Notas iniciais
Dae meu povo. Sei que postei um capítulo ontem, mas não sei se vou conseguir postar um amanhã ou depois. Por isso achei interessante trazer um capítulo pra você agora. Melhor do que deixar sem.

No resto do dia muitos alunos se mantinham longe de mim parecendo com mais medo do que nunca. Eu não tirava a razão deles. Eu tinha exagerado um pouco com o Potter, mas ele que procurara problemas e encontrara. Bom os únicos que não tinham medo de mim eram meus amigos, a galera da sonserina também. Serio, o povo da sonserina só faltava me tratar como se eu fosse um herói pra eles. O problema é que a imagem daquele comensal atacando minha mãe ainda era muito viva em minha mente, me fazia ficar irritado com facilidade.

O ocorrido se espalhara muito rápido pela escola. Por esse motivo eu vinha evitando o salão principal, pra evitar receber uma detenção bem dada. Claro que os poucos que tinham coragem falar alguma coisa pra mim quando me viam era pra defender o santo Potter de Hogwarts. Povo estupido! Se o moleque era tão incrível como imaginavam não teria sido humilhado tão facilmente.

Virei em um corredor em direção as masmorras vendo Hermione de pé andando de uma lado para o outro. Quando olhara pra mim viera andando na minha direção furiosa.

– O que é que você tinha na cabeça, garoto!? – perguntara ela colocando as mãos na cintura lançando um olhar feroz para mim.

– Hermione... não estou no melhor dos meus dias. Então... – dizia virando os olhos até ela começar a falar sem parar.

– Olha aqui! Você não pode ser assim com as pessoas! Eu sei que o Harry estava errado, mas você não apenas descontou o soco! Você é mais forte do que ele! É covardia! Pra piorar vocês começaram a duelar! Você viu o estado em que ele ficou? Você já tinha desarmado ele! Por que ficar atacando azarações nele sem parar!? Eu venho te defendendo desde o primeiro dia de aula falando pra todos que você é legal e agora você faz isso? Você não pode ser assim! – dissera Hermione batendo o pé no chã.

– Assim como? Eu trabalho duro para ter um corpo forte. Eu pratico magias todos os dias pra dominar o máximo possível de magias. Eu faço o meu melhor todos os dias! Fui cruel? Sei que fui! E quer saber? Ele merecera aquilo! Se ele não tivesse mexido comigo nada teria acontecido com o santo Potter. Vocês grifinórios acham errado quando somos cruéis, quando julgamos as pessoas de outras casas, mas vocês fazem exatamente isso e procuram desculpas para justificar suas ações. Aquele garoto achara o que? Que viria me afrontar e eu deveria ser compreensivo por que ele é órfão? Ele que vá se foder! Não vou tratar ele como alguém especial por causa disso! – disse irritado estando bem próximo dela.

– Você está ouvindo o que você está dizendo? Você não pode ser assim com os outros! O pessoal da Grifinória está querendo acabar com você! E como você acha que eu devo me sentir sobre isso! O Harry é meu amigo e... – dizia Hermione quase chorando.

– E eu sou o que pra você!? – perguntei em voz alta a surpreendendo.

– Você... você é um grosso! – dizia Hermione com o rosto vermelho – você não pode tratar as pessoas assim! O Harry tinha acabado de descobrir que o seu pai traiu os pais dele e você...

– E eu descobri que um comensal da morte tentara estuprar a minha mãe! – disse furioso fazendo ela se calar arregalando os olhos. Passei a recuar – quer saber Granger? Talvez seja melhor a gente se afastar.

– E-Espera eu não... – dizia Hermione, mas eu não estava disposto a ouvir nada do que ela tinha pra falar.

Subi as escadas saindo no hall do castelo e indo em direção dos portões. Eu estava tão irritado que ignorava o que as pessoas falavam até ver dois grifinórios mais velhos andando na minha direção com as varinhas apontadas para mim. Enquanto eu caminhava de cabeça baixa apena estapeei o ar como se espanta-se uma mosca e os dois foram arremessados em cima dos arbustos do pátio. Continuei andando ignorando os dois que corriam para o salão principal.

