Notas iniciais
Felizmente estou aqui novamente para trazer mais um capítulo para vocês. Queria agradecer pelos comentarios (sabem que adoro isso). Tambem queria dizer que estarei passando a agendar as datas em que os capítulos serão postados. Acho que dois ou três capítulos por semana deve ser otimo certo?

– Deve estar querendo saber por que demorei tanto pra usar magia para minha defesa depois que minha varinha fora quebrada não é? – perguntara minha mãe dando a volta em sua mesa e se sentando em sua cadeira. Apenas assenti em resposta – sabe o que é uma avarador ou avaradora? – perguntara fazendo eu ficar um pouco surpreso, mas aquilo explicava muito.

– São bruxos e bruxas que conseguem usar magia desde a infância sem o uso de varinhas. Diferente dos bruxos que estudam por anos para aprender a usar magia sem varinha os avaradores podem fazer isso naturalmente – disse com seriedade.

– Exato. Por esse motivo nós somos vigiados constantemente pelos ministérios no mundo. Entende como um avarador é perigoso? Alguém que pode executar uma maldição imperdoável, mas não existir provas por não ter um feitiço que revele qual fora a ultima magia a ser usada como em varinhas? Podemos fazer magias de alto nível quase sem deixar rastros e usando varinha podemos limitar o gasto de energia, aumentar o poder de ataque e também fingirmos ser bruxos normais. Fingindo sermos bruxos normais em um duelo sempre teremos uma carta na manga pra pegar nossos oponentes desprevenidos caso sejamos desarmados. Por isso somos tão fiscalizados e cobiçados. Tem aqueles que desejam que nos unamos a eles para coisas erradas. Tem governos que desejam que façamos parte de suas forças. Tem até mesmo aqueles que desejam nos usar para dar origem a mais avaradores – dissera minha mãe fechando os punhos irritada – eu tinha prometido para meus pais que guardaria segredo sobre o que eu era para garantir que minha família não fosse perturbada.

– Isso... é horrível. Não vou dizer que não compreendo esses raciocínios, mas... é muito desagradável. Por isso a senhora sempre estivera sendo vigiada? – perguntei entre dentes lembrando que tinha descoberto isso pouco depois de ter despertado como um warlock.

– Sim. Depois que fugimos da casa que estava pegando fogo eu não podia aparatar com você. Você ainda não poderia saber o que fazer e poderia estrunchar. Eu não correria o risco de lhe fazer algum mal. Tive que seguir viagem a pé e infelizmente tive que usar magia para nos defender na frente outros bruxos. A noticia que eu era uma avaradora se espalhará mais rápido do que eu podia esperar. Aposto que enquanto eu andava em direção a cidade mais próxima todo o pais já sabia sobre mim – dissera minha mãe irritada.

– Andava? Como assim? Explica isso direito? – disse tentando manter meus poderes controlados. Eu estava fora da escola e tinha que ter auto controle.

– Não tive tempo de pegar minha vassoura antes de deixar nossa casa. Sem nenhum meio de transporte e sem dinheiro eu só podia andar e tentar te manter aquecido – dissera minha mãe.

– M-Mas... como... o que aconteceu depois? O tio Dumb não te encontrou? – perguntei horrorizado.

– Eu estava tentando não deixar ninguém nos encontrar... fiz algumas coisas ruins para que tivéssemos o que comer... e quando cheguei na casa dos amigos mais próximos fora de Hogsmeade... digamos que as coisas não saíram como esperava – dissera minha mãe parecendo lembrar de algo que a magoava.

– Eles... eles acreditavam que a senhora tinha algo a ver com os comensais ou pelo menos encobria meu pai não era? Eles se recusaram a lhe ajudar, não é? – perguntei irritado.

– Acalme-se. Eu não poderia força-los a nos ajudar... era uma escolha deles... – dizia minha até eu interromper ela.

– Me diz os sobrenomes deles!? Um dia vou levar eles a miséria para implorarem por ajuda pra saberem como é! – disse com amargura. Eu não podia aceitar aquilo de forma pacifica como minha mãe queria.

