se sentia como a garota sem preocupações, feliz e que sabia facilmente se divertir.

Naquele momento ela era a antiga Kate, só que com uma pequena diferença desta vez, ela não estava com um namorado infantil e infiel, pelo contrário ela estava com o invencível Ryan Walker, o amor de sua vida, ela repousou a cabeça sob o peito dele e desejou que aquele momento fosse eterno, que essa guerra não os separassem jamais.

A festa ainda acontecia lá embaixo, mas enquanto Kate e Anne haviam subido por insistência de Kate de querer se trocar. Ryan decidiu se certificar de que a universidade estava segura e ninguém da Fênix havia conseguido se infiltrar. Na maioria dos quartos vasculhados por ele, todos estavam livres, sem sinal algum da Fênix. Ele entrou despreocupado em mais um dos quartos esperando que o resultado fosse o mesmo.

—Olá, Ryan. — ao ouvir a voz atrás dele, Ryan não queria acreditar quem era realmente, mas ele já esperava por aqui, ele se virou relutante encarando o homem diante dele.

—O que está fazendo aqui? — indagou ele furioso.

—Não me diga que já se esqueceu do seu avô. — disse Edgar dando um sorriso irônico dando alguns passos na direção de Ryan, ao mesmo tempo em que ele recuava tentando ao máximo se manter distante.

—O que você quer? — perguntou Ryan desconfiado, ele examinou cada parte do quarto constatando que Edgar estava completamente sozinho.

—Eu vim lhe dizer que acabou. Estou cansado dessa brincadeira de gato e rato, foi até divertido mas tudo tem que ter um fim. — Edgar novamente sorriu e abriu um laptop sob uma mesinha que passou a mostrar Fox. Ryan imediatamente se aproximou observando a imagem de sua irmã, repleta de ferimentos e sendo torturada na base da Fênix. —Ela vai morrer, Ryan.

—Não! Solte-a agora, senão eu te mato. — gritou ele furioso cerrando os punhos, pronto para finalmente acabar com Edgar.

—Pode fazer o que quiser, mas se ousar tocar um dedo em mim ela morre. — disse Edgar tranquilamente aumentando o volume do vídeo, revelando os gritos de dor de Fox. Ryan passou as mãos pelo cabelo completamente desolado, procurando uma maneira de resolver aquela situação.

—Por favor, pare de tortura-la. — murmurou Ryan, ele sabia que a partir daquele momento ele estava completamente derrotado.

—Você escolhe. Pode continuar brincando de guerra com seus amiguinhos e deixar a sua irmã morrer ou salvá-la e vir comigo.

—Eu vou com você, mas me prometa que não vai fazer nada contra eles. — respondeu ele de imediato, sentindo que enlouquecia ao ouvir os gritos de sua irmã.

—É claro. — concordou Edgar, calmamente se aproximando de Ryan. —Mas eu quero o Pen drive e o coração de uma certa garota completamente destruído.

—Por que isso?

—Kate nos trouxe muitos problemas, ela merece um castigo por isso. Destrua o coração dela como o antigo Ryan faria, caso ela desconfie que não está fazendo isso por vontade própria encontrará a sua irmã em pedaços espalhados pela cidade. — ameaçou Edgar, dando um sorriso vitorioso ao ver Ryan assentir com a cabeça.

—Está bem. Mas pare com isso. — pediu ele apontando para a tortura de Fox.

—Pare. — ordenou Edgar por um pequeno comunicador e imediatamente a tortura de Fox foi interrompida.

—Parabéns, você ganhou. — murmurou Ryan, contendo seu ódio.

—Eu sempre ganho. — afirmou ele, enquanto Ryan saia do quarto para cumprir sua dolorosa missão.

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— O que achou desse? — perguntou Kate girando para mostrar o delicado vestido azul que vestia.

—Está uma gracinha. — disse Anne rindo e se jogando na cama. — Em pensar que há seis meses atrás nós éramos duas garotas normais.

—Tivemos um ano bem agitado. — sorriu Kate se sentando ao lado da amiga. — Como será quando tudo isso acabar?

—Provavelmente, vamos casar, ter nossos filhinhos, depois nossos netinhos e viveremos felizes para sempre como a Cinderela. — disse Anne com tamanha naturalidade, como se dissesse algo extremamente sério.

—Sua idiota! — exclamou Kate rindo. —Talvez as coisas não sejam tão fáceis.