Sai do castelo ignorando até mesmo Hagrid que parecia estar de mau humor para o meu lado. Ouvi ele falando algo sobre o horário quando tentara se aproximar de mim, mas se vira bloqueado por uma parede invisível que o impedia de se aproximar. Continuei caminhando de cabeça baixa passando pela cabana dele e entrando na floresta proibida.

Fui adentrando cada vez mais a floresta ficando o mais distante possível do castelo. Eu vinha tentando conter minha fúria até aquele momento. Parei fechando os olhos e gritei com todas as minhas forças deixando toda a raiva e ódio que eu vinha sentindo sair. Ouvi um som assustador por toda a parte, mas cada lembrança da minha mãe gritando enquanto tinha suas roupas rasgadas me dominava. Eu odiava ver o quão indefesa ela estivera. Odiava ver o medo em seus olhos. Odiava ver tudo aquilo e saber que não pode fazer nada para protegê-la. Eu sabia que ela tinha revelado um poder incrível em seguida quebrando alguma promessa usando magia sem precisar de varinha, mas mesmo assim o que aquele homem tentara fazer com ela era revoltante! Pra piorar tive que lidar com o maldito Potter! Quem ele pensava que era pra vir fazer exigências e acusações? Pra acertar um soco na minha cara e achar que eu não revidaria? Pra tentar medir forças comigo? Pior ainda fora a Hermione o defendendo e criticando a mim! Eu sabia que tinha exagerado com ele, mas por que ela não tentava entender que eu podia não estar legal? Por que todo dia tinha que aturar aquele preconceito para com os warlocks!? Por que tinha que suportar as pessoas me tratando como um criminosos pelo meu pai ter fugido de Azkaban!? Por que essas coisas só acontecem ao meu redor!?

Parei de gritar caindo na terra de joelhos arfando. Abri os olhos lentamente ficando assustado com o que tinha acontecido. Parecia que uma bomba tinha explodido naquele local fazendo uma cratera dentro de uma clareira com varias arvores caídas ao redor e uma densa nuvem de poeira cobrindo todo o local comigo no centro de tudo aquilo. Eu... eu tinha feito aquilo?

Antes que eu tivesse tempo para assimilar tudo aquilo vi duas enormes aranhas se aproximando.

– Fiquem longe! – gritei erguendo minhas mãos na direção delas fazendo elas serem jogadas contra arvores distantes por uma onda de choque invisível.

Olhei para minhas mãos assustado. Eu tinha feito aquilo tudo... mas não sem pagar nenhum preço. Eu sentia como se meu poder magico estivesse sido quase completamente esgotado. Eu tinha que sair dali antes que mais alguma coisa resolvesse que eu era uma deliciosa refeição. Passei a correr de volta para o castelo sentindo minhas pernas bambas. Corri o mais rápido que pude até sair da floresta e voltar para o castelo. Quando passei pelos portões cai de joelhos no chão arfando. Normalmente eu tinha um ótimo condicionamento físico, mas naquele momento eu estava anormalmente exausto. Vi alguém parar na minha frente fazendo sombra. Olhei lentamente para cima temendo o pior e lá estava ela. A professora McGonagall.

Por sorte ela não tinha provas do ocorrido. Eu tinha removido todas as azarações do Potter e ninguém queria confirmar o ocorrido. O único problema era que o Hagrid tinha dito que tinha tentado se aproximar de mim enquanto eu seguia para a floresta proibida e batera de frente com uma parede invisível. Tive que apelar fingindo ser uma emissão de magia involuntária para não ter problemas. Por causa da desculpa que eu tinha arranjado eu ainda teria que ser examinado pela madame Pomfrey e a infeliz dissera pra professora que eu estava quase sem poder magico nenhum. Aquilo resultara em eu ter que falar o que acontecera na floresta e contar por alto o que eu vira nas ruinas da casa dos meus pais. As duas mulheres trocaram um olhar estranho e disseram que eu deveria conversar com minha mãe quando volta-se para casa.