– Não se preocupe com isso. De um jeito ou de outro consegui nos chegar até a casa de Andromeda Tonks que nos escondera e nos dera roupas até seu padrinho aparecer. Eles tinham tão pouco na época... eles também estavam passando por maus bocados por serem parentes do Sirius. Todos estavam sofrendo por causa das calunias colocadas sobre ele – dissera minha mãe, mas eu não conseguia ver as coisas da mesma forma que ela. Eu não sabia se ele tinha matado aqueles trouxas ou não, mas sabia que ele não estava lá quando sua família precisara.

– Então depois que eles nos esconderam o que aconteceu? – perguntei com seriedade mantendo os olhos fechados.

– Seu padrinho nos encontrara e tentara nos ajudar. Eu pensei em voltar a trabalhar mais cedo no ministério para tentar nos mantes, mas... o chefe do departamento de mistérios achara que talvez fosse melhor eu ficar longe do ministério... – dizia minha mãe tentando usar palavras sutis.

– Ele lhe demitira por ser mulher de um prisioneiro de Azkaban? – perguntei a vendo assentir a contra gosto.

– Também houveram algumas acusações de que por ser uma avaradora eu estaria envolvida com a morte de meus pais, irmãos, tios e primos. Se seu padrinho não tivesse intervindo eu provavelmente teria sido mandada pra Azkaban também – disse minha mãe se encostando em sua cadeira cruzando os braços.

– Não para de melhorara não é? – perguntei com sarcasmo virando os olhos – E depois?

– Tentei arranjar emprego... qualquer emprego na Inglaterra, mas não estava dando certo. Então seu padrinho sugerira que nos mudássemos para França. Eu e você tínhamos dupla cidadania por termos nascido aqui. Aproposito fora nessa casa que nascera. Seu pai estava viajando com o Thiago caçando um espirito agourento ou algo do gênero. Por isso fiquei aqui com seus avós – dissera dando um leve sorriso – você nascera durante o crepúsculo do anoitecer. Quando te peguei em meus braços tudo estava parecendo tão perfeito. Só faltava seu pai...

– Como sempre – disse virando os olhos fazendo ela me olhar de forma zangada – Acho que consigo entender o que acontecera depois de virmos para cá. Tio Dum lhe emprestara dinheiro porque você não conseguia tocar em sua herança. Você trabalhara e estudara enquanto me criava. Abrira seu escritório e a vida seguiu seu curso... até meu progenitor fugir.

– Sim... mas seu pai não tem culpa nenhuma... – dizia minha mãe, mas eu não estava muito interessado. Eu tinha outras perguntas

– A senhora dissera que tinha que guardar segredo para que ninguém perturbasse sua família, não é? Então quer dizer que tinha outros avaradores na família? – perguntei a vendo assentir.

– Sim. Nossa família da mesma forma que a do seu pai é muito antiga. Nossa magia é muito forte por isso todos os meus irmãos e primos do lado materno tínhamos esse poder. Mesmo tendo tantos avaradores em uma família ainda é incrível que tenhamos conseguido viver por tanto tempo sem revelarmos nosso segredo, não é? – perguntara minha mãe forçando um sorriso.

– Espera... isso quer dizer que eu... – comecei a perguntara arregalando os olhos.

– Não, não você não é um avarador. Por mais poderes que tenha ainda não é um... por enquanto, mas ouvi algo sobre você poder copiar esse tipo de habilidade – dissera minha mãe com seriedade.

– Ainda não sei copiar nem compartilhar nada, mas... se um dia poder isso vai ser algo incrível – disse com os olhos brilhando.

– Isso não tenho certeza. Quem sabe seus filhos tenham essas habilidades, mas terá que garantir que eles não tragam problemas – dissera minha mãe com seriedade.

– Isso se eles não forem warlocks, não é? Porque se forem vão ter problemas de um jeito ou de outro. A senhora disse que só a parte materna e o lado paterno? – perguntei arqueando uma sobrancelha.

