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2 Fênix


Notas iniciais
Olá queridinhos, bom demorei mas finalmente postei o novo capítulo, se lembram de todas as perguntas que surgiram? Então elas serão respondidas aqui. Beijinhos,Aria :)

Kate abriu os olhos lentamente. Não se lembrava de absolutamente nada da noite passada, só sabia que estava com uma dor de cabeça insuportável.

De repente se deu conta de que estava em um carro e ao olhar para o lado, viu que um homem que ela não conhecia estava dirigindo. Imediatamente entrou em pânico ao ver que eles estavam em uma estrada que ela não fazia a menor ideia de qual era.

– Quem é você? O que eu estou fazendo aqui? – gritou em pânico.

– Agente Ryan Walker, eu a trouxe de sua faculdade, para a sua proteção. – ele disse sério, sem desviar a atenção da estrada.

– Ei, espera ai... Minha proteção? Do que é que você está falando?

– Se não estivesse drogada, se lembraria que foi atacada por um assassino. – Ryan respondeu com a mesma frieza de antes. Kate se lembrou do ecstasy que havia tomado e isso explicava sua dor de cabeça e o fato de não se lembrar de quase nada.

– E para onde você está me levando?

– Para a base da Fênix.

– Fênix? O que é isso?

– É uma agência ultra secreta de extermínio.

– Extermínio? Vocês são assassinos? – Kate perguntou em choque.

– Pode-se dizer que sim.

– Ai, meu deus! – Kate murmurou começando a imaginar uma maneira de sair daquele carro. Olhou para Ryan e viu que ele permanecia concentrado no caminho, então rapidamente abriu a porta e se jogou do carro caindo na rua. Foi rápido e ela nunca pensou que seria tão doloroso.

Assim que ela se jogou, Ryan parou o carro e desceu indo na direção de Kate que ainda estava no chão.

– Ai caramba! Isso dói demais, parece tão fácil nos filmes. – ela resmungou enquanto começava a se levantar, vendo Ryan vindo em sua direção.

– Entre no carro agora! – ordenou ele.

– Eu não vou entrar num carro com um assassino – Kate se levantou, olhando para os lados procurando por alguém que pudesse ajudá-la, mas a área estava deserta.

– Ah, sim. Você vai entrar. – disse ele num tom ameaçador.

– Não! Eu não vou, seu maluco.

– Tudo bem. – Ryan foi até ela e, como se segurasse uma criança, a carregou colocando-a em seu ombro.

– Ah! Me solta seu maluco, psicopata! Me solta! – ela gritou enquanto esperneava.

– Cala a boca, sua histérica – ele abriu o porta malas e a colocou dentro dele. Kate tentou sair, mas ele o trancou. Ryan entrou no carro e voltou a dirigir, ignorando os gritos de garota endiabrada.

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Ryan dirigiu por meia hora até ir em direção a um prédio rodeado por um imenso muro. Os portões se abriram e ele entrou passando por um extenso jardim, estacionando em frente ao prédio. Na entrada estava um homem de terno e cabelos grisalhos que foi até ele.

– Onde ela está?

– Bem aqui. – Ryan foi até o porta-malas e o abriu.

– Você é louco? Eu pensei que ia morrer aqui dentro. Porta-malas foram feitos para se pôr malas e não pessoas. – Kate praticamente gritou saindo do porta-malas enfurecida.

– Desculpe, o Agente Walker não é muito cavalheiro. – um homem de voz forte disse – Eu sou Edgar Mitchell, o diretor da Fênix.

– Eu ainda não faço a menor ideia do que está acontecendo. – a dor de cabeça parecia como o inferno àquela hora.

– Entendo. Walker não lhe disse nada.

– Não, ele não é muito de falar – disse Kate, olhando para Ryan com raiva, transbordando ironia.

– É verdade. – o homem divagou por breves segundos – Bom, eu irei lhe explicar tudo, por favor venha comigo Senhorita Collins – disse Edgar, subindo a escadaria da entrada do prédio, sendo seguido por Kate e Ryan.

