Herdeiros - Interativa
48 Capitulo 13
Notas iniciais
POV Sophie
Uma sirene irritante soava mais do que estridente. — Mas o que é dessa vez? Que inferno! -Levantei logo, ao notar que a sirene não iria parar. Levantei da cama sendo seguida pelas outras meninas, saímos do quarto e encontramos Jake com Bella nos braços que dormia tranquilamente apesar do barulho e os outros meninos também saindo do dormitório. Logo fui para perto de John, que passou o braço esquerdo por minha cintura e me abraçou de lado.
– Bom dia, querida.
– Bom dia, amor. Seria melhor se essa sirene parasse. – deitei a cabeça no ombro dele, e como foi nos instruído: seguimos todos para a sala de reunião. Quando chegamos lá coloquei a mão na boca para reprimir o riso: Todos os agentes e Fury, menos os nossos pais, estavam com o rosto furioso, as agentes tinham detergente escorrendo pelos cabelos, seguravam frascos de shampoo e os agentes estavam descalços, segurando os coturnos, tinham os pés encharcados por detergente, já Fury, esse era o melhor, estava com o corpo inteiro, incluindo a roupa, totalmente encharcada por detergente. Eu ri baixo, ao contrário de meus amigos que tentavam segurar.
– Quais foram os engraçadinhos que inventaram essa? Quando as agentes foram lavar os cabelos, ao invés de shampoo havia detergente nos frascos. Os agentes tiveram seus calçados feitos de piscina de detergente, e eu quando entrei nessa sala, recebi um banho de detergente vindo da velha técnica de por o balde em cima da porta. – ele passou o olhar por todos nós e parrou em mim. Ih, lascou. – Quem fez isso? – ele perguntava me olhando. Ninguém falou. – QUEM FEZ ISSO? – Ele repetiu gritando.
– Para que tanta agonia, foi só uma brincadeira inocente, Fury. – falou Steve e me surpreendi, confesso.
– Concordo com ele. Porque não deixa isso para lá? – falei dando os ombros. – Temos que trei...- ele então me lançou um olhar mortífero, que me fez arrepiar até o último fio de cabelo.
– Foi você, não foi? – ele falou baixo. E sendo sincera: é melhor os gritos dele do que ele falando assim.
– Não, Fury. – respondi sem baixar a guarda.
– CONFESSE QUE FOI VOCÊ! – Ele perdeu a paciência e começou a andar em direção a mim. John se pos de imediato na minha frente e meu pai avançou para a frente de Fury e o segurou pelo pescoço.
– Não ouse falar assim com minha filha, nem ouse tentar encostar um dedo nela, porque se você tentar, eu mato você. – meu pai estava de costas para mim mas sabia que ele estava usando seu pior olhar.
– Ei. Ninguém vai matar ninguém aqui, e nem machucar. – o Hulk, quer dizer, Bruce se colocou no meio dos dois.- E se não querem que o outro cara assuma o comando e venha ter uma conversa com os dois, é bom que isso acabe por aqui. – nesse momento os dois se separaram. O clima ficou tenso por alguns minutos, ninguém mexeu um musculo sequer, eu estava até com a respiração presa. Até que os dois se afastaram e Bruce olhou para todos nós. – A pessoa, ou pessoas que fizeram isso podem vim falar comigo depois, não vou julga-los, nem coisas do tipo, teremos apenas uma conversa. – Fury saiu da sala batendo a porta com toda a força parecendo mais uma criança mimada. John então virou-se , beijou minha testa e me abraçou firme. John se afastou e vi que meu pai estava ao lado dele que me soltou para que Tony pudesse me abraçar.
– Você esta bem? – ele perguntou falando em meu ouvido enquanto me abraçava. Apenas fiz que sim com a cabeça. – Foi você? – ele perguntou e fiz que não. Ele então se afastou um pouco ainda me abraçando, deu um sorriso maroto e beijou minhas bochechas. Depois saiu.
POV Jenny
Notei que Soso estava em ponto de cair em lágrimas por causa da reação de Fury contra ela e que a mesma ficou abalada e surpresa, na verdade todos nós ficamos surpresos. Depois que Tony saiu de perto dela, andei até a mesma e a olhei. – Você está bem? – Ela apenas sorriu breve em resposta e entendi que não era uma boa hora. Sai e segui para treinar, como sempre fazíamos nesse horário. Mas parei no meio do caminho e disquei o número do Alex.
– Jen? Enfim estou tendo noticias suas. Eu venho tentando te ligar a semanas mas não consigo. Passei na mansão mas estava tudo fechado. Onde você está? Estou preocupado com você, Jen. – ele disse tudo de uma vez só assim que eu atendi e antes que eu falasse qualquer coisa.
– Desculpe, Al. Eu estou, quer dizer, todos nós estamos com problemas. – falei encostando na parede.
– Nós? No geral ou você e seus amigos? – ele agora tinha a voz preocupada.
