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22 Ele é Meu Pecado
Notas iniciais

A luxuosa limousine estaciona diante do imenso salão. O motorista imediatamente sai do veiculo e caminha até a porta, abrindo-a, Ryan sai e estende a mão para Kate que desce em seguida observando admirada o maravilhoso lugar. Ao observar Ryan, ela nota que ele parece atento a outras coisas, provavelmente preso a suas preocupações habituais.
–Ryan!-Exclama ela, fazendo com ele a olhasse surpreso como se só agora a tivesse notado.-Qual é o seu problema?
–Nenhum.-Murmurou ele observando a expressão de impaciência de Kate, provavelmente ela havia notado que ele não dizia a verdade.-Bem...essa é uma missão e eu costumo agir dessa maneira.
–E você nunca foi descoberto?-Indagou ela arqueando uma sobrancelha.
–Por incrível que pareça não.-Sorriu ele.-Na verdade, o James é muito melhor neste tipo de missão.Eu odeio festas.-Ele suspirou com desgosto.
–Mas para a sua sorte, eu amo festas.-Disse ela empolgada.
–Eu sou muito sortudo.-Sorriu ele a admirando.
–Sim, você é. -Kate deposita um beijo no rosto de Ryan e segura seu braço entrando no grande salão.
Ao adentrarem, Kate não conseguiu disfarçar sua admiração pelo gigantesco salão, ele era ainda mais luxuoso por dentro, inteiramente iluminado, janelas enormes e uma elegante escadaria que levava ao segundo andar. Além disso, haviam inúmeras pessoas, algumas conversavam, outras bebiam, mas a maioria dançavam graciosamente no meio do salão.
–Sabe, Sr.Agente Secreto, eu sei de uma maneira muito eficaz de espionar sem ser notado.-Sussurrou ela.
–Qual?-Indagou ele surpreso.
–Dançar.-Respondeu ela sorridente.
–Não! De jeito nenhum, eu sou péssimo nisso. -Disse ele descartando imediatamente a ideia.
–Eu não acredito! -Ela levou uma das mãos a boca com expressão de surpresa.-Finalmente descobri algo em que Ryan Walker não é bom.
–Existem inúmeras coisas em que sou ruim.-Disse ele dando um rápido sorriso ao notar a expressão chocada de Kate.
–Depois você vai ter que me fazer uma lista. Mas agora vamos dançar como um casal normal. E diferente de você eu sei fazer isso maravilhosamente bem. Ele concordou relutantemente e caminhou com ela até o centro do salão onde vários outros casais dançavam. Ele levou uma das mãos a sua cintura e a outra segurou a mão da Kate.
–É só me imitar. -Sussurrou ela.
Ryan então passou a dar os mesmo passos que Kate e em poucos minutos já dançavam em perfeita sincronia a suave música que ecoava por todo o salão.
–Então como conseguiu nos fazer entrar? — Perguntou ela observando os diversos seguranças espalhados pelo lugar.
–Bom, se fosse antigamente eu os teria feito morrerem de medo, mas agora que sou uma nova pessoa eu só os subornei.
–Uau! Como você ficou bonzinho!-Disse ela num tom irônico.-E o que pretende fazer com o Jack?
–Torturá-lo até ele me dizer como desativar o chip.-Respondeu ele despreocupado.
–É serio?E como vai fazer isso? -Perguntou ela o olhando surpresa.
–Bom...-Gaguejou ele repentinamente parando de dançar e uma expressão de raiva surgiu em seu rosto ao observar atentamente o salão.
–O que foi? -Perguntou ela o olhando com total incompreensão.
–Jack.-Murmurou ele ainda imóvel. Kate imediatamente virou o rosto e pode fitar Jack que conversava com várias pessoas animadamente no balcão de bebidas.
–Ryan, fique calmo.-Disse ela o observando preocupada. Os olhos dele queimavam de ódio e suas mãos se fecharam cerrando os punhos.
–Aquele maldito, está do lado do Edgar. Com certeza ele o ajudou a matar meus pais.-Disse Ryan ignorando ao pedido de Kate e dando alguns passos na direção de Jack antes que ela entrasse em sua frente o impedindo de prosseguir.
–Ryan, você tem que se acalmar. Não pode perder o controle, senão a nossa missão vai falhar e nós dois vamos acabar morrendo. -Suplicou ela olhando em seus olhos notando que ele retomava o controle sobre si.