Em seguida eles entraram em um elevador que subiu até o último andar abrindo em uma sala com algumas pessoas vestidas de preto, com o desenho de uma pequena fênix no peito. Era meio assustador, para falar a verdade.

– Sente-se, Senhorita Collins.

– Ah! Obrigado. – Kate se sentou e observou Edgar se sentar à sua frente.

– Bem, Senhorita Collins, este homem estava atrás de você por causa de seu pai. – ele foi direto.

– Meu pai?

– Sim, o seu pai era um mestre na fabricação de armas. – revelou – Ele fabricava armas para o FBI, SWAT, Exército e até algumas vezes para nós, mas ele se envolveu com a máfia e passou a fabricar armas para eles. Sua última criação era uma arma tão perigosa que ele decidiu parar sua construção e se negou entregá-la. Por isso foi morto. Mas todas as informações sobre a arma foram colocadas em um Pen drive do qual ninguém sabe o paradeiro, e por você ser a filha dele, eles pensam que você pode saber a localização do dispositivo.

–Mas isso é um absurdo! – Até ontem Kate pensava que seu pai era um cara normal, com um trabalho normal, para então descobrir que ele era um fabricante de armas que trabalhava pra máfia. Era ridículo, não faz sentido. Ela não conseguia acreditar em absolutamente nada.

–Eu sei que parece uma grande mentira, mas não é. – assegurou-lhe Edgar – Aquele homem foi atrás de você por um motivo, e eles não vão parar de te perseguir, Kate.

– Tá, mas se isso tudo o que você está dizendo é verdade, por que ele tentou te matar? – ela queria continuar não acreditando, mas começava a achar que aquela história fazia sentido.

– Ele não queria te matar. – declarou de um modo meio sombrio – Eles acham a tortura um modo muito mais eficiente de se obter respostas. Ele provavelmente a machucaria, mas nada grave a ponto de matá-la.

– Que gentil da parte deles. – Kate resmungou e pôs as mãos na cabeça, abaixando o rosto como se não quisesse mais acreditar no que obviamente era a verdade.

– Escute Kate, eu sei que é difícil, mas esta é a verdade: Howard Collins morreu para proteger a localização desta arma e você é a única que pode encontrá-la. Caso contrário, não só você, mas todos nós estaremos em perigo.

– Só eu posso encontrá-la? Como? Eu nem sabia que isso existia!

– Não se preocupe, nós iremos ajudá-la. Agora é melhor descansar – sorriu e pareceu mais uma careta, para então gritar: – Walker! Ryan ajudou Kate a se levantar, porque ainda estava em choque por saber a verdade sobre seu pai.

Eles saíram da sala e passaram por um gigantesco salão no qual muitas pessoas vestidas de preto com o desenho da fênix no peito estavam. Obviamente eram os agentes. Dois deles se aproximaram de Ryan e Kate.

– Oh! Mas que honra encontrar o grande agente Walker. E quem é esta belíssima dama? – perguntou o sorridente agente.

– Kate Collins. – respondeu ela dando um leve sorriso.

– Que lindo nome! – ele era simpático demais – Eu sou o agente James Connor, saiba que é um imenso prazer conhecê-la. – James não tirava os olhos de Kate e continuava a sorrir.

–Ah, por favor, James, assim você me envergonha. Eu sou Bella Fox, prazer em conhecê-la.

– Igualmente, Fox – disse Kate.

– Bom temos que ir, e vocês dois não se esqueçam do relatório da missão. – disse Ryan saindo do salão.

– Sim, chefe – disse James, fazendo Ryan dar um rápido sorriso. Depois que os dois se foram, Kate se virou para o homem ao seu lado e perguntou:

– Você é chefe deles?

– Pode-se dizer que sim.

–Ah! –Kate o seguiu até um quarto todo branco.

– Bom, este é o seu quarto, fique à vontade. – disse Ryan saindo do quarto.