No dia seguinte pela manhã estava com minhas coisas prontas para voltar para casa para passar as férias de natal e ano novo. As férias tinham inicio quase uma semana antes do natal, mas infelizmente dia primeiro eu teria que estar dentro do Expresso de Hogwarts voltando.

Peguei minha mochila e a coloquei em minhas costas e fui para o salão principal onde encontrei meus amigos. Todos eles estavam vestindo roupas de trouxas... mas alguns deles precisavam melhorar um pouco. Seguimos para as carruagens que nos levaram até a estação de Hogsmeade. Durante a viagem meus amigos conseguiram fazer com que eu relaxa-se um pouco. Era um pouco imcomodo estarmos em um vagão lotado e apertado, mas rimos e falamos bastante bobeira. Até Lilith e Calliz pareciam... no máximo educadas uma com a outra.

Quando desembarquei vi Tonks acenando pra mim sorrindo. Corria até ela a abraçando e sendo abraçado com força. Ric viera correndo do meu lado e abrira os braços sorrindo a cumprimentando.

– Ham... quem é você? – perguntara Tonks Arqueando uma sobrancelha para o coitado que ainda estava com os braços abertos. Eu quase podia ouvir o coração dele se estilhaçando, mas Tonks ainda dera o golpe final – Bom tanto faz. Não importa mesmo. Vem priminho, vamos passear antes de irmos pra França.

– Espera tenho que te apresentar meus amigos e combinar como vamos fazer pra festa de natal – disse dando um sorriso sem graça recebendo vários olhares mortais.

Tendo combinado tudo com meus amigos e seus familiares, pude em fim sair com Tonks. Primeiro fomos andar pelo Beco diagonal onde estava tendo uma feira em um beco. Na feira tinha todo tipo de objeto magico diferente. Entre as barracas encontrei algumas com algumas invenções bruxas, mas... as barracas eram horríveis, os produtos mal trabalhados e os vendedores que também eram os criadores dos produtos... pareciam ter alguns parafusos soltos. Não nego que tinha algumas ideias interessantes ali e o conhecimento que roubei dos inventores era excelente, mas a pressão que sofreram somadas aos fracassos e acidentes os deixaram meio... perturbados.

Tendo comprado algumas coisas que chamaram minha atenção e de Tonks deixamos aquela feita. A maior conquista que eu tinha tido naquele local fora o conhecimento que obtive de todos os presentes (exceto Tonks parecia imoral roubar as memorias da prima). Eu poderia tentar criar meus próprios objetos mágicos quando volta-se para Hogwarts já que não podia fazer magia de verdade fora do colégio por ser de menor – tão injusto!

Depois de fazermos compras tanto na Londres bruxa quanto trouxa fomos assistir um filme no cinema – as reações da Tonks ainda eram muito engraçadas. Após o filme seguimos para o ministério da magia Britânico onde pegamos uma chave de portal para França. Era um meio de transporte rápido e legalizado, mas também era clara porque ninguém gostava de usa-los a queda não era suave pra quem não podia usar magia.

Saímos do ministério da magia francês que ficava em baixo da torre Eifel, atravessamos a avenida Gusve Eifel e avançamos pelo parque (campo de marte) seguindo a avenida Pierre Loti até chegarmos a Bacia do Campo de marte. A Bacia do campo de marte era uma grande fonte envolta de grades de proteção para ninguém adentrar ela. Olhei confuso para Tonks que apenas sorrira pegando sua varinha e tocara quatro barras de metal com sua varinha. Primeiro ela tocara uma a esquerda depois saltara duas tocando a terceira a direita, então tocara a segunda a direita e a segunda a esquerda. O chão começara a tremer enquanto as grades se abriam e um arco feito de pedra se esquia do chão. Olhei através do arco vendo o que parecia ser uma grande rua movimentada. Olhei para os trouxas próximos, mas eles não pareciam ver nada de incomum na verdade estavam se afastando evitando o local. Passamos pelo portal de pedra que se fechara atrás de nós.