– No geral. Alex, eu quero que você pegue sua família e seus amigos, e vá para um lugar seguro. Se escondam, vão para o lugar mais isolado o possível do mundo e só saiam quando eu disser que é seguro. – eu falei segurando as lágrimas.
– Jen, amor, você está me assustando. O que está havendo? – Alex perguntou dando uma risada assustada. Corri para a sala mais próxima e me tranquei lá dentro. – Jen?
– Desculpe a demora. – falei após fechar a porta. – Vai ocorrer uma nova invasão. Eu e os outros estamos em uma base, treinando para combater o que vem pela frente. O mais provável e que seja pior do que a primeira. – eu comecei a chorar sem conseguir segurar mais as lágrimas. – Me prometa que vai pegar sua família e seus amigos e ir para um lugar seguro, Alex.
– Eu... Jen, vem comigo, venha ficar segura comigo...
– Prometa, por favor. Só assim conseguirei me focar na luta e terei mais chances de sobreviver. Eu não posso deixar meus amigos na mão, eles precisão de mim, querido.
– Prometo, mas tem que me prometer que vai tomar o máximo de cuidado. – ele falou relutante, com a voz embargada, também praticamente chorando.
– Prometo. – eu disse chorando baixo.
– Eu te amo muito, Jennifer Ross Banner.
– Eu também te amo, Alex. Tome cuidado, agora tenho que ir, tentarei te ligar mais tarde – Ele assentiu e desliguei. Deixei que as lágrimas caíssem. Eu estava com muito medo: Medo de perder o Alex por causa da invasão, medo de morrer, medo de perder meu pai e minha mãe, medo de perder meus amigos e os pais deles. Medo pelas pessoas inocentes. Por causa desse medo, criei forças, enjuguei as lágrimas e segui para o treinamento, precisava dele para estar preparada e conseguir derrotar esses medos.
POV Ash
“ – O que foi, Ash? – perguntou Jace me abraçando por trás.
– Nada. – respondi seca. Ele reprimiu a risada e virei com a mão já preparada para bater nele.
– Ei, ciumentinha. Eu te amo. Deixe de besteira, amanhã você vai saber o que a Elle queria falar comigo.”
Ciumenta... eu não sou ciumenta. Soquei a cara da agente que cambaleou para trás. Ela voltou para revidar mas segurei a mão dela e a joguei no chão com toda a força. Ela gemeu de dor, mas levantou rapidamente.
– Nossa, está com raiva? – ela perguntou ajeitando o casaco.
– Muita. – falei entre dentes.
– Então, vamos liberar isso agora. – ela sorriu e me atacou. Sorri com aquilo. Tudo bem que eu já soube o que eles fizeram mas ainda estava com raiva e era o que eu precisava: liberar minha raiva no treino, assim poderia conversar melhor com Jace.
***
– Oi. – falei sentando ao lado dele em uma parte mais afastada do local de treino no momento em que todos deram uma pausa.
– Oi. – ele falou seco, mas não o culpo, eu realmente fui muito ciumenta, além do necessário.
– Eu quero...pedir...- olhei para o chão e tomei ar, como quem força algum segredo a sair. – Eu quero te pedir desculpas, eu devia ter confiado mais em você.- ele me olhou com um sorriso agora.
– Esta desculpada, meu amor. – Jace puxou-me para seu colo e deitei a cabeça no ombro dele.
– Ta bom, chega de namorico, temos muito a fazer. – gritou Fury do outro lado do local e revirei os olhos. Todos nós então voltamos ao treino.
POV Livy
Depois do treino fui logo tomar um banho e depois almoçar. Sentei-me ao lado de Elijah que comia rapidamente pois estava com a pequena Bella repousando nos braços. – Ei, coma devagar. Eu fico com ela enquanto isso, e depois almoço. – Me levantei e estendi as mãos.
– Obrigado, Livy. – ele me agradeceu com sua voz rouca e extremamente sexy. Reprimi a vontade de morder os lábios, ou ele poderia acabar pensando que eu só queria ficar com a Bella para me reaproximar dele. Elijah então me passou a filha, que segurei com cuidado. Fiquei balançando o corpo de um lado para outro, até que ela acabou dormindo. Fiquei por instantes encantada e sorri. – Pronto, terminei. – ele falou sorrindo. Passei ela para os braços dele e me sentei para comer. Ele ficou ali sentado, com ela nos braços me observando.
– Então, ela esta te dando muito trabalho? – perguntei após comer um pouco.
– Não muito, só algumas noites que não consigo dormir direito, mas no fim das contas vale a pena. – dei um sorriso com as palavras dele. Com certeza ela teria sempre um bom pai.
– Se quiser ajuda, em uma noite que ela não dormir e você estiver muito cansado, é só me chamar.
– Obrigado Livy, de verdade. – sorrimos e terminei meu almoço.
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