Notas iniciais
Oi meus amores, aqui está a tão esperada batalha (ficou gigante :D, não é Camila? kkkk) , provavelmente posto mais um amanhã, menor. Como eu avisei: quem não me enviou, foi apenas citado, pois além de ter avisado a vocês a unas três semanas, não é justo com quem pegou um pouco do seu tempo e escreveu. Espero que gostem.

POV Lisandra

Coloquei meu macacão da S.H.I.E.L.D preto como da minha mãe , as armas na minha coxa , e no coldre do lado , balas extras na minha luva , e meus Sais na bota .

– Saudades desse corpo .- Falou ela me vendo desfilar na frente do espelho , antes de me tocar que já estava na hora de me juntar aos Novos Vingadores , para a luta tão esperada .

– Valeu mama , mais você ainda tá perfeita .- Eu falo vendo ela tão linda com seus cabelos ruivos , quase sentir saudades do meu .- Tô atrasada !

– Tome cuidado , ficarei no apoio !- Grita ela e eu só balanço a cabeça , indo para o jato , vendo todo mundo me olhando feio , quase é claro , pois Sophia chegou depois de min , éramos duas atrasadas , uma dadiva Stark que nosso sangue herdou sem nosso consentimento .

– Legal .- Falamos ela e eu nos olhando dos pés a cabela , até que gostei do seu macacão personalizado , fui procurar um lugar para me sentar , e só vejo Nick , fazia tempo que não falava com ele .

– Só isso de arma ?- Pergunta ele me olhando por um micro segundo , antes deu me sentar .

– Posso usar minhas mãos também . Quer ser cobaia ?- Pergunto com um sorriso malicioso , e ele também me dar um , e rimos em sincronia , ficando quietos depois para nos concentrar na missão .

POV Elijah

Pequei minhas armas , colocando em todos os espaços adequadamente , olhei minha foto de Bella em um colar tipo aqueles de soldados de guerra que se abre e vejo minha doce filha , era um incentivo e tanto .

– Falta a Romanoff e a Stark .- Avisa o piloto fazendo a “lista de chamada”

– Livy sempre chega atrasada , vai se acostumando que Sophie também .- Falo para John , que me deu um olhar matador que eu já estava acostumado , mais vir certo medo daquilo . Mulheres demoravam mesmo , independente de ser vaidosa ou não .

Ouvimos barulhos de saltos , e alguém apareceu correndo , quase babei ao ver Livy em seu macacão preto super colado , dando um sorriso inocente , como se soubesse que estava atrasada e sabia , logo apareceu Sophia com um macacão personalizado John ficou do mesmo jeito que eu .

Ela se sentou ao lado de Nick , o que eu não gostei , fazia tempo que não os via junto , ou Livy com outro cara .

– Encarando o quê Elijah ?- Pergunta Sophie e eu percebo que estava encarando demais Livy e Nick que riam . Me volto para ela abraçada com John sentada ao seu lado .

– Nada .- Falo seco .

– Nada , com olhos azuis e um golpe de direita certeiro .- Falou John fazendo Sophie rir , e lhe dar um beijo rápido , me sentir sozinho ao ver eles tão bem . Mais Bella era prioridade para min agora . Mais uma mãe viria a calhar . Olhei de novo para Livy que estava concentrada rodando seus Sais nas mãos .

***

POV Penny

– Não sei o que eu fiz pra merecer isso. — Eu disse a mim mesma ao ver aquela criatura na minha frente. — Aqui vou eu.

Corri em direção ao chitauri mas fui jogada brutalmente para o chão. Derrapei pela rua e acabei com meu braço ralado. Logo me levantei e o vi correndo em minha direção. Comecei uma sessão de socos e chutes, mas não era o suficiente. Eu já estava começando a ficar com raiva dessas coisas. Senti outro se aproximar por trás e dei um soco com toda a minha força o mandando pra longe. Fiz a mesma coisa com o que estava na minha frente e parei um pouco pra respirar.

Vi um deles se levantar e voltar correndo um minha direção, eu praticamente pulei em cima dele e comecei a dar socos, mas eu estava ficando sem forças e não estava conseguindo respirar. Uma hora eu acabei percebendo que o chitauri havia se afastado. Caí no chão tomando minha respiração e me estabilizando.

POV Jenny

O que mais me incomodava naquilo era a falta de plano de ataque dos chitauri. Eles não poderiam ser só monstros atacando sem ordem, certo? Isso dificulta tudo, como uma investigação sobre um psicopata: você nunca sabe o próximo passo dele. Eu ficaria mais tranquila em saber que alguém está por trás da invasão.
Me posicionei no terraço de um prédio, e esperei junto do meu rifle EE-3, levemente modificado por mim mesma para aumentar consideravelmente a potência... É, eu não venci todas as feiras de ciência que participei a toa. Conseguia ver alguns membros da S.H.I.E.L.D. do lugar onde eu estava, evacuando os prédios e instruindo as pessoas para a segurança delas.
Não demorou muito e os alienígenas entraram no meu campo de visão. Haviam muitos, muitos mesmo. Consegui acertar três em questão minutos, mas a minha alegria se foi quando percebi o monstro gigante que vinha na direção do edifício onde eu estava.
Ele vinha rápido demais para eu ter qualquer reação além de saltar. O lado bom era que as costas dele eram resistentes, o ruim era que eu estava a mais de 500 metros do chão e sem ideia de como descer.
Me concentrei em me segurar, mas não perdia a chance de acertar os aliens que estavam ao meu alcance. Até que consegui ver um prédio onde eu poderia aterrissar se os chitauris continuassem na mesma velocidade. Era só esperar...
E então um barulho parecido com um rugido soou. E lá estava o Hulk pulando em direção ao monstro. Eu queria gritar para ele me deixar, que estava tudo bem e que eu poderia resolver tudo sozinha como sempre fiz... mas é de se considerar que para uma garota que cresceu longe do pai aquele tipo de proteção era ótimo. Mesmo sabendo o mal que aquela criatura causou a vida dele.

