Notas iniciais
Oiii gente em meio a goleada do Brasil aq estou eu com mais um cap hehehe Espero que gostem!!! Boa Leitura!!!!

– Olá senhor. – Annabeth cumprimentou o dono da padaria da cidade que era um velho conhecido de seu irmão que sempre ia comprar mantimentos para o palácio.

– Olá senhorita. – o homem sorriu e pegou a lista que a moça carregava com o que era necessário levar – Um momento. – ele pediu e começou a recolher as coisas da lista.

Pegava uma coisa aqui, outra ali e as colocava em cima de um balcão onde Annabeth estava. Depois de ter pego tudo foi colocando uma por uma em uma pequena cesta que entregou a moça. Ele lhe disse quanto ela devia e a moça deu-lhe o dinheiro, logo em seguida agradeceu e saiu da pequena padaria.

Subiu com cuidado em seu cavalo e começou a cavalgar pela cidade em direção ao palácio novamente. As casas eram simples e a maioria era feita de madeira, eram simples, mas bastante arrumadas e bonitas. Sempre que ia a cidade se lembrava da época em que morava com seu pai e seu irmão e da casa onde moravam.

Enquanto passava se recordava de como era brincar de bonecas feitas de pano com outras meninas enquanto seu irmão corria com os outros meninos por ai. Às vezes todos se juntavam e corriam brincando das coisas mais simples. Não houve época em que ela fora mais feliz do que quando era criança. Quando voltavam para a casa no fim da tarde quase anoitecendo encontravam seu pai com o jantar depois de um longo dia de trabalho. Os três conversavam e brincavam entre si. Seu pai estava sempre de bom humor.

Logo Annabeth já passava pela parte da estrada que passava por uma pequena floresta. Cavalgava devagar mesmo sabendo que era perigoso passar por ali quando já se estava anoitecendo. Começou a ficar atenta ao caminho e ao seu redor, sentia que havia alguém a observando. Então um enorme cachorro apareceu em frente ao seu cavalo que parou bruscamente e se ergueu nas pernas de trás jogando a moça no chão.

Logo viu alguém segurar seu cavalo e alguém aparecer em sua frente puxando seu braço com força a forçando a ficar de pé. Ela ficou de frente a um homem alto talvez um pouco mais velho que ela, tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor, mas um deles estava coberto por um tapa olho. A mulher que segurava seu cavalo tinha cabelos castanhos que estavam presos em um rabo de cavalo e uma espada pendurada a cintura, parecia uma verdadeira guerreira só que ao invés de usar armadura estava usando roupas totalmente pretas.

– O que vocês querem? – Annabeth perguntou assustada com toda aquela situação.

– Depende do que tem a nos oferecer. – disse a garota – Temos um interesse especial por quem trabalha no palácio.

– Como podem saber que trabalho lá? – a moça perguntou mais curiosa do que surpresa por saber daquilo.

– Acredite temos nossas fontes. – o homem falou e Annabeth pensou que talvez eles tivessem informantes no palácio – Sabemos tudo sobre todos que lá trabalham Annabeth. – ele lhe lançou uma piscadinha e Annabeth tentou não parecer tão surpresa quanto realmente estava por saber que eles sabiam seu nome.

– Para azar de vocês não tenho nada de valor. – ela disse – Só mantimentos.

– E para o seu azar temos que levar algo. – disse a mulher se aproximando de onde ela estava – E se você não tem nada a nos oferecer teremos que levar você. – ela abriu um sorriso maligno.

Annabeth sabia que não conseguiria sair dessa sozinha, mas se conseguisse alcançar a adaga que sempre carregava por baixo da bainha do vestido talvez pudesse ao menos lutar. Foi ai que ela viu alguém aparecer montado em um enorme cavalo negro. Ela não pode ver seu rosto, pois a pessoa usava um capuz cobrindo seu rosto. Ficou com medo de que ele estivesse junto com os dois que queriam leva-la, afinal não conseguiria lutar nem com dois, quem dera três.

Foi então que ela se surpreendeu, o homem desceu do cavalo e sacou uma espada. A mulher fez o mesmo e o homem que estava segurando Annabeth amarrou seus pulsos e a jogou com força no chão. Ela caiu apoiando os braços para tentar não se machucar tanto e se virou para observar a pequena luta que estava acontecendo. O homem de capuz estava em desvantagem, mas parecia deter os dois com facilidade. Desviava dos golpes um a um e logo conseguiu derrubar o homem com um ataque em suas pernas, depois virou-se para a mulher. Podia ver pelo seu jeito de lutar que ele não queria matar os dois apenas imobiliza-los. A mulher lutou, mas logo ele jogou sua espada para longe e passou um dos braços pelo pescoço dela enquanto com o outro segura a espada.

– Saiam daqui. – o homem rosnou para ela que assentiu levemente com a cabeça e ele a soltou.