– Espere! Até quando eu vou ter que ficar aqui?

– Até quando for necessário. – Ryan respondeu friamente e saiu do quarto.

Ele ia de 0 à 80 em tão pouco tempo que deixava a garota tonta. Kate não sabia até quando teria que ficar ali e isto a incomodava muito. Ela se jogou na cama e decidiu olhar seu celular que tinha mais de 50 mensagens de Anne, perguntando onde ela estava. Kate ligou para ela.

– Cadê você? – Anne praticamente gritou.

– Ah! Bem essa é uma longa história.

– Como assim?

– Eu te explico depois.

– Me explica depois? – Anne repetiu abismada – Ai meu deus, o que você fez?

– Nada.

– Tem certeza? Você matou alguém né?

–O que? É claro que não.

– Pode me falar, eu sou sua amiga, eu não vou contar pra ninguém.

– Eu não matei ninguém, de onde você tira essas coisas? Era absurdo.

– Eu tenho visto muitos filmes ultimamente, mas eu estou preocupada, você sumiu ontem.

– É, eu sei. Mas quando eu voltar eu te digo tudo, eu estou bem e talvez eu fique uns dias fora. Não precisa se preocupar.

– Hum! – Anne ainda estava um pouco desconfiada, mas deixou passar — Tá bom.

– Tchau! Beijos. –Disse Kate se despedindo.

– Tchau! Se cuida.

Kate tomou um banho, pegou uma das roupas do guarda roupa e deitou na cama, desejando dormir e esquecer seu dia doido.

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Kate acordou e percebeu que tinha dormido quase o dia inteiro. Ficou mais um tempo na cama, mas não tinha sono algum, então se levantou, arrumou-se minimamente e começou a andar pela base da fênix. Havia inúmeros agentes em todos os lugares e isso só fazia com que ela tivesse mais vontade de voltar para o campus, afinal ela não conhecia ninguém e não tinha a menor intenção de fazer amizade com um assassino, entretanto, até que seria bom conversar com alguém.

Enquanto ela andava pela base, entrou um corredor cheio de armários e começou a pensar se era algum tipo de vestiário que estava vazio, até que ela ouviu um barulho e se aproximou para ver o que era. Ela viu Ryan treinando, socando um saco de areia, e ela não pode deixar de notar os músculos dele, já que o homem estava sem camisa.

– Você sabia que ficar observando os outros é um hábito muito feio? – Ryan perguntou ainda socando o saco de areia, o que fez Kate ficar indignada, já que ela não havia feito nenhum som e ele nem sequer tinha olhado para trás para saber que ela estava lá.

– Como você sabia que eu estava aqui? — ela perguntou indo até ele.

– Eu fiz isso a minha vida toda, não há nada que eu não veja – disse ele tirando as luvas.

– Nossa... Impressionante.

– O que você quer?

– Como assim?

– Ora! Antes eu era o maluco psicopata e agora você vem atrás de mim.

– Eu não vim atrás de você, eu só estava passando e por coincidência eu te encontrei.

– Aham! Sei, agora pode falar a verdade.

– Ah... Eu queria te agradecer. – disse Kate, um tanto sem jeito.

– Me agradecer pelo quê?

– Ué... Você salvou a minha vida.

– Não precisa agradecer, eu só fiz o meu trabalho.

– Nossa, mas como você é gentil – resmungou.

– O que quer que eu diga?

– Talvez um “de nada” como as pessoas normais. Ser gentil não mata. –

Ah! Nunca se sabe, eu prefiro não arriscar.

– Você é um imbecil sabia? Tomara que encontremos logo esse Pen drive para que eu possa ir embora e ficar livre de você.

– Não se preocupe, amanhã iremos atrás do Pen drive e você poderá voltar para a sua vidinha feliz. – disse Ryan com um sorriso irônico, saindo da sala.

– Só mais um dia – murmurou Kate a si mesma.

Notas finais
Amanhã...