– Bem vindo ao Ruelle Front (Beco Frontal) – dissera Tonks sorrindo.

– Não acredito que nunca estive aqui! – disse incrédulo vendo varias construções incríveis muito melhores que as do Beco Diagonal. Além disso os produtos chamavam muito mais minha atenção! Peguei meu relógio de bolso e olhei a hora vendo que ele sofrera uma pequena mudança por causa do fuso horário, mas ainda não estava tão tarde – vamos explorar um pouco!

– Tudo bem a casa dos Mckinnon não fica muito longe daqui. Podemos dar umas voltas, mas você será o interprete. Não falo o idioma local – dissera Tonks com descaso. Vir para um pais sem saber o idioma... se ela entra-se em alguma confusão como esperava resolve-la?

Fomos em diferentes lojas do Ruelle Front e devo dizer que o lugar era ótimo. O Beco Diagonal parecia mais antigo, mas os dois foram criados quase ao mesmo tempo. A única diferença fora que a “Batalha da França” não afetara apenas os trouxas como também os bruxos. A Batalha da França em 1940 fora um triste acontecimento para as duas comunidades levando a muitas perdas. O Ruelle Front fora atacado por diversos bruxos alemães saindo muito avariado. Após o fim da guerra o local teve que ser praticamente reconstruído quase do zero. Por isso o local parecia muito mais moderno do que o Beco Diagonal.

Tinha tantos locais fantásticos que eu poderia ficar o dia inteiro explorando. O Beco Diagonal também não era tão pequeno, mas o Ruelle Front era muito maior. Claro que eu também desconfio que existia locais como a Travessa do Tranco ou as ruas vermelhas por aqui. Na verdade eu queria entender como um lugar tão grande poderia existir dentro do Campo de marte sem ninguém notar? Será que era um feitiço de expansão indetectável com proporções muito maiores? Eu tentaria aprender isso mais tarde.

Consegui comprar algumas coisa muito boas. Os objetos mágicos das lojas eram mais chamativos dos que os vistos na feira no Beco Diagonal, entretanto as lojas apenas revendiam assim não pude encontrar os criadores para... adquirir mais conhecimento. Mesmo assim comprei uma sucatas promissoras que iria trabalhar em Hogwarts.

– Já está tarde melhor irmos. Você tem que conhecer sua casa nova – dissera Tonks enquanto eu assentia olhando para o Ruelle Front a qual visitaria mais vezes.

Tivemos que voltar na direção da torre e passar por ela seguindo por cima da ponte e parar em frente a fonte do “Jardins du Trocadéro”. Tonks pegara sua varinha e desenhara uma estrela de cinco pontas imaginaria no ar e batera nela três vezes dizendo “casa dos Mckinnon”. Via a terra se movendo em direções diferentes fazendo a fonte ficar cada vez mais ampla. Olhei na direção de um casal de trouxas que andava em nossa direção que não pareciam notar a terra se mexendo. Eles ainda estavam bem longe caminhando ao lado da fonte que não parava de crescer quando... sumiram! Olhei para os lados assustado vendo que os dois apareceram do outro lado bem longe de mim parecendo não terem notado nada de diferente. Um grande portão de ferro se erguera do chão revelando escuridão do outro lado. Nos portões tinham grandes brasões de escudos com uma águia prateada acima de um grande “M”.

– Segure em mim. Apenas aqueles que tem permissão da dona podem passar por ele sem serem prejudicados. Quando estiver se segurando em mim nada de mal lhe acontecera – dissera Tonk fazendo eu colocar minha mão esquerda em seu ombro direito bem rápido.