–Você tem razão.-Suspirou ele passando a mão pelos cabelos.
–Que bom que você voltou.-Disse ela dando um sorriso aliviada.-E como vamos chegar até ele?Precisamos de um plano.
–Na verdade, eu já tenho um plano.-Disse ele franzindo a testa ao observar a expressão curiosa de Kate.-Eu preciso que você faça uma coisa.
–O que?-Indagou ela receosa notando que ele não parecia muito certo de sua decisão.
–Que você dê em cima dele.-Disse ele de uma vez.
–Eu?! -Exclamou ela sem querer elevando seu tom de voz chamando atenção dos que estavam ao seu redor.
–É, para interrogá-lo precisamos ficar a sós com ele. E você é a única que pode levá-lo para longe da festa. -Disse ele tentando convencê-la.
–Eu não posso fazer isso!-Exclamou ela.
–Por que não?-Perguntou ele sem entender.
–Eu nunca seduzi ninguém.-Murmurou ela desviando o olhar envergonhada.
–É serio?-Disse ele surpreso.
–Foi mal Don Juan, mas se quiser que eu o seduza você vai ter que me ensinar.- Disse ela cruzando os braços.
–Eu, um homem vou ter que ensinar uma mulher a seduzir outro homem. E pior eu vou ter que ensinar a minha namorada a seduzir o meu tio e eu pensei que estava louco antes. -Resmungou ele revirando os olhos.-Tem uma coisa...é meio idiota mas funcionou com a Fox. Qual é a sua cantora preferida?
–Hum...eu acho que é a...Britney Spears.-Disse ela pensativa.
–Ok, então imagine que você é ela, e seduza-o. Eu vou estar no último quarto do andar de cima. Leve-o para lá. Boa sorte.-Disse ele dando rápido sorriso e virando de costas.
–Espera, quem inventou isso?-Perguntou ela.
–James. -Respondeu ele se afastando e subindo para o segundo andar.
–Certo, Kate você consegue, é fácil, é só imaginar que você é a Britney.Isso é loucura, mas não tem outro jeito.-Sussurrou ela a si mesma apanhando uma taça de champanhe da bandeja de um garçom e bebendo-a de uma vez.- Isso. Eu sou a Britney agora e eu consigo fazer isso.
Ela caminhou confiante em direção ao bar, e fez um pedido fingindo não notar Jack que imediatamente levou os olhos até ela. Assim que o barman entregou a taça a ela, Jack fez sinal para que os que o cercavam se afastassem e se aproximou de Kate.
–Deveria ser considerado crime alguém tão linda como você estar desacompanhada. -Disse ele sentando ao lado dela dando um sorriso de canto.
–Crime maior é o poderoso Jack Walker não ter um par. -Sorriu ela levando o olhar até ele.
–Ainda bem que não trouxe acompanhante, senão a abandonaria para poder apreciar sua beleza.
–Que gentil.-Suspirou ela.
–E qual é o seu nome?
–Katherine. -Respondeu ela confiante.Mas por dentro torcia para que ele não a reconhecesse.
–Katherine. Eu proponho um brinde.-Disse ele apanhando sua taça do balcão.
– E ao que brindaremos? -Indagou ela também pegando sua taça.
–A minha sorte de estar com a mulher mais linda deste baile.-Disse ele dando um sorriso charmoso enquanto não tirava os olhos em momento algum dela.
–Que assim seja. — Assentiu ela sorrindo. Ao olhar para cima ela notou Ryan fazendo sinal para que ela agisse rápido. -O que acha de irmos para um lugar mais reservado?
–Você leu meus pensamentos, querida. -Sorriu ele se levantando e estendendo a mão para Kate que a segurou e passou a caminhar ao lado dele em direção a escadaria que dava ao segundo andar.
Enquanto se aproximavam do quarto, Jack não parava de falar nenhum segundo, Kate apenas assentia dando um rápido sorriso. Mas tudo o que pensava era se o plano daria certo. Mesmo assim agia com naturalidade ao lado dele, ao se aproximarem da porta ela a abriu enquanto Jack a virava para si a abraçando tentando beijá-la. Ela deu alguns passos para trás entrando no quarto e ele a seguiu. Antes que pudesse alcançá-la, Jack sentiu algo próximo a sua cabeça de imediato ele deduziu que era uma arma.