Aconteceu rápido, assim que fui tirada de lá a criatura explodiu. Provavelmente obra de um dos meus amigos ou algum agente. Cai, sob a proteção do Hulk, e quando chegamos ao chão ele rugiu algo como "Cuidado" e voltou para a batalha.
Eu era do tipo que seguia regras, mas não dessa vez. Preparei o rifle e corri o mais rápido que pude, atirando no maior número de monstros possíveis.
– QUAL É, JENNY! HIPERVELOCIDADE? — Ouvi Elijah gritar, e fui obrigada a rir.
Todos nós pensávamos que eu estava livre dos raios gama, mas acabamos descobrindo que eles agiram de forma diferente em mim devido a pequena quantidade que restava no corpo do meu pai na época. Eles ficaram encubados, se transformando lentamente dentro das minhas células e gerando um outro tipo de poder. Os resultados só apareceram há dois anos, mas resolvi manter em segredo... Bem, exceto da S.H.I.E.L.D. e do meu pai.

POV SOPHIE

Fui arremessada por um chitauri para fora de um enorme arranha céu, mas aquele protozoário irritante é tão burro que não notou que estava preso à minha armadura. Enquanto caia, o mesmo arrancava pedaços dela, liguei o laser e cortei a cabeça dele antes que aquele infeliz me causasse danos maiores. Fui até o chão. Estava em um beco sem saída. – Jarvis, mande minha armadura extra com urgência.

– Farei o melhor possível, senhorita. – Vi meu estado e me distrai nesse momento, estava com a parte do tórax totalmente desprotegida, a parte que aquele alien imbecil arrancou da armadura. Passou-se três minutos, até que vi uma nova armadura vindo até a mim, a estragada se desmanchou e a nova encaixou-se em meu corpo.

– Acabe com a destruída, Jarvis.

– Sim, senhorita Stark. – então a armadura que estava no chão explodiu. Voltei para a luta, haviam muitos nas ruas, destruindo tudo que estava ao seu alcance. Pousei em cima dos ombros de um e com a força dos propulsores o empurrei para baixo o que fez com que ele acabasse com as pernas quebradas e caísse. Atirei mini misseis nos outros e sai imediatamente, sendo também impulsionada para o alto pela explosão. Sorri ao ver que eles estavam literalmente aos pedaços e parti para o chão novamente, segurei um pelos pés e subi mais de 300 metros .

– Diga adeus a sua vida. – sorri e o soltei. Desci com toda a velocidade e encontrei John em uma rua. Ele estava terminando de matar o último de um grande grupo. Sorri e levantei a parte que cobria meu rosto. Corri para ele e o beijei, o que o surpreendeu. No meio do caos estávamos nos beijando. Mas por ser o caos tivemos que voltar a luta e rapidamente fomos separador duas hordas de chitauris. Ótimo, mais protozoários irritantes.

JOHN

Cercado por chitauris, é assim que me encontro nesse momento. Uma horda me cercava e eu lutava contra eles, já havia matado uns três e pude ver que os amiguinhos dele estavam furiosos comigo por causa disso. Levei um soco no rosto no momento em que me distrai ao ver Sophie cercada também por eles. Corri para ajudá-la e fui seguido pelos outros com os quais lutava, um deles tentou atacá-la, mas eu fiquei em seu caminho e empurrei Sophie para longe que estava com a armadura destruída parcialmente deixando seu rosto a mostra. Ele veio para cima de mim e eu lhe dei um chute que o jogou para trás, ele veio novamente para cima de mim, corri na direção dele e tentei lhe dar um soco no rosto, mas ele foi mais rápido e com algum tipo de lâmina que saiu de sua armadura, ele decepou meu braço esquerdo. Fiquei tonto enquanto meu sangue jorrava para fora de onde ficava meu braço e cai de joelhos antes que ele acabasse comigo, senti algo me puxar e a ultima coisa que pude ver foi Sophie me carregando para longe da batalha.