– Seu avô detestava o sangue que ele tinha... e não o culpo, mas isso não vem ao caso no momento. Seu avô era um homem bom e trabalhador... um pouco difícil as vezes por causa de sua criação, mas quando ele entrara para a família Mckinnon ele deixara tudo para trás. Ele fora um bruxo muito poderoso por isso sempre exigira muito de mim e meus irmãos. Acho que herdei isso dele – dissera minha mãe um pouco sem graça.

– Não sei por que a senhora está dizendo isso. Ah talvez seja por praticar terrorismo comigo e fazer varias ameaças caso eu tire notas baixas? – perguntei sorrindo a vendo fechar a cara.

– Apenas estou pensando no seu futuro, filho desnaturado – dissera minha mãe estando levemente corada.

– Tá, tá. Deixa eu dar uma olhada nesses diagramas que a senhora está trabalhando. Eu estou com a cabeça cheia de informações muito uteis – disse ficando de pé e pegando o primeiro diagrama de uma das invenções dela e depois olhando as anotações que ela vinha fazendo. Estava tudo muito bom... na verdade era brilhante – tinha que ser minha mãe. Eu acho que podíamos mudar esses pontos aqui. Quem sabe usar magia numérica e uma formações magicas? Preciso de papel... aqui... olha eu acho que assim podia facilitar um pouco. O que acha?

– Vejamos... nada mal. Mas tem alguns erros... viu? Agora se trabalhássemos com uma matriz um pouco mais complexa dessa forma talvez o resultado se usado junto ao que dissera poderia resolver alguns de meus problemas – dissera minha mãe segurando uma pena e fazendo varias correções e desenhando formações magicas na folha.

– É... tem razão... tá vendo esse ponto aqui? Eu tenho um pouco de conhecimento em alquimia. Talvez pudéssemos usar alguns círculos de transmutação para fazer essas partes. Esses cristais também poderiam ser melhores se refinados usando alquimia – disse apontando para algumas partes do diagrama.

Passamos horas e horas debruçados em cima de diagramas bolando formulas magicas. Minha mãe era tão incrível! Ela conseguia entender tudo aquilo sem precisar pegar ao conhecimento da cabeça de ninguém! Eu... eu tinha que começar a estudar mais! Desenvolver mais ainda meu conhecimento.

Dobby tentara fazer a gente parar para o almoço, mas o coitado recebera como agradecimento um par de olhares que o fizeram recuar lentamente só voltando no horário do jantar de forma cautelosa. Por sorte a fome tinha começado a nos vencer. Uma coisa eu tenho que admitir. Eu adorei trabalhar com minha mãe. Eu não tinha certeza se queria ser inventor ou trabalhar para algum ministério, mas com certeza não queria parar de aprimorar meus conhecimentos. Pra isso eu tinha pelo menos um objetivo que era conseguir entrar para uma das pouquíssimas faculdades para bruxos pelo mundo. Mesmo com todo conhecimento que eu tinha em minha cabeça eu conhecia a fama de no máximo quatro em todo mundo. Para entrar para qualquer uma delas era quase impossível. Primeiro eram muito, muito caras. Segundo era preciso ser alguém muito brilhante tendo que fazer testes e apresentações de ideias ou algo do gênero – não encontrei ninguém ainda que tenha cursado uma. Por ultimo tem que passar por uma serie de entrevista com o conselho das faculdades. É... um objetivo bem simples... não é?

Os dias se passaram rápido fazendo o dia 24 em fim chegar. A festa seria realizada nos fundos da propriedade que era grande o suficiente para manter todos os convidados confortavelmente. O local possuía varias mesas brancas com cadeiras com entalhes bonitos, uma comprida mesa onde seriam colocados os diferentes pratos que seriam servidos, luminárias flutuando e até mesmo um palco onde vários instrumentos estavam cobertos por lonas – pelo formato de um deles tenho certeza que vai sobrar pra mim.