A mulher ajudou seu companheiro a se levantar e juntos fugiram para a floresta. Annabeth pode ver que eles haviam deixado a cesta intacta em seu cavalo. O homem com capuz se aproximou dela e ofereceu a mão para ajuda-la a levantar, quando percebeu que seus pulsos estavam amarrados. Ele se agachou ao seu lado e com cuidado cortou as cordas que a prendiam livrando seus pulsos.

– Você está bem? – perguntou a ajudando a levantar.

– Sim. – Annabeth falou passando as mãos pelos pulsos que ainda doíam um pouco das cordas – Obrigada.

– Uma moça como você não deveria andar sozinha por aqui a esse hora quando já está escurecendo. – ele falou – Teve sorte dessa vez.

– Eu sei. – ela disse – Precisa ir até a cidade comprar algumas coisas para o evento de amanhã no palácio e acabei demorando mais do que o esperado. Nem sei como agradecer.

– Não se preocupe. – ele disse – Teve sorte de eu estar passando por aqui.

Annabeth assentiu com a cabeça sorrindo. O homem passou as mãos pelo capuz revelando seu rosto e seus olhos verdes que no momento pareciam calmos como águas paradas no mar. Ela se assustou.

– Alteza. – falou fazendo uma reverencia que ele dispensou com as mãos.

– Não precisa fazer isso. – o príncipe disse – Nesse momento me considere apenas uma pessoa comum.

– Não acho que isso seja possível. – Annabeth sorriu e ele retribuiu o sorriso – Não sei se devo perguntar, mas se me permite gostaria de saber o que fazia por aqui fora do palácio.

– Estava apenas cavalgando um pouco para tentar limpar a mente. – ele explicou com um suspiro.

– Problemas demais? – ela perguntou se aproximando e pôs a mão no ombro do rapaz, logo em seguida se arrependendo do gesto e a tirando dali rapidamente. Mas a sensação daquele toque foi de sentir pequenas correntes elétricas pelo seu corpo.

– Para muitas pessoas não é bem um problema. – ele disse – O evento de amanhã não é bem com o propósito de comemorar meu aniversario.

– Achei que essa fosse a ideia principal do baile. – Annabeth falou surpresa vendo o se aproximar de seu cavalo e o trazer para o lado de seu corcel negro.

– Acho que é melhor irmos. – ele disse – Posso te contar no caminho. Não acho que seja seguro ficarmos parados aqui por muito tempo.

Annabeth concordou com a cabeça e se aproximou de seu cavalo. O príncipe a ajudou a montar o cavalo e logo em seguida montou em seu próprio. Os dois começaram a cavalgar lado a lado para o palácio.

– Sabe meu pai tem a esperança que eu encontre uma moça com quem possa me casar. – ele explicou – E não sei se serei capaz de fazer isso.

– Acho que qualquer moça se sentiria honrada em estar ao seu lado. – Annabeth falou.

– Eu sei, mas não quero uma moça que simplesmente esteja ao meu lado pela corou. – ele suspirou parecendo infeliz – Não quero algo arranjado. Quero ter a chance de... – ele abaixou a cabeça.

– Se apaixonar. – Annabeth completou e ele olhou para ela surpresa – Quer encontrar alguém que possa completar sua vida, com quem possa envelhecer e ter uma vida feliz.

– Exatamente. – concordou ainda olhando para ela.

– Tenho certeza que vai saber encontrar a moça certa. – ela disse olhando para frente e depois para ele que lhe-sorriu.

– Obrigado. – falou e ela assentiu – Sabe ainda não sei seu nome.

– Annabeth. – ela disse – E eu com certeza já sei seu nome.

Ele riu e os dois continuaram conversando até chegar ao palácio. O príncipe a acompanhou até os estábulos onde os dois deixaram seus cavalos e já na saída pararam olhando um para o outro.

– Obrigada de novo por me salvar. – Annabeth agradeceu novamente.

– Não foi nada. Gosto de salvar donzelas em perigo. – ele disse e lhe deu uma piscadinha a fazendo corar um pouco.

– Agora tenho que ir. – ela falou fazendo uma reverencia – Tenho trabalho amanhã bem cedo.

– Tudo bem. – ele disse parecendo decepcionado – Te vejo outro dia?

– Não vou a lugar nenhum. – ela disse sorrindo e ele retribuiu o sorriso.

O príncipe ficou parado por alguns instantes vendo a bela moça dar meia volta e se retirar pelo jardim dos fundos do palácio. Não pode deixar de se sentir ansioso por vê-la mais uma vez mesmo sabendo que no fundo era loucura e torcia internamente para que ela sentisse o mesmo.

There's a boy lost his way
Looking for someone to play
There's a girl in the window
Tears rolling down her face

Notas finais
Comentem o que acharam, favoritem e recomendem .... hehehe Logo eu posto o próximo... Beijos...