POV SOPHIE

Fiquei em choque ao ver o que um dos chitauris fizeram com meu Johnnatan. Aquilo não iria ficar assim. Mas primeiro eu preciso socorre-lo. Desesperada, ordenei a armadura atirar em todos os chitauris que caíram imediatamente, no mesmo momento retirei a camisa que John usava com uma velocidade que eu jugava impossível e amarrei tentando estancar o sangue, peguei o braço decepado dele e coloquei em cima do mesmo, com a força obviamente da armadura, o peguei em meus braços e voei para o hospital mais próximo. Logo chegamos e quando os enfermeiros viram o estado dele correram com os médicos para a sala de cirurgia. Eu acompanhei correndo até onde era permitido, e antes que ele entrasse ainda correndo ao lado da maca que ele fora deitado, beijei rapidamente os lábios dele e deixei que o levassem para a sala de cirurgia. Quando as portas se fecharam, deixei que meu corpo caísse sentado no chão. – Jarvis, retire a armadura. – Então a armadura inteira abriu-se após ele dizer um “Sim, senhorita Stark.” — Deixei que as lágrimas escapassem, para colocar toda a minha dor para fora. Estava com medo, muito medo de perder meu namorado. Se ele morresse...não, isso não ia acontecer. Mas ele perdera muito sangue, quando chegamos aqui o rosto dele já estava mais branco do que papel e quando o beijei os lábios estavam tão frios que parecia que estava já morto. Não...não podia estar. Afinal se estivesse alguém já teria vindo me falar não é. Levantei. Estava tão absorta em meus terríveis pensamentos e temores por John que esqueci da armadura. Olhei para o chão e vi que a armadura havia se transformado em uma mochila. Meu pai colocara um dispositivo para que quando ela desarmasse ficasse nessa forma. Peguei e coloquei nas costas. Estava preocupada, meus olhos tão cheios de lagrimas que a vista estava embaçada. Eu queria entrar na sala de cirurgia e ver como ele estava, mas sabia que se fizesse isso além de atrapalhar, o que poderia prejudica-lo, poderia também acabar contaminando o ambiente. Não sei quanto tempo se passou, não importa quanto, pareceu uma eternidade, uma médica veio até a mim e tocou meu ombro, fazendo com que eu saltasse de tamanha tensão que estava.

– Você é amiga dele, não é? – perguntou ela.

– Namorada. – Ela assentiu e sorriu o que fez com que meu coração tivesse um enorme peso tirado de cima dele e eu soltasse a respiração.

– Ele está bem, a cirurgia correu melhor do que o esperado. Mas, infelizmente, não conseguimos reimplantar o braço, que por essa razão será cremado. Ele esta de repouso na UTI, ainda inconsciente, mas o quadro esta estável.

– Posso vê-lo? – falei ainda absorvendo tudo o que ela me dissera.

– Não é recomendável. – ela falou com um olhar de desculpas.

– Por favor, eu prometo que não demoro, mas preciso vê-lo para saber que esta realmente bem. – falei implorando.

– Tudo bem, mas seja breve, ninguém pode te ver, esta bem ? – ela sorriu e me levou até a porta da UTI.

Entrei e vi muitas pessoas deitadas nas camas, a maioria estava inconsciente. Em uma das últimas camas estava John, que estava dormindo por causa da anestesia, no lugar onde era o braço esquerdo tinha um curativo enorme, tinha um tubo grosso que levava a boca para que ele fosse alimentado, no braço direito, obviamente, estava uma agulha por onde entrava o soro com um remédio, havia também um tubo, porém mais fino, no nariz dele. Monitores e fios postos no peito dele para marcar batimentos. O rosto estava sereno, mas ainda pálido. Voltei a chorar compulsivamente ao vê-lo nesse estado. Corri até a cama e toquei a mão dele.- Meu amor, eu vou acabar com quem esta comandando isso. Eu vou matar todos esses imbecis que estiverem na minha frente. – fechei os olhos e respirei fundo. Toquei os cabelos dele e beijei a cabeça do mesmo. – Não ouse me deixar, querido. Eu prometo que volto logo. – beijei a testa dele dessa vez e sai da UTI antes que eu não tivesse forças. Respirei fundo com os olhos fechados e coloquei a armadura novamente. Estava pronta. Vou atrás de quem está por trás de tudo isso mas no caminho para encontrar esse ser, vou matando aliens.

POV Kat

A cidade estava um verdadeiro caos, mal conseguíamos controlar tudo aquilo. A quantidade de aliens era enorme, e aparentemente a cada um que matávamos, dois apareciam para tentar te matar de volta.

Eu estava encostada atrás de um carro, retomando o fôlego. Vi ao longe meu pai e Romanoff cercados por chitauris, por canto de olho via Sophie no ar dentro de sua armadura, nocauteando alguns dos monstros que chegavam por cima.Levantei-me e vi Hulk levantando um ônibus em chamas e lançando-o na direção de um grupo de chitauris que vinham para o chão.

As pessoas corriam para todos os lados, desesperadas, em meio a chamas, automóveis virados de ponta cabeça, e chitauris. Tudo estava tão caótico que me deixava tonta.

Mesmo depois de todo treinamento, e tendo a mesma substância que corre no sangue de meu pai, correndo no meu sangue, eu estava tão atordoada que não sabia o que fazer.Tinha em mãos uma pistola e uma adaga, mas ambas estavam guardadas, já que não meu dou muito bem com coisas assim.

Saí de trás do carro, que estava com o alarme em disparada, e fui na direção de um grupo de civis que estavam cercados por chiaturis, no caminho peguei uma tampa de um lixo que estava pelo caminho (sim, uma tampa de um lixo, infelizmente não me deram um daqueles escudos fodões igual o de meu pai, então tinha que sobreviver com o que achava no caminho e as armas que estavam comigo), e lancei-a na direção de um chitauri, mas acabei acertando dois, que caíram nocauteados.