Os portões se abriram e começamos a caminhar em direção a escuridão. Quando passamos pelo manto feito de sombras parei estático olhando para frente. Eu via a uma grande casa com as luzes acessas que mais parecia uma mansão com três andares e no mínimo cinco ou seis quartos sem contar os outros cômodos. Enquanto caminhávamos em direção a casa olhei para o que seria o terreno dos vizinhos conseguindo ver vagamente as casas através de um véu embranquecido. Tonks explicara que por causa de guerras passadas as propriedades de famílias importante eram mantidas com proteções poderosas permitindo que apenas alguns poucos adentrassem suas casas as deixando ocultas e protegidas. O véu de sombras pelo qual passei poderia fazer muito mais do que mal a invasores. Ele poderia liberar pessoas do controle de maldições, anular feitiços ou poções de transfiguração e muito mais. Ninguém poderia entrar na propriedade sem a permissão da família. Mesmo os convidados para festas não conseguiriam adentrar o local novamente se não tivessem permissão. As proteções eram tão poderosas que faziam o local parecer um cofre impenetrável.

Adentramos a casa e devo dizer que era uma mistura de simplicidade com beleza. Tapetes longos que iam do hall e subiam as escadas. Quadros com pessoas sorrindo e me cumprimentando. A esquerda do Hall a uma bela sala de jantar com uma grande mesa de madeira muito vem trabalhada. A direita uma sala de estar com sofás e poltronas ao redor de uma vela fogueira, tapetes bonitos em diferentes locais, algumas cabeças de animais e criaturas diferentes se mexendo, uma estante com fotos antigas de minha mãe se mexendo, algumas minhas imóveis e fotos que acredito pertencerem aos meus falecidos avós.

– Até que em fim vocês chegara! Ficaram vadiando o dia todo? – perguntara Minha mãe entrando na sala por uma porta que parecia dar em uma pequena biblioteca ou escritos.

– Eu quis conhecer um pouco o Ruell Front. Não acredito que nunca estive lá mesmo morando em paris por anos! – disse indo até ela a abraçando.

– Espero que tenham se divertido. Ele se comportou? – perguntara Minha mãe dando um abraço em seguida em Tonks.

– Como um perfeito cavalheiro – dissera Tonks retribuindo o abraço.

– Ótimo. Eu deixei o elfo domestico que contratei preparando o jantar... – dizia minha mãe até eu interrompe-la.

– A senhora escravizou alguém? – perguntei arregalando os olhos. Minha mãe sempre tivera um ponto de vista bem forte em relação a leis e historia. Ela sempre enfatizara o quando detestava as ocorrências históricas de escravidão. E agora ela tinha um?

– Eu o contratei. Ele estava sem uma família para servir, para um elfo domestico é algo muito triste. Eu tive que lutar pra convencê-lo a aceitar mais do que um galeão de pagamento por semana e mais de um final de semana por mês –dissera minha mãe visivelmente cansada.

– Bom... melhor assim então. Quanto ele está ganhando? – perguntei por curiosidade.

– Dois galeões por semana e duas folgas no mês – dissera minha mão parecendo constrangida – não tive escolha. Ele não aceitara mais do que isso.

– Ham... tudo bem... eu acho – disse sem saber exatamente como reagir. Eu não tinha uma opinião contra contratar elfos domésticos ou eles servirem famílias sem receber. Quero dizer... a magia deles é algo estranho e não faz muito sentido.

– Venha vou te mostrar o seu quarto Junior. Tonks você vai continuar no mesmo quarto que usara a ultima vez que dormira aqui. Tudo bem? – perguntara minha mãe enquanto começava a nos empurrar para fora da sala.