Sai de casa correndo pela manhã indo para o ministério para receber meus amigos e seus familiares que moravam na Grã Bretanha. Primeiro chegara Tom e sua mãe. Como eu sabia que o pai dele era... diferente não fora uma surpresa ele não estar presente. Depois chegara Dougg com seu tio Rufo Scrimgeour. O tio dele era um pouco... difícil, mas pelo lado bom eu tinha seu apoio incondicional já que ajudei o sobrinho dele. Depois chegara Ric e seu avô, Cornélio Fudge. Izzy chegara acompanhada do irmão – o que é um pouco estranho já que eu e os outros nos consideramos irmãos dela e dele não. Marie chegara com a mãe. E Liz chegara sozinha... os pais provavelmente estavam ocupados trabalhando (como sempre).

Guiei todos até o lado de fora onde encontrei Lilith e sua mãe um pouco distante de Calliz seus dois irmãos e seus pais. Reuni o grupo todo e começamos a caminhar em direção a minha casa já que era bem perto. Era uma pena que Matt tivera que ficar com sua mãe adotiva e o pessoal do orfanato.

Quando chegamos mostrei os quartos de todos. Não era como se tivesse um quarto para cada um, mas as garotas dividiriam um quarto, os garotos dormiriam no meu quarto. As mãe de Marie e Tom dividiriam um quarto. E assim por diante. Era uma sorte que o ministro e o Sr. Scrimgeour preferiram ficar em um hotel e as famílias de Lilith e Calliz tinham casas em Paris.

Almoçamos na sala de jantar servidos por Dobby que parecia mais animado do que nunca por ter mais pessoas na casa. Fora fácil me comunicar com a maioria o que era ótimo. Ouvi algumas historias do Sr. Scrimgeour de quando ainda não era chefe de seu departamento. Até mesmo o ministro quis compartilhar algumas historias. Só tinha um problema... os convidados masculinos não paravam de babar em Lilith e sua mãe. Eu sabia que elas eram incrivelmente belas, mas como eu era imune ao fascínio das veelas não tinha como não achar o comportamento deles deplorável.

– E-Então senhora, Black. O Anthony nos contara que a senhora está abrindo uma empresa. Isso é bem raro não é? – perguntara Lilith parecendo um pouco nervosa.

– Infelizmente existem poucas empresas no mundo bruxo. Normalmente podemos resolver nossos problemas sozinhos ou recorrer a uma das lojas familiares. Claro que existem algumas como as que produzem vassouras em massa ou materiais de quadribol, mas são muito poucas – dissera minha mãe parecendo avaliar Lilith.

– Eu acho incrível. Nossa sociedade em alguns pontos ainda é muito dominado pelos homens. É ótimo ver uma mulher assumindo a frente nos negócios dessa forma – dissera Lilith sorrindo para minha mãe.

– Para de ser puxa-saco, garota – ralhara Calliz virando os olhos.

– Não se mete, garota— rebatera Lilith.

– Estava demorando pra duas das pretendentes do Tony começarem a discutir – dissera Ric achando graça da reação das duas que se calaram ao mesmo tempo enquanto recebiam um olhar ameaçador de minha mãe.

– Duas pretendentes? – perguntara minha mãe passando a olhar para mim de forma acusadora erguendo a faca de seu prato apenas um pouco, mas o suficiente para muitos engolirem secos – Pensei ter dito nada de namoro durante o ano letivo! Você tem que se concentrar nos seus estudos!

– Eu sei! Eu sei! – disse apressadamente erguendo as mãos.

– A Hermione também deve concordar com a senhora – dissera o sem noção do Ric atraindo problemas para ele mesmo.

– Hermione? Granger? Desembucha!? – ameaçaram Lilith e Calliz cada uma segurando ele por um dos colarinhos apontando um garfo cada pro pescoço dele.

– Socorro! Socorro! Socorro! – gemia Ric com uma expressão apavorada suando compulsivamente enquanto os demais apenas riam da cena.