Aparentemente, os outros aliens não gostaram muito de eu ter acabado com dois amiguinhos deles, e viraram-se para mim com fogo nos olhos. Todos estavam armados ou com uma arma enorme e assustadora, ou uma espada de aparência assustadora e temível (tipo as adagas de Elle) e enormes.

Olhei para o grupo de civis, e fiz um movimento com a boca dizendo “fujam quietos”, para que não chamassem a atenção dos chitauris de volta para eles, e assim fizeram, dando passos rápidos e curtos para longe de nós, mas vi que, assim que se afastaram, começaram a correr desesperadamente, assim como os outros.

Por quê não conseguem manter a calma?Perguntei a mim mesma. Os aliens aproximavam-se, e eu logo peguei minha pistola.-Katherine, cuidado! – escutei alguém chamar meu nome, mas em meio ao caos não consegui distinguir quem.

Em questão de milésimos de segundos virei-me para trás a tempo de abaixar-me, assim evitando ser partida ao meio por um pedaço de ferro pontudo que voava em minha direção. De onde viera aquele ferro? De um chitauri enorme que, para minha sorte,também vinha em minha direção.

Eu estava cercada.

Por trás, vinha um grupo de uns cinco chitauris, e à minha frente, um chitauri de tamanho fora do comum se aproximava. Eu era uma garota morta.

Eu tinha, naquele momento, três escolhas: morrer sem lutar, tentar acabar com o grupo de trás, ou então atacar aquele chitauri gigante à minha frente.

Adivinha qual escolhi? O grupo de trás, claro.

Olhei para trás e avancei contra o grupo rapidamente, me afastando do gigante o mais rápido possível.

Eu havia guardado a arma, e pegado a adaga que estava comigo. Desviei do ataque de um, e tentei golpear outro, mas este desviou do ataque. De modo estratégico, saí do círculo de aliens e dei de costas com um muro, ou os restos de um prédio. Ao meu lado tinha uma lata de lixo (um salve às latas de lixo e suas tampas, que estão me ajudando muito), peguei sua tampa, mas dessa vez a usaria como escudo, e não simplesmente a tacaria nos chitauris como um freesbe.

Dois dos monstros tinhas as armas apontadas para mim, os outros estavam com as espadas (ou seja lá o que aquilo for) prontas para ataque, e atrás deles, para minha enorme sorte, o chitauri gigante estava pronto para me fazer de picadinho.

–Ótimo. – resmunguei, segurando com mais firmeza a adaga e colocando meu “escudo” na frente do peito. – Preferia estar na faculdade agora, do que morrer.

Os dois monstros que estavam com as armas atiraram, mas por sorte (dessa vez sem ironia), eles erraram a mira, derrubando parte do muro às minhas costas.

Atiraram novamente, e eu girei para o lado, desviando. Três chitauris, os que estavam com a espada, começaram a avançar contra mim como psicopatas, e eu me preparei.

O primeiro, que vou chamar de “A”, atacou minha esquerda, fazendo-me dar um salto para a direita, mas mesmo assim conseguiu atingir de minha coxa com toda a força. Naquele momento, foi como se eu visse estrelas, e foi desesperador. O segundo, “B”, aproveitou meu momento de distração com A e tentou golpear-me por trás, mas graças ao meu bom reflexo, virei para ele, desviando de seu golpe e chutando com toda a força com a minha perna boa.

Se eu dissesse que ele foi parar à uns cem metros longe de mim, vocês acreditariam? Pois então, foi isso que aconteceu.

Tinha me livrado de um, pelo menos por hora.

Virei para os outros dois a tempo de A tentar esfaquear minhas costas, e acertei-o com a tampa do lixo, que entortou com o choque. Enquanto A recuperava-se da tontura, o terceiro, “C”, atacou-me de frente, consegui segurar a espada com o escudo torto. Isso tudo, em menos de um minuto e meio.

Eu comecei a me desesperar de verdade quando (1) o chitauri A estava praticamente recuperado (2) o meu escudo improvisado estava se partindo ao meio. Saltei para o lado, e a espada do chitauri C foi para o chão de concreto com toda a força. Os dois alienígenas me cercaram, encurralando-me no resto de muro. Atrás deles, os dois chitauris “D” e “E” apontavam as armas na minha direção. E o chitauri gigante seguia na direção de Hulk, que nocauteava, pelo menos, uns cinco monstros com um só soco.

Se eu não morresse esfaqueada, morreria explodida, ou então morreria de tanto sangrar por conta da minha coxa. Três ótimos jeitos de morrer, que maravilha.

Quando a dor na minha coxa estava insuportável, eu temia que podia morrer de tanto perder sangue, e já estava quase desistindo de lutar, caindo no chão e deixando que me mutilassem até não restar nada além de “carne moída de Katherine Rogers”, fui salva pelo gongo. Ou então, pelo “super-pai”.

Surgindo diretamente da minha direita, Steve, o Capitão América, atacou rapidamente os dois chitauris armados, lançando-os longe com tamanha força que foi feito um buraco – ou dois – na parede de um edifício. Esse ataque distraiu A e C, fazendo com que eles olhassem para trás. Nesse exato momento, com minha tampa de lixo, atingi A bem na cabeça, e chutei-o para dentro de um prédio em ruínas. Antes que C pudesse perceber o que havia acontecido, enfiei a adaga em suas costas, tirando-a rapidamente e dando um soco na cara dele assim que ele virou-se para mim, nocauteando-o.