–Quanto tempo, Jack!-Exclamou Ryan ironicamente.
–Olá, Ryan!-Suspirou Jack.
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–Apesar das circunstâncias, fico feliz em revê-lo. -Disse Jack num tom irônico, tentando se acomodar na cadeira em que estava amarrado.
–Lamento não poder dizer o mesmo.-Disse Ryan o encarando enquanto mantinha a arma apontada para ele.
–Por que você está armado?Por acaso pretende matá-lo?-Perguntou Kate o olhando assustada.
–Pretendo. -Respondeu ele friamente.
–Ryan,ele é seu tio. E você não é mais um assassino.
–Talvez eu ainda seja.- Disse ele olhando com ódio para Jack.
–Não, você não é. — Gritou ela indignada.
–Opa! Que namorada brava você encontrou garoto. Espera, então é você a famosa Kate Collins, a filha do Dr.Collins. — Disse Jack os observando.
–Você conheceu meu pai? — Perguntou ela.
–Sim, era um grande homem, só que muito certinho.
–Então, você vai me contar a sua história com a Fênix. -Disse Ryan se sentando na poltrona em frente a Jack.
–É uma longa história. — Suspirou ele.
–Não se preocupe, temos muito tempo.-Disse Ryan voltando a apontar a arma para ele.
–Está bem. Meu pai, o grande Arthur Walker, era um velho mão de vaca que fazia todo o possível para atrapalhar minha vida. Ele simplesmente decidiu que eu e o Edward precisamos encontrar um emprego. Como o Edward era querido por todo mundo encontrou emprego em uma ótima empresa, ele era o melhor amigo do dono. E é óbvio que eu queria encontrar um emprego melhor que o dele, mas foi ele que me encontrou. Edgar veio até mim, ele sabia sobre o meu talento com tecnologia e me convidou para trabalhar na Fênix e como vocês devem imaginar eu aceitei. Inicialmente não era nada de mais, apenas desenvolvia equipamentos para serem utilizados durante as missões, foi nesse lugar que eu conheci Howard e...-Suspirou ele pensativo.-Violet. Nos tornarmos amigos, ela era uma garota incrível, incrível demais para mim, mas ideal para o meu irmão perfeito.
–Então, você tinha inveja do seu irmão?!-Disse Kate.
–Sim, eu tinha. E isso só aumentou quando eles se casaram e tiveram lindos filhos. Nessa época descobrimos a verdade, que a Fênix estava mais interessada em matar do que salvar pessoas. Howard foi o primeiro a se virar contra Edgar e por isso foi punido severamente perdendo a esposa e a filha, restando apenas você, e foi para te salvar que ele continuou na Fênix. -Disse ele olhando para Kate. -Edward e Violet, tentaram me convencer a abandonar a Fênix, mas eu temia que se eu saísse ele me punisse matando aqueles que amo. E mesmo me mantendo fiel e jamais me voltando contra eles eu fui castigado, quando o meu irmão e a mulher pela qual fui apaixonado foram mortos e os meus sobrinhos se tornaram órfãos.
–Você amava a minha mãe. Eu estou ficando cansado de tantas revelações.-Suspirou Ryan. -Eu me lembro que nos tornamos órfãos graças a você. Nossos pais haviam escolhido você como nosso tutor caso algo acontecesse com eles. Só que você não quis ficar conosco.
–Eu queria poder ficar com vocês, mas Edgar disse que ele mesmo os mataria caso eu fizesse isso. E novamente eu não tive escolha, a não ser aceitar. Eu tive que assistir a tortura de vocês durante anos e eu estaria lá até hoje se não tivesse criado algo. Tudo o que Edgar sempre quis foi controle sobre seus agentes, principalmente depois do que houve com Robert Connor, brutalmente assassinado por se rebelar contra o tirano de Edgar. Então eu resolvi criar um chip que dava a ele o tão desejado controle. Admito que nunca passou pela minha cabeça que ele os colocaria em vocês três. Ryan, Fox e Blaine ele os julgava como os melhores, por isso os transformou em suas marionetes.
–Mas você pode acabar com isso. Pode fazer com que isso para e nos tornemos livres.
–Sim, eu posso. Mas por que eu faria isso? -Indagou Jack.
–Ele é sua família. — Disse Kate o olhando chocada.