Tendo terminado o almoço as mulheres se trancaram nos quartos e começaram. Eu só conseguia ouvir vocês animadas vindo dos quartos. Fui para meu quarto com os outros rapazes e ficamos conversando enquanto cada um se trocava. A festa seria White tie o que queria dizer que eu estaria vestido o mais formalmente possível. O white tie novamente refere-se a uma gravata borboleta, só que desta vez a cor é branca. É fácil reconhecer um evento white tie, quando você o vê: os homens não estão apenas vestidos com smokings, mas em coletes longos com caudas. A camisa é branca, dura e geralmente apresenta um colar de asas. White tie formal é o tipo de evento formal dado pela.

Coloquei meu smoking e a maldita gravata borboleta – eu podia gostar do smoking, mas detestava gravatas. Coloquei meu relógio de bolso no bolso de meu colete mantendo a corrente para fora presa a borda do colete. Também coloquei um broxe da sonserina no palito para demonstrar claramente que apesar de tudo eu tinha orgulho da minha casa em Hogwarts. Tive que pentear os cabelos pra trás da mesma forma que os outros. O único que não parecia muito contente era Ric que não poderia usar cores chamativas em seu cabelo como fazia constantemente.

Estando devidamente vestidos deixei meus amigos nos fundos enquanto eu ia para a porta da frente receber os convidados. Era interessante que apenas aqueles que tivessem convite conseguissem adentrar a propriedade – apenas para aquele dia. Isso evitaria penetras o que mostrava o quão serio seria aquela festa. Os convidados também eram pessoas muito, muito importantes da comunidade bruxa internacional. Não sei como minha mãe fizera para garantir que todas aquelas pessoas importantes comparecessem. Nós éramos odiados pela maioria dos bruxos, não era? Pensando bem... tínhamos herdado a fortuna dos Mckinnon, suas posses, negócios e etc. De certa forma até que fazia sentido... o povo podia nos odiar, mas naquela noite sorririam e nos tratariam como velhos amigos. Oportunistas... acho que vou me dar bem com eles.

Quando voltei para a festa encontrei Calliz conversando com os irmãos e as outras garotas. Ela estava muito linda usando um vestido cumprido, rodado, com mangas cumpridas detalhadas e semitransparente, na cor creme com detalhes em dourado. Fui até eles e conversei um pouco antes de minha mãe vir e fazer eu dar atenção para todos os convidados. Minha mãe estava usando um vestido cumprido na cor creme claro, com uma manga semitransparente e a outra não, detalhes dourados no busto que se assemelhavam a folhas indo até o lado esquerdo de sua cintura onde o vestido era dividido na cor creme e metade em dourado cobrindo sua perna esquerda.

Enquanto eu dava atenção a todos circulando pela festa eu também estava adquirindo o máximo possível de conhecimento e... informações uteis que minha mãe pedira. Sim iriamos negociar (chantagear) com algumas pessoas futuramente. Devo dizer que todo o conhecimento que obtive era muito interessante. Eu aprendi algumas coisas que deveriam ser passadas apenas dentro de certas famílias importantes.

A banda que estava tocando era boa. As musicas eram tranquilas e os convidados dançavam com seus pares. Minha mãe dissera que logo eles seriam substituídos por uma banda mais jovem, mas como não faço ideia do nomes musicais na comunidade bruxas não tive grande interesse. Deveria ser bom ter algo um pouco mais jovem pois conheci alguns alunos de Beauxbatons, Durmstrang e até do Instituto Salem.

– Venha, dance comigo – dissera Calliz pegando em minha mão interferindo em uma conversa que estava tendo com dois ministros sobre os pontos fortes da comunidade bruxa, trouxa e o que poderíamos fazer para reutilizar algumas ideias trouxas para melhorar a vida dos bruxos. Era interessante poder falar novas línguas que tinha aprendido no mesmo dia com o conhecimento que adquiri.

– Peço o perdão dos senhores, mas não se nega o convite de uma linda dama — disse de forma educada na língua que os dois dominavam melhor os vendo assentirem sorrindo.