–Kat! – meu pai veio correndo em minha direção e abraçou-me. – Está tudo bem? – perguntou e eu assenti, mas logo em seguida olhei para minha perna, e neguei com a cabeça. A situação estava horrível. – Preciso tirar você daqui. – falou meu Steve, indo me pegar no colo.

Mas então, em questão de milésimos de segundos, antes de meu pai me pegar, vi um garotinho de no máximo cinco anos em meio aos escombros, e logo em seguida, algo azul piscando voou para seu lado. Um chitauri gigante jogara algo. Uma bomba. Arregalei meus olhos e gritei, correndo em direção ao garotinho desconhecido. Escutei meu pai gritando “Katherine, não!” logo atrás de mim.

Minha perna latejava e perdia sangue, e eu achava que não conseguiria chegar até o menino a tempo. Mas eu cheguei. E Steve chegou logo atrás. Dando seu escudo à mim, para que eu protegesse a mim mesma e ao garotinho, e me empurrando para o lado. Isso no exato momento em que a bomba explodiu e eu vi meu pai sendo lançado para trás com toda a força.

Não consegui gritar, nem levantar. Temia que se levantasse, fraquejaria e cairia de cara no chão. Sabe quando dizem que o mundo desaba sob seus pés? Então, o meu mundo estava desabando não só sob meus pés, mas também ao meu redor.

Eu estava agarrada ao escudo de meu pai, como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Não tirava os olhos de onde a bomba estava, e passei meu olhar para onde meu pai foi lançado. Tudo em chamas. Meus olhos ardiam, e de repente percebi que não ligava mais para a dor na perna, e sim para a dor dentro de mim ao ver meu próprio pai dando a vida por mim e um garoto que nunca viu na vida. Só não entendia o por quê meu pai fizera aquilo, ele poderia ter se protegido conosco, ele poderia, com toda a certeza. Mas não, ele não fez isso.

Quando a ficha finalmente caiu, eu levantei-me com escudo em mãos, e levei o garoto para onde estavam outros civis. Lágrimas rolavam por minhas bochechas, e mesmo com a visão embaçada, eu procurei por um chitauri enorme. Para mim não importava se era ou não o certo, eu ia acabar com qualquer que fosse o monstro.

Avistei um, a uns quatrocentos metros de mim, e comecei a correr em sua direção. Eu não via mais nada, a não ser o alien, não sentia mais nada, a não ser um ódio enorme dentro de mim.

Quando finalmente estava próxima o bastante, peguei uma bolsa vermelha que estava caída no chão, rodeia-a no alto e lancei na direção do chitauri, que estava de costas para mim.

No mesmo instante, o alien virou-se para mim, erguendo seu punho e direcionando-o para mim. Protegi-me usando o escudo, e quando o punho do monstro chocou-se contra o escudo de meu pai, nada aconteceu. A força do bicho era tamanha que meus pés deslizavam no concreto, quebrando-o, como se o concreto fosse areia e eu estava simplesmente afastando a areia com meus pés.

Firmei minhas pernas – e a que antes doía, eu não sentia mais nada, talvez por causa do ódio que sentia, que tomou conta de tudo dentro de mim -, e usando o escudo, empurrei o punho do chitauri com força. O alien recuou poucos centímetros, mas logo me atacou novamente.

Mesmo com a visão embaçada por causa do choro que insistia em sair, desviei do ataque pela minha direita, e subi em um carro tombado.

–Vamos! – berrei para o chitauri, enfrentando-o. – É só isso que sabe fazer? — O bicho rosnou, e ergueu o punho novamente em minha direção.

–Só sabe usar essa merda desse punho, inútil? – indaguei.

No exato momento em que a mão do alien ia se chocar contra mim, saltei para o lado, fazendo com que acertasse diretamente o carro tombado, que explodiu, lançando-me no ar.

Em pleno ar, movimentei-me de modo que forcei meu corpo a ir para baixo – diretamente para o alien.

Com o escudo firmemente em minhas mãos, acertei em cheio a nuca do bicho com tanta força que ele cambaleou para frente, desequilibrando-se e caindo de cara no chão. Quando tentou se levantar, já era tarde demais. Eu estava em sua cabeça, depositando socos e batendo com o escudo na mesma.

O mundo a minha volta estava desabando, gritos, sirenes e mais gritos, tudo estava chiando em meus ouvidos. Minha visão já estava embaçada demais para ver quem estava lutando, quem estava ferido.

O chitauri estava já morto, completamente desacordado para toda a eternidade, mas eu não parava de atingi-lo com o escudo.

–Kat. – escutei alguém me chamando em meio aos chiados, mas não olhei quem era. – Kat, para. – a voz da pessoa estava fraca. – Ele já ta morto, pode parar. – finalmente olhei para o lado, e toda a raiva se esvaiu por completo.

Mesmo com a visão embaçada, o distingui: com as vestimentas rasgadas e parcialmente queimadas, com cortes e queimaduras pelo corpo – nada que não possa ser curado -, estava Steve Rogers, o Capitão América, meu pai.

Saltei de cima do chitauri gigante, e corri na direção dele, abraçando-o com toda força.

–Ei, vai com calma, meu anjo. – falou meu pai, me abraçando.

–Eu pensei que... Eu pensei que você tinha morrido, pai. Pai... – afundei meu rosto em seu peito.