—Mas talvez não sejam tão difíceis como você pensa. — suspirou Anne sorrindo. —Sabe, eu não faço a menor ideia de como as coisas serão no futuro, a única coisa que importa é o agora e sinceramente eu acho que nunca estivemos melhor.

—Por incrível que pareça você está certa, seja o que for que tenhamos que enfrentar iremos enfrentar juntos, nós quatro.

—Exatamente, e falando em nós quatro eu deixei meu namorado retardado lá embaixo. Eu só espero que ele ainda não tenha fugido com outra. — disse Anne se levantando e saindo apressada do quarto, ao passar pelo corredor esbarrou com Ryan, ela não pode deixar de notar o quão estranho ele parecia.

—Oi meu amor. — disse ela se aproximando dele e o beijando.

—Você está linda. — murmurou ele ao se afastar dela. Ele caminhou pelo quarto, observando a caixa de música onde Kate mantinha guardado o Pen drive, ele o pegou e se virou para ela. Por mais que o doesse ele devia fazer o que Edgar havia mandado, ele adotou sua antiga postura arrogante e indiferente. —Já está na hora de acabar com toda essa farsa.

—O que? Do que você está falando? — perguntou ela com total incompreensão.

—Eu menti para você todo esse tempo, eu nunca trai a Fênix. — respondeu ele, com tanta convicção que uma parte dela de imediato acreditou. — Todo esse tempo eu estive em uma missão.

—Mas...Como? Isso não...Não é possível. — murmurou ela completamente transtornada.

—É isso, Katherine. Eu menti, precisávamos encontrar o Pen drive e você me levou até ele, depois precisávamos criar uma distração para as outras agências enquanto a Fênix ia destruindo uma por uma. No final das contas, eu fui obrigado a encenar uma revolução contra o meu próprio avô. — suspirou ele dando um sorriso cínico diante do extremo abalo que ela sofria. Por dentro ele se odiava com todas as suas forças, mas ele não podia deixar sua irmã morrer.

—Não! Não pode ser, porque você está mentindo para mim? — gritou ela deixando que algumas lágrimas escorressem por seu rosto.

—Não é mentira é apenas a verdade. Aceite, Kate. Tudo não passou de uma grande mentira, eu nunca me importei com você e muito menos te amei. — afirmou ele. Kate não conseguiu ouvir tudo aquilo e se manter controlada, ela foi completamente domada pela raiva e decepção e lhe deu um tapa no rosto.

—Eu não acredito! Você não pode ter sido capaz de mentir desse jeito. — gritou Kate, completamente desolada, ela não queria acreditar mas se ele estava dizendo é porque era a verdade.

—Eu não vou te obrigar a acreditar em mim. — murmurou ele, reunindo forças para continuar aquela mentira. —Mas essa é a verdade e esse é o nosso fim. Está tudo acabado.

—Mas eu ainda te amo. — disse ela com seus olhos repletos de lágrimas. Aquelas palavras haviam sido como uma última chance para voltar atrás, porém ele não podia fazer isso. Ele encarou bem o rosto de sua amada, que sofria tanto por culpa dele, ele sabia que esse era o momento de quebrar de vez o coração dela.

—Que pena pra você. — disse ele com extrema frieza e lhe deu as costas. Kate caiu no chão aos prantos.

Enquanto Ryan saiu caminhando sem olhar para trás, ele teve que usar todo o seu alto controle para não desabar naquele momento. Ele passou pela multidão o mais rápido possível, desejando se libertar daquele lugar, daquelas pessoas, e principalmente de sua vida que havia acabado de ser arruinada. James estranhou ver Ryan tão apressado e correu até ele o alcançando na porta, ele ficou completamente em choque ao se deparar com Edgar recebendo Ryan com um abraço.

— O que significa isso? — perguntou James sem querer acreditar no que via.

—Eu estou voltando para Fênix. Na verdade eu sempre estive nela. — disse Ryan ainda se mantendo indiferente.

—Não. Isso é mentira. — afirmou James, se mantendo cético as palavras de Ryan.

—Se prefere acreditar nisso, que seja. Adeus, James. — antes que pudesse pensar em mudar de ideia, Ryan entrou no carro junto com Edgar e imediatamente o carro foi colocado em movimento se afastando da universidade. Ao avistar James, Anne correu até ele.

—O que houve? — indagou ela.

—O Ryan foi embora com o Edgar. — respondeu ele ainda atônito.

—Então, é hora de colocarmos o plano dele em prática. — sussurrou ela a si mesma.

Notas finais
Até loguinho, meus queridos :)