–Faz muito tempo que eu não tenho uma família. Eu fiz coisas que jamais pensei que faria, coisas terríveis. Posso garantir que se existisse uma lista com as piores pessoas do mundo eu estou entre elas.
–Eu não duvido disso, mas Edgar é pior do que você, foi ele que fez isso com as nossas vidas. Nos ajude e eu mato Edgar.
–Proposta tentadora e irrecusável. Um garoto inteligente como você só poderia ter meu sangue. O dispositivo capaz de anular o controle do chip está em um cofre que chega amanhã de Berlim. Amanhã eu o entrego a você. -Disse ele enquanto Ryan se aproximava e cortava as cordas que o prendiam.
–É bom mesmo, caso contrário eu mato você e tenha certeza de que será uma morte bem dolorosa.-Disse Ryan em tom ameaçador saindo do quarto acompanhado de Kate.
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Ryan entrou apressado no quarto, espalhando inúmeros papéis pela escrivaninha e os examinando atentamente. Kate entrou alguns minutos depois o olhando sem entender o que ele tanto procurava.
–O que está fazendo?-Indagou ela retirando o colar e em seguida os brincos.
–Qualquer coisa relacionada a Edgar e Jack, eu preciso descobrir se eles são realmente inimigos ou aliados. -Disse Ryan sem tirar os olhos dos papéis.
–Mas o Jack disse que...-Antes que ela pudesse terminar ele a interrompeu.
–E você acreditou no que ele disse?Não pode ser tão inocente, Kate. -Disse ele num tom arrogante a olhando brevemente e logo voltando a sua busca.
Kate saiu do quarto, ela já não conseguia mais disfarçar sua irritação pela maneira de como Ryan estava agindo desde o baile. Ele parecia o mesmo Ryan de antes, frio, egoísta, arrogante que só se importava com sua missão e nada mais. Ela suspirou tentando se acalmar e ao observar a ampla sala com a linda vista da cidade decidiu acabar de vez com o antigo Ryan.
Ryan tentava se concentrar no que lia mas repentinamente um alto som começou a ecoar da sala, ele não queria acreditar que Kate resolveu ouvir música no último volume no exato momento em que ele procurava algo tão importante.Ele imediatamente se levantou e caminhou furioso até a sala.
–Kate o que...-Toda a sua fúria e vontade de brigar com ela desapareceram quando ele a viu no meio da sala dançando espontaneamente, ela já havia se desfeito de seus sapatos e seus cabelos estavam soltos. E ele se viu completamente encantado por ela.
–Ora! Ora! James Bond resolveu aparecer. -Disse ela num tom irônico dando um gole na taça de vinho ao se virar para ele.
–Então, você está de mau humor. -Disse ele colocando as mãos no bolso e caminhando até ela.
–De mau humor? Eu? Jamais. Eu não poderia estar mais feliz. Eu estou em Paris, no hotel mais luxuoso da face da terra, ouvindo Criminal. Essa poderia ser a música que resume nosso relacionamento mas diferente de você o namorado dela dá atenção para ela.-Lamentou ela novamente dando mais um gole e repousando a taça sobre a mesa.
–Ah! Esse é o problema, eu não estou te dando atenção. — Deduziu ele.
–Até parece que eu sou invisível, você só fala e pensa na bendita missão.
–Kate você não entende o quanto isso é importante pra mim.
–Claro que entendo, também é importante pra mim. Tudo o que eu mais quero é acabar com o seu sofrimento, mas eu preciso que você perceba que eu estou aqui, com você.
–Me desculpe, eu tenho sido egoísta.
–E idiota, arrogante e chato. -Disse ela rindo.
–Ok, eu tenho sido muita coisa ruim ultimamente.-Sorriu ele acariciando seu rosto enquanto ela assentia com a cabeça. -Então, se essa música define nós dois, quer dizer que eu sou um criminoso com um coração estragado?
–Exatamente, e eu sou a pobre garota que foi seduzida por você, seu cafajeste. -Disse ela sorrindo se afastando dele. -Uau! Tem até um piano aqui.
–Eu costumava tocar.-Disse caminhando despreocupado na direção dela.
–Então, porque não toca pra mim? -Perguntou ela mordendo os lábios ao vê-lo se aproximar e a puxá-la pela cintura para perto de si.