–Não se preocupa com isso, eu nuncavou te deixar, nem você, nem o James. Não se preocupa. – ele pegou meu rosto com as mãos e depositou um beijo na minha testa. – Eu te amo, minha filha.

–Também te amo, pai. – abracei-o novamente, e então ajudei meu pai a ir até um desses carros blindados da SHIELD, que logo começou a tratar dos ferimentos de meu pai, e passou um curativo em minha perna.

Entreguei o escudo a Steve, e ele sorriu.

–Vou providenciar um desses pra você. – dei uma risada.

–Ficarei agradecida. – olhei para trás e vi que mais chitauris chegavam. – Vou ir lá, tchau pai. – me despedi e voltei á luta.

ELLE

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–Cuidado! — gritei na direção de Zack que rapidamente desviou de mais um dos Aliens-que-eu-não-sei-falar-o-nome, estávamos a cerca de meia hora em combate, eu já tinha atirado todos os meus dardos (que são as flechas de besta) e minhas facas de arremesso, estava com mais de 5 quilos de equipamento descartado e só me sobraram um par de "luvas de garras" que eu pedira ao pai da Soso confeccionar para mim (são luvas de couro com uma espécie de "garras", não igual a do Wolverine mas como se fossem unhas de felinos, unhas de titânio muito bem afiadas e na parte superior da mão há Rebites de prata), duas adagas que estavam escondidas em um coldre nas minhas costas, uma bomba de fumaça e duas dúzias de agulhas de ferro.

Desviar, socar a esquerda, cuidado com o laser, empurrar com toda a força o alien a direita para derrubar dois que estavam tentando me cercar – pensei no modo automático, aquela definitivamente não era minha especialidade. Preferia estar em uma sala cheia, com minha coleção de chicotes, minhas pêras de prata (para os desavisados pêra também é um instrumento de tortura, é só jogar no google que vocês vão ver) e fazendo homens do dobro do meu tamanho implorarem pela mãe.

–Cuidado Princesinha-Barton! – gritou Zack/futuro morto.

– Princesinha teu C*! — gritei de volta, desviando e já pegando duas agulhas atirando em dois daqueles troços estranhos e com o salto pisando em mais um que estava no chão, na cabeça matando depois da terceira tentativa.

Depois de alguns minutos os que estavam ao nosso redor já estavam todos mortos, peguei as duas agulhas que atirei e mais duas facas que encontrei, uma das facas dei para o Garras-Junior e apunhalamos as cabeças de cada um que estava no chão para não termos surpresas (contra a vontade dele, que tipicamente queria partir para pancadaria e não quis usar a faca mas depois de um olhar que aprendi com uma interrogadora mais velha ele calou o bico e continuou).

– Por que você não me deixou usar as garras? – perguntou ele, parecendo curioso.

– Por não sabermos se há veneno no cérebro deles. – respondi, seca deixando ele com uma cara estranha a me ver retirando a jaqueta e a blusa, coloquei outra blusa e recoloquei a jaqueta, essa outra blusa era mais grosa e difícil de penetrar.

Com um lenço que estava no bolso interno da minha jaqueta de couro limpei as agulhas e as facas, guardando as agulhas e ficando com as facas na mão, com a telecinesia (sentindo uma super enxaqueca) abaixei uma das "motos" matei o "piloto" e com ela comecei a atirar em tudo que eu consegui ver, errando a Penny por dois metros por que consegui ver ela de relance.

Estava me divertindo horrores atirando à torto e direito com a munição o sabe-se-la o que eles usam maaas como tudo o que é bom acaba rápido a munição acabou.

Como já tinha derrubado uma boa parte dos que estavam no ar voltei para o chão na parte em que tinha maior concentração daqueles Aliens (aliás, oh bicho feio que dói!) e comecei a ajudar os que estavam por perto, cerca de um hora depois apenas sentia minhas mãos quando elas latejavam, mas não parei, a vida de pessoas importantes estava em risco, Tamires estava lá e eu não podia deixar ela se machucar. Não a única pessoa que me ajudou quando eu mais precisei, quando minha mãe morreu e meu pai nem sequer sabia que eu estava viva, não minha irmã de alma que me salvou de mim mesma.

De repente senti o couro que protegia minha mão direita cortar, assim como algo arranhar minha pele, em reflexo usei a mão esquerda para socar o que pensei ser um outro alien e vi um ex-agente, ele sorria para mim e reconheci aquele sorriso, era o mesmo que eu dava quando ia para um interrogatório em que eu era liberada para fazer o que eu quiser.

Peguei as agulhas, as enganchei na minha mão fazendo um soco-inglês improvisado e usando a telecinesia para mantê-lo parado soquei com toda minha força no lado esquerdo do crânio, senti boa parte afundar em minha mão mas quatro das doze penetraram, fazendo-o gritar e cair no chão instantaneamente, ainda com as agulhas enfiei no pulmão esquerdo metade e a outra diretamente no coração.

Dezenove, dezoito, dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, onze, dez - contei mentalmente, sem parar de estraçalhar ao meu redor tudo que pude, dedos, braços, pernas, às vezes uma cabeça – nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois e... - morto por asfixia, hemorragia cerebral e hemorragia em órgãos vitais.

Mas era um campo de batalha, não era bonito e heroico como nos filmes, era sangrento e para pessoas boas deveria ser um inferno.