Peguei Calliz pela mão e a conduzi até o centro da pista. Coloquei minha mão direita em sua cintura e segurei sua mão direita com minha esquerda enquanto ela colocava sua outra mão em meu ombro. Passamos a dançar tranquilamente, mas com leveza e certa beleza. Minha mãe sempre fizera questão que eu aprendesse a dançar da forma mais sublime possível e mesmo não gostando das aulas de dança eu aprendi perfeitamente.

– Já lhe disse que te falta humildade? – perguntara Calliz dando um leve sorriso.

– Acredito que a senhorita já tenha comentado algo a respeito – disse educadamente enquanto dançávamos – mas nesse momento isso seja algo bom. Não acha?

– Tenho que admitir que esperava que o senhor não tivesse conhecimento de algo tão sutil. De certa forma fora uma surpresa muito bem vinda, meu senhor – dissera Calliz entrando na brincadeira.

– A senhorita me lisonjeia. Devo dizer que a senhorita encontra-se incrivelmente bela hoje como sempre é claro, mas a mudança no visual realçara sua beleza – disse fazendo ela girar no mesmo lugar.

– Assim o senhor ira fazer com que eu fique corada, senhor Black – dissera Calliz sorrindo.

– Acredito que deveria pedir perdão pela minha ousadia em dizer que a senhorita fica muito bela sorrindo dessa forma... deveria sorrir mais Calliz – disse deixando de brincar.

– Quem sabe. Você sabe porque eu não sorrio tanto. Conhece meus... problemas. Falando em problemas quanto tempo mais aquela vaca cor de rosa vai demorar pra descer? – perguntara Calliz fazendo eu arquear uma sobrancelha – estou falando da Lilith.

– Vou até lá ver se ela precisa de algo. Volto em breve senhorita Greengrass – disse sorrindo antes ir em direção a casa

Respirei um pouco aliviado quando entre em casa. Eu estava obtendo bons resultados e tentando impressionar o máximo de pessoas possíveis depois de fuçar suas memorias. Aquilo parecia estar beneficiado minha mãe que obviamente estava usando a festa para fazer alguns negócios e coisas do gênero.

Quando cheguei ao hall nem tive tempo de subir as escadas quando vi Lilith e tudo parecera passar mais lentamente. Ela já era naturalmente linda, sendo meio-veela era até covardia e vestida daquele jeito beirava a crueldade. Se eu não fosse imune ao fascínio veela eu provavelmente estaria babando. Ela estava descendo a escada tão linda que era difícil descrever. Ela usava um longo vestido rodado rosa com mangas curtas abaixo dos ombros, detalhes azuis por todo tórax indo até os ombros. Ela se aproximara de mim sorrindo.

– Como estou? – perguntara dando uma voltinha.

– Incrivelmente bela – disse sorrindo sendo honesto.

– Obrigada. Você também fica muito bem de smoking. Melhor do que com aquelas vestes de Hogwarts – dissera Lilith caminhando em direção a sala parando em baixo da entrada.

– Quase ninguém fica bem com aquelas vestes. Você é uma clara excessão como sempre – disse colocando gentilmente uma mexa de seu cabelo atrás de sua orelha esquerda fazendo ela abaixar um pouco a cabeça.

– Obrigada novamente... tem uma tradição sobre isso certo – dissera Lilith apontando para cima fazendo eu olhar para um enfeite feito de visco.

– Sim, tem... – dizia abaixando o olhar sendo surpreendido por um selinho dado por Lilith.

Tudo parecera parar naquele momento. Nós estávamos apenas encostando nossos lábios, mas tudo parecia tão perfeito. Seu perfume mexia comigo, a macies de seus lábios era deliciosa. Fechei os olhos colocando minhas mãos em sua cintura apreciando aquele contato mais um pouco enquanto ela envolvia meu pescoço com seus braços. Quando nos separamos ela estava corada e dera um passo para trás abaixando a cabeça.

– Foi... apenas para dar sorte no próximo ano... igual manda a tradição sabe – dissera de mantendo a cabeça baixa passando a enrolar uma mexa de seu cabelo em seu dedo indicador direito.