–Eu toco em outra ocasião, agora estou prestes a cometer um crime.-Disse ele acariciando seu rosto.
–Por que?-Sussurrou ela se deixando hipnotizar pelos olhos dele.
–Porque eu sou um criminoso.- Disse ele dando um sorriso cafajeste.
Aproximando seus lábios a beijando ferozmente, sentindo como se uma corrente elétrica atravessasse seus corpos, ela levou suas mãos até os ombros dele subindo até seus cabelos castanhos desgrenhados. Ele deslizou suas mãos até a cintura dela a segurando firmemente a ergueu fazendo-a sentar no piano ficando entre suas pernas sem se separarem. Ele deslizou seus lábios até seu pescoço, e ela não conseguiu suprir o gemido ao senti-lo.
Ela deixou que suas mãos percorressem seu corpo, arrancando o paletó que caiu ao chão e desabotoando a camisa branca que em poucos segundos foi ao chão. Ela admirou seu tentador corpo musculoso com algumas cicatrizes espalhados mas que de maneira alguma o deixava menos belo. Sem que ela notasse seu vestido longo estava erguido até suas coxas a qual ele apertava avidamente enquanto voltava a beijá-la, ela colocou as pernas ao redor dele e ele voltou a carregá-la sem parar de beijá-la desta vez em direção ao quarto. Ele a colocou sobre a cama e permaneceu em pé em frente a mesma.
Ela jamais imaginou que um dia acabaria se envolvendo com o louco que a sequestrou da faculdade e a quase matou várias vezes. Sem dúvida eles não eram um casal normal mas sem dúvida alguma eram completamente apaixonados um pelo outro. Ela não conseguiu disfarçar o sorriso malicioso ao vê-lo vestindo apenas a cueca box preta, ela automaticamente concordou com o que Anne dizia sobre ele ser o homem mais gostoso da face da terra.Ela se ajoelhou na cama começando a espalhar beijos pelo pescoço dele subindo até seus lábios. Ele a beijava intensamente enquanto deslizava suas mãos pelas costas dela rasgando o vestido do corpo dela, seus olhos queimavam de desejo ao admirar seu corpo seminu. Mas um pequeno desenho em seu quadril chamou a atenção dele.
–Você tem uma tatuagem. Disse ele com em tom surpreso com um olhar divertido.
–Eu fui uma adolescente rebelde. -Suspirou ela dando um rápido sorriso.
Ela voltou a beijá-lo mordendo seu lábio inferior o puxando para cama. Em momento algum ele se permitia se separa dela, a cada toque dela ele sentia como se uma chama se acendesse dentro dele. Repentinamente sua cabeça começou a doer e sua respiração se tornou falha, era como se estivesse sem oxigênio.
–Ryan, você está bem? – Perguntou ela o olhando assustada. Ele levou os olhos até ela, Kate o olhava preocupada, seus olhos esboçavam o medo que sentia e a última coisa que ele queria é que ela tivesse medo dele novamente.
–Eu estou ótimo. – Murmurou ele respirando fundo.
Ele voltou a olhá-la aliviado por ter retomado o controle, ele a deitou e passou a beijar delicadamente todo o seu corpo , a cada toque dele ela se arrepiava por completo ,distribuindo vários beijos pela minha barriga , suas mãos encontraram a abertura do sutiã preto que vestia e o jogou para longe, uma de suas mãos acariciava seu seio enquanto deslizava seus lábios sobre o outro ,ela deu um leve gemido fazendo com que ele a desse um olhar pervertido em seguida mordeu os lábios e subiu seus beijos até o pescoço de Kate , que naquele momento havia esquecido por completo o motivo de estar brava com ele, mas tinha certeza de que deveria ter reclamado sobre a falta de atenção antes , a cada toque que recebia seu corpo todo tremia.
Suas mãos deslizaram delicadamente pelo corpo dela até chegar a sua calcinha que ele retirou enquanto lhe dava um leve beijo e fixou seu olhos azuis aos dela , ela repousou suas mãos em seus ombros fechando os olhos dando um alto gemido ao sentir que ele a penetrava lentamente, fazendo movimentos lentos, aquela era uma deliciosa tortura que por sorte não durou muito, ele passou a investir com força e velocidade, e altos gemidos passaram a sair da boca de ambos, sentindo que seus movimentos se intensificavam cada vez mais ela envolveu suas pernas ao redor de sua cintura e deixou que suas mãos deslizassem pelas costas dele , sentindo algumas das cicatrizes dele ao senti-lo novamente o arranhou involuntariamente.