– É, acho que me encaixo bem aqui. — falei, dando meu melhor sorriso macabro e vendo alguns dos Aliens recuarem de modo inconsciente ao verem minha expressão. – É, baby a Gata Negra saiu para brincar.

POV Sophie

– Pai! – gritei ao ver apenas a mão protegida pela armadura debaixo de uma das naves maiores. Pelo menos a armadura o protegia. Corri e me abaixei quando cheguei onde ele estava. – Jarvis, qual é o estado do meu pai? – perguntei enquanto retirava- o debaixo da nave.

– Acho que desacordado, senhorita. – nesse momento a raiva com o desespero cresceu dentro de mim. A armadura estava com olhos apagados, o que indicava que provavelmente a mesma estava muito danifica, também pudera não é?

– ACHA? COMO PODE ACHAR, JARVIS? – perguntei indignada para ele.

– Senhorita, perdoe, porém sou apenas um programa eletrônico, e quando a nave caiu em cima de seu pai perdi o contato com o mesmo. Antes da senhorita chegar, eu tentei retira-lo mas a armadura não responde. Não a avisei antes porque colocou a armadura praticamente agora. – suspirei derrotada pelas palavras dele, o mesmo estava certo. Arranquei então com toda a força a armadura do corpo dele. Haviam dois cortes no rosto de meu pai, um na metade do nariz, e o na bochecha. Levantei as pálpebras dos olhos fechados dele e constatei que estavam intactos. – Pai, acorda por favor. – eu balançava levemente o corpo dele, mas o mesmo não respondia. Primeiro tinha sido John, e agora meu pai. Encostei meu rosto no peito dele e ouvi as batidas do coração, suspirei aliviada. Para ter certeza procurei sentir os batimentos também pelo pulso e agora tinha certeza de que ele estava vivo. – Pai, acorda. – falei alisando os cabelos dele. O puxei para meu colo, mesmo estando com a armadura que rapidamente abri na parte do rosto e cheirei os cabelos dele. O peguei nos braços e levei para o hospital. Lá ele foi levado para um quarto depois de passar por exames que constataram que ele estava inteiro. Voltei então para a batalha, esperando o que os outros não estivessem com problema igual ao meu. Então voltei, agora pronta para matar o desgraçado ou desgraçada que estivesse por trás disso.

– Onde vocês estão, Jenny? – perguntei pelo comunicador.

– Encurralados em um prédio na Madison Avenue. – ela falava baixo.

– Já chego ai. – olhei para o céu e vi que o portal por onde eles saíram havia se fechado ou foi fechado. Rastreei o sinal do comunicador e logo encontrei o prédio. Antes de entrar, mandei Jarvis escanear para que eu soubesse onde todos estavam e a primeira que encontrei foi a Jenny acompanhada pelo Zack. Os dois estavam pelo visto armando uma emboscada pra um grupo pequeno de chitauris que estava mais a frente. Quando olhei para um dos últimos andares me surpreendi. Não podia ser, meus olhos deveriam estar me enganando. Mas era aquele verme. Sem pensar mais, fui para onde Jenny e Zack estavam.

– Por onde você andou? – perguntou Jenny em sussurros.

– Socorrendo meu pai e John. – ela me olhou preocupada, Zack olhava para onde os Chitauris estavam. – Vamos acabar com eles.

– Então você tem um plano? –perguntou Zack.

– Claro que sim. O plano é: ATAQUE! – gritei e sai correndo em direção aos Chitauris, que imediatamente viraram surpresos. Um deles pulou em cima de Zack que praticamente esquartejou ele com suas garras. Jenny atirava no meio da cabeça deles, Zack estripava os chitauris com sua garras, eu atirava neles com o laser. Quando aqueles acabaram, começamos a subir para o próximo andar e paramos ao ver o estado dos que estavam outro andar. Livy, Penny, Logan, Elijah, Elle, Jenny, Kat, Nick, Kay e James estavam em um estado deplorável. Todos presos nas mãos e pernas por algum feitiço, além de terem a boca fechada pelo mesmo feitiço, jogados pelo canto da sala, todos estavam desacordados com exceção de Elle. Corremos até ela e Jenny tentou puxar as cordas mágicas, mas ela também foi presa no momento em que tocou. Zack me olhou sem saber o que fazer.

Ele fez menção de falar algo, mas fiz um gesto de silencio. Ele apenas assentiu. Olhei para Elle e movi apenas os lábios, falando sem som “Levanta os braços e tenta afastar um pouco as mãos.” Ela fez o que eu disse mas não conseguia afastar as mãos. Eu então não poderia tentar “cortar” com o laser, afinal acabaria decepando as mãos dela. Eu precisava subir para o próximo andar, para acabar com aquele...infeliz. Mas no momento que fiz menção de sair da sala, ela apontou com a cabeça para Logan de maneira desesperada. Um calafrio percorreu pelo meu corpo. Zack então seguiu na frente até o desacordado Logan e se abaixou. Ele desceu o ouvido até o nariz dele mas sem encostar para não ser envolto pelo feitiço. Ele então fechou os olhos e meu coração apertou. Eu queria gritar, balançar Logan até ele voltar, mas sabia que além de não poder gritar para não chamar a atenção, eu não podia toca-lo. Notei então que o pescoço dele estava retorcido em um ângulo estranho e as lágrimas invadiram meus olhos. Não... Logan... como contaríamos a Thor que seu filho fora assassinado pelo próprio “tio”? Puxei Zack pelo colarinho e ele entendeu.