– Ham... entendi... mas não tem problema? Sabe aquela historia sobre veelas e tudo mais que contara para mim? – perguntei lembrando de uma historia sobre o primeiro bruxo e sobre as veelas.

– Não, não tem. Fora apenas um selinho... não é como se eu tivesse... me entregando para você. Não vou morrer ou perder meus poderes por causa disso. Além disso tenho essa pulseira que minha mãe pedira para uma xamã fazer. Ela concede certa proteção contra algumas leis magicas das veelas – dissera Calliz corada mostrando um final pulseira tribal branca.

– Entendo... – disse segurando a mão dela olhando para a pulseira sentindo que tinha uma forte magia nela.

– O que vocês dois estão fazendo? Por que a demora? – perguntara Calliz aparecendo com uma expressão seria cruzando os braços.

– Nada... – disse Lilith com aspereza.

– Por que isso ai está pegando fogo? – perguntara Calliz surpresa apontando para o visco que agora estava sendo reduzido a cinzas.

– N-Não faço ideia. M-Melhor irmos pra festa – dissera Lilith apressadamente.

Voltamos para festa e como esperado no momento que Lilith se juntara a sua mãe muitos homens estavam babando pelas duas o que fizera eu ficar um pouco indignado, mas não era exatamente da minha conta. Voltei a circular pela festa vez ou outra tendo que dançar com alguma de minhas amigas ou com as alunas de Beauxbatons que não parava de bater aqueles cílios pra mim.

Por mais de uma vez minha mãe fizera com que eu participasse de suas conversas tirando proveito das informações pessoas que eu tinha obtido da mente dos convidados. Eu sabia o que eles gostavam, o que não gostavam, com o que se impressionariam ou não e muito mais. Mais tarde eu teria que escrever um dossiê completo sobre aqueles que minha mãe pretendia fazer “negócios”. O mundo dos negócios era um mundo frio, disputado e... flexível.

Tio Dumb era uma figura disputada durante o jantar e fizera com que eu conhecesse pessoas importantes. Tive que participar de algumas conversas um pouco monótonas ouvindo historias de aventuras de bruxos velhos, mas não nego que despertara um pouco a minha vontade de ter minhas próprias aventuras. Talvez eu tenha a tendência a procurar problemas ou será que eles é que procuram por mim?

Fiquei feliz ao poder dançar um pouco com a Tonks que estava vestindo um bonito vestido preto. Ela tinha vindo acompanhada da mãe e do pai, mas ambos não pareciam muito a vontade e o motivo era os Malfoys do outro lado os encarando. A mãe de Tonks e a de Draco eram idênticas, mas ao mesmo tempo tão diferentes. Já o marido da Narcisa... depois de pegar suas memorias eu queria ficar o mais longe possível dele, mas como filho da anfitriã eu não poderia fazer nenhuma desfeita para os convidados. Tive que manter o sangue frio enquanto conversava com ele e sua família. Por sorte ele não tinha uma imagem tão ruim de mim quanto o esperado. Parece que Draco de certa forma fora de alguma ajuda nisso.

Quando dancei com Lilith fora... especial. Ela era naturalmente graciosa e leve como uma pluma. Admito que quase tive algumas reações involuntárias quando ela colocara a cabeça no meu peito enquanto dançávamos, mas mantive a compostura – ou tentei.

–Um minutinho de suas atenções por favor. Sei que já fiz um discurso agradecendo a presença de todos e reafirmo que a presença de vocês muito alegram a mim e meu filho – dizia minha mãe de pé no palco enquanto os músicos substituíam os instrumentos e deixavam o palco – Agora gostaria de entreter os vários jovens que temos aqui hoje com algumas canções de um grupo de convidados muito especiais. Peço que subam ao palco os integrantes da banda As Esquisitonas!

Os integrantes da banda subiram ao palco e começaram a tocar e cantar o que fizera todos os jovens se aproximarem do palco enquanto os mais velhos apenas observavam. Como eu já tinha entrado na mente daqueles caras eu sabia suas musicas e pude cantar junto com meus amigos nos divertindo. Dancei muito com minhas amigas e tudo ia muito bem.