–Acho que acabei de te dar uma nova cicatriz. –Sussurrou ela.
–Você tem autorização para me fazer quantas cicatrizes quiser, eu sou seu. –Murmurou ele acariciando seus cabelos e a beijando demoradamente e apaixonadamente.
A cada movimento e beijo quente e intenso que ele lhe dava mais ela se aproximava do ápice, ele aumentou a velocidade e dando um alto gemido ela sentiu seu corpo queimar por dentro e logo todos os meus membros se relaxando após o seu orgasmo foi a vez dele de chegar ao clímax.
–Ah! Ryan Walker, você é o meu pecado. – Sussurrou ela quando ele caiu exausto ao lado dela. -
E você é o meu, Kate. – Disse ele dando um leve beijo em seus lábios. Ela sorriu e deitou-se sobre ele apoiando a cabeça contra seu peito e sentindo as mãos dele acariciando seus cabelos, para ela aquele era definitivamente o melhor lugar do mundo pra se estar e incessantemente ela desejava que eles pudessem ficar assim para sempre.
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–Finalmente vamos poder acabar com esse chip.- Disse ela sorridente ao amarrar o cabelo em um rabo de cavalo.
–Eu não confio no Jack, com certeza existem muitas mentiras na história que ele contou. -Suspirou ele preocupado se aproximando da janela.
–Mas tenho certeza que depois da sua ameaça ele vai colaborar. -Disse ela ao se aproximar dele.-Ele ficou morrendo de medo de você. -Ela não conseguiu conter o riso.
–Eu sei ser assustador quando quero.
–Seu convencido! -Sorriu ela lhe dando um selinho.
Kate levou o olhar até o celular sob o a cômoda que tocava sem parar, provavelmente era Anne. Ao se virar para ela Ryan notou um pequena luz vermelha nela, ele imediatamente descobriu o que era.
–Kate, se abaixa!-Gritou ele a puxando para o chão, um pouco antes da chuva de disparos bombardear o quarto.
–Quem são?-Perguntou ela horrorizada vendo Ryan observar na direção do atirador que cessara o ataque e parecia procurar outra posição no prédio em frente ao hotel.
–É um atirador da Fênix, pelo jeito eles resolveram atacar de verdade agora. -Disse ele o observando atentamente enquanto se levantava.-Você está bem?
–Sim, porque ele não nos matou?-Indagou Kate observando o caos no quarto.
–Porque nós não somos o alvo.-Ele observou rapidamente a janela e saiu correndo.
–Mas o que...-Murmurou Kate sem entender a reação dele caminhando até a janela vendo Jack entrar no prédio.-Só pode ser brincadeira!-Ela imediatamente saiu do quarto correndo atrás de Ryan.
Jack havia acabado de entrar no prédio seguido de seus guarda-costas sem se dar conta do ponto vermelho já em suas costas. Ryan desceu o mais rápido possível até o hall encontrando Jack.
–Abaixa! -Gritou ele no momento em que os disparos aconteceram, um dos tiros acabou pegando de raspão em Jack que foi afastado por um de seus seguranças enquanto Ryan pegava sua arma e atirava na direção do homem acertando uma bala em seu peito.
–Como...-Gaguejou a recepcionista boquiaberta.
–Eu sou policial, você esta bem?-Perguntou ele observando a mulher assentir ainda em choque.
–Como conseguiu acerta-lo?-Indagou Kate descendo algumas escadas se aproximando dele. -
Existem algumas vantagens em ser amigo de um atirador como o James. -Disse ele dando um rápido sorriso e observando Jack caminhar em sua direção.-Como você esta?
–Graças a você estou vivo.-Suspirou ele sorrindo colocando a mão no bolso e retirando um pequeno aparelho parecido com um Pen drive. -Você fez por merecer, tenho uma dívida com você garoto.
–Tenha certeza que eu irei cobrar.-Afirmou Ryan.
–É a Anne.-Murmurou Kate observando o celular novamente tocar, ela se afastou um pouco e o atendeu. -Oi, aconteceu alguma coisa?
–Sim, vocês tem que voltar o mais rápido possível.-Disse Anne com uma voz aterrorizado do outro lado da linha.
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