Meu quarto novo... era exatamente igual ao anterior sendo só um pouco maior. Tinha os mesmos pôsteres nas paredes, a mesma cama, armário, escrivaninha e etc. O banheiro também era bem parecido, mas maior tendo como única coisa de diferente uma banheira um pouco antiquada. Acho que minha mãe pensara que assim a transição seria mais fácil. Sai para sacada olhando para a vista vendo a torre Eiffel iluminada pelas luzes devido o horário. Antes eu tinha que vela de uma distancia maior e da direção oposta. Agora ela estava muito perto o que fora uma mudança bem vinda.

Na mesma noite conheci o elfo domestico Dobby ele era... diferente. Usava um uniforme de mordomo (provavelmente ideia da minha mãe), tendo meias de cores diferentes em cada pé por cima da calça e gorros na cabeça (pelo menos três um em cima do outro). Quando ele se apresentara fizera uma reverencia exagerada tocando seu nariz cumprido no chão com força o que fizera ele erguer a cabeça apressadamente segurando a ponta do nariz enquanto seus grandes olhos verdes piscavam sem parar.

O jantar fora bem tranquilo como o esperado. Minha mãe e Tonks fizeram diversas perguntas que fui respondendo o melhor possível enquanto ouvi algumas novidades. Ouvi algumas novidades de ambas e fiquei interessado nos projetos que minha mãe viera trabalhando. Parece que o fato de que eu tinha feito algumas invenções despertara seu espirito inventivo também. Ela abrira a empresa como o esperado e vinha entrando em contatos com conhecidos de sua família e pessoas influentes. Ela ficara de mostrar para mim outro dia algumas de suas invenções que vinha trabalhando.

No dia seguinte pela manhã acordei bem cedo para fazer meus exercícios. Como minha mãe tinha colocado meu nome e uma gota de meu sangue (que sumira logo em seguida) em uma pequena pirâmide de pedra no porão usando sua varinha estranho no porão eu podia entrar e sair do terreno sem ficar preocupado. Coloquei meu moletom e sai pra correr. Era ótimo poder correr pelo campo de marte pela manhã apreciando o nascer do sol. Era algo que eu sempre quis fazer. A distancia antes era um imcomodo, mas agora que morava tão perto da torre era perfeito. Senti vontade de dar uma olhada no Ruelle Front, mas ainda estava muito cedo.

Quando cheguei em casa tomei um banho rápido e troquei de roupa. Desci para cozinha cumprimentando Dobby que parecia muito feliz fazendo o café da manhã. Sentei-me a mesa e passei a comer waffles com manteiga enquanto conversava com Dobby.

– Então fora o Tio Dumb que te indicara para minha mãe? – pergunte enquanto Dobby colocava suco em um copo para mim.

– Tio Dumb? Dobby não entende, meu senhor – dissera Dobby parecendo confuso.

– Quis dizer o diretor Dumbledore. Fora ele que te indicara? – perguntei pacientemente enquanto passava manteiga em um waffle vendo ela derreter.

– Sim senhor. Ele é um bom homem é sim. Ajudara Dobby a encontrar uma casa onde Dobby recebe ordenado – dissera Dobby estufando o peito.

– Se pra você está bom receber dois galeões por semana – disse dando de ombros.

– É muito mais do que Dobby queria meu senhor – apressara-se a dizer parecendo preocupado.

– Tranquilo Dobby. Esses waffles estão muito bons. Você é um ótimo cozinheiro Dobby. Está de parabéns – disse sorrindo vendo Dobby dar um grande sorriso parecendo muito feliz com os elogios que recebera.

Demorara um pouco pra minha mãe descer falando no seu celular que mais parecia um tijolo – salve a grande tecnologia de 1993. Ela parecia agitada pegando uma xícara de café e indo para seu escritório onde falava alto com algum pobre coitado. Algumas coisas não mudam.

Quando ela voltara estava bufando e como sou muito sensível e tenho amor a vida não falei nada. Quando Tonks chegara toda apressada quase caindo no chão minha mãe lhe dera um mortal que fizera a outra ficar ereta na hora e se sentar comportadamente. Ela tomara um rápido café da manhã antes de se despedir dizendo que estava atrasada.