– Heae galera! Estão gostando? – perguntara o vocalista um cara muito estranho erguendo seu microfone na direção dos jovens que gritaram em resposta – Hoje não estamos aqui para fazer um grande show. Estamos apenas atendendo o pedido de nossa bela anfitriã – mentiroso! Minha mãe pagara vocês para cantarem um pouco – Mas não se desanimem fiquei sabendo que temos algumas pessoas aqui presentes que cantão e também e tocam! Primeiro queria chamar ao palco um de nossos anfitriões. Anthony sobe aqui garoto!

Merda! Falei que ia sobrar pra mim! Meus amados amigos não paravam de rir e fizeram eu subir no palco. Eu estava um pouco nervoso quando o vocalista viera na minha direção achando graça obviamente da minha cara.

– Então Tony... posso te chamar de Tony não é? – perguntara o vocalista colocando seu braço esquerdo sobre meus ombros. Apenas assenti desanimado – O que vai tocar para nós? Aposto que vai ser algo incrível não é? – algo no tom dele fizera eu ter certeza que ele estava debochando da minha cara. Eu queria dar um soco nele e quebrar seus dentes, mas ia fazer muito pior. Peguei o microfone de sua mão e olhei para os convidados.

– Galera estarei tocando uma de minhas musicas. Espero que a banda consiga acompanhar meu ritmo – disse indo até o piano o descobrindo revelando um lindo piano preto com detalhes dourados – vocês estão prontos? – perguntei para os convidados ouvindo os mais jovens responderem em resposta – Ótimo. Então... – disse se sentando diante do piano e respirando fundo. Comecei a tocar ignorando tudo a minha volta ficando entregue a musica

Holding On and Letting Go.

Is anybody out there?
Is anybody listening?
Does anybody really know?
Is the end of the beginning
The cry a rush a one breath
Is all we waiting for
Sometimes I want my taking
Changes everyone before

[Refrão]
It's everything you wanted, it's everything you don't
It's one door swinging open and one door swingingclosed
Some prayers find an answer
Some prayers never know
We Holding on and letting go

Sometimes we're holding angels
And we never even know
Don't know if we'll make it, or we know
We just can't let it show

[Refrão]
It's everything you wanted, it's everything you don't
It's one door swinging open and one door swingingclosed
Some prayers find an answer
Some prayers never know
We Holding on and letting go
Yeah, letting go

It's everything you wanted, it's everything you don't
It's one door swinging open and one door swingingclosed
Some prayers find an answer
Some prayers never know
We Holding on and letting go

[Refrão]
It's everything you wanted, it's everything you don't
It's one door swinging open and one door swingingclosed
Some prayers find an answer
Some prayers never know
We Holding on and letting go

Quando terminei e voltei a realidade vendo muitos gritando pedindo por mais. O vocalista da banda tinha uma expressão misturando surpresa com felicidade puxando uma serie de aplausos. Tive que cantar com ele algumas das musicas de sua banda, mas fiquei feliz em não ter feito nenhum vexame. A noite fora longa e depois da meia noite todos estavam desejando feliz natal uns para os outros. Tive que tirar algumas fotos pros jornais locais e internacionais com vários convidados e consegui escapar por pouco com a ajuda de minha mãe de ter que dar algumas entrevistas. O problema era uma repórter loira. Eu tinha absorvido algumas de suas memorias e ela sabia que eu era um warlock. Isso estava longe de acabar.

Notas finais
O que acharam? Sei que fora bem tranquilo, mas é bom seguir a vida cotidiana dos personagens também. Aqui tem a historia sobre as Veelas citada no capítulo: https://fanfiction.com.br/historia/717479/Bruxos_Veelas_e_outras_lendas_-_One-shots/ Para aqueles que comentam estarei ansioso de receber suas opiniões e responder seus comentários. Tem uma coisa que as garotas podem não gostar no próximo capítulo, mas eu achei engraçado. Devo lembrar que garotos são do jeito que são. Próximo capítulo dia 22/12/2016.