Sai na frente e o mesmo me seguiu. Antes de sair da sala retirei a armadura e ele me olhou confuso. Voltei a falar apenas movendo os lábios. “ Loki esta no próximo andar com Ashley e Jace...eu vou entrar lá, como isca, sem a armadura, vou distrai-lo e você entra em seguida e acaba com ele.”

“ Isso é arriscado demais.” – respondeu ele da mesma forma

“ Sim, mas não podemos deixar Jace e Ash lá. Sem falar que ele matou o Logan. “- Ele então assentiu com a cabeça e subimos em silencio. Antes de entrar respirei fundo, eu estava praticamente sendo uma suicida, mas precisava tentar também por John e meu pai. Entrei escancarando a porta, isso chamou a atenção de Loki para mim. Eu fiquei perdida ao ver o estado da Ash, ela estava desacordada e encolhida no chão com as costas nuas, havia sangue, muito sangue. Jace estava amordaçado e preso como os outros, forçado a ver tudo e sem poder ajudar a irmã. Vi nas mãos de Loki uma espécie de chicote.

– Olha só quem resolveu nós visitar, filhos. – ele disse sádico, bateu o chicote no chão e veio caminhando em minha direção. Loki segurou-me pelos ombros e me jogou com força em direção a janela, onde bati com as costas e cai no chão tentando retomar o ar. – Tão arrogante quanto seu pai. Ousa me desafiar sem usar aquela armadura... – Zack nesse momento entrou correndo na sala com as garras já prontas para atacar, mas Loki virou-se no momento exato em que ele iria cravar as garras em seu corpo e o jogou em minha direção. O vidro não aguentou o impacto do corpo dele chocando-se com o meu e quebrou. Fui empurrada com o corpo de Zack para fora do prédio, mas ele foi mais rápido: cravou as garras no concreto e segurou minha mão direita. Agora estávamos pendurados, as garras da mão esquerda dele deslizava pouco a pouco no concreto. Iriamos morrer, dessa vez não tinha como escapar.

– Me solte, Zack. – falei com lágrimas nos olhos.

– Não, eu não vou te deixar cair. – ele falou firme, me segurando com mais força.

– Se você não me soltar, vamos morrer, é melhor apenas um do que dois. – eu disse. Ele continuou a me segurar.

– Deixe de sua teimosia, eu não vou te soltar. – ele disse com mais firmeza. Eu sorri com aquilo, mesmo ele tendo entrado pouco tempo, já dava tudo por nós, e olhe que eu não sou próxima a ele. Olhei para baixo. Estavamos pendurados a mais de noventa metros do chão. A queda dali seria rápida e provavelmente sem dor. Eu não queria cair, não queria morrer. Mas a mão dele estava suando, e a minha pouco a pouco escorregava. Meu fim estava próximo. Até que não deu mais. Minha mão escorregou da dele e eu cai em queda livre. Fechei os olhos, que ideia mais tola tinha sido a minha de retirar a armadura. Agora eu ia morrer, e não tinha como escapar.

Ouvi um rugido forte e abri os olhos. O Hulk vinha em minha direção, com agilidade ele pulou em um prédio, dando impulso e depois saltou para mim, pegando-me no ar e me salvando. Ela caiu no chão de costas, mas para ele aquilo não doía. O mesmo me pós de pé, e quando levantou, havia uma enorme cratera no local em que ele caiu. – quem fez isso? – perguntou ele com a voz transformada.

– Loki. Ele esta naquele andar. – apontei e vi que Zack entrará novamente para o edifício.

– VOU ESMAGAR!!! – Assim ele subiu para onde Loki estava. Eu não aguentava mais aquela batalha. Voltei a subir o prédio, quando cheguei onde os outros estavam presos, fiquei apenas observando, afinal o que eu podia fazer? Lembrei então da armadura e a vesti. Subi correndo mas estanquei na porta ao ver o que estava na minha frente. O tronco desmembrado de Loki estava jogado em um canto, aos pés do Hulk havia sangue, muito sangue e algo misturado, havia também um dedo. Então era isso: o sangue e a gosma era os ex–membros de Loki, a cabeça estava nas mãos do Hulk, ele logo jogou no chão e pisou com força. Apenas me afastei de fininho, com medo que ele se voltasse para mim em algum momento de surto. Quando a cabeça foi esmagada, o feitiço que prendia Jace e Ash se desfez. Jace correu para pegar Ash nos braços e o Hulk pulou do prédio para voltar a batalha. Desci correndo e vi que os outros também não estavam mais presos pelo feitiço. Zack sorriu para mim e me abraçou forte.

– Vamos, temos que despertar os outros e voltar para a batalha. – eu disse. Fomos acordando os outros, com um pouco de trabalho. Depois avisei a SHIELD sobre o Logan. Quando saímos para acabar com os outros chitauris nos surpreendemos. Estavam todos mortos. ENTÃO ERA ISSO: Loki era a força vital deles, com Loki finalmente morto, os chitauris também estavam aniquilados. Jenny e Penny me abraçaram. Estava acabado.

Notas finais
Reviewns? Recomendações?