Tendo terminado o café da manhã minha mãe fizera o convite que vinha esperando que era conhecer seu escritório e ver no que ela estava trabalha. Eu sabia que ela tinha desenvolvido uma nova versão de onióculos com varias funções diferente, mas ela tinha mais coisas para mostrar. Seu escritório era menor do que meu quarto tendo estantes cheias de livros nas paredes, uma mesa repleta de peças e diagramas.

Primeiro tinha o onióculos que podia gravar, passar as cenas em câmera lenta, retroceder, fazer comentários e muito mais. Depois tinha dois espelhos que ela vinha trabalhando.

– Seu pai e o Thiago tinham um par. Eles inventaram por acidente, mas era possível ver o reflexo um do outro nos espelhos e conversar por mais distante que estivessem. Eu ainda estou tendo um pouco de problema com a parte transmitir o som – dissera minha mãe com os braços cruzados olhando de forma intrigada para os espelhos.

Depois ela mostrara o que parecia ser uma capa cheia de vontade que se mexia sozinha presa em um manequim.

– Eu pretendo fazer dessa capa um meio de transporte tão bom quanto vassouras. O bruxo não vai precisar se preocupar em se segurar a nada como ocorre com vassouras. O problema é que não consigo fazer ela voar com mais de trinta quilos e... bom ela tem personalidade – dissera Minha mãe com simplicidade acariciando a capa azul que vibrara passando a se esfregar no rosto de minha mãe em seguida.

Em seguida fora a vez do que parecera ser uma filmadora, muito estranha.

– Nesse eu estou tentando recriar as filmadoras usadas pelas pessoas comuns, mas usando apenas a tecnologia e magia bruxas. A gravação de imagens vem sendo bem tranquila depois do onióculos. O problema continua sendo o som. Além disso eu queria usar como base as ideias dos espelhos para transmitir as imagens para outro local em tempo real... – dizia minha mãe segurando a filmadora de madeira.

– Mãe... a senhora está tentando criar... algo parecido com as usadas por emissoras de televisão? – perguntei surpreso a vendo corar e desviar o olhar.

– Não é uma ideia tão ruim. Os trouxas não conseguem ver magia e seus aparelhos também não conseguem captá-la. Então não seria nada mal ter um meio de comunicação a mais para os bruxos – dissera Minha mãe sem olhar para mim.

– A senhora... é brilhante sabia? – perguntei sorrindo a vendo olhar para mim surpresa antes de sorrir.

–Está no nosso sangue... – dizia minha mãe antes de ficar em silencio e fechar os olhos. O que tinha de ruim no nosso sangue?

–Mãe... eu tenho algo pra te contar... o tio Dumb escrevera pra senhora dizendo que eu tenho algumas habilidades especiais? – perguntei com seriedade sentando em uma cadeira de frente para mesa dela.

–Sim. Parece que você escondeu alguns fatos interessantes dele envolvendo memorias e coisas do gênero – dissera minha mãe dando seu costumeiro olhar de acusação.

–Bom... isso não vem ao caso. O negocio é que eu estive na nossa casa em Hogsmeade e usei a clariciência que recebi nela – disse a olhando com seriedade vendo a surpresa ser substituída pela tristeza.

–O que você vira? – perguntara minha mãe de cabeça baixa.

–Vi como nossa família era e... tudo o que aconteceu até você fugir pela janela. – disse a vendo assentir parecendo mais triste ainda.

–Acho que chegara a hora de contar a historia inteira para você, não é? – dissera minha mãe mantendo a cabeça baixa – Eu irei lhe contar então o que aconteceu depois disso.

Notas finais
Eu sei que fora um capítulo bem tranquilo, mas mesmo assim aceito a opinião de vocês. Para as garotas vou adiantar que o próximo capítulo vai ser